Edição 1850 . 21 de abril de 2004

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Cartas

 

"Descobrimos, dez anos depois de sua morte, que Ayrton Senna tinha uma vida igual à de muitos brasileiros: intrigas, decepções, derrotas e vitórias!"
Marcelo Finkler
Marau, RS

Ayrton Senna

Relembrar esse mito nos dá orgulho. Caráter, personalidade, inteligência e competência eram alguns dos muitos atributos de Ayrton. O ruim dessa história é ter de explicar a nossos filhos por que Barrichello é o representante do Brasil na Fórmula 1. Senna nos deixou mal-acostumados ("Os segredos de Senna", 14 de abril).
Antonio Carlos Ribeiro
Vitória da Conquista, BA

Um mito. Um mágico. Um amigo do Brasil. Após ter sua história dissecada, continua imortalizado e admirado pelo mundo. Simples como a de uma criança, assim foi sua vida. Só lamento que, apesar de levar tanta alegria e amor aos brasileiros, ele tenha passado por tamanha humilhação e sofrimento daquela que se diz a Rainha dos Baixinhos.
Rodrigo Batalha
Vitória, ES

A reportagem sobre Ayrton Senna no Domingo de Páscoa foi como um renascimento. Ayrton não morreu. Ele renasce todos os dias no coração de cada jovem das 1.700 escolas no Estado de São Paulo que são atendidos pelo Instituto Ayrton Senna, cujo objetivo é dar oportunidade para que os jovens desenvolvam seu potencial e se transformem em cidadãos vencedores.
Maria Ângela Bastos de Aguiar
Catanduva, SP

Ayrton foi um piloto excepcional. Um dos melhores. Mas não passou disso. Nada de colocá-lo como um super-homem, invencível, mito ou qualquer outra coisa. Foi um grande piloto, três vezes campeão do mundo, como Nelson Piquet, que infelizmente a tragédia nos impediu de saber se seria capaz de chegar aos quatro títulos de Prost e aos cinco de Fangio.
Milton Moreira
São Paulo, SP

Senna não era tão completo assim: só queria carros vencedores (Lotus JPS 97T-Renault, Marlboro Mc Laren MP4-Honda e o Williams Renault). Será que Senna seria um vencedor se pegasse carros medíocres como Jaguar, Jordan ou Minardi? Não era um piloto tão técnico e frio como Nélson Piquet, Alain Prost e Michael Schumacher, prova disso é que num duelo com Prost o carro do tetracampeão francês era bem menos sacrificado que o do piloto brasileiro. E, se Senna não tivesse morrido em Ímola, certamente seria pulverizado e aniquilado pela competência de Michael Schumacher.
Helder do Amaral Oliveira
São Gonçalo, RJ

Em que pese toda a trajetória do ex-piloto Ayrton Senna, que merece o maior respeito, penso que ele foi mais um produto da mídia. Senna foi um grande piloto, mas não tudo isso que dizem. Tenho certeza de que se ainda estivesse vivo não seria tão badalado e comentado como é hoje.
Acir João Cardozo
São José dos Pinhais, PR

Senna ainda vive, através das diversas obras sociais de que o Instituto Ayrton Senna participa, bem administrado pela Viviane, fazendo verdadeiros milagres neste nosso Brasil tão carente. Parabéns a VEJA pela reportagem e à família Senna por levar adiante seu grande sonho: ver um Brasil melhor e mais igualitário.
Hamilton Brandão
Itaberaba, BA

 

Tom Hanks

As palavras do ator Tom Hanks (Amarelas, 14 de abril) são sensatas e equilibradas, próprias de alguém que merece estar no lugar em que se encontra. Poucas foram as vezes em que consegui ler toda uma entrevista de ator, atriz, cantor ou cantora. Sua entrevista é um verdadeiro deleite. Nada de superficialidade. Não ousou dizer uma palavra em favor do cinema de entretenimento emburrecedor, até porque quando ele próprio vai ao cinema espera "ser arrebatado por uma história que acrescente algo" a sua vida.
Lourembergue Alves
Cuiabá, MT

