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Cartas
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"Descobrimos,
dez anos depois de sua morte, que Ayrton Senna tinha uma vida
igual à de muitos
brasileiros: intrigas, decepções, derrotas e
vitórias!"
Marcelo Finkler
Marau, RS
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Ayrton
Senna
Relembrar
esse mito nos dá orgulho. Caráter, personalidade,
inteligência e competência eram alguns dos muitos atributos
de Ayrton. O ruim dessa história é ter de explicar
a nossos filhos por que Barrichello é o representante do
Brasil na Fórmula 1. Senna nos deixou mal-acostumados ("Os
segredos de Senna", 14 de abril).
Antonio Carlos Ribeiro
Vitória da Conquista, BA
Um
mito. Um mágico. Um amigo do Brasil. Após ter sua
história dissecada, continua imortalizado e admirado pelo
mundo. Simples como a de uma criança, assim foi sua vida.
Só lamento que, apesar de levar tanta alegria e amor aos
brasileiros, ele tenha passado por tamanha humilhação
e sofrimento daquela que se diz a Rainha dos Baixinhos.
Rodrigo Batalha
Vitória, ES
A
reportagem sobre Ayrton Senna no Domingo de Páscoa foi como
um renascimento. Ayrton não morreu. Ele renasce todos os
dias no coração de cada jovem das 1.700
escolas no Estado de São Paulo que são atendidos pelo
Instituto Ayrton Senna, cujo objetivo é dar oportunidade
para que os jovens desenvolvam seu potencial e se transformem em
cidadãos vencedores.
Maria Ângela Bastos de Aguiar
Catanduva, SP
Ayrton
foi um piloto excepcional. Um dos melhores. Mas não passou
disso. Nada de colocá-lo como um super-homem, invencível,
mito ou qualquer outra coisa. Foi um grande piloto, três vezes
campeão do mundo, como Nelson Piquet, que infelizmente a
tragédia nos impediu de saber se seria capaz de chegar aos
quatro títulos de Prost e aos cinco de Fangio.
Milton Moreira
São Paulo, SP
Senna
não era tão completo assim: só queria carros
vencedores (Lotus JPS 97T-Renault, Marlboro Mc Laren MP4-Honda e
o Williams Renault). Será que Senna seria um vencedor se
pegasse carros medíocres como Jaguar, Jordan ou Minardi?
Não era um piloto tão técnico e frio como Nélson
Piquet, Alain Prost e Michael Schumacher, prova disso é que
num duelo com Prost o carro do tetracampeão francês
era bem menos sacrificado que o do piloto brasileiro. E, se Senna
não tivesse morrido em Ímola, certamente seria pulverizado
e aniquilado pela competência de Michael Schumacher.
Helder do Amaral Oliveira
São Gonçalo, RJ
Em
que pese toda a trajetória do ex-piloto Ayrton Senna, que
merece o maior respeito, penso que ele foi mais um produto da mídia.
Senna foi um grande piloto, mas não tudo isso que dizem.
Tenho certeza de que se ainda estivesse vivo não seria tão
badalado e comentado como é hoje.
Acir João Cardozo
São José dos Pinhais, PR
Senna
ainda vive, através das diversas obras sociais de que o Instituto
Ayrton Senna participa, bem administrado pela Viviane, fazendo verdadeiros
milagres neste nosso Brasil tão carente. Parabéns
a VEJA pela reportagem e à família Senna por levar
adiante seu grande sonho: ver um Brasil melhor e mais igualitário.
Hamilton Brandão
Itaberaba, BA
Tom
Hanks
As
palavras do ator Tom Hanks (Amarelas, 14 de abril) são sensatas
e equilibradas, próprias de alguém que merece estar
no lugar em que se encontra. Poucas foram as vezes em que consegui
ler toda uma entrevista de ator, atriz, cantor ou cantora. Sua entrevista
é um verdadeiro deleite. Nada de superficialidade. Não
ousou dizer uma palavra em favor do cinema de entretenimento emburrecedor,
até porque quando ele próprio vai ao cinema espera
"ser arrebatado por uma história que acrescente algo" a sua
vida.
