"No rastro das
facilidades de financiamento para a aquisição da casa
própria, a mulher vai mudando seu status de dona-de-casa
para dona da casa." Sérgio Peixoto Mendes Porto Alegre, RS
Casa própria
De fato, os créditos
para financiamento estão mais fáceis: tenho
apenas 23 anos, sou solteiro e já vou comprar minha
própria casa. Estou muito feliz! A reportagem "Não
é mais um sonho impossível" (14 de março)
confirma que faço um bom negócio. Virgilio Augusto Aveiro
Ribeirão Preto, SP
Ao ler a matéria
de capa de VEJA da semana passada, percebi quanto a atuação
do Secovi-SP foi decisiva para que o Brasil chegasse a esse
cenário. Parágrafo por parágrafo, o texto
lembra os inúmeros trabalhos, pareceres, ofícios
e diversos outros documentos que encaminhamos e/ou apresentamos
às autoridades governamentais e à sociedade
defendendo as medidas que hoje, em boa parte, estão
consolidadas. Assim, meus cumprimentos a VEJA pela oportuna
reportagem, a qual se constitui em virada de página
de uma história de anos e anos de estagnação,
de falta de crédito imobiliário e de condições
de financiamento que terminavam por tornar o sonho da casa
própria um pesadelo para centenas de famílias. Romeu Chap Chap
Presidente do Secovi-SP
São Paulo, SP
Como estudiosa
e profissional da área do crédito imobiliário,
ressalto a importância da reportagem, que procurou desmistificar
o financiamento imobiliário e mostrar que, com planejamento,
organização e disposição para
pagamento de um empréstimo de longo prazo, é
possível, sim, realizar o sonho da casa própria. Tereza Cristina Ferreira
Campo Grande, MS
A pequena cartilha
exposta pelo senhor Hernando de Soto ("Um choque de legalidade",
14 de março) deveria ser livro de cabeceira para nossos
governantes (antigos, atuais e futuros), para que eles resolvam
de uma vez a questão da urbanização de
nossas cidades. O ministro das Cidades (que não sei
o que faz) deveria estudar muito bem as pequenas lições
dadas nessa entrevista, ou pelo menos mostrar os resultados
de sua pasta. Paulo Troyano
São Paulo, SP
Os compradores
de imóveis em construção devem ser advertidos
de que nem todas as incorporações de imóveis,
por força da Lei nº 10931, se enquadram no Patrimônio
da Afetação, pois esse enquadramento é
feito a critério do incorporador, em caráter
opcional, portanto não compulsório. Por isso,
a contabilidade em separado do empreendimento e a consideração
em separado do patrimônio dos compradores só
valem para as incorporações que averbarem no
Registro de Imóveis o respectivo termo de constituição
do patrimônio de afetação, conforme Artigo
31-B da Lei nº 4591. Paulo Grandiski
Engenheiro civil
Diretor técnico do Instituto Brasileiro de Avaliações
e Perícias de Engenharia (Ibape)
São Paulo, SP
Como não
existem milagres no sistema financeiro nacional, desconfio
que nenhum banco privado emprestaria dinheiro a uma taxa igual
à de captação sem se valer de alguma
compensação. Comprovei isso na prática:
certifiquei-me do valor real dos encargos e se o financiamento
era mesmo pelo antigo Sistema Financeiro de Habitação.
Li e reli o contrato, pois também era do ramo. Mesmo
assim, todo mês a prestação vinha corrigida.
E a seguradora cobrava-me dez vezes mais do que pagaria por
um seguro comum. Nunca me apresentaram a apólice. Estava
explicado o milagre. Mas isso foi há dez anos. Como
o Brasil está prestes a ter um santo 100% nacional
e com o Lula no poder, tudo é possível. É
pagar para ver. Louis Antonio de Mendonça
Por e-mail
Apesar da fartura
de crédito, apenas a Caixa faz financiamento para "construção",
e para consegui-lo é preciso ser um Ronaldinho Gaúcho
para driblar a "burrocracia", que é enorme. Estou fazendo
um empréstimo para construção pela Caixa
Federal há quatro meses e, apesar de ter atendido a
todas as exigências, ainda não consegui assinar
o contrato para o início da obra. A Caixa trata uma
simples construção (casa de 90 metros quadrados)
como se fosse um conjunto habitacional e exige toda uma parafernália
de documentos. Laercio Tronco
Ribeirão Preto, SP
Carta ao leitor
Parabéns
a VEJA pela decisão de grafar estado com minúscula.
