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Edição 1996

21 de fevereiro de 2007
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• MERCADO FINANCEIRO

O bônus do ano
Foi o Credit Suisse quem pagou o maior e o mais comentado bônus do mercado financeiro brasileiro neste início de ano. O felizardo botou no bolso cerca de 10 milhões de dólares.

 

• GOVERNO

Lula, o metalúrgico
No almoço durante a recepção a Evo Morales, numa mesa de poucos, Lula reclamou do salário de presidente: "É pouco". Depois, completou: "Só não reclamo mais porque sou o torneiro mecânico mais bem remunerado do Brasil".

A importância dos padrinhos
O BNDES liberou 1,3 milhão de reais para a Feira Música Brasil realizada na semana passada no Recife. Derrubou, assim, o recorde de liberação de verbas do órgão para eventos do tipo – um título até então da Bienal de Design de São Paulo, que levara 400.000 reais no ano passado. Curiosamente, dois terços da verba foram liberados antecipadamente, quando a praxe do banco é só pagar após a realização do evento. No BNDES, há comentários a respeito de conflito de interesses: diz-se que tamanha boa vontade se deve ao fato de a feira ter contado entre seus organizadores com Paula Porta, assessora do Ministério da Cultura. Que, por acaso, vem a ser mulher do presidente do banco, Demian Fiocca.

 

• BRASIL

Leis de mais, eficácia de menos
Somente no âmbito da União existem 177.875 leis em vigor no Brasil. Boa parte delas em desuso. Outras que se repetem ou mesmo conflitam entre si. Arlindo Chinaglia determinou ao deputado Cândido Vaccarezza que coordene um grupo de trabalho para que se revogue uma parte dessas leis e haja um mínimo de unidade e coerência entre elas. Há casos inacreditáveis. Está em vigor, por exemplo, uma lei do marechal Deodoro da Fonseca, de 1890, normatizando as relações da Igreja Católica com o Estado.

Queijos & sinos
Depois do frevo, a diretoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pretende anunciar até o fim do ano o registro de mais quatro bens imateriais culturais brasileiros. Minas Gerais deve emplacar dois deles: os queijos artesanais e, por incrível que pareça, o toque dos sinos em suas cidades históricas. Além desses, serão contemplados neste ano a capoeira e o samba carioca.

Justiça
"Não mantenho, nem nunca mantive, conta no Banco MTB/Hudson e, portanto, jamais recebi qualquer depósito na referida instituição financeira. Não sou investigado pela Receita Federal, e se alguma investigação existe dela não fui notificado, para exercício do meu direito de defesa (Constituição, artigo 5º, inciso LV)." (Direito de resposta concedido a Sergio Mazzillo pela juíza Denise Paes, num processo do qual a Editora Abril apresentou recurso e aguarda julgamento).

 

A briga pela Educação

FotosTasso Marcelo/AE e J. F. Diorio/AE
Haddad e Marta: se virar ministra, ela pega carona no plano dele

O lobby petista por Marta Suplicy é grande (talvez invencível) para a pasta da Educação, mas o ministro Fernando Haddad se movimenta. Ele tem a simpatia de Lula e um plano dividido em quarenta grandes ações para o setor nos próximos quatro anos. Na terça-feira passada, esteve com Dilma Rousseff explicando o projeto – uma espécie de PAC da Educação. Logo depois do Carnaval, mostra o pacote ao chefe.

 

• ECONOMIA

Vale tudo
A CB investimentos, uma pequena corretora de Brasília, apelou. Ofereceu a funcionários do Palácio do Planalto uma promoção a quem pedir empréstimos consignados. Se solicitar até 3.000 reais, o sujeito ganha um ferro elétrico. Acima de 10.000 reais, uma TV de 20 polegadas. Em suas promoções, os grandes bancos, obrigados pela legislação em vigor, dão explicações detalhadas ao potencial cliente e evitam a distribuição de mimos – brindam-no, no máximo, com uma canetinha.

 

• TURISMO

O fator Varig
A Embratur está fechando as estatísticas de turistas estrangeiros no Brasil em 2006. Foram cerca de 5 milhões de visitantes – uma queda em relação aos 5,3 milhões de estrangeiros que desembarcaram aqui no ano anterior. O emagrecimento da Varig, que por vários meses em 2006 deixou de voar para o exterior, é apontado como a principal causa da queda.

 

• MÚSICA

O rombo da EMI
É de quase 80 milhões de reais o rombo na filial brasileira da EMI. A gravadora sofreu intervenção da matriz inglesa no ano passado. Suspeitava-se que estaria turbinando seus números. Agora, surge o valor da malandragem. Esse montante se refere aos CDs que foram devolvidos à gravadora pelas lojas, mas que haviam sido computados como vendas. Já se fala na possibilidade de a gravadora ser fechada no Brasil e operar apenas com a distribuição de alguns de seus artistas. Fazem parte do elenco da EMI pesos-pesados como Marisa Monte e Paralamas do Sucesso, entre outros.

 

• TELEVISÃO

De sacola cheia
Estima-se que, só em equipamentos, a Record deva gastar 50 milhões de reais para botar de pé o seu canal de notícias 24 horas – a Record News.

 

Um contrato milionário e com espuma

Divulgação
Zeca: mais tr๊s Carnavais com a Brahma

Zeca Pagodinho e a Brahma estão em plena negociação para a renovação do contrato, que faz do cantor o principal garoto-propaganda da marca. Assim como o primeiro contrato que tanta celeuma provocou (lembram-se da confusão Nova Schin versus Brahma?), o de agora terá três anos de duração. Será assinado na quinta-feira que vem. No total, ao final do contrato Zeca terá embolsado 5 milhões de reais.

Com Jan Theophilo

 

 

 

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