Lourembergue Alves
Cuiabá, MT
Bacana
constatar que um ator de reconhecida qualidade como Tom Hanks se
preocupa com algo mais que os recordes de bilheteria. E, o que é
melhor, Tom nos "dá", finalmente, o Oscar de melhor filme
estrangeiro baseado em critérios realmente importantes, e
não apenas no que comanda a Academia de Hollywood: as bilheterias
milionárias.
Artur Junqueira de Almeida
Rio de Janeiro, RJ
Tom
Hanks deixa claro que perdeu a noção de simplicidade
e objetividade que marcou o início de sua carreira. Ao afirmar
que só quer saber de filmes que tenham algo a dizer e atacar
o cinema de entretenimento, ele fala para a crítica e os
intelectualóides de plantão. Cospe no prato que comeu.
Ora, filmes de entretenimento podem ter muito mais o que dizer do
que produções cult bilionárias e vazias.
Osny Martins
Joinville, SC
Claudio
de Moura Castro
Como
pesquisador da Embrapa Soja, fico muito contente por saber que existem
pessoas que reconhecem e divulgam os esforços e os trabalhos
dos pesquisadores dessa empresa. A Embrapa Soja está completando
em abril 29 anos de criação. A tecnologia de desenvolvimento
de variedades de soja para regiões tropicais completará,
na realidade, cerca de 25 anos: ou seja, em um período relativamente
curto, o Brasil todo está colhendo seus bons frutos. E isso
só de uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa. Imaginem,
portanto, quanto não representam em retorno econômico
e social para o Brasil as inúmeras tecnologias geradas. É
pena que o reconhecimento de nosso trabalho não esteja tão
claro para alguns setores importantes da sociedade, pois os recursos
alocados para financiar nossas pesquisas estão cada vez mais
parcos (Ponto de vista, 14 de abril).
José de Barros França Neto
Ph.D. pesquisador da Embrapa Soja
Londrina, PR
Claudio
de Moura Castro foi muito feliz e preciso no artigo "Leva cinqüenta
anos?" ao abordar o desenvolvimento científico e tecnológico
como fonte geradora de receita. Um tema que deveria estar na agenda
de todo governante e ser parte integrante de um programa de Estado.
Deixou de ser novidade que programas em educação,
ciência e tecnologia custam caro, são demorados, porém
investimento de retorno garantido. Nas últimas décadas,
os grandes saltos nas economias ocorreram justamente nos países
detentores das mais avançadas tecnologias. Entretanto, os
resultados da pesquisa em forma de riqueza somente aparecem depois
de algum tempo de maturação. Por falta de uma política
científica duradoura e acoplada às necessidades de
desenvolvimento industrial, o Brasil tem assistido ao longo dos
anos a um grande desperdício de recursos, com programas interrompidos
por descontinuidade orçamentária e falta de visão
de futuro.
Oscar Hipólito
Professor titular da USP
São Carlos, SP
MST
A
foto publicada na reportagem "O abril sem lei do MST" (14 de abril)
demonstra muito das reais intenções desse "movimento"
que é conhecido pela truculência e por ações
ilegais. Quando os "sem-terra" levantam seus "instrumentos de trabalho"
(ou armas brancas, cada um entende como quer) e bradam por invasões,
nota-se que eles comemoram a conquista de um "território".
É impossível não fazer analogia com as hordas
de bárbaros que atuavam na Europa na Idade Média e
eram combatidas pelos romanos. Ou o governo toma pé da situação
e faz prevalecer a lei e o estado de direito, ou a situação
pode tornar-se ainda mais crítica. Pior que agir errado é
se omitir.
João Alberto Fernandes
Santa Rita do Passa Quatro, SP
Rio
de Janeiro
Concordo
com o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony
Garotinho. Quando o poder público se mostra inoperante diante
de tanta violência institucionalizada e de tamanha audácia
dos traficantes, o melhor a fazer é ficar calado e reconhecer,
com seu silêncio, que não se pode conquistar a confiança
da população da cidade do Rio de Janeiro com pacotes
de mentiras baseadas em sua total incompetência administrativa.
É triste saber que muitas vidas ainda serão perdidas
sob o silêncio dos incompetentes ("Câmeras, ação!",
14 de abril).
Sérgio Galvão Diniz Torreão
Braz
Brasília, DF
O
secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony
Garotinho, é realmente um homem corajoso: não tem
medo de se expor ao ridículo.
