Para
as gerações que mal ouviram falar no assunto, é difícil
entender como a anistia política foi um daqueles temas que dominaram
obsessivamente o país por um bom período. VEJA deu a decisão
do presidente Figueiredo desde o nascedouro (com declaração de bastidores:
"Essa medida eu posso tomar sozinho, não dependo de mais ninguém,
por isso começarei por ela") até a finalização do
projeto de lei. Um comentário que resiste ao teste do tempo na Carta ao
Leitor: "Anistia não transforma ninguém em democrata (...) Comprova,
em todo caso, que punir pessoas por motivos políticos jamais resolverá
coisa alguma é o trabalho de fazer hoje para desfazer amanhã".
JUN/79
| MAR/80
EDIÇÃO
591 | 2/JAN/1980 Adeus,
talão de cheques
Os avanços
da ciência foram temas constantes nas páginas de VEJA. Neste apanhado
das últimas revoluções tecnológicas, os destaques
são a Engenharia Genética (ainda grafada com maiúsculas),
as fibras ópticas, a multiplicação do computador pessoal
para a impressionante quantidade de 500 000 unidades vendidas no planeta em 1979
(no ano passado foram 215 milhões) e, novidade das novidades, o cartão
de banco. Então em teste nos Estados Unidos, no Japão e na França,
ele abriria caminho para "a desinvenção do dinheiro e a santificação
do crédito" previsão plenamente cumprida.
EDIÇÃO
629 | 24/SET/1980 Abaixo o ferro de
passar
De repente, na virada para
a década de 80, o mundo se deu conta da existência de uma nova mulher.
No Brasil, pesquisa publicada por VEJA traduzia assim essa personagem, literalmente,
de outro século: gestora das finanças domésticas, mas sem
conta bancária em seu nome; preocupada com a segurança; entusiasta
da televisão; pronta para aposentar a máquina de costura e o ferro
de passar "pois, de tudo o que faz em casa, o que mais detesta é
passar roupa".