Beleza
Agora,
o "efeito peneira"
Aparelho com microagulhas perfura
a pele para estimular
a produção de colágeno. Sim, dói.
E pode sangrar também

Cristiane
Sinatura
Laílson Santos
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FURAR
PARA REJUVENESCER
No consultório, movimentos em vaivém,
em todas as direções |
No duelo épico-estético
em que se digladiam os seres humanos e as marcas do tempo, praticamente qualquer
arma terá seus adeptos mesmo as que machucam e até sangram.
Uma das mais recentes parece instrumento de tortura: trata-se de um rolinho coberto
por 200 microagulhas de metal de 0,5 a 1,5 milímetro usado, isso mesmo,
para perfurar a pele. O princípio, o mesmo dos peelings tradicionais, é
que, para regenerar a área esfolada, o organismo intensificará a
produção de colágeno, substância que sustenta a pele
e que vai escasseando com o avanço da idade. Com mais colágeno,
atenuam-se rugas, cicatrizes, manchas e flacidez. Lançado na Alemanha com
o nome de Dermaroller e já imitado por outras marcas, o rolinho pode ser
conjugado ao tratamento a laser para maior eficácia. O ritual começa
com higienização e aplicação de pomada anestésica.
A seguir, o rolinho é friccionado sobre a pele, em vaivém, em todas
as direções, durante mais ou menos vinte minutos, e a pessoa vai
embora com o rosto perfurado como uma peneira e um tanto avermelhado. No Brasil,
há dermatologistas que só aguardam a aprovação da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já
requerida, para aderir. "A técnica é indicada para pessoas
de 40 a 50 anos que tenham sinais leves de envelhecimento", explica o dermatologista
Marcelo Bellini, de São Paulo. "O número de sessões
depende de cada caso e o intervalo recomendado é de três a quatro
semanas." Há quem ache a novidade um retrocesso. "Se o mesmo
procedimento que machuca a pele não coagula o sangue logo em seguida, aumentam
os riscos de infecção", alerta a dermatologista Paula Bellotti,
do Rio de Janeiro. Mas, como novidade é novidade e sempre se acha quem
a aplique, a publicitária paulistana Carmen Helena Sangiorgio, 51 anos,
passou por quatro sessões (média: 500 reais cada uma) e gostou.
"Diminuíram as ruguinhas, a pele ficou mais viçosa, com cor
e brilho", garante. Doeu, claro, "como se fosse uma tatuagem",
mas ela nem piscou: "Sou resistente à dor." |