Que seja um primeiro passo para pôr fim ao maiúsculo
equívoco que é a concepção brasileira
de estado. Que lembre aos governantes a eficiência que
o estado deve aos esbulhados cidadãos-contribuintes
("Uma questão de estado", 14 de março). Antonio Carlos Olivieri
Atibaia, SP
Leio VEJA há
quase vinte anos. Não me lembro de uma Carta ao leitor
tão poderosa, tão definitiva, tão brilhante,
tão inquietante e ao mesmo tempo tão correta
politicamente no sentido grandioso da expressão
quanto a da edição de 14 de março.
Grafar estado, sim, sempre. E também lutar por
um estado ético, competente, confiável e moderno
porém obrigatoriamente discreto e que respeite
nossa vida. A Carta foi porta-voz da maior angústia
dos brasileiros hoje, a de conviver com um estado que é
um pesadelo orwelliano, eternamente a nos fustigar, pressionar,
extorquir, enganar, e pouco ou nada nos ofertar. Meus sinceros
parabéns. Creso Abreu Falcão
Por e-mail
Como lingüista,
fiquei encantado com a iniciativa de VEJA de grafar, doravante,
a palavra estado com letra minúscula. Primeiro, porque
é a revista, assim os livros e seus diversos gêneros,
um fonte soberana e primária da grafia escorreita.
Se os gramáticos prescrevem as normas ortográficas,
as novas mídias impressas e eletrônicas podem
proscrever ou demolir, na mais lídima acepção
do que é obsoleto, o que, no uso social da língua,
já é "deteriorado, estragado com o tempo, velho,
usado, roçado; caído em desuso; esquecido, desprezado".
Ganham a escola e todos aqueles que militam na área
de linguagem escrita. Vicente Martins
Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)
Sobral, CE
É com imensa
satisfação que leio o editorial de VEJA. Concordo,
apóio e incentivo ações simbólicas
como essa, no sentido de nos levar à reflexão,
desmascarando antigos preconceitos e ideologismos fúteis.
A língua é uma instituição que
deve servir ao povo que a fala, e assim ser moldada por ele
consoante com suas necessidades de expressão e comunicação. Artarxerxes Tiago Tácito Modesto
Professor
Por e-mail
Sou assinante de
VEJA há mais de vinte anos. Ela faz parte da minha
vida e é para mim indispensável. Apesar disso,
nunca antes me animei a enviar correspondência para
essa seção. Mas, ao ler a Carta ao leitor, senti-me
na obrigação de exaltar o trabalho dessa revista.
Em uma única tacada, VEJA coloca no seu devido lugar
a importância do estado, assim mesmo, com minúscula,
nem grande demais nem pequeno demais, e ao mesmo tempo reivindica
para si, com toda a justiça, a importância que
conquistou através de sua trajetória ao longo
de todos esses anos. Foi uma atitude de coragem, de quem sabe
o seu real valor. Fiquei orgulhoso por pertencer a esse time,
mesmo que apenas como mero leitor. Carlos Alberto Côrtes Freitas Junior
São Paulo, SP
CPMF
Muito oportuna
a reportagem "Eles vibram, nós pagamos" (14 de março).
Sugiro às entidades de classe, aos sindicatos e à
sociedade em geral, que paga esse tributo vampiro, iniciar
uma campanha contra a manutenção desse famigerado
imposto, pois, passados dez anos, ele continua a sugar nosso
dinheiro sem retribuir na forma de um melhor sistema de saúde
para a população. Walter Leitão
Belém, PA
No país
dos paradoxos e da memória curta, onde tudo (ou quase
tudo) acaba em pizza, não chega a ser um fato tão
inusitado assim a transmudação da CPMF em imposto,
eis que sempre foi essa a vontade oculta do estado brasileiro.
