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Home  »  Revistas  »  Edição 2161 / 21 de abril de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Tragédia no Rio de Janeiro (capa)
Lya Luft
Gustavo Ioschpe
Superproteção ao filho
Jovens cubanos contra a tirania

Tragédia no Rio de Janeiro

"Até o Cristo Redentor chorou de vergonha ante o descaso, a incompetência e a irresponsabilidade! Não culpem a natureza pelos erros e omissões dos governantes. Vejam bem quais foram eles, para que nas urnas sejam deletados do cenário político."
Maria Isabel de Assis Pereira
Goiânia, GO

Impactante e pungente a capa de VEJA desta semana! As lágrimas de concreto do Cristo Redentor dilaceram o coração das pessoas que amam o povo do Rio de Janeiro. Choramos lágrimas de tristeza e vergonha ao ver brasileiros soterrados pelo lixo, pela lama, pelo abandono à própria sorte. Expresso aqui meu mais profundo desprezo àqueles que passam por cima da dignidade humana em nome da ganância e das benesses do poder ("Rio... do descaso, da demagogia, do populismo e das vítimas de suas águas", 14 de abril).
Lucília Scheneider
São Paulo, SP

Li a reportagem com um misto de emoções: indignação, revolta, tristeza, sofrimento, comoção. Com lágrimas nos olhos, constatei que, se os governantes não se conscientizarem da urgente necessidade de enfrentar o problema da ocupação desenfreada das favelas de modo sério, sem o viés eleitoreiro e demagogo, este será apenas mais um capítulo trágico na história do Rio de Janeiro.
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA

Esta fluminense desolada, radicada no Ceará, com as filhas morando em Niterói, pergunta: como é que os responsáveis pela cidade que vêm proclamando a qualidade de vida de Niterói (dizem ser a quarta melhor do país) podem deitar a cabeça no travesseiro e dormir com as mortes pesando em sua consciência? Como explicarão essa calamidade a sua família? Então, toda essa história de qualidade de vida excluía o Morro do Bumba? Tudo foi uma maquiagem para que acreditássemos ser Niterói a "Miami" brasileira, com seus velhinhos passeando pelas calçadas? É uma vergonha!
Christina Kezen
Fortaleza, CE

Em vez de organizar passeatas demagógicas em defesa dos royalties do petróleo, o governador do Rio de Janeiro deveria preocupar-se em dar uma boa destinação a eles – aplicando-os na remoção das favelas e na promoção de assentamentos seguros, por exemplo. Só mesmo uma tragédia dessa proporção escancara ao resto do país como esses recursos milionários estão sendo mal empregados.
Sandra Silvestre
Criciúma, SC

Administradores do passado e de hoje "recompensaram" a mão de obra que construiu essa cidade marginalizando-a em morros, na periferia, sem a mínima infraestrutura. Esqueceram-se de que se tratava de seres humanos. Basta de reclamação! Devemos ajudar os sobreviventes a reconstruir sua vida. Aos que se foram: homenagens e preces.
Tamir Fattori
Caxias do Sul, RS

Berg Silva/Ag. O Globo
Catástrofe no Rio de Janeiro
Tempestades castigaram o estado fluminense no início de abril. Dezenas de vítimas moravam precariamente nas encostas instáveis da região, com o apoio de políticos em busca de votos

 

Carta ao Leitor

Jamais li algo que tocasse tanto na ferida do Rio de Janeiro como as linhas do editorial "A construção de uma tragédia" (Carta ao Leitor, 14 de abril). Foi posta com muita propriedade a relação desses políticos com a população. Espero que eles tomem vergonha daqui para a frente.
Carlos Edison Santos
São José dos Campos, SP

 

Lya Luft

Tocante o artigo "Os filhos do lixo" (14 de abril), de Lya Luft. É simplesmente inadmissível que a nossa sociedade permita que crianças se alimentem do lixo. Assim como temos campanhas bem-sucedidas como "Crack: nem pensar", do Grupo RBS, devíamos considerar esta: "Do lixo, não!"
Luís Beck da Silva Neto
Porto Alegre, RS

Eu me emocionei com esse texto. Foi de uma eloquência chocante, nua, crua. Também assisti à reportagem sobre os filhos dos lixões e, confesso, não parei de pensar naquelas pessoas, ainda mais depois do terrível desastre ocorrido no Morro do Bumba, em Niterói. Difícil não associar uma imagem a outra. Lya, apesar da dureza da situação, você conseguiu passar ternura e indignação. Creia, ela também é de todo o povo brasileiro.
Jania Vidal
Cariacica, ES

No seu sensível texto só faltou salientar que muito dessa situação, comum a quase todo o país, se deve à falta de uma paternidade responsável por parte de cada cidadão e de uma política de planejamento familiar menos hipócrita e mais acessível a todos. Sem isso, muitos brasileiros continuarão a viver em buracos, comendo lixo e procriando como ratos.
Marisa Schmidt
Bertioga, SP

 

Gustavo Ioschpe

Preciso, objetivo e corajoso o artigo "Brasil: a primeira potência de semiletrados?" (14 de abril), de Gustavo Ioschpe. Destaco a sua coragem em dizer que as mazelas da nossa educação jamais serão resolvidas apenas com mais verbas para a educação e com aumentos salariais para os professores. Faltam competência gerencial na educação pública e um programa sério de formação, capacitação e qualificação de professores. Sem atacar esses problemas e insistindo em medidas paliativas e demagógicas, condenaremos nossa juventude ao analfabetismo funcional e à falta de empregabilidade.
Carlos Augusto C. Salles
Rio de Janeiro, RJ

