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Edição 1996

21 de fevereiro de 2007
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Holofote

Felipe Patury

CONFUSÃO NA ABIMAQ

Jefferson Coppola/Folha Imagem


A disputa pela presidência da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) adquiriu ares de ópera-bufa. Em dezembro, uma denúncia abalou a reeleição do seu presidente, Newton de Mello, até então assegurada. Um dos associados, Edgar Dutra, dono da Metalplan, acusou Mello de ter assediado sua mulher. A suposta vítima prestava serviços à Abimaq. Mello jura inocência e pediu à polícia para investigar o caso. Dutra foi expulso da associação. A oposição aproveitou o rebuliço para lançar um candidato contra Mello.

 

O DINHEIRO SAI OU NÃO?

Antonio Cruz/ABR


O baixo clero pretende impor um constrangimento ao novo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. A turma convenceu seus representantes na mesa da Casa a apresentar uma proposta de aumento da verba de despesas de gabinete à qual os deputados têm direito. Ela iria dos 50.000 reais atuais para 65.000 reais. Se aprovar a moção, Chinaglia sofrerá mais um desgaste em sua imagem. Se rejeitar, arranjará problemas com boa parte dos deputados que ajudaram a elegê-lo.

 

ASSOMBRAÇÃO NAS ESCOLAS

Cristina Horta/AE


O Distrito Federal tem alguns dos melhores índices educacionais do país, mas a Secretaria de Educação local anda na penúria. Por isso, o governador José Roberto Arruda pediu à secretária Maria Helena Guimarães que esquadrinhasse a folha de pagamentos da pasta. Ela descobriu fantasmas, funcionários que ganham dois salários e vigias que recebem 5.000 reais por mês. Constatou também que 30% dos professores entraram de licença médica em 2006. Boa parte deles deve ter contraído preguicite aguda.

 

O "P" QUE LULA QUISER

Celso Junior/AE


O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, pode deixar o PTB nesta semana. Seu destino será definido pelo presidente Lula. Mares Guia pode se transferir para um dos partidos da base aliada pouco representados no governo, caso do PR e do PSB. Se a opção for o PSL, ele será acompanhado por outros petebistas. A sigla, assim, engordará e passará a ter representantes no Congresso. Tudo ao gosto de Lula, que quer cevar as pequenas siglas da base aliada. O presidente as considera mais fáceis de controlar.

 
Foto: divulgação

 

Com reportagem de Fábio Portela, Heloisa Joly, Monica Weinberg e Victor De Martino

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