Bacana constatar que um ator de reconhecida qualidade como Tom Hanks se preocupa com algo mais que os recordes de bilheteria. E, o que é melhor, Tom nos "dá", finalmente, o Oscar de melhor filme estrangeiro baseado em critérios realmente importantes, e não apenas no que comanda a Academia de Hollywood: as bilheterias milionárias.
Artur Junqueira de Almeida
Rio de Janeiro, RJ

Tom Hanks deixa claro que perdeu a noção de simplicidade e objetividade que marcou o início de sua carreira. Ao afirmar que só quer saber de filmes que tenham algo a dizer e atacar o cinema de entretenimento, ele fala para a crítica e os intelectualóides de plantão. Cospe no prato que comeu. Ora, filmes de entretenimento podem ter muito mais o que dizer do que produções cult bilionárias e vazias.
Osny Martins
Joinville, SC

 

Claudio de Moura Castro

Como pesquisador da Embrapa Soja, fico muito contente por saber que existem pessoas que reconhecem e divulgam os esforços e os trabalhos dos pesquisadores dessa empresa. A Embrapa Soja está completando em abril 29 anos de criação. A tecnologia de desenvolvimento de variedades de soja para regiões tropicais completará, na realidade, cerca de 25 anos: ou seja, em um período relativamente curto, o Brasil todo está colhendo seus bons frutos. E isso só de uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa. Imaginem, portanto, quanto não representam em retorno econômico e social para o Brasil as inúmeras tecnologias geradas. É pena que o reconhecimento de nosso trabalho não esteja tão claro para alguns setores importantes da sociedade, pois os recursos alocados para financiar nossas pesquisas estão cada vez mais parcos (Ponto de vista, 14 de abril).
José de Barros França Neto
Ph.D. – pesquisador da Embrapa Soja
Londrina, PR

Claudio de Moura Castro foi muito feliz e preciso no artigo "Leva cinqüenta anos?" ao abordar o desenvolvimento científico e tecnológico como fonte geradora de receita. Um tema que deveria estar na agenda de todo governante e ser parte integrante de um programa de Estado. Deixou de ser novidade que programas em educação, ciência e tecnologia custam caro, são demorados, porém investimento de retorno garantido. Nas últimas décadas, os grandes saltos nas economias ocorreram justamente nos países detentores das mais avançadas tecnologias. Entretanto, os resultados da pesquisa em forma de riqueza somente aparecem depois de algum tempo de maturação. Por falta de uma política científica duradoura e acoplada às necessidades de desenvolvimento industrial, o Brasil tem assistido ao longo dos anos a um grande desperdício de recursos, com programas interrompidos por descontinuidade orçamentária e falta de visão de futuro.
Oscar Hipólito
Professor titular da USP
São Carlos, SP

 

MST

A foto publicada na reportagem "O abril sem lei do MST" (14 de abril) demonstra muito das reais intenções desse "movimento" que é conhecido pela truculência e por ações ilegais. Quando os "sem-terra" levantam seus "instrumentos de trabalho" (ou armas brancas, cada um entende como quer) e bradam por invasões, nota-se que eles comemoram a conquista de um "território". É impossível não fazer analogia com as hordas de bárbaros que atuavam na Europa na Idade Média e eram combatidas pelos romanos. Ou o governo toma pé da situação e faz prevalecer a lei e o estado de direito, ou a situação pode tornar-se ainda mais crítica. Pior que agir errado é se omitir.
João Alberto Fernandes
Santa Rita do Passa Quatro, SP

 

Rio de Janeiro

Concordo com o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Quando o poder público se mostra inoperante diante de tanta violência institucionalizada e de tamanha audácia dos traficantes, o melhor a fazer é ficar calado e reconhecer, com seu silêncio, que não se pode conquistar a confiança da população da cidade do Rio de Janeiro com pacotes de mentiras baseadas em sua total incompetência administrativa. É triste saber que muitas vidas ainda serão perdidas sob o silêncio dos incompetentes ("Câmeras, ação!", 14 de abril).
Sérgio Galvão Diniz Torreão Braz
Brasília, DF

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, é realmente um homem corajoso: não tem medo de se expor ao ridículo.
Euclides Alves da Rocha Loures Neto
Maringá, PR