Nunca antes na história, para usar a famosa frase de
efeito do presidente Lula, se pagou tanto imposto como hoje
no Brasil. Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
Até quando
aceitaremos pagar pela ineficiência de nossos governantes?
O Brasil merece um estadista que tenha a coragem de cortar
os gastos públicos e melhorar a qualidade deles, diminuindo
o tamanho do estado e impedindo que a sociedade pague por
esses abusos. Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC
Índios
Como índia,
professora e cidadã brasileira, cumprimento VEJA pela
coragem de expor os rumos da política indígena
conduzida pela Funai ("Made in Paraguai", 14 de março).
A questão do reconhecimento e da transmissão
da cultura de nossas nações não pode
continuar associada a políticas pautadas em interesses
particulares apoiados por estudos antropológicos fraudulentos.
Como integrante da comunidade indígena pataxó
inserida no Parque Nacional de Monte Pascoal, no sul da Bahia,
sinto-me revoltada por ler que a manipulação
que sofremos aqui se repete em outros lugares do Brasil, onde
nós, índios, somos incentivados a invadir áreas
do governo por órgãos como a própria
Funai, que, com a conivência do Ibama na região,
associa-se aos interesses escusos de ONGs familiares, montadas
exclusivamente para receber e administrar os bens e os recursos
financeiros enviados pelo governo federal para a gestão
do problema das invasões, pelas quais somos apontados
como únicos responsáveis. Maria do Rosário Silva (Aruá Pataxó) Comunidade indígena no Monte Pascoal
Itamaraju, Bahia
A reportagem expõe
as entranhas da Funai e das ONGs, transcende a hipocrisia
do politicamente correto e alerta para um problema social,
criado a partir de uma fraude antropológica de conotação
internacional que enxovalha e macula a mais nobre das ciências
humanas, a antropologia. Carlos Magagnin
São José, SC
Fui criado na margem
esquerda do Rio Maciambu, na frente da croa. Aventurar-se
nas matas do hoje Parque Estadual da Serra do Tabuleiro era
ficar assombrado com bruxas, lobisomem, luz da praia e boitatá.
Índio só na TV, e nos anos 90 com a Funai. Adriano André Pereira
Palhoça, SC
Pergunto, muitíssimo
indignado: até quando órgãos públicos
como a Funai e o Ibama serão gerenciados por pessoas
incompetentes? Num país onde não há governo
central, os dirigentes de órgãos e autarquias
deitam e rolam, praticando as mais absurdas estripulias. Desconsideram
as leis e o mais elementar bom senso, como ocorre com o Ministério
do Meio Ambiente na demarcação de áreas
de preservação sobre fazendas produtivas. Até
quando? Fernando Nunes da Cruz
Colíder, MT
Funai, ONGs, Cimi.
Poderíamos chamá-los de terroristas do meio
rural brasileiro. A pretexto de proteger nossos índios
e minorias, espalham mentiras, pobreza, fome e, principalmente,
preservam um imenso pedaço do território brasileiro
como reservas indígenas para que países do Primeiro
Mundo nos tomem quando bem entender. Parabéns ao repórter
José Edward pela clareza e imparcialidade. Luciano Barbosa
Vila Bela da Santíssima Trindade, MT
E o povo do sul
fica à espera da solução de todas essas
pendengas para a duplicação do trecho da BR-101.
Pagando com dinheiro e com a vida. Evelise Marini Florianópolis, SC
A Funai ainda não
chegou a uma definição sobre o processo de regularização
da Terra Indígena Morro dos Cavalos, cujo trâmite
administrativo cumpre rigorosamente os requisitos do Artigo
231 da Constituição Federal e do decreto presidencial
nº 175/96. O índio guarani embiá habita
o território do Brasil, do Paraguai e da Argentina.
Como vários outros povos indígenas, vive no
Brasil e em outros países da América do Sul.
