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Radar
GOVERNO
Lula
parou de cair
Um
grande instituto fechou na semana passada uma pesquisa nacional
sobre a popularidade de Lula. Pela primeira vez desde janeiro, o
presidente não caiu. Estabilizou no mesmo patamar do fim
de março. Pelo menos isso Lula pode comemorar. Quanto a voltar
a subir, já é outra história...
Todo
o cuidado é pouco
Constatação:
dezesseis meses depois de tomar posse, Lula não dribla mais
sua segurança pessoal para ir ao encontro do povo, como fazia
no início do mandato. Não se sabe se o presidente
foi sensível aos apelos de sua segurança ou aos índices
das pesquisas de popularidade.
Reviravolta
na Embrapa
Depois
de muita polêmica, a Embrapa voltará a dar ênfase
à pesquisa para o agribusiness. Vai deixar a agricultura
familiar, até agora estrela principal da administração
petista, como coadjuvante.
Enfim,
as nomeações 1
Numa
reunião no Palácio do Planalto, na quinta-feira, Lula
determinou a José Eduardo Dutra, presidente da Petrobras,
a troca imediata de Rogério Manso, diretor de abastecimento
da estatal, por um indicado de consenso do PT e do PPB, Paulo Roberto
Costa, presidente da TBG. Manso, o preferido de Dutra na diretoria
da Petrobras, não está lá por indicação
política e cai justamente por isso.
Enfim,
as nomeações 2
Também
compareceram ao encontro, que durou três horas, os presidentes
da CEF, Jorge Mattoso, do BB, Cássio Casseb, e da Eletrosul,
Milton Oliveira. A todos Lula exigiu rapidez na nomeação
dos indicados pelos partidos que compõem a base aliada. Casseb,
por exemplo, irá abrigar um indicado do PMDB na diretoria
do Banco do Brasil.
ELEIÇÕES 2004
Não,
não e não
Pode
ser só charme, mas José Serra deu sinais de irritação
com os tucanos que na semana passada insistiram em sua candidatura
para a prefeitura de São Paulo.
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Ciro
e Tasso separados pela
primeira vez no Ceará
Carlos Humberto/OBrito News
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| Ciro
e Tasso: palanques diferentes no Ceará |
Fato
inédito desde que se uniram no mesmo grupo político
nos anos 80, Ciro Gomes e Tasso Jereissati se dividirão
numa eleição no Ceará. Tasso vai
apoiar o candidato do PSDB para a prefeitura de Fortaleza.
E Ciro vai de Inácio Arruda, do PC do B. Os dois
mantêm o discurso de que a amizade entre eles
continua sólida. "Não tem rompimento",
diz Tasso. "Mas o Ciro está no governo Lula,
e eu na oposição. Então, momentaneamente,
estamos em palanques diferentes." Há certo desconforto
também entre os dois por causa de ataques que
um irmão mais novo de Ciro tem feito a Tasso.
De qualquer forma, o prazo de desincompatibilização
para os ministros expira apenas em 2 de junho. E Ciro,
aos mais próximos, tem deixado aberta a porta
de uma eventual candidatura dele próprio à
prefeitura. Neste caso, se ele e Tasso não subirem
no mesmo palanque, será ainda mais surpreendente.
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GENTE
Jospin
vem
Além
de Bill Clinton, mais um ex-chefe de governo confirmou presença
na inauguração do Instituto FHC, no mês que
vem o ex-primeiro-ministro da França Lionel Jospin.
BRASIL
Operação
Ouro Negro
Quem
achou que a Operação Anaconda foi uma bomba, que aguarde
o que vai acontecer em breve no Rio de Janeiro. Advogados conhecidos,
policiais, desembargadores e juízes foram pilhados pela Polícia
Federal por ligações com o crime organizado. O próximo
escândalo, mais poderoso que a versão paulista, recebeu
o nome de Operação Ouro Negro.
TELECOMUNICAÇÕES
De
camarote
O
governo decidiu que não vai se meter na novela da venda da
Embratel, que divide os mexicanos da Telmex e as três principais
empresas de telefonia fixa instaladas no país apesar
da preferência escancarada do presidente do BNDES, Carlos
Lessa, pelo consórcio que une as fixas.
Projeto
sigiloso
Está
sendo gestado em sigilo dentro dos ministérios das Comunicações
e da Defesa um projeto para lançar dois satélites
que já tem até nome SGB. A idéia é
que um seja usado pelo Exército e o outro possa operar comercialmente,
vendendo serviços. O custo? 600 milhões de dólares.
Se o projeto for mesmo para a frente, o Exército não
utilizaria mais os satélites da StarOne, empresa da Embratel.
ECONOMIA
O
café do Armínio
Armínio
Fraga, que não é de perder dinheiro, entrou para o
ramo do café. Associou-se a uma torrefação
no sul de Minas Gerais. Será sócio também de
uma rede de cafeterias. A primeira abre ainda neste mês no
Rio de Janeiro.
Marcha
lenta
Depois
do desempenho excepcional da indústria automobilística
em março, abril é um mês de marcha a ré
para o setor. A primeira quinzena está registrando uma queda
de cerca de 30% nas vendas de veículos, em comparação
com o mesmo período do ano passado.
O
gigante estatal vem aí
A
Petrobras decidiu mesmo que quer voltar a ter poder de fogo, de
voto e de comando na petroquímica. Anunciará em meados
de maio a reestruturação de suas participações
acionárias espalhadas em diversas empresas do setor. Vai
concentrar tudo em uma ou duas empresas petroquímicas.
TELEVISÃO
A
novela da venda
Guilherme
Stoliar, sobrinho de Silvio Santos, está mantendo contatos
com interessados na compra do SBT tudo, claro, com a anuência
do tio. Pelo menos um desses encontros deu-se na semana passada.
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Sobrou
para Gushiken
Tasso Marcelo/AE
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| Gushiken:
admoestação de Lula |
Lula
andou reclamando com o ministro Luiz Gushiken sobre
o que considera falhas na comunicação
do governo. O presidente acha que as realizações
de sua administração não estão
aparecendo, que as notícias positivas não
estão saindo na mídia. Gushiken não
gostou da queixa e rebateu. Não foi, registre-se,
um curto-circuito na relação dos dois.
Apenas uma faísca. Mas demonstra quanto Lula
está angustiado com essa questão.
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Lauro
Jardim (ljardim@abril.com.br)
Colaboraram
Felipe Patury e Policarpo Junior
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