A Guerra Fria, entre Estados Unidos
e a ex-União Soviética, teve no Vietnã
um capítulo incandescente, a negar seu adjetivo. Dividido
entre um Sul pró-americano e um Norte comunista, o
pequeno país do Sudeste Asiático experimentou
uma guerra que começou civil e terminou quase mundial.
Nela morreram 56 000 soldados americanos e, estima-se, pelo
menos 1,5 milhão de vietnamitas. Os comunistas venceram
o conflito, com os americanos fugindo às pressas
de Saigon, hoje Ho Chi Minh, então capital do Vietnã
do Sul. Por ter-se alastrado para outros países da
região, como Laos e Camboja, era comum que VEJA usasse
o termo "Indochina", em vez de "Vietnã", para referir-se
ao conflito. Na reportagem sobre o fim da guerra, a revista
reproduz uma fala do então secretário de Estado
americano Henry Kissinger: "Ainda passará muito tempo
até que os americanos possam falar ou escrever sobre
a guerra sem paixão". Faltou dizer que o comunismo
não representaria um futuro para o Vietnã reunificado.
A verdadeira revolução vietnamita está
sendo capitalista.