É o caso dos ticunas, dos ingaricós, dos galibis,
dos achanincas, dos caiovás e de tantos outros. É
graças aos povos indígenas que o Brasil possui
suas dimensões continentais. A Funai se alegra com
o fato de VEJA reconhecer seu esforço pela demarcação
das terras e pela proteção dos direitos indígenas.
Contudo, a fundação reitera que suas ações
se orientam pela legislação nacional. Michel Blanco Maia e Souza
Assessor de imprensa Funai
Brasília, DF
Distrito Federal
Como sacrificado
contribuinte municipal, estadual e federal, gostaria de cumprimentar
o governador do Distrito Federal, o senhor José Roberto
Arruda, pela excelência do trabalho de cortes. Agindo
assim, valoriza a educação recebida dos pais,
o caráter, a honra e a honestidade e demonstra ser
inteligente e retribui com resultados positivos os votos de
seus eleitores ("A ordem é cortar", 14 de março). Marcos Job Anghinoni Santo André, SP
Depois de ler "A
ordem é cortar", seria ainda melhor ler "A ordem é
imitar", contando que os demais governadores dos estados brasileiros,
bem como prefeitos e afins, mostraram ser capazes de exibir
competência, seriedade e bom senso para evitar a falência
dos cofres públicos. Morgana Tosca
Salvador, BA
Confesso que tinha
má impressão do político José
Roberto Arruda desde seu envolvimento, como senador, no escândalo
da violação do painel de votações
do Congresso Nacional, fato que, na ocasião, resultou
em sua renúncia. Entretanto, devo admitir e reconhecer
que o hoje governador do Distrito Federal realiza um grande
trabalho ético-administrativo na capital do país.
Parabéns, governador. Carlos Antonio Coimbra
Natal, RN
Reforma ministerial
Sensacional a reportagem
"Big Brother Planalto" (14 de março). Só
tem um detalhe: o Alemão não merece a comparação.
Tudo bem ser a estrela do jogo, mas só o Alemão
verdadeiro tem a certeza de que o final será feliz
para ele. Outra coisa: ele é inteligente e não
se aproxima da turma do mal. Cler Cioni
São Bernardo do Campo, SP
Há diferenças
drásticas entre o Big Brother global e o do
Planalto. Enquanto um é uma forma de entretenimento,
o outro só nos dá dor de cabeça. E a
vantagem do programa de TV, além de tudo, é
que podemos eliminar os participantes, e os do Congresso,
mesmo contra a nossa vontade, embolsam milhões e milhões
de reais. Pena que Brasília ainda não seja adepta
de paredões. Endrigo de Souza Cordeirópolis, SP
Faltou a Dilma
"Boninho" Roussef, que fica por trás controlando todos
e é, de fato, quem manda em tudo! Marco Antonio Santana da Silva
Feira de Santana, BA
Cartel do cimento
O Brasil realmente
não faz idéia de como age o cartel do cimento,
dando uma significativa contribuição para o
baixo crescimento do PIB e a não-diminuição
do déficit habitacional para a população
de baixa renda. A situação é ainda pior
no Nordeste. Em Salvador, os comerciantes pagam exorbitantes
16,30 reais por um saco de cimento e o revendem por 19 reais
ao consumidor final. A reportagem "Tem areia no concreto"
(14 de março) pode ser o início do ajuste que
vai ajudar o Brasil a crescer! Marcos Santos
Salvador, BA
Bush no Brasil
Longe de aprovar
a política do governo Bush, eu gostaria de perguntar
aos manifestantes que se amontoaram na frente do hotel de
Bush onde eles estavam quando deveriam protestar contra a
bandalheira instalada no nosso Congresso, principalmente nestes
dois últimos anos, em que os escândalos aguardavam
a vez para estampar as primeiras páginas dos jornais.