Euclides Alves da Rocha Loures Neto
Maringá, PR
Enquanto
nossos irmãos do Rio de Janeiro não se conscientizarem
de que são eles os verdadeiros cúmplices e vítimas
do tráfico de drogas, o Estado continuará refém
da violência financiada por eles mesmos.
Jorgevaldo Bispo
Salvador, BA
Iraque
Os
Estados Unidos colhem agora os frutos de uma invasão mal
planejada e ambiciosa. Sunitas e xiitas lutam simplesmente por sua
liberdade, que os americanos demoram a entregar. E pior: o mundo
teme que o Iraque se torne (se é que já não
é) o Vietnã de Bush. As coisas pioraram para a reeleição
do presidente americano ("...Um grande atoleiro", 14 de abril).
Markey Wendley
Campina Grande, PB
Big
Brother Brasil
Quando
vi que Juliana havia perdido para Cida, não tive dúvidas.
As pessoas não levam em conta quem realmente jogou na casa
e quem foi mais inteligente. Apenas votaram por pena. O povo brasileiro
não sabe votar mesmo. Reflexo disso está em nosso
governo. Torneiro mecânico? "Ninguém merece..." ("Bilhete
premiado", 14 de abril).
Wandson Lisboa
São Luís, MA
Desce
Vão
me desculpar, mas gostaria de saber quem afirmou que o Real Madrid
foi eliminado da Liga dos Campeões da Europa pelo "medíocre"
time do Monaco. Ele poderia ter se lembrado da goleada de 8 a 3
sobre o Deportivo La Coruña, terceiro colocado no campeonato
espanhol (Desce, 14 de abril).
Marc P.E. Seguin
São Paulo, SP
Cartas
Na
edição 1.849 de VEJA, ficou
bem evidenciada a verdadeira interpretação que deve
ser dada ao "olho por olho, dente por dente", freqüentemente
citado como exemplo de conceito vingativo, errado, condenável.
No passado longínquo, numa sociedade primitiva e ainda mais
bárbara que a atual, a desproporção entre o
pequeno delito cometido, como furtar ovelhas, e a penalidade aplicada
pela vítima, como matar o ladrão, ou cortar-lhe a
mão, a orelha ou dizimar sua família, tornou necessário
o surgimento de normas mais justas para a época, é
claro , visando a coibir a violência desmedida. Assim
surgiram a Lei de Talião e os preceitos contidos no Código
Hamurabi e na Bíblia, impondo regras mais consentâneas
com a gravidade do delito, e não qualquer outra conduta sangrenta
a critério do ofendido. Essa proporcionalidade serviu de
norteador da legislação da banda civilizada do mundo
moderno. Para o contexto histórico, o olho por olho da Bíblia
já era um avanço legal, e não uma lei de vingança.
Ruth Hirschfeldt
Procuradoria-Geral da Justiça do
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ
Goiás
Nas
últimas edições foram publicadas reportagens
a respeito de assuntos concernentes ao Estado de Goiás, mormente
no que tange à prisão (habeas-corpus) do padre Moacir
Bernardino da Silva e do vocacionado Dairan Pinto de Freitas, acusados
de matar por envenenamento o padre Adriano Curado. Igualmente sobre
a prisão dos familiares do artista plástico Siron
Franco, além da prisão de inúmeros fraudadores
do Fisco estadual. Todas as prisões foram decretadas pela
minha pessoa. Acontece que em nenhuma oportunidade houve a menção
do nome de quem decretou as prisões, o que, a meu ver, é
de fundamental importância, até para mostrar a atuação
firme e constante do Poder Judiciário.
Jesseir Coelho de Alcantara
Juiz de direito da 13ª
Vara Criminal de Goiânia
Goiânia, GO
Lya
Luft
A
grande sensibilidade da escritora Lya Luft para traduzir em palavras
os sentimentos humanos nos faz refletir quão mais felizes
e realizados seríamos se tivéssemos coragem e deixássemos
de lado tantos preconceitos e convenções sociais ("Os
imutáveis sentimentos", Ponto de vista, 7 de abril).
Rosa Maria Colugnatti
São Paulo, SP
Daiane
dos Santos
Parabéns
pela reportagem "A brasileirinha que voa" (7 de abril)! Daiane nos
ensina que devemos esticar os músculos para vencer e que
não há competição sem dor.
Marcelo Constantino Miguel
São Paulo, SP
FHC
Muito oportuna a reportagem sobre o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso. Nada mais do que legítimas as pretensões
do tucano, muito competente em tudo o que faz. Devemos lembrar que
FHC possui um patrimônio intelectual incomparável e
é Ph.D. na arte de fazer política, anos-luz à
frente de qualquer outro homem público brasileiro. Por isso,
se o governo Lula não começar a mostrar resultados,
o ressurgimento da fênix será inevitável ("O
Projeto Fênix", 14 de abril).
Sergio Tannuri
São Paulo, SP
Sinto indignação sempre que leio reportagens criticando
o governo Lula e, principalmente, o PT, um partido sério,
que tem em seus quadros excelentes políticos. Que história
é essa de querer de antemão que os brasileiros se
impressionem com a volta do senhor FHC? Chega de raposas velhas
na nossa política!
Valdir Brasil dos Santos
Piracanjuba, GO
Fiquei
muito satisfeito e tranqüilo quando li a reportagem, não
só por saber que existe uma possibilidade real de retorno
do ex-presidente FHC, que, com certeza, traz muita alegria a uma
grande parcela da população, mas, principalmente,
por saber que existe no país pelo menos um projeto sério,
em andamento, que não sofreu a má influência
de Waldomiro Diniz ou de qualquer outro morcego governamental.
César Cássio Cardoso
Mineiros, GO
Muito me agradou a possibilidade, mesmo que longínqua, de
FHC vir a ser candidato à Presidência da República
em 2006. Lula chegou, se abancou como o todo-poderoso, passeou pelo
mundo e Brasil afora, falou muita besteira, muita lorota, prometeu
o Fome Zero, que foi um fiasco, e nada fez. Aliás, as coisas
pioraram, e muito. Vê-se que o índice de desemprego
aumentou (cadê os 10 milhões de empregos prometidos
pelo Lula-lá?) e o de popularidade do presidente vem caindo
como uma estrelinha cadente, a estrelinha do PT. Conforme as pesquisas,
FHC nesse mesmo tempo de mandato, tendo contra seu governo a oposição
do PT, que é muito aguerrida, e enfrentando todas as dificuldades
para os ajustes do Plano Real, estava em melhores condições.
Torço veementemente pela queda definitiva da estrela vermelha
e cadente do PT e pela volta de FHC ao Planalto para mais quatro
ou, quem sabe, oito anos.
Pedro Francisco Barbosa de Souza
Recife, PE
Diogo
Mainardi
A Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) é uma entidade
científica da sociedade civil; seus dirigentes são
eleitos estatutariamente pelos pares acadêmicos. A menção
ao fato de o ministro Humberto Costa (que nem sequer conheço
pessoalmente) ter me nomeado presidente da SBB mostra a completa
desinformação do jornalista ("Meus queridos leitores",
14 de abril). Eu me referi a "fogo amigo" pois seu artigo, que pretendia
defender o aborto, tornou-se uma peça (fraca e de mau gosto,
felizmente) de apoio para aqueles que o combatem. Em tempo: nas
carreiras nas quais tenho atuação profissional (odontologia,
nutrição, farmácia...), me parece que a UnB
ficou com nota "A" no Provão; sobre as demais, não
tenho informações. Mas, de modo geral, a UnB tem se
saído bem nos Provões.
Volnei Garrafa
Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Bioética
da UnB
Brasília, DF
Aviação
Tendo usado uma das empresas de vôo de baixo custo, a EasyJet,
por cerca de uma dúzia de vezes, gostaria de comentar a reportagem
"A febre do vôo barato na Europa" (14 de abril): os preços
dos bilhetes nem sempre são os pagos por ocasião da
compra. A EasyJet possui uma escala de preços que considera
o dia da semana e horário do vôo, bem como a antecedência
com que se faz a compra do bilhete. Certa vez tentei adquirir uma
passagem no balcão da EasyJet em Luton (próximo a
Londres). Tive de procurar um cibercafé no próprio
aeroporto, pois não fazem transação a não
ser pela web. Em outubro último tive de esperar quatro horas
além do horário previsto para a decolagem de Milão
para Paris. Ficou claro que atrasaram para juntar mais passageiros
e não decolar com assentos livres. Quando se compra com antecedência
(trinta, 45 dias ou mais), há uma vantagem, em geral, de
aproximadamente 35% em relação às companhias
tradicionais européias. É verdade! Café, chá
ou refrigerante são vendidos a bordo e paga-se diretamente
à comissária, antes de pegar o produto!
