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Edição 2000

21 de março de 2007
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Cartas

 

"No rastro das facilidades de financiamento para a aquisição da casa própria, a mulher vai mudando seu status de dona-de-casa para dona da casa."
Sérgio Peixoto Mendes
Porto Alegre, RS

 

Casa própria

De fato, os créditos para financiamento estão mais fáceis: tenho apenas 23 anos, sou solteiro e já vou comprar minha própria casa. Estou muito feliz! A reportagem "Não é mais um sonho impossível" (14 de março) confirma que faço um bom negócio.
Virgilio Augusto Aveiro
Ribeirão Preto, SP

Ao ler a matéria de capa de VEJA da semana passada, percebi quanto a atuação do Secovi-SP foi decisiva para que o Brasil chegasse a esse cenário. Parágrafo por parágrafo, o texto lembra os inúmeros trabalhos, pareceres, ofícios e diversos outros documentos que encaminhamos e/ou apresentamos às autoridades governamentais e à sociedade defendendo as medidas que hoje, em boa parte, estão consolidadas. Assim, meus cumprimentos a VEJA pela oportuna reportagem, a qual se constitui em virada de página de uma história de anos e anos de estagnação, de falta de crédito imobiliário e de condições de financiamento que terminavam por tornar o sonho da casa própria um pesadelo para centenas de famílias.
Romeu Chap Chap
Presidente do Secovi-SP
São Paulo, SP

Como estudiosa e profissional da área do crédito imobiliário, ressalto a importância da reportagem, que procurou desmistificar o financiamento imobiliário e mostrar que, com planejamento, organização e disposição para pagamento de um empréstimo de longo prazo, é possível, sim, realizar o sonho da casa própria.
Tereza Cristina Ferreira
Campo Grande, MS

A pequena cartilha exposta pelo senhor Hernando de Soto ("Um choque de legalidade", 14 de março) deveria ser livro de cabeceira para nossos governantes (antigos, atuais e futuros), para que eles resolvam de uma vez a questão da urbanização de nossas cidades. O ministro das Cidades (que não sei o que faz) deveria estudar muito bem as pequenas lições dadas nessa entrevista, ou pelo menos mostrar os resultados de sua pasta.
Paulo Troyano
São Paulo, SP

Os compradores de imóveis em construção devem ser advertidos de que nem todas as incorporações de imóveis, por força da Lei nº 10931, se enquadram no Patrimônio da Afetação, pois esse enquadramento é feito a critério do incorporador, em caráter opcional, portanto não compulsório. Por isso, a contabilidade em separado do empreendimento e a consideração em separado do patrimônio dos compradores só valem para as incorporações que averbarem no Registro de Imóveis o respectivo termo de constituição do patrimônio de afetação, conforme Artigo 31-B da Lei nº 4591.
Paulo Grandiski
Engenheiro civil
Diretor técnico do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape)
São Paulo, SP

Como não existem milagres no sistema financeiro nacional, desconfio que nenhum banco privado emprestaria dinheiro a uma taxa igual à de captação sem se valer de alguma compensação. Comprovei isso na prática: certifiquei-me do valor real dos encargos e se o financiamento era mesmo pelo antigo Sistema Financeiro de Habitação. Li e reli o contrato, pois também era do ramo. Mesmo assim, todo mês a prestação vinha corrigida. E a seguradora cobrava-me dez vezes mais do que pagaria por um seguro comum. Nunca me apresentaram a apólice. Estava explicado o milagre. Mas isso foi há dez anos. Como o Brasil está prestes a ter um santo 100% nacional e com o Lula no poder, tudo é possível. É pagar para ver.
Louis Antonio de Mendonça
Por e-mail