Onde estavam quando deveriam protestar pela falta de segurança
de nosso país? Se gastassem tanta energia com assuntos
que realmente fazem a diferença no nosso cotidiano,
talvez vivêssemos melhor ("Como bons amigos", 14 de
março). Maria Aparecida Issa
São Paulo, SP
Jim O'Neill
Lembro-me claramente
do meu primeiro dia de aula no grupo escolar. Minha professora
abriu a Cartilha Sodré e nos leu um soneto que
falava do Brasil e do amor que devemos sentir por ele. E nos
prometia: "O Brasil é o país do futuro!". Longos
anos vão se passando, eu já estou perto dos
70, e, agora, aparece o economista inglês Jim O'Neill
(Amarelas, 14 de março) para nos dar a gratificante
notícia de que, se o Brasil crescer 3,5% ao ano, nas
próximas quatro décadas, será a sexta
maior economia do mundo. Que notícia alvissareira!
Pelo jeito, vou ter de apelar aos céus e a todos os
deuses do Olimpo para que me protejam e me dêem longa
vida, para que possa ver concretizada a profecia da minha
primeira professorinha. Roberto Antonio Cêra
Piracicaba, SP
A sugestão
de Jim O'Neill, de que o Brasil se mude para a Ásia
ou para a Europa, deveria ser levada a sério. Não
é possível chegarmos até lá, mas
é perfeitamente viável ficarmos mais próximos.
Estudos indicam que uma saída pelo Pacífico
nos aproximaria da China em 7.000 quilômetros. Poucas
centenas de quilômetros de trilhos em território
boliviano seriam suficientes para interligar a Ferrovia Noroeste
do Brasil com o Porto de Antofogasta, no Chile. No entanto,
a situação das ferrovias brasileiras é
deplorável, e uma obra desse porte envolveria negociações
com o companheiro Evo. Melhor mesmo levar na brincadeira. Miguel Ângelo Napolitano Bauru, SP
Televisão
Cumprimento o apresentador
Luciano Huck pela importante iniciativa de presentear os jovens
brasileiros com o quadro Soletrando, exibido aos sábados
na Rede Globo. São iniciativas dessa natureza de que
os brasileiros estão carentes, já que há
imensa lacuna na televisão no que concerne a programas
educativos e culturais ("Qual é a letra?", 14 de março)! Eunice Câmara de Oliveira
Natal, RN
O torneio de soletração
do programa Caldeirão do Hulk é uma luzinha
no fim do túnel de nossa programação
de TV aberta. Basta essa pequeníssima contribuição
para que alguns de nossos "ilustres educadores" critiquem
a atração. Acredito que para eles é muito
mais educativo mostrar os exemplos de Big Brothers
e novelas de gosto duvidoso. Ana Maria Barbizan
São Paulo, SP
Excelente o novo
quadro do programa Caldeirão do Huck. Mas, além
de tocar a antiga sineta, o professor de língua portuguesa
e o jurado deveriam ter corrigido Luciano Huck, que a toda
hora repetia: "Fazem cinco anos que gravei essa reportagem". Milene Costanti Ribeiro Antônio
Santa Rita do Sapucaí, MG
Matemática
Como educador,
cumprimento VEJA pela profundidade com que abordou a questão
da matemática em nosso país ("A matemática
atraente", 14 de março). Não podemos responsabilizar
unicamente os professores. Temos de construir uma solução
macro, a partir do fomento cultural, que atinja toda a sociedade
sobre a importância dessa área do conhecimento,
que está presente em todas as dimensões da vida.
É nosso papel desfazer mitos e tabus sobre ela, principalmente
o de que apenas algumas mentes privilegiadas podem conhecê-la
e dominá-la. Eis o grande desafio, e peço a
VEJA que continue nessa direção. Mário Zan
Belo Horizonte, MG
Não poderia
deixar de comentar a reportagem "A matemática atraente",
pois no ano passado participei das olimpíadas de matemática
nacional e regional, de Santa Catarina. Obtive o segundo lugar
nas olimpíadas regionais; fui a única premiada
de minha cidade. Agradeço por terem destacado que nem
todos os jovens e adolescentes detestam matemática.
