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Com um pé na ÁfricaA gaúcha Marcopolo, a maior fabricante de carrocerias de ônibus do país, está festejando a Copa do Mundo da África do Sul. Em parceria com Scania, Volvo e Mercedes, a empresa fechou um pacote para vender 800 ônibus que serão usados durante o Mundial. A negociação, tocada pelo CEO José Rubens de la Rosa, girou em torno de 120 milhões de dólares. O principal cliente é a Fifa, que comprou 460 unidades de luxo para transportar turistas que adquiriram os pacotes oficiais, convidados e delegações. As prefeituras de Cidade do Cabo, Port Elizabeth e Johannesburgo também fizeram encomendas. As carrocerias são produzidas em Caxias do Sul e montadas na subsidiária sul-africana da Marcopolo. O último lote será entregue no fim de abril.
Bahia explosivaCandidato à reeleição na Bahia, o governador Jaques Wagner, do PT, tem enfrentado um início de campanha conturbado. Primeiro, o PMDB, que ele esperava ver em sua chapa, decidiu lançar candidato próprio ao governo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Depois, o PR também abandonou o barco. Agora, Wagner terá outro problema pela frente: explicar o aumento da violência na Bahia em sua gestão. De 2006 para 2009, os homicídios dolosos no estado aumentaram 48%, chegando a 4 777. A Bahia já responde por 10% de todos os homicídios brasileiros. Para combater a explosão do crime, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, anunciou que a estratégia é "partir para cima dos bandidos".
Verdinhas do VerdãoEm campo, a fase do Palmeiras não é das melhores, mas, nos negócios, o clube continua fazendo seus gols. O valor obtido com licenciamento de produtos tem aumentado exponencialmente. Em 2008, o Palmeiras faturou 590 000 reais nessa rubrica. No ano passado, segundo o diretor de marketing Rogério Dezembro, o valor triplicou, graças ao reposicionamento de mercado dos produtos que levam o escudo alviverde. Neste ano, o faturamento que já está em 900 000 reais deve bater a casa de 4 milhões de reais. Será um recorde histórico para os palmeirenses.
Em boa horaNa semana passada, chegou ao gabinete do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, uma representação que aponta o loteamento nos conselhos dos tribunais de contas estaduais de todo o país. O documento, redigido pelo procurador-geral do TCE gaúcho, Geraldo da Camino, é endossado pela Associação Nacional do Ministério Público de Contas e acusa a quebra de preceitos constitucionais. A Constituição diz que é necessário ter reputação ilibada, idoneidade moral e notório conhecimento jurídico, contábil, econômico, financeiro ou de administração pública para assumir uma cadeira na corte de contas. Mas um levantamento feito em cinco estados, anexado à ação, comprovou o que todos imaginavam: a escolha dos conselheiros, feita por deputados estaduais e governadores, se dá entre familiares e apaniguados políticos que passam longe de preencher os requisitos básicos para a função. Se Gurgel encampar a ação e remetê-la ao STF, a mamata poderá acabar.
Com reportagem de André Vargas, Igor Paulin e Marcelo Sperandio
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