Apesar da fartura de crédito, apenas a Caixa faz financiamento para "construção", e para consegui-lo é preciso ser um Ronaldinho Gaúcho para driblar a "burrocracia", que é enorme. Estou fazendo um empréstimo para construção pela Caixa Federal há quatro meses e, apesar de ter atendido a todas as exigências, ainda não consegui assinar o contrato para o início da obra. A Caixa trata uma simples construção (casa de 90 metros quadrados) como se fosse um conjunto habitacional e exige toda uma parafernália de documentos.
Laercio Tronco
Ribeirão Preto, SP

 

Carta ao leitor

Parabéns a VEJA pela decisão de grafar estado com minúscula. Que seja um primeiro passo para pôr fim ao maiúsculo equívoco que é a concepção brasileira de estado. Que lembre aos governantes a eficiência que o estado deve aos esbulhados cidadãos-contribuintes ("Uma questão de estado", 14 de março).
Antonio Carlos Olivieri
Atibaia, SP

Leio VEJA há quase vinte anos. Não me lembro de uma Carta ao leitor tão poderosa, tão definitiva, tão brilhante, tão inquietante e ao mesmo tempo tão correta politicamente – no sentido grandioso da expressão – quanto a da edição de 14 de março. Grafar estado, sim, sempre. E também lutar por um estado ético, competente, confiável e moderno – porém obrigatoriamente discreto e que respeite nossa vida. A Carta foi porta-voz da maior angústia dos brasileiros hoje, a de conviver com um estado que é um pesadelo orwelliano, eternamente a nos fustigar, pressionar, extorquir, enganar, e pouco ou nada nos ofertar. Meus sinceros parabéns.
Creso Abreu Falcão
Por e-mail

Como lingüista, fiquei encantado com a iniciativa de VEJA de grafar, doravante, a palavra estado com letra minúscula. Primeiro, porque é a revista, assim os livros e seus diversos gêneros, um fonte soberana e primária da grafia escorreita. Se os gramáticos prescrevem as normas ortográficas, as novas mídias impressas e eletrônicas podem proscrever ou demolir, na mais lídima acepção do que é obsoleto, o que, no uso social da língua, já é "deteriorado, estragado com o tempo, velho, usado, roçado; caído em desuso; esquecido, desprezado". Ganham a escola e todos aqueles que militam na área de linguagem escrita.
Vicente Martins
Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)
Sobral, CE

É com imensa satisfação que leio o editorial de VEJA. Concordo, apóio e incentivo ações simbólicas como essa, no sentido de nos levar à reflexão, desmascarando antigos preconceitos e ideologismos fúteis. A língua é uma instituição que deve servir ao povo que a fala, e assim ser moldada por ele consoante com suas necessidades de expressão e comunicação.
Artarxerxes Tiago Tácito Modesto
Professor
Por e-mail

Sou assinante de VEJA há mais de vinte anos. Ela faz parte da minha vida e é para mim indispensável. Apesar disso, nunca antes me animei a enviar correspondência para essa seção. Mas, ao ler a Carta ao leitor, senti-me na obrigação de exaltar o trabalho dessa revista. Em uma única tacada, VEJA coloca no seu devido lugar a importância do estado, assim mesmo, com minúscula, nem grande demais nem pequeno demais, e ao mesmo tempo reivindica para si, com toda a justiça, a importância que conquistou através de sua trajetória ao longo de todos esses anos. Foi uma atitude de coragem, de quem sabe o seu real valor. Fiquei orgulhoso por pertencer a esse time, mesmo que apenas como mero leitor.
Carlos Alberto Côrtes Freitas Junior
São Paulo, SP

 

CPMF

Muito oportuna a reportagem "Eles vibram, nós pagamos" (14 de março). Sugiro às entidades de classe, aos sindicatos e à sociedade em geral, que paga esse tributo vampiro, iniciar uma campanha contra a manutenção desse famigerado imposto, pois, passados dez anos, ele continua a sugar nosso dinheiro sem retribuir na forma de um melhor sistema de saúde para a população.
Walter Leitão
Belém, PA