Ainda há muitos alunos que se interessam por ela e
sentem prazer em resolver seus desafios, só é
necessário encorajá-los a participar. Bárbara Louize da Silva,
15 anos
Gaspar, SC
Que bom que VEJA
chama atenção para o fato de a matemática
no Brasil estar num estado alarmante. Já é tempo
de desmistificar a matemática e mostrar que qualquer
ser humano suficientemente motivado pode aprendê-la
em qualquer nível. Arthur Cunha
Boston, EUA
Escolas que ainda
tentam ensinar física, química e biologia sem
jamais colocar os alunos em um laboratório existem
às pencas, afastando as mentes jovens dessas maravilhosas
ciências, ao transformá-las em ladainhas intermináveis
e excruciantes. Marlon Pereira
São Paulo, SP
Datas
VEJA não
mentiu nem ofendeu ao registrar a morte de dom Ivo Lorscheiter
(Datas, 14 de março): foi meramente descritiva e até
bem moderada. Afora as controvérsias teológicas,
entre outras, a insistência teimosa de Lorscheiter em
pregar e propugnar, por mais de 25 anos, as idéias
do sociólogo africano Albert Tévoédjre,
expostas em Pobreza, Riqueza das Nações,
tem grande responsabilidade no pífio desenvolvimento
socioeconômico aqui de Santa Maria, bem como de grande
parte do Rio Grande do Sul, com influência em muitas
partes do Brasil. Adivo Paim Filho
Santa Maria, RS
CORREÇÃO: A reportagem "Eles
vibram, nós pagamos" (14 de março) erra ao afirmar
que, para a aprovação de uma emenda constitucional
visando à prorrogação da CPMF, seriam
necessários os votos de dois terços dos congressistas.
Na verdade, a Constituição de 1988 estabelece
que a proposta deve ser votada em dois turnos na Câmara
e no Senado e aprovada por três quintos dos votos em
cada casa.
CUIDADO COM O
HPV
No
artigo "Sexo, não. Câncer, sim" (28 de
fevereiro), o editor executivo de VEJA André
Petry falou sobre o HPV, vírus responsável
por boa parte dos casos de câncer do colo do útero.
O leitor Carlos de Araujo, de Porto Alegre, pergunta:
"Por quais meios, além dos sexuais, é
possível contrair o HPV?" Na página do
Instituto Nacional do Câncer na internet (http://www.inca.gov.br/)
há informações importantes para
evitar a contaminação. Para a doutora
Luisa Lina Villa, bióloga e especialista em HPV,
do Instituto Ludwig para Pesquisas sobre o Câncer
(www.ludwig.org.br),
apesar de o principal meio de transmissão do
papilomavírus humano ser o ato sexual, a infecção
pode ocorrer de outras maneiras, embora mais raras:
Da
mãe para o bebê: durante o parto ou pelo
contato mãe-bebê.
No
útero: através da placenta. Mas há
poucas evidências para confirmar.
Auto-inoculação:
dos dedos ou regiões infectadas para outras partes
do corpo do mesmo indivíduo.
Superfícies
contaminadas: a contaminação por uso de
assentos sanitários, por exemplo, é possível,
embora rara.
Roupas
íntimas e instrumentos: o vírus pode ser
detectado em instrumentos ginecológicos e peças
íntimas, mas a transmissão é pouco
provável.
SÃO TOMÁS
OU SANTO TOMÁS?
O leitor Nelson
Nobre Mosquera Junior, de São Paulo, leu o artigo
"O politeísmo de um Deus só" (28 de fevereiro),
de Reinaldo Azevedo, e levantou uma questão:
"Estranhei a grafia usada para Santo Tomás de
Aquino. Aprendi que nomes de santo começados
por consoante levam são e os iniciados
por vogais levam santo". É verdade. Essa
é a regra, e só não vale quando
se trata de uma consoante não pronunciada (morta),
como no caso de São Hilário. Mas Santo
Tomás é exceção, como explica
Reinaldo Azevedo: "Santo Tomás é uma exceção
que se firmou, consagrada pelo uso que também
pode virar norma culta. Padre Vieira e outros clássicos
sempre preferiram Santo Tomás, diz Reinaldo.
Mas não há nada de errado com a forma
São Tomás de Aquino, que pode ser
utilizada normalmente. Afinal, são é
apenas a forma apocopada de santo.