EDIÇÃO
419 | 15/SET/1976 A China sem Mao daria
um salto
AP
A
China perdeu Mao Tsé-tung e ganhou um futuro. Livre do terror ideológico
e das fracassadas experiências do Grande Timoneiro, o país iniciou
seu verdadeiro salto para a frente ao contrário do que suspeitava
VEJA, ao afirmar que a China mergulharia num "futuro de incertezas". Dois anos
depois da morte do líder comunista, quando Deng Xiaoping deu início
às reformas econômicas, o PIB da China era de 413 bilhões
de dólares. Hoje, menos de trinta anos depois, esse valor saltou para 2,7
trilhões de dólares. A China do capitalismo tornou-se a quarta maior
economia do mundo e já tirou 400 milhões de pessoas da pobreza.
EDIÇÃO
427 | 10/NOV/1976 O plantador de democracia
Um plantador de amendoim do sul dos Estados Unidos
ajudou a semear a idéia de democracia no Brasil ditatorial. A reportagem
de VEJA descreveu Jimmy Carter, recém-eleito presidente da maior
potência mundial, como um homem de "mente rápida, extremamente ágil
para tomar decisões. Aquela espécie de pessoa que, não importa
o que faça, acaba sendo sempre o chefe". Sob a liderança de Carter,
os defensores dos direitos humanos conseguiram ser ouvidos no Brasil dos generais
e sua causa, levada a sério ficou assim claro o apoio dos EUA à
abertura política no país.