No país dos paradoxos e da memória curta, onde tudo (ou quase tudo) acaba em pizza, não chega a ser um fato tão inusitado assim a transmudação da CPMF em imposto, eis que sempre foi essa a vontade oculta do estado brasileiro. Nunca antes na história, para usar a famosa frase de efeito do presidente Lula, se pagou tanto imposto como hoje no Brasil.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Até quando aceitaremos pagar pela ineficiência de nossos governantes? O Brasil merece um estadista que tenha a coragem de cortar os gastos públicos e melhorar a qualidade deles, diminuindo o tamanho do estado e impedindo que a sociedade pague por esses abusos.
Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC

 

Índios

Como índia, professora e cidadã brasileira, cumprimento VEJA pela coragem de expor os rumos da política indígena conduzida pela Funai ("Made in Paraguai", 14 de março). A questão do reconhecimento e da transmissão da cultura de nossas nações não pode continuar associada a políticas pautadas em interesses particulares apoiados por estudos antropológicos fraudulentos. Como integrante da comunidade indígena pataxó inserida no Parque Nacional de Monte Pascoal, no sul da Bahia, sinto-me revoltada por ler que a manipulação que sofremos aqui se repete em outros lugares do Brasil, onde nós, índios, somos incentivados a invadir áreas do governo por órgãos como a própria Funai, que, com a conivência do Ibama na região, associa-se aos interesses escusos de ONGs familiares, montadas exclusivamente para receber e administrar os bens e os recursos financeiros enviados pelo governo federal para a gestão do problema das invasões, pelas quais somos apontados como únicos responsáveis.
Maria do Rosário Silva (Aruá Pataxó)
Comunidade indígena no Monte Pascoal
Itamaraju, Bahia

A reportagem expõe as entranhas da Funai e das ONGs, transcende a hipocrisia do politicamente correto e alerta para um problema social, criado a partir de uma fraude antropológica de conotação internacional que enxovalha e macula a mais nobre das ciências humanas, a antropologia.
Carlos Magagnin
São José, SC

Fui criado na margem esquerda do Rio Maciambu, na frente da croa. Aventurar-se nas matas do hoje Parque Estadual da Serra do Tabuleiro era ficar assombrado com bruxas, lobisomem, luz da praia e boitatá. Índio só na TV, e nos anos 90 com a Funai.
Adriano André Pereira
Palhoça, SC

Pergunto, muitíssimo indignado: até quando órgãos públicos como a Funai e o Ibama serão gerenciados por pessoas incompetentes? Num país onde não há governo central, os dirigentes de órgãos e autarquias deitam e rolam, praticando as mais absurdas estripulias. Desconsideram as leis e o mais elementar bom senso, como ocorre com o Ministério do Meio Ambiente na demarcação de áreas de preservação sobre fazendas produtivas. Até quando?
Fernando Nunes da Cruz
Colíder, MT

Funai, ONGs, Cimi. Poderíamos chamá-los de terroristas do meio rural brasileiro. A pretexto de proteger nossos índios e minorias, espalham mentiras, pobreza, fome e, principalmente, preservam um imenso pedaço do território brasileiro como reservas indígenas para que países do Primeiro Mundo nos tomem quando bem entender. Parabéns ao repórter José Edward pela clareza e imparcialidade.
Luciano Barbosa
Vila Bela da Santíssima Trindade, MT

E o povo do sul fica à espera da solução de todas essas pendengas para a duplicação do trecho da BR-101. Pagando com dinheiro e com a vida.
Evelise Marini
Florianópolis, SC

A Funai ainda não chegou a uma definição sobre o processo de regularização da Terra Indígena Morro dos Cavalos, cujo trâmite administrativo cumpre rigorosamente os requisitos do Artigo 231 da Constituição Federal e do decreto presidencial nº 175/96. O índio guarani embiá habita o território do Brasil, do Paraguai e da Argentina. Como vários outros povos indígenas, vive no Brasil e em outros países da América do Sul. É o caso dos ticunas, dos ingaricós, dos galibis, dos achanincas, dos caiovás e de tantos outros. É graças aos povos indígenas que o Brasil possui suas dimensões continentais. A Funai se alegra com o fato de VEJA reconhecer seu esforço pela demarcação das terras e pela proteção dos direitos indígenas. Contudo, a fundação reitera que suas ações se orientam pela legislação nacional.
Michel Blanco Maia e Souza
Assessor de imprensa – Funai
Brasília, DF

