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Robô na pista

Daft Punk faz tecno que vai
além do mundo clubber

Marce Marthe

Divulgação

A dupla: rosto sempre escondido


Nenhum grupo de música eletrônica é tão pop quanto o Daft Punk. Moderninha, a dupla francesa sempre foi cultuada nos clubes alternativos, mas também se destaca fora desse mundinho. One More Time – carro-chefe de Discovery, seu novo disco, que chega às lojas nesta quarta – vem atingindo boas marcas de execução diária nas FMs populares brasileiras, o que é uma façanha para o gênero. Antes do Daft Punk, os ingleses do Prodigy e do Chemical Brothers até fizeram sucesso no país, mas seu som eletrônico é pesado demais para as rádios comerciais. A música dos parisienses Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo (descendente de portugueses, pois) agrada aos apreciadores daquele tecno que tem apelidos pejorativos: poperô ou bate-estaca. Não se deve, porém, confundir as coisas. Se existe um grupo que produz dance music grudenta como chiclete mas arrojada e original, é o Daft Punk. Há quatro anos, quando lançou seu CD de estréia, o duo causou furor com um sacolejante coquetel de ritmos. O disco vendeu 2 milhões de cópias e pôs a música eletrônica francesa na moda – até Madonna incorporou a influência deles em seu mais recente disco. Assim como os clássicos da discoteca, a música do Daft Punk tem melodias despudoradamente acessíveis e batidas irresistíveis. Eles também usam com maestria um aparelho chamado vocoder, que deixa a voz humana igual à de um andróide. Aliás, eles nunca revelam sua face: estão sempre fantasiados de robôs.

 

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