Enquanto nossos irmãos do Rio de Janeiro não se conscientizarem de que são eles os verdadeiros cúmplices e vítimas do tráfico de drogas, o Estado continuará refém da violência financiada por eles mesmos.
Jorgevaldo Bispo
Salvador, BA

 

Iraque

Os Estados Unidos colhem agora os frutos de uma invasão mal planejada e ambiciosa. Sunitas e xiitas lutam simplesmente por sua liberdade, que os americanos demoram a entregar. E pior: o mundo teme que o Iraque se torne (se é que já não é) o Vietnã de Bush. As coisas pioraram para a reeleição do presidente americano ("...Um grande atoleiro", 14 de abril).
Markey Wendley
Campina Grande, PB

 

Big Brother Brasil

Quando vi que Juliana havia perdido para Cida, não tive dúvidas. As pessoas não levam em conta quem realmente jogou na casa e quem foi mais inteligente. Apenas votaram por pena. O povo brasileiro não sabe votar mesmo. Reflexo disso está em nosso governo. Torneiro mecânico? "Ninguém merece..." ("Bilhete premiado", 14 de abril).
Wandson Lisboa
São Luís, MA

 

Desce

Vão me desculpar, mas gostaria de saber quem afirmou que o Real Madrid foi eliminado da Liga dos Campeões da Europa pelo "medíocre" time do Monaco. Ele poderia ter se lembrado da goleada de 8 a 3 sobre o Deportivo La Coruña, terceiro colocado no campeonato espanhol (Desce, 14 de abril).
Marc P.E. Seguin
São Paulo, SP

 

Cartas

Na edição 1.849 de VEJA, ficou bem evidenciada a verdadeira interpretação que deve ser dada ao "olho por olho, dente por dente", freqüentemente citado como exemplo de conceito vingativo, errado, condenável. No passado longínquo, numa sociedade primitiva e ainda mais bárbara que a atual, a desproporção entre o pequeno delito cometido, como furtar ovelhas, e a penalidade aplicada pela vítima, como matar o ladrão, ou cortar-lhe a mão, a orelha ou dizimar sua família, tornou necessário o surgimento de normas mais justas – para a época, é claro –, visando a coibir a violência desmedida. Assim surgiram a Lei de Talião e os preceitos contidos no Código Hamurabi e na Bíblia, impondo regras mais consentâneas com a gravidade do delito, e não qualquer outra conduta sangrenta a critério do ofendido. Essa proporcionalidade serviu de norteador da legislação da banda civilizada do mundo moderno. Para o contexto histórico, o olho por olho da Bíblia já era um avanço legal, e não uma lei de vingança.
Ruth Hirschfeldt
Procuradoria-Geral da Justiça
do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

 

Goiás

Nas últimas edições foram publicadas reportagens a respeito de assuntos concernentes ao Estado de Goiás, mormente no que tange à prisão (habeas-corpus) do padre Moacir Bernardino da Silva e do vocacionado Dairan Pinto de Freitas, acusados de matar por envenenamento o padre Adriano Curado. Igualmente sobre a prisão dos familiares do artista plástico Siron Franco, além da prisão de inúmeros fraudadores do Fisco estadual. Todas as prisões foram decretadas pela minha pessoa. Acontece que em nenhuma oportunidade houve a menção do nome de quem decretou as prisões, o que, a meu ver, é de fundamental importância, até para mostrar a atuação firme e constante do Poder Judiciário.
Jesseir Coelho de Alcantara
Juiz de direito da
13ª Vara Criminal de Goiânia
Goiânia, GO

 

Lya Luft

A grande sensibilidade da escritora Lya Luft para traduzir em palavras os sentimentos humanos nos faz refletir quão mais felizes e realizados seríamos se tivéssemos coragem e deixássemos de lado tantos preconceitos e convenções sociais ("Os imutáveis sentimentos", Ponto de vista, 7 de abril).
Rosa Maria Colugnatti
São Paulo, SP

 

Daiane dos Santos

Parabéns pela reportagem "A brasileirinha que voa" (7 de abril)! Daiane nos ensina que devemos esticar os músculos para vencer e que não há competição sem dor.
Marcelo Constantino Miguel
São Paulo, SP