 

Distrito Federal

Como sacrificado contribuinte municipal, estadual e federal, gostaria de cumprimentar o governador do Distrito Federal, o senhor José Roberto Arruda, pela excelência do trabalho de cortes. Agindo assim, valoriza a educação recebida dos pais, o caráter, a honra e a honestidade e demonstra ser inteligente e retribui com resultados positivos os votos de seus eleitores ("A ordem é cortar", 14 de março).
Marcos Job Anghinoni
Santo André, SP

Depois de ler "A ordem é cortar", seria ainda melhor ler "A ordem é imitar", contando que os demais governadores dos estados brasileiros, bem como prefeitos e afins, mostraram ser capazes de exibir competência, seriedade e bom senso para evitar a falência dos cofres públicos.
Morgana Tosca
Salvador, BA

Confesso que tinha má impressão do político José Roberto Arruda desde seu envolvimento, como senador, no escândalo da violação do painel de votações do Congresso Nacional, fato que, na ocasião, resultou em sua renúncia. Entretanto, devo admitir e reconhecer que o hoje governador do Distrito Federal realiza um grande trabalho ético-administrativo na capital do país. Parabéns, governador.
Carlos Antonio Coimbra
Natal, RN

 

Reforma ministerial

Sensacional a reportagem "Big Brother Planalto" (14 de março). Só tem um detalhe: o Alemão não merece a comparação. Tudo bem ser a estrela do jogo, mas só o Alemão verdadeiro tem a certeza de que o final será feliz para ele. Outra coisa: ele é inteligente e não se aproxima da turma do mal.
Cler Cioni
São Bernardo do Campo, SP  

Há diferenças drásticas entre o Big Brother global e o do Planalto. Enquanto um é uma forma de entretenimento, o outro só nos dá dor de cabeça. E a vantagem do programa de TV, além de tudo, é que podemos eliminar os participantes, e os do Congresso, mesmo contra a nossa vontade, embolsam milhões e milhões de reais. Pena que Brasília ainda não seja adepta de paredões.
Endrigo de Souza
Cordeirópolis, SP

Faltou a Dilma "Boninho" Roussef, que fica por trás controlando todos e é, de fato, quem manda em tudo!
Marco Antonio Santana da Silva
Feira de Santana, BA

 

Cartel do cimento

O Brasil realmente não faz idéia de como age o cartel do cimento, dando uma significativa contribuição para o baixo crescimento do PIB e a não-diminuição do déficit habitacional para a população de baixa renda. A situação é ainda pior no Nordeste. Em Salvador, os comerciantes pagam exorbitantes 16,30 reais por um saco de cimento e o revendem por 19 reais ao consumidor final. A reportagem "Tem areia no concreto" (14 de março) pode ser o início do ajuste que vai ajudar o Brasil a crescer!
Marcos Santos
Salvador, BA

 

Bush no Brasil

Longe de aprovar a política do governo Bush, eu gostaria de perguntar aos manifestantes que se amontoaram na frente do hotel de Bush onde eles estavam quando deveriam protestar contra a bandalheira instalada no nosso Congresso, principalmente nestes dois últimos anos, em que os escândalos aguardavam a vez para estampar as primeiras páginas dos jornais. Onde estavam quando deveriam protestar pela falta de segurança de nosso país? Se gastassem tanta energia com assuntos que realmente fazem a diferença no nosso cotidiano, talvez vivêssemos melhor ("Como bons amigos", 14 de março).
Maria Aparecida Issa
São Paulo, SP

 

