Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 803 - 21 de maio de 2003
Geral Cidades
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
 

As rainhas das festas nas embaixadas
Novas bolsas da Louis Vuitton já foram falsificadas
A Índia compra um quinto do ouro produzido no mundo
O roubo da obra-prima de Cellini
Os medos do brasileiro em relação ao sexo
A degradação do patrimônio em Ouro Preto
Berlim é a capital do turismo gay
A Europa sobre duas rodas
Agora, 12 por 8 já é alerta para hipertensão

Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


 

Só falta pichar

Ouro Preto bate recordes de
descuido com o patrimônio histórico

José Edward

Veja também
Galeria de imagens: o patrimônio de Ouro Preto ameaçado

Foi-se o tempo em que Ouro Preto era exemplo mundial de conservação do patrimônio histórico. Nos últimos meses, dois acidentes completaram uma lista de danos provocados pelo descaso. Primeiro, um caminhão atropelou uma fonte do século XVIII. Depois, um incêndio devorou um casarão do século XIX. Bem antes disso já havia cupins corroendo a estrutura de obras históricas, goteiras causando infiltração em telhados coloniais, umidade esfarinhando tijolos centenários, trânsito provocando trincas em paredes e gente fazendo instalações que a qualquer momento podem provocar novas fogueiras com bens culturais. Tudo isso está num inventário da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, no qual se descobre que 40% dos casarões correm risco de desabamento. "Ouro Preto pode ter o mesmo destino do Chiado", alerta Frederico Tofani, coordenador do inventário, lembrando o incêndio que destruiu o bairro histórico de Lisboa, em 1988.

Ao lado da falta de investimentos na recuperação de obras e monumentos está o descaso da administração municipal. Até hoje a cidade não tem uma lei de uso do solo nem um código de edificações. O plano diretor, aprovado em 1996, ainda não foi implantado. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) só conta com dois técnicos para a fiscalização local. Uma das acusações que levaram ao afastamento da prefeita pedetista Marisa Xavier, em abril, foi a de negligência com o patrimônio histórico. Ela retomou o cargo com uma liminar. De um contrato de 7 milhões de reais para várias obras, já se gastaram 5 milhões, mas ainda não se viram os trabalhos previstos de controle de incêndios e aterramento elétrico no centro da cidade, de acordo com as denúncias levadas à Câmara Municipal pelo PT local. "Todas as denúncias são infundadas", responde Marisa. Numa visita a Ouro Preto, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, não soube a quem liberar recursos para a conservação de monumentos. "A cidade corre grande risco de entrar para a lista dos patrimônios em perigo", afirma Jurema Machado, diretora de Cultura da Unesco no Brasil.

 

Os dez menos

Símbolos da cidade e seus maiores problemas

Museu da Inconfidência
Paredes trincadas devido ao tráfego nas imediações

Palácio dos Governadores
Trincas e acréscimos indevidos no prédio

Matriz Nossa Senhora do Pilar
Telhado e forro precisam de restauração urgente

Matriz Nossa Senhora Conceição de Antônio Dias
Obras de arte deterioradas*

Igreja São Francisco de Assis
Estrutura abalada pelo tráfego de ônibus

Igreja São José
Fechada há seis anos, com danos no assoalho, no altar e no coro

Igreja Santa Efigênia
O madeiramento está sendo comido pelos cupins

Igreja Nossa Senhora das Mercês de Baixo
Cupins devoram o forro

Igreja do Taquaral
Problemas na cobertura, no forro e no piso

Matriz do Distrito de São Bartolomeu
Piso, forro e cobertura comprometidos

 

Fonte: Iphan, Ouro Preto
* Há verba do Banco Interamericano de
Desenvolvimento para a restauração



   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS