Evento emblemático
do fim da Guerra Fria, a queda do Muro de Berlim, em 1989, não foi
o assunto da capa de VEJA naquela semana. Em 15 de novembro de 1989, o título
de capa era "Chegou a hora!", referência ao primeiro turno das eleições
presidenciais brasileiras. Uma chamada em vermelho no canto inferior da capa falava
do grande evento internacional. A nova Alemanha seria tema de capa no ano seguinte,
uma semana antes da reunificação oficial do país. A reportagem
ponderava as dificuldades de integrar a atrasada Alemanha Oriental ao mundo capitalista,
mas também celebrava o surgimento de uma nova superpotência econômica.
De fato, a Alemanha hoje é o terceiro PIB mundial.
MAR/90
| DEZ/90
EDIÇÃO 1 166
| 23/JAN/1991 A guerra pós-moderna
A primeira Guerra do Golfo foi travada
por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos de George
Bush (o pai) mas, naquela ocasião, o conflito se deu com a sanção
da ONU. A guerra foi tema de sete capas de VEJA, entre agosto de 1990 e março
de 1991. A capa do dia 23 de janeiro, "O impacto da videoguerra", chamava atenção
para a tecnologia empregada pelos Estados Unidos no que foi qualificado como "uma
guerra pós-moderna". Sem o intuito de instaurar um novo regime no país
de Saddam Hussein, aquela foi uma intervenção militar breve e eficaz
muito diferente do atual impasse que enfrentam os americanos.
EDIÇÃO
1 187 | 19/JUN/1991 O
erro do protecionismo
VEJA denunciava o
atraso tecnológico a que o país fora condenado pela política
de reserva de mercado na fabricação de componentes de computadores.
A defesa do livre-comércio é uma bandeira que a revista sempre empunhou.
Nesse caso, deixou sua posição clara desde cedo uma reportagem
de 1986 já expunha os absurdos da lei que impedia importações.
Quando a lei foi extinta, em 1992, sete em cada dez computadores no país
eram contrabandeados. O contato de uma geração com a tecnologia
digital foi criminosamente atrasado.