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O Brasil atingiu um inédito estágio de maturidade institucional que, aliado ao excelente momento econômico, fez do país um atrator irresistível de capitais externos saudavelmente direcionados em maior volume para a atividade produtiva do que para a especulação. Mantidas essas condições objetivas até janeiro de 2011 e não há razão para que elas se deteriorem , nenhum outro presidente terá subido a rampa do Palácio do Planalto em circunstâncias mais favoráveis. O vencedor das eleições será sábio se aproveitar o empuxo positivo para lançar-se com ímpeto na implementação das reformas essenciais capazes de transformar o que é uma fase virtuosa numa conquista permanente. Há muito que fazer para isso virar realidade. Fica-se aqui com as duas frentes principais. O governo federal precisa copiar bons exemplos dados por alguns estados e passar a ser gerido com muito maior eficiência, competência e transparência e, portanto, com maiores benefícios e menor custo para os brasileiros que trabalham e pagam impostos. O mundo político terá de se submeter logo a um ordenamento novo capaz de afastar os corruptos e voltar a atrair para o meio os melhores brasileiros. Dilma ou Serra, como se vê, terá a partir de 2011 doses igualmente inebriantes de oportunidades e desafios. |