Seções
• VEJA.comPanorama
• Imagem da SemanaBrasil
• Sucessão: A estratégia de campanha de José Serra à PresidênciaEconomia
• Ideias: Economistas da escola austríaca querem mais liberalismoGeral
• GenteGuia
• Filhos: A hora certa de mudar alguns hábitos das criançasArtes e Espetáculos
• Betty MilanGuiaAs perguntas difíceis que as crianças fazem
1. Mamãe, de onde eu vim?
Para perguntas sobre concepção e nascimento, se a criança tem até 4 anos, diga apenas que ela saiu da barriga da mamãe Entre os 4 e os 6 anos, procure responder somente àquilo que está sendo perguntado, utilizando uma linguagem simples, sem mencionar detalhes que ela não vai entender De 6 a 8 anos, meninos e meninas já podem ser esclarecidos sobre como um bebê surge na barriga da mãe com termos como "a união da sementinha do papai com o ovo da mamãe". Diz a educadora sexual Maria Helena Vilela: "Nessa fase, a criança já troca informações sobre sexo com amigos da escola. O problema é que nem sempre elas serão corretas". Para saber até onde o filho conhece o assunto, é recomendável citar o caso de uma conhecida grávida uma tia, por exemplo e perguntar se ele sabe como o bebê surgiu na barriga dela Detalhes a respeito do ato sexual propriamente dito só a partir dos 8 anos e à medida que a criança os solicita. Não adiante informações que ela ainda não quer processar
2. Para onde as pessoas vão quando morrem?
Numa simplificação da tradição judaico-cristã, é comum responder que quem morre vai para o céu. Não é errado recorrer a essa saída, mas é provável que a criança fique insatisfeita com tal fórmula Até os 4 anos, pode-se falar de morte a partir do convívio com plantas e animais. "A plantinha nasce, cresce e morre" é um jeito de a criança começar a entender que a morte é o fim natural de um processo de desenvolvimento. Mentir a respeito da morte ou fantasiar demais impede que ela aprenda a enfrentar o luto. Segundo os psicólogos, mais importante do que explicar a situação ao filho é a forma como se reage a uma perda: os pequenos aprendem a lidar com a morte observando as reações dos adultos A partir de 5 anos, a criança se interessa mais por assuntos relacionados ao ciclo da vida e, consequentemente, surgem as sensações de medo e insegurança. Por isso, quando ela as manifesta, deve ser estimulada a falar a respeito e a expor seus sentimentos e teorias sobre a morte. Se a família é religiosa, os pais já podem abordar o tema de acordo com suas crenças Para os maiores de 8 anos, diga que quando uma pessoa morre seu corpo é colocado dentro de um caixão e recebe um funeral. Acrescente que, na verdade, ninguém sabe exatamente o que acontece depois da morte. Mas faça isso de forma que a morte seja encarada como algo tão natural quanto o nascimento |