Luiz Antonio Santos
São Paulo, SP
A reportagem diz que "as companhias operam com um único modelo
de avião, o que barateia a manutenção e o treinamento
da tripulação". A EasyJet, uma das empresas aéreas
mencionadas, opera com dois modelos de aeronave: o Boeing 737 e
o Airbus 319.
Danny Siekierski
Cotia, SP
Odontologia
A Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de
Janeiro, através do seu Instituto de Odontologia (Iopuc),
habilita cirurgiões-dentistas no uso da técnica (do
gás hilariante), de conformidade com o decreto-lei nº
5081, que regulamenta o exercício da odontologia no Brasil
("Risadas no dentista", 7 de abril).
Professor Luiz Alberto Ferraz de Caldas
Coordenador do curso de habilitação PUC/Rio
www.cce.puc-rio.br
www.gruponitro.com.br
Progresso
e infelicidade
Bastante interessante o tema abordado na reportagem "O paradoxo
do progresso" (14 de abril). Infelizmente, muitas pessoas acreditam
que a felicidade está atrelada ao sucesso financeiro. Vale
lembrar que a depressão, o stress e outras doenças
vieram com o progresso e o ser humano está perdendo a qualidade
de vida numa intensidade inversamente proporcional à do desenvolvimento
social e/ou financeiro.
Carla Chuler
São Paulo, SP
Veja
essa
Gostaria de lembrar ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva que
a liberdade de expressão não é um luxo, e sim
um direito primordial do homem (Veja essa, 14 de abril). Direito
esse, aliás, que ele exerceu exaustivamente quando na oposição.
E, só para lembrar, esse é um direito que não
é respeitado, sob pena de fuzilamento, naquele país
presidido por Fidel Castro, a quem nosso presidente dedica profunda
amizade e admiração.
Beto Cardia
São Paulo, SP
O
som do silêncio
A reportagem "O ruído fica do lado de fora" (14 de abril)
não esclarece completamente como o sistema de cancelamento
de sons funciona. A onda que irá anular o ruído em
questão deve ter sua fase oposta com a mesma intensidade
do ruído, e não ter direção oposta.
A título de curiosidade, a pesquisa com controle ativo de
ruído iniciou-se com os estudos do físico alemão
Paul Lueg, em 1935, e hoje é utilizada em muitas áreas
(controle de ruído em veículos terrestres e aviões,
controle de ruído em dutos, controle de vibração).
Célio Ricardo Quaio Goetten
Jaraguá do Sul, SC
Pequenas
e médias empresas
Eu e minha esposa somos proprietários de duas microempresas
do setor de vestuário na cidade de Nova Friburgo (RJ) e vivemos
o terrível pesadelo de tentar fechá-las sem condições
de fazê-lo. Iniciamos o ano com 38 funcionários, sendo
vinte na empresa de minha esposa e dezoito na minha. Agora, com
muitas dificuldades, já demitimos quinze pessoas, mas na
verdade gostaríamos de ter dispensado todos os trabalhadores.
O artigo "O fim das pequenas empresas" (Ponto de vista, 17 de março)
realmente vem ao encontro de tudo o que a micro, a pequena e a média
empresas vêm sofrendo neste país. Em minha modesta
opinião, os sindicatos são um enorme câncer
que faz definhar as empresas. Um dos motivos que nos levaram a desistir
de empreender foram as multas que sofremos por pagamentos efetuados
com quatro dias de atraso no mês de janeiro. Fui informado
pelo fiscal de que havia sido denunciado pelo sindicato.
Wilton José Pereira
Nova Friburgo, RJ
Conjuntura
A mais recente decisão de Jorge Gerdau Johannpeter foi a
transferência para Ouro Branco do controle decisório
das dez siderúrgicas do Grupo Gerdau no Brasil, que passou
a denominar-se Gerdau Açominas S/A. Essa iniciativa representou
um grande passo no sentido de gerar novos empregos, divisas e renda
para toda a região do Alto Paraopeba, beneficiando como um
todo o Estado de Minas Gerais. Tal decisão motivou-nos a
propor a indicação do nome do empresário Jorge
Gerdau Johannpeter para receber o título de Cidadão
Honorário do Estado de Minas Gerais, o que recebeu a aprovação
do governador Aécio Neves ("A esperança externa",
14 de abril).