Há tempos percebo um enorme buraco no nível médio de educação dos brasileiros, incluindo os que frequentam as melhores escolas e faculdades. Hoje é raro encontrar uma pessoa com quem se pode conversar por mais de cinco minutos, exceto sobre bobagens.
Cyro Cabral
São Paulo, SP

O artigo de Gustavo Ioschpe desnudou a realidade do ensino no Brasil. Aqui ainda impera a ideia de que, quanto mais ignorante a população, mais fácil fica para os governos ineptos se perpetuar no poder.
Ana Rita Negrini Hermes
Diretora pedagógica
Joinville, SC

 

Jovens cubanos contra a tirania

A reportagem "Juventude rebelde" (14 de abril), do jornalista Duda Teixeira, demonstrou que a insatisfação cubana não começou agora e que os motivos são mais do que históricos, até porque a família Castro está no poder há 51 anos.
Pedro Beja Aguiar
Rio de Janeiro, RJ

É um alento saber que em Cuba há uma juventude lutando contra a opressão comunista e a falta de liberdade de expressão, impostas pelo ditador sanguinário e seu irmão comparsa. Que isso sirva de alerta para os nossos jovens alienados politicamente, para a UNE castrada e para outras militâncias cooptadas pelo dinheiro sujo desviado dos nossos impostos. Que eles acordem em tempo e ajudem a tirar do poder os "barbudos do atraso" daqui, para não precisarem passar pelo processo que os jovens cubanos estão amargamente experimentando.
Ludinei Picelli
Londrina, PR

 

Superproteção ao filho

Parabéns pela reportagem "Excesso de proteção faz mal ao seu filho" (14 de abril). Sou mãe de dois meninos, de 4 e 2 anos, e pude identificar-me com vários dos exemplos citados, bem como enxergar casos de pessoas próximas com filhos adolescentes. VEJA dá um show ao nos ajudar a refletir sobre a educação que estamos fornecendo às mentes futuras.
Joice Vieira
Salvador, BA

É com as questões abordadas nessa reportagem que deparamos no dia a dia da escola. Muitos pais, na ânsia de proteger seus filhos e mostrar que estão presentes na vida deles, não os deixam assumir responsabilidades. Interferem em tudo, acobertam maus comportamentos e justificam todos os seus atos.
Lenita Venantte
Diretora de escola
Curitiba, PR

Sou mãe de três filhos adolescentes. VEJA relatou com perfeição o que a sociedade brasileira vem enfrentando. Uma dica a todos os pais zelosos e neuróticos como eu: mandem seus filhos para um bom acampamento. A experiência permite que eles exercitem sua autonomia e autossuficiência. Meus filhos mudaram de uma forma muito positiva depois que começaram a ir para um acampamento!
Marilia Rabello
São Paulo, SP

 

Sucessão presidencial

A reportagem "A candidata petista falou ‘dilmais’" (14 de abril) mostra a desastrosa apresentação de Dilma Rousseff sem a presença de seu inventor. Quem sabe agora, desgarrada de seu mentor, a candidata petista chegue à conclusão de que a Presidência da República requer mais do que experiências burocráticas e cumprimento de atividades predeterminadas. Quem sabe ela perceba que, para tornar-se estadista, é preciso liderança e vivência na arte de bem governar.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ

Fica evidente que a candidata do governo tem cacife para superar o presidente Lula em três pontos: na gastança, na arrogância e na produção de asneiras vernaculares.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

 

Epilepsia

Mais grave do que a doença em si é o preconceito que sofre o portador. A reportagem "Tempestade cerebral sob controle" (14 de abril) deixa bem claro o porquê de tudo ocorrer em fração de segundo e involuntariamente. Minha filha sofre com essa doença há 23 anos, e as perdas emocionais não se recuperam jamais. A dor causada é indescritível. Com essa abordagem brilhante de VEJA, talvez possam ser revisados e valorizados alguns conceitos, tornando a vida dos portadores de epilepsia mais aceita pela sociedade.
Márcia Dias
São Caetano do Sul, SP

 

Mulher magra e bela

Muitos acham que basta ser magra para ser feliz. Tenho 1,70 metro e 52 quilos e fui extremamente brutalizada na adolescência, com ofensas cruéis que me renderam uma síndrome do pânico no início da vida adulta. Como não fui modelo, nem esse benefício tive para compensar o meu físico. Gostaria que as pessoas compreendessem que a magreza extrema pode trazer tanto sofrimento quanto o excesso de peso. Aos 39 anos, com dois filhos e o mesmo corpo de adolescente, finalmente me aceitei ("As mulheres mais odiadas do planeta", 14 de abril).
Luciana Cardoso Casteli
Por e-mail

Correções: o crédito correto da foto sobre o deslizamento no Alto Leblon, publicada na página 76 da edição 2 160 ("Rio...", 14 de abril) é: Fabio Gonçalves/Agência O Dia. n O crédito correto da foto da cantora Xuxa publicada na página 49 da edição 2159 (Radar, 7 de abril) é: Nana Moraes/Boa Forma.

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