 

FHC

Muito oportuna a reportagem sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nada mais do que legítimas as pretensões do tucano, muito competente em tudo o que faz. Devemos lembrar que FHC possui um patrimônio intelectual incomparável e é Ph.D. na arte de fazer política, anos-luz à frente de qualquer outro homem público brasileiro. Por isso, se o governo Lula não começar a mostrar resultados, o ressurgimento da fênix será inevitável ("O Projeto Fênix", 14 de abril).
Sergio Tannuri
São Paulo, SP

Sinto indignação sempre que leio reportagens criticando o governo Lula e, principalmente, o PT, um partido sério, que tem em seus quadros excelentes políticos. Que história é essa de querer de antemão que os brasileiros se impressionem com a volta do senhor FHC? Chega de raposas velhas na nossa política!
Valdir Brasil dos Santos
Piracanjuba, GO

Fiquei muito satisfeito e tranqüilo quando li a reportagem, não só por saber que existe uma possibilidade real de retorno do ex-presidente FHC, que, com certeza, traz muita alegria a uma grande parcela da população, mas, principalmente, por saber que existe no país pelo menos um projeto sério, em andamento, que não sofreu a má influência de Waldomiro Diniz ou de qualquer outro morcego governamental.
César Cássio Cardoso
Mineiros, GO

Muito me agradou a possibilidade, mesmo que longínqua, de FHC vir a ser candidato à Presidência da República em 2006. Lula chegou, se abancou como o todo-poderoso, passeou pelo mundo e Brasil afora, falou muita besteira, muita lorota, prometeu o Fome Zero, que foi um fiasco, e nada fez. Aliás, as coisas pioraram, e muito. Vê-se que o índice de desemprego aumentou (cadê os 10 milhões de empregos prometidos pelo Lula-lá?) e o de popularidade do presidente vem caindo como uma estrelinha cadente, a estrelinha do PT. Conforme as pesquisas, FHC nesse mesmo tempo de mandato, tendo contra seu governo a oposição do PT, que é muito aguerrida, e enfrentando todas as dificuldades para os ajustes do Plano Real, estava em melhores condições. Torço veementemente pela queda definitiva da estrela vermelha e cadente do PT e pela volta de FHC ao Planalto para mais quatro ou, quem sabe, oito anos.
Pedro Francisco Barbosa de Souza
Recife, PE

 

Diogo Mainardi

A Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) é uma entidade científica da sociedade civil; seus dirigentes são eleitos estatutariamente pelos pares acadêmicos. A menção ao fato de o ministro Humberto Costa (que nem sequer conheço pessoalmente) ter me nomeado presidente da SBB mostra a completa desinformação do jornalista ("Meus queridos leitores", 14 de abril). Eu me referi a "fogo amigo" pois seu artigo, que pretendia defender o aborto, tornou-se uma peça (fraca e de mau gosto, felizmente) de apoio para aqueles que o combatem. Em tempo: nas carreiras nas quais tenho atuação profissional (odontologia, nutrição, farmácia...), me parece que a UnB ficou com nota "A" no Provão; sobre as demais, não tenho informações. Mas, de modo geral, a UnB tem se saído bem nos Provões.
Volnei Garrafa
Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Bioética da UnB
Brasília, DF

 

Aviação

Tendo usado uma das empresas de vôo de baixo custo, a EasyJet, por cerca de uma dúzia de vezes, gostaria de comentar a reportagem "A febre do vôo barato na Europa" (14 de abril): os preços dos bilhetes nem sempre são os pagos por ocasião da compra. A EasyJet possui uma escala de preços que considera o dia da semana e horário do vôo, bem como a antecedência com que se faz a compra do bilhete. Certa vez tentei adquirir uma passagem no balcão da EasyJet em Luton (próximo a Londres). Tive de procurar um cibercafé no próprio aeroporto, pois não fazem transação a não ser pela web. Em outubro último tive de esperar quatro horas além do horário previsto para a decolagem de Milão para Paris. Ficou claro que atrasaram para juntar mais passageiros e não decolar com assentos livres. Quando se compra com antecedência (trinta, 45 dias ou mais), há uma vantagem, em geral, de aproximadamente 35% em relação às companhias tradicionais européias. É verdade! Café, chá ou refrigerante são vendidos a bordo e paga-se diretamente à comissária, antes de pegar o produto!
Luiz Antonio Santos
São Paulo, SP