Jim O'Neill

Lembro-me claramente do meu primeiro dia de aula no grupo escolar. Minha professora abriu a Cartilha Sodré e nos leu um soneto que falava do Brasil e do amor que devemos sentir por ele. E nos prometia: "O Brasil é o país do futuro!". Longos anos vão se passando, eu já estou perto dos 70, e, agora, aparece o economista inglês Jim O'Neill (Amarelas, 14 de março) para nos dar a gratificante notícia de que, se o Brasil crescer 3,5% ao ano, nas próximas quatro décadas, será a sexta maior economia do mundo. Que notícia alvissareira! Pelo jeito, vou ter de apelar aos céus e a todos os deuses do Olimpo para que me protejam e me dêem longa vida, para que possa ver concretizada a profecia da minha primeira professorinha.
Roberto Antonio Cêra
Piracicaba, SP

A sugestão de Jim O'Neill, de que o Brasil se mude para a Ásia ou para a Europa, deveria ser levada a sério. Não é possível chegarmos até lá, mas é perfeitamente viável ficarmos mais próximos. Estudos indicam que uma saída pelo Pacífico nos aproximaria da China em 7.000 quilômetros. Poucas centenas de quilômetros de trilhos em território boliviano seriam suficientes para interligar a Ferrovia Noroeste do Brasil com o Porto de Antofogasta, no Chile. No entanto, a situação das ferrovias brasileiras é deplorável, e uma obra desse porte envolveria negociações com o companheiro Evo. Melhor mesmo levar na brincadeira.
Miguel Ângelo Napolitano
Bauru, SP

 

Televisão

Cumprimento o apresentador Luciano Huck pela importante iniciativa de presentear os jovens brasileiros com o quadro Soletrando, exibido aos sábados na Rede Globo. São iniciativas dessa natureza de que os brasileiros estão carentes, já que há imensa lacuna na televisão no que concerne a programas educativos e culturais ("Qual é a letra?", 14 de março)!
Eunice Câmara de Oliveira
Natal, RN

O torneio de soletração do programa Caldeirão do Hulk é uma luzinha no fim do túnel de nossa programação de TV aberta. Basta essa pequeníssima contribuição para que alguns de nossos "ilustres educadores" critiquem a atração. Acredito que para eles é muito mais educativo mostrar os exemplos de Big Brothers e novelas de gosto duvidoso.
Ana Maria Barbizan
São Paulo, SP

Excelente o novo quadro do programa Caldeirão do Huck. Mas, além de tocar a antiga sineta, o professor de língua portuguesa e o jurado deveriam ter corrigido Luciano Huck, que a toda hora repetia: "Fazem cinco anos que gravei essa reportagem".
Milene Costanti Ribeiro Antônio
Santa Rita do Sapucaí, MG

 

Matemática

Como educador, cumprimento VEJA pela profundidade com que abordou a questão da matemática em nosso país ("A matemática atraente", 14 de março). Não podemos responsabilizar unicamente os professores. Temos de construir uma solução macro, a partir do fomento cultural, que atinja toda a sociedade sobre a importância dessa área do conhecimento, que está presente em todas as dimensões da vida. É nosso papel desfazer mitos e tabus sobre ela, principalmente o de que apenas algumas mentes privilegiadas podem conhecê-la e dominá-la. Eis o grande desafio, e peço a VEJA que continue nessa direção.
Mário Zan
Belo Horizonte, MG

Não poderia deixar de comentar a reportagem "A matemática atraente", pois no ano passado participei das olimpíadas de matemática nacional e regional, de Santa Catarina. Obtive o segundo lugar nas olimpíadas regionais; fui a única premiada de minha cidade. Agradeço por terem destacado que nem todos os jovens e adolescentes detestam matemática. Ainda há muitos alunos que se interessam por ela e sentem prazer em resolver seus desafios, só é necessário encorajá-los a participar.
Bárbara Louize da Silva,
15 anos

