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VEJA
Edição 1996

21 de fevereiro de 2007
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NESTA EDIÇÃO
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Cartas

 
"João Hélio é o símbolo do sangue que corre no Rio de Janeiro. Sua morte é também a morte de toda a população desta cidade."
Betty Bernardo Fuks
Rio de Janeiro, RJ

 

Crime

Não pude conter as lágrimas ao ver a capa de VEJA. Quanto sofrimento para essa família. Tenho um filho que acabou de completar 7 anos e me coloco no lugar dessa mãe. E, aí, senhores das leis de Brasília? Quando é que mudarão esse Código Penal tão ultrapassado? Talvez quando algo parecido acontecer dentro da casa de vocês, estraçalhando sua família ("Sem limites para a barbárie", 14 de fevereiro).
Lêda Paschoarelli
Sorocaba, SP  

O que me choca mais é saber que em breve esquecerão esse crime. Ninguém comenta mais sobre as vítimas dos ônibus incendiados no Rio, a família assassinada no interior de São Paulo, e tantas outras barbáries que estão ocorrendo. A omissão da sociedade levará ainda de sua casa outros cidadãos produtivos e deixará esses parasitas sustentados por nossos impostos livres para continuar cometendo atrocidades.
Patricia Carvalho
Rio de Janeiro, RJ  

O Brasil está indignado e farto de tanta barbaridade. Família nenhuma, rica ou pobre, deveria passar o que João Hélio e sua família passaram. Um pesadelo que virou realidade. Sete de fevereiro de 2007, um dia que não vamos esquecer.
Maria Amelia Denes Dias Carneiro
Rio de Janeiro, RJ

A exemplo de outros crimes bárbaros cometidos recentemente, o assassinato com requintes de crueldade do menino João Hélio logo será esquecido. E seguiremos reféns de animais travestidos de seres humanos. Os menores que destroçaram João Hélio logo estarão livres, e sem ficha criminal. Seus rostos nem podem ser mostrados pela reportagem, pois a lei os protege. E qual lei nos protege deles? Até quando teremos de conviver com uma situação em que crimes dessa natureza ficam impunes? Até quando nossos legisladores ficarão inertes perante o clamor dos inocentes?
Roland Brooks Cooke
Petrópolis, RJ

A pena de morte existe no Brasil, mas só para nós, que vamos trabalhar todos os dias e passamos pelos corredores da morte. Nós que esperamos os nossos filhos na porta dos colégios, nós que saímos de casa, mas na verdade saímos para o paredão de execução. Nós que não temos ONGs que nos protejam, não temos os direitos humanos que nos abracem, não temos inserção social. Nós que só temos de ser executados. Nós, a quem só resta enterrar os filhos.
Carlos Artur Ferreira Freitas
Rio de Janeiro, RJ  

O que falta para a sociedade brasileira exigir uma resposta séria para o problema da criminalidade do Rio? Quando leio notícias sobre criminalidade, pacote de crescimento, assassinatos, seqüestros, vejo que está longe o dia de poder voltar para o Brasil.
Vitor Novaes Fonseca
Genebra, Suíça  

O Executivo dedica mais tempo a discutir a eleição da Câmara do que os problemas do país, a população elege representantes notadamente corruptos, policiais militares são mortos ao volante de seus BMW e Audi, adquiridos com os "excelentes salários" que lhes paga o Estado, e nós ficamos indagando o porquê da morte de João Hélio. Somos ingênuos assim?
Nélio Henriques Lima
Rio de Janeiro, RJ  

Guerras foram e são travadas por haver princípios e opiniões contraditórios entre nações. Quando o diálogo não mais resolve, cria-se então a figura do inimigo, o alvo. O menino João não tinha inimigos, não era alvo de guerra, não declarava opiniões contrárias às de seus assassinos, não era ativista político em tempos de ditadura, foi vítima de uma animalidade. O ditador Saddam Hussein teve morte mais digna do que nosso brasileiro, o pequeno João Hélio.
Leopoldo de Sá Bertossi
Munique, Alemanha  

Será que nossos homens públicos ao menos tomaram ciência do ocorrido? E os defensores dos direitos humanos sairão em defesa dos inominados que praticaram mais esse crime asqueroso? Enquanto isso, nosso Ministério da Justiça se empenha em realizar mais um ridículo "recadastramento" de armas eivado de inconstitucionalidade, exigindo do cidadão honesto que providencie infinitos documentos, cursos, laudos, atestados, certidões negativas e recolhimento de taxas de valor inexplicável. Infelizmente, a sociedade brasileira está refém não dos bandidos, mas da incapacidade e da ignorância dos nossos homens públicos.
Haroldo Kalleder
Bertioga, SP  

Que barbaridade! Senti vergonha e revolta quando li a reportagem. Hoje em dia basta parar no semáforo com um carro para correr o risco de perder a vida de uma forma bárbara como essa. Espero que a família do menino João possa um dia ter a paz de volta em seu lar e no coração, e espero também que algo imediato aconteça para diminuir essa criminalidade hedionda.
Larissa Lima
Mannheim, Alemanha  

Enquanto formos complacentes com os criminosos, com esses "meninos" maiores de 16 anos, que não atingiram a maioridade e cometem todos os tipos de atrocidades inimagináveis, veremos outros Joões sendo arrastados pelas ruas, engasgando-nos de perplexidade diante de nossa impotência. João, que Deus o receba de braços abertos e que você viva feliz ao lado dos anjos, pois aqui embaixo é cada vez mais difícil crer num final feliz.
Alexandre dos Reis Silva
Brasília, DF  

Chorei muito ao ler a reportagem. Como se pode chegar a esse ponto? Como podem ser tão frios esses bandidos? Uma criança... Sinto indignação, raiva e vergonha de ser brasileira por saber que o sistema judiciário deste país não funciona, não é justo e não ressocializa os criminosos, só os torna piores.
Monica Holtz
Darmstadt, Alemanha  

Mais uma vez, um crime monstruoso coloca o país em comoção. Tão cruel e chocante como o de Liana e Felipe, Raphael Alves, Gabriela Prado, Rodrigo Damus, Ives Ota, Hermes Tadeu, entre muitos outros. O povo brasileiro novamente grita, pede socorro, se manifesta, e o Congresso Nacional promete e garante mudança na legislação. Onde está a mudança prometida anos atrás aos pais de Liana, Felipe, Gabriela, Rodrigo?
Andréa Zuppo Franco
Professora universitária de processo penal
São Paulo, SP  

Está na hora de o Legislativo, o Judiciário e o Executivo se dedicarem a fundo a essa questão. Existe uma tendência equivocada de não mudar a idade mínima para a aplicação de penas mais pesadas aos jovens, e, com isso, eles ficam completamente desprotegidos e nas mãos dos delinqüentes, pois são recrutados para cometer crimes e/ou assumir responsabilidade por crimes cometidos por maiores.
José Gindri
Carmelo, Uruguai

Os jovens perderam o referencial de comportamento diante dos escândalos sucessivos nos poderes da República. Aposentadoria forçada é pena máxima para a venda de sentenças a traficantes.
Petrônio de Souza Porto
Brasília, DF  

Podemos falar da educação, da redistribuição de renda, da saúde, da pobreza, tudo válido, mas que faz parte do discurso demagógico de muitos. Precisamos de mudança