A reportagem diz que "as companhias operam com um único modelo de avião, o que barateia a manutenção e o treinamento da tripulação". A EasyJet, uma das empresas aéreas mencionadas, opera com dois modelos de aeronave: o Boeing 737 e o Airbus 319.
Danny Siekierski
Cotia, SP

 

Odontologia

A Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, através do seu Instituto de Odontologia (Iopuc), habilita cirurgiões-dentistas no uso da técnica (do gás hilariante), de conformidade com o decreto-lei nº 5081, que regulamenta o exercício da odontologia no Brasil ("Risadas no dentista", 7 de abril).
Professor Luiz Alberto Ferraz de Caldas
Coordenador do curso de habilitação PUC/Rio
www.cce.puc-rio.br
www.gruponitro.com.br

 

Progresso e infelicidade

Bastante interessante o tema abordado na reportagem "O paradoxo do progresso" (14 de abril). Infelizmente, muitas pessoas acreditam que a felicidade está atrelada ao sucesso financeiro. Vale lembrar que a depressão, o stress e outras doenças vieram com o progresso e o ser humano está perdendo a qualidade de vida numa intensidade inversamente proporcional à do desenvolvimento social e/ou financeiro.
Carla Chuler
São Paulo, SP

 

Veja essa

Gostaria de lembrar ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva que a liberdade de expressão não é um luxo, e sim um direito primordial do homem (Veja essa, 14 de abril). Direito esse, aliás, que ele exerceu exaustivamente quando na oposição. E, só para lembrar, esse é um direito que não é respeitado, sob pena de fuzilamento, naquele país presidido por Fidel Castro, a quem nosso presidente dedica profunda amizade e admiração.
Beto Cardia
São Paulo, SP

 

O som do silêncio

A reportagem "O ruído fica do lado de fora" (14 de abril) não esclarece completamente como o sistema de cancelamento de sons funciona. A onda que irá anular o ruído em questão deve ter sua fase oposta com a mesma intensidade do ruído, e não ter direção oposta. A título de curiosidade, a pesquisa com controle ativo de ruído iniciou-se com os estudos do físico alemão Paul Lueg, em 1935, e hoje é utilizada em muitas áreas (controle de ruído em veículos terrestres e aviões, controle de ruído em dutos, controle de vibração).
Célio Ricardo Quaio Goetten
Jaraguá do Sul, SC

 

Pequenas e médias empresas

Eu e minha esposa somos proprietários de duas microempresas do setor de vestuário na cidade de Nova Friburgo (RJ) e vivemos o terrível pesadelo de tentar fechá-las sem condições de fazê-lo. Iniciamos o ano com 38 funcionários, sendo vinte na empresa de minha esposa e dezoito na minha. Agora, com muitas dificuldades, já demitimos quinze pessoas, mas na verdade gostaríamos de ter dispensado todos os trabalhadores. O artigo "O fim das pequenas empresas" (Ponto de vista, 17 de março) realmente vem ao encontro de tudo o que a micro, a pequena e a média empresas vêm sofrendo neste país. Em minha modesta opinião, os sindicatos são um enorme câncer que faz definhar as empresas. Um dos motivos que nos levaram a desistir de empreender foram as multas que sofremos por pagamentos efetuados com quatro dias de atraso no mês de janeiro. Fui informado pelo fiscal de que havia sido denunciado pelo sindicato.
Wilton José Pereira
Nova Friburgo, RJ

 

Conjuntura

A mais recente decisão de Jorge Gerdau Johannpeter foi a transferência para Ouro Branco do controle decisório das dez siderúrgicas do Grupo Gerdau no Brasil, que passou a denominar-se Gerdau Açominas S/A. Essa iniciativa representou um grande passo no sentido de gerar novos empregos, divisas e renda para toda a região do Alto Paraopeba, beneficiando como um todo o Estado de Minas Gerais. Tal decisão motivou-nos a propor a indicação do nome do empresário Jorge Gerdau Johannpeter para receber o título de Cidadão Honorário do Estado de Minas Gerais, o que recebeu a aprovação do governador Aécio Neves ("A esperança externa", 14 de abril).
José Milton
Deputado estadual
Belo Horizonte, MG