José Milton
Deputado estadual
Belo Horizonte, MG
Claudio
de Moura Castro 2
Brilhante o artigo "Leva cinqüenta anos" (Ponto de vista, 14
de abril). Sou engenheiro formado pelo ITA, trabalhei por vinte
anos na Embraer, empresa da qual fui diretor, e tive o privilégio
de compor a equipe próxima de Ozires Silva. Fui também
professor do ITA. Só sairemos de nosso lamentável
subdesenvolvimento quando exemplos de instituições
que geraram frutos, como Embraer, Embrapa, Petrobras, Tatuí,
Medicina da USP em Ribeirão e outros, se multiplicarem dando
oportunidade a inúmeros brasileiros de talento para se desenvolverem
e produzir riqueza e empregos de qualidade.
Paulo Rubens Lancia Cury
pcury@iconet.com.br
| ESPECIAL
DE AGRONEGÓCIO |
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Alguns
leitores ficaram intrigados ao ler comentários
na seção Cartas (14 de abril) sobre a
edição especial Agronegócio.
Aureo Amaral Modolo escreveu: "Na seção
Cartas da edição de 14 do corrente, um
leitor faz referência e elogia a edição
especial sobre agronegócios. Por haver trabalhado
muitos anos na agricultura como funcionário do
governo federal, esse é um assunto que me interessa
muito, e tudo o que se refere a ele eu gosto de acompanhar.
Posso saber a razão de não ter recebido
meu exemplar?". Agronegócio não
é um suplemento que acompanha a revista. É
uma edição dirigida, destinada a dez Estados
onde está concentrado o maior número de
empreendimentos ligados ao agronegócio. Os leitores
de todo o país que tiverem interesse na edição
podem ligar para (11) 3037-2419 informando em qual banca
gostariam de adquirir o exemplar, que para lá
ele será enviado.
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| CÉDULAS
ANTIGAS |
A
nota "E
dizer que não valiam nada..." (Guia,
14 de abril), que mostrou quanto valem algumas cédulas
antigas de nosso dinheiro, despertou interesse entre
os leitores. Por carta, e-mail e telefone, dezenas de
interessados buscaram mais informações
sobre o assunto. Cláudio Amato, numismata consultado
para a elaboração da nota de VEJA, mantém
o site (http://www.claudioamato.com.br/)
especializado no assunto. O site do Banco Central do
Brasil (http://www.bcb.gov.br/)
oferece no campo "Cédulas e moedas" boas informações
sobre conservação e circulação
do dinheiro, além da história do Museu
de Valores do Banco Central. O Itaú Numismática
Museu Herculano Pires (http://www.itaucultural.org.br/numismatica/omuseu.htm),
citado na reportagem "Desde a número 1" (Veja
São Paulo, 25 de outubro de 2000), também
guarda informações preciosas sobre a história
de nossas moedas.
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| SEGURANÇA
DA CRIANÇA |
A
edição especial Criança
Do Nascimento aos 5 Anos (maio de 2003), na seção
Conforto e Segurança, dizia: "Há no mercado
lojas que vendem esse cinto que deixa a criança
solta no banco. Não compre. Ele não protegerá
seu filho num impacto lateral leve nem num impacto frontal
mais forte". VEJA se baseava nas informações
do Inmetro, órgão responsável por
validar a adequação, eficiência e
segurança de produtos colocados no mercado. Fabricantes
do cinto de segurança infantil para automóveis
temeram que aquela nota prejudicasse seus negócios.
Mas houve quem não ficou chorando sobre o leite
derramado e foi à luta: "Tenho a grata satisfação
de comunicar que o Criancinto de Segurança conseguiu
se adequar à norma brasileira NBR 14 400. Após
ensaios realizados no laboratório de testes de
Cruz Alta, GM Indaiatuba e SGS, laboratórios indicados
pelo IQB, conseguimos a certificação do
cinto para crianças do grupo I, de 9 a 18 quilos.
A certificação é garantia de confiabilidade",
escreveu Agostinho Luiz Pustai, diretor da empresa que
fabrica o produto. |
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