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Radar Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
MERCADO FINANCEIRO O bônus do
ano Foi o Credit Suisse quem pagou o maior
e o mais comentado bônus do mercado financeiro brasileiro neste início
de ano. O felizardo botou no bolso cerca de 10 milhões de dólares.
GOVERNO Lula,
o metalúrgico No almoço durante
a recepção a Evo Morales, numa mesa de poucos, Lula reclamou do
salário de presidente: "É pouco". Depois, completou: "Só
não reclamo mais porque sou o torneiro mecânico mais bem remunerado
do Brasil". A
importância dos padrinhos O BNDES liberou 1,3 milhão de
reais para a Feira Música Brasil realizada na semana passada no Recife.
Derrubou, assim, o recorde de liberação de verbas do órgão
para eventos do tipo um título até então da Bienal
de Design de São Paulo, que levara 400.000 reais no ano passado. Curiosamente,
dois terços da verba foram liberados antecipadamente, quando a praxe do
banco é só pagar após a realização do evento.
No BNDES, há comentários a respeito de conflito de interesses: diz-se
que tamanha boa vontade se deve ao fato de a feira ter contado entre seus organizadores
com Paula Porta, assessora do Ministério da Cultura. Que, por acaso, vem
a ser mulher do presidente do banco, Demian Fiocca.
BRASIL Leis de
mais, eficácia de menos Somente no âmbito da União
existem 177.875 leis em vigor no Brasil. Boa parte delas em desuso. Outras que
se repetem ou mesmo conflitam entre si. Arlindo Chinaglia determinou ao deputado
Cândido Vaccarezza que coordene um grupo de trabalho para que se revogue
uma parte dessas leis e haja um mínimo de unidade e coerência entre
elas. Há casos inacreditáveis. Está em vigor, por exemplo,
uma lei do marechal Deodoro da Fonseca, de 1890, normatizando as relações
da Igreja Católica com o Estado.
Queijos & sinos Depois do frevo,
a diretoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) pretende anunciar até o fim do ano o registro de mais
quatro bens imateriais culturais brasileiros. Minas Gerais deve emplacar dois
deles: os queijos artesanais e, por incrível que pareça, o toque
dos sinos em suas cidades históricas. Além desses, serão
contemplados neste ano a capoeira e o samba carioca.
Justiça "Não mantenho,
nem nunca mantive, conta no Banco MTB/Hudson e, portanto, jamais recebi qualquer
depósito na referida instituição financeira. Não sou
investigado pela Receita Federal, e se alguma investigação existe
dela não fui notificado, para exercício do meu direito de defesa
(Constituição, artigo 5º, inciso LV)." (Direito de resposta
concedido a Sergio Mazzillo pela juíza Denise Paes, num processo do qual
a Editora Abril apresentou recurso e aguarda julgamento).
A briga pela Educação
FotosTasso
Marcelo/AE e J. F. Diorio/AE
 | | Haddad
e Marta: se virar ministra, ela pega carona no plano dele |
O
lobby petista por Marta Suplicy é grande (talvez invencível) para
a pasta da Educação, mas o ministro Fernando Haddad se movimenta.
Ele tem a simpatia de Lula e um plano dividido em quarenta grandes ações
para o setor nos próximos quatro anos. Na terça-feira passada, esteve
com Dilma Rousseff explicando o projeto uma espécie de PAC da Educação.
Logo depois do Carnaval, mostra o pacote ao chefe. |
ECONOMIA Vale
tudo A CB investimentos, uma pequena corretora de Brasília,
apelou. Ofereceu a funcionários do Palácio do Planalto uma promoção
a quem pedir empréstimos consignados. Se solicitar até 3.000 reais,
o sujeito ganha um ferro elétrico. Acima de 10.000 reais, uma TV de 20
polegadas. Em suas promoções, os grandes bancos, obrigados pela
legislação em vigor, dão explicações detalhadas
ao potencial cliente e evitam a distribuição de mimos brindam-no,
no máximo, com uma canetinha.
TURISMO O fator Varig A
Embratur está fechando as estatísticas de turistas estrangeiros
no Brasil em 2006. Foram cerca de 5 milhões de visitantes uma queda
em relação aos 5,3 milhões de estrangeiros que desembarcaram
aqui no ano anterior. O emagrecimento da Varig, que por vários meses em
2006 deixou de voar para o exterior, é apontado como a principal causa
da queda. MÚSICA O
rombo da EMI É de quase 80 milhões
de reais o rombo na filial brasileira da EMI. A gravadora sofreu intervenção
da matriz inglesa no ano passado. Suspeitava-se que estaria turbinando seus números.
Agora, surge o valor da malandragem. Esse montante se refere aos CDs que foram
devolvidos à gravadora pelas lojas, mas que haviam sido computados como
vendas. Já se fala na possibilidade de a gravadora ser fechada no Brasil
e operar apenas com a distribuição de alguns de seus artistas. Fazem
parte do elenco da EMI pesos-pesados como Marisa Monte e Paralamas do Sucesso,
entre outros. TELEVISÃO
De sacola cheia Estima-se
que, só em equipamentos, a Record deva gastar 50 milhões de reais
para botar de pé o seu canal de notícias 24 horas a Record
News.
Um contrato milionário e com espuma
Divulgação
 | | Zeca:
mais tr๊s Carnavais com a Brahma |
Zeca
Pagodinho e a Brahma estão em plena negociação para a renovação
do contrato, que faz do cantor o principal garoto-propaganda da marca. Assim como
o primeiro contrato que tanta celeuma provocou (lembram-se da confusão
Nova Schin versus Brahma?), o de agora terá três anos de duração.
Será assinado na quinta-feira que vem. No total, ao final do contrato Zeca
terá embolsado 5 milhões de reais. | Com
Jan Theophilo |