 

Claudio de Moura Castro 2

Brilhante o artigo "Leva cinqüenta anos" (Ponto de vista, 14 de abril). Sou engenheiro formado pelo ITA, trabalhei por vinte anos na Embraer, empresa da qual fui diretor, e tive o privilégio de compor a equipe próxima de Ozires Silva. Fui também professor do ITA. Só sairemos de nosso lamentável subdesenvolvimento quando exemplos de instituições que geraram frutos, como Embraer, Embrapa, Petrobras, Tatuí, Medicina da USP em Ribeirão e outros, se multiplicarem dando oportunidade a inúmeros brasileiros de talento para se desenvolverem e produzir riqueza e empregos de qualidade.
Paulo Rubens Lancia Cury
pcury@iconet.com.br

 

 

ESPECIAL DE AGRONEGÓCIO


Alguns leitores ficaram intrigados ao ler comentários na seção Cartas (14 de abril) sobre a edição especial Agronegócio. Aureo Amaral Modolo escreveu: "Na seção Cartas da edição de 14 do corrente, um leitor faz referência e elogia a edição especial sobre agronegócios. Por haver trabalhado muitos anos na agricultura como funcionário do governo federal, esse é um assunto que me interessa muito, e tudo o que se refere a ele eu gosto de acompanhar. Posso saber a razão de não ter recebido meu exemplar?". Agronegócio não é um suplemento que acompanha a revista. É uma edição dirigida, destinada a dez Estados onde está concentrado o maior número de empreendimentos ligados ao agronegócio. Os leitores de todo o país que tiverem interesse na edição podem ligar para (11) 3037-2419 informando em qual banca gostariam de adquirir o exemplar, que para lá ele será enviado.

 

CÉDULAS ANTIGAS

A nota "E dizer que não valiam nada..." (Guia, 14 de abril), que mostrou quanto valem algumas cédulas antigas de nosso dinheiro, despertou interesse entre os leitores. Por carta, e-mail e telefone, dezenas de interessados buscaram mais informações sobre o assunto. Cláudio Amato, numismata consultado para a elaboração da nota de VEJA, mantém o site (http://www.claudioamato.com.br/) especializado no assunto. O site do Banco Central do Brasil (http://www.bcb.gov.br/) oferece no campo "Cédulas e moedas" boas informações sobre conservação e circulação do dinheiro, além da história do Museu de Valores do Banco Central. O Itaú Numismática – Museu Herculano Pires (http://www.itaucultural.org.br/numismatica/omuseu.htm), citado na reportagem "Desde a número 1" (Veja São Paulo, 25 de outubro de 2000), também guarda informações preciosas sobre a história de nossas moedas.

 

SEGURANÇA DA CRIANÇA

A edição especial Criança – Do Nascimento aos 5 Anos (maio de 2003), na seção Conforto e Segurança, dizia: "Há no mercado lojas que vendem esse cinto que deixa a criança solta no banco. Não compre. Ele não protegerá seu filho num impacto lateral leve nem num impacto frontal mais forte". VEJA se baseava nas informações do Inmetro, órgão responsável por validar a adequação, eficiência e segurança de produtos colocados no mercado. Fabricantes do cinto de segurança infantil para automóveis temeram que aquela nota prejudicasse seus negócios. Mas houve quem não ficou chorando sobre o leite derramado e foi à luta: "Tenho a grata satisfação de comunicar que o Criancinto de Segurança conseguiu se adequar à norma brasileira NBR 14 400. Após ensaios realizados no laboratório de testes de Cruz Alta, GM Indaiatuba e SGS, laboratórios indicados pelo IQB, conseguimos a certificação do cinto para crianças do grupo I, de 9 a 18 quilos. A certificação é garantia de confiabilidade", escreveu Agostinho Luiz Pustai, diretor da empresa que fabrica o produto.
 
 
 
 
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