Gaspar, SC

Que bom que VEJA chama atenção para o fato de a matemática no Brasil estar num estado alarmante. Já é tempo de desmistificar a matemática e mostrar que qualquer ser humano suficientemente motivado pode aprendê-la em qualquer nível.
Arthur Cunha
Boston, EUA

Escolas que ainda tentam ensinar física, química e biologia sem jamais colocar os alunos em um laboratório existem às pencas, afastando as mentes jovens dessas maravilhosas ciências, ao transformá-las em ladainhas intermináveis e excruciantes.
Marlon Pereira
São Paulo, SP

 

Datas

VEJA não mentiu nem ofendeu ao registrar a morte de dom Ivo Lorscheiter (Datas, 14 de março): foi meramente descritiva e até bem moderada. Afora as controvérsias teológicas, entre outras, a insistência teimosa de Lorscheiter em pregar e propugnar, por mais de 25 anos, as idéias do sociólogo africano Albert Tévoédjre, expostas em Pobreza, Riqueza das Nações, tem grande responsabilidade no pífio desenvolvimento socioeconômico aqui de Santa Maria, bem como de grande parte do Rio Grande do Sul, com influência em muitas partes do Brasil.
Adivo Paim Filho
Santa Maria, RS

 

CORREÇÃO: A reportagem "Eles vibram, nós pagamos" (14 de março) erra ao afirmar que, para a aprovação de uma emenda constitucional visando à prorrogação da CPMF, seriam necessários os votos de dois terços dos congressistas. Na verdade, a Constituição de 1988 estabelece que a proposta deve ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado e aprovada por três quintos dos votos em cada casa.

 

CUIDADO COM O HPV

No artigo "Sexo, não. Câncer, sim" (28 de fevereiro), o editor executivo de VEJA André Petry falou sobre o HPV, vírus responsável por boa parte dos casos de câncer do colo do útero. O leitor Carlos de Araujo, de Porto Alegre, pergunta: "Por quais meios, além dos sexuais, é possível contrair o HPV?" Na página do Instituto Nacional do Câncer na internet (http://www.inca.gov.br/) há informações importantes para evitar a contaminação. Para a doutora Luisa Lina Villa, bióloga e especialista em HPV, do Instituto Ludwig para Pesquisas sobre o Câncer (www.ludwig.org.br), apesar de o principal meio de transmissão do papilomavírus humano ser o ato sexual, a infecção pode ocorrer de outras maneiras, embora mais raras:

• Da mãe para o bebê: durante o parto ou pelo contato mãe-bebê.

• No útero: através da placenta. Mas há poucas evidências para confirmar.

• Auto-inoculação: dos dedos ou regiões infectadas para outras partes do corpo do mesmo indivíduo.

• Superfícies contaminadas: a contaminação por uso de assentos sanitários, por exemplo, é possível, embora rara.

• Roupas íntimas e instrumentos: o vírus pode ser detectado em instrumentos ginecológicos e peças íntimas, mas a transmissão é pouco provável.

 

SÃO TOMÁS OU SANTO TOMÁS?

O leitor Nelson Nobre Mosquera Junior, de São Paulo, leu o artigo "O politeísmo de um Deus só" (28 de fevereiro), de Reinaldo Azevedo, e levantou uma questão: "Estranhei a grafia usada para Santo Tomás de Aquino. Aprendi que nomes de santo começados por consoante levam são e os iniciados por vogais levam santo". É verdade. Essa é a regra, e só não vale quando se trata de uma consoante não pronunciada (morta), como no caso de São Hilário. Mas Santo Tomás é exceção, como explica Reinaldo Azevedo: "Santo Tomás é uma exceção que se firmou, consagrada pelo uso – que também pode virar norma culta. Padre Vieira e outros clássicos sempre preferiram Santo Tomás, diz Reinaldo. Mas não há nada de errado com a forma São Tomás de Aquino, que pode ser utilizada normalmente. Afinal, são é apenas a forma apocopada de santo.

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