EDIÇÃO
1 044 | 7/SET/1988 Enlouquecidos pela
liberdade
Antonio Ribeiro
VEJA acompanhou com lupa
a feitura da Constituição de 1988. Um ano e
meio antes de sua promulgação, já publicava
uma capa sobre o que pensavam os legisladores encarregados
de redigi-la. Na edição de 7 de setembro de
1988, a reportagem "O senhor Constituição" não
só reconhecia o papel do deputado Ulisses Guimarães
na condução do processo como também oferecia
uma análise arguta dos prós e contras da Carta
recém-finalizada. Louvava suas virtudes democráticas.
Mas apontava a loucura que seriam os gastos e os direitos
sem deveres instituídos no texto o que se tornaria
entrave ao crescimento do país.
EDIÇÃO
1 077 | 26/ABR/1989 A dor pública
Pesando 40 quilos, com
dificuldade para se locomover e até para respirar,
o cantor Cazuza expôs a VEJA sua luta contra
a aids. A revista já havia dedicado duas capas à
doença, em 1985 e em 1988, mas essa reportagem com
um ídolo da música brasileira (que morreria
pouco depois, em julho de 1990) dividiu ferozmente as opiniões
e levou a um novo patamar a discussão sobre a aids
no país.
AGO/88 | MAI/89
EDIÇÃO
1 110 | 24/DEZ/1989 A ascensão
de Collor
João Ramid
A inchada burocracia brasileira
já era alvo das denúncias de VEJA havia muitos
anos quando Fernando Collor de Mello, então
governador de Alagoas, começou a combater a praga dos
supersalários no funcionalismo de seu estado. A revista
aprovou as medidas de ajuste da máquina governamental
adotadas por Collor e, na capa de 23 março de 1988,
o batizou de "caçador de marajás". A expressão
pegou, e o político alagoano a usaria como um de seus
slogans nas eleições do ano seguinte
as primeiras diretas para presidente depois do regime militar.
Em disputa com Lula no segundo turno, Collor saiu vencedor.
VEJA registrou o caráter acirrado da campanha na capa
de 24 de dezembro de 1989: "Collor Vitória num
país dividido". Instalado o novo governo, o país
foi surpreendido com o mais traumático de todos os
planos econômicos aquele que confiscou a poupança
e a conta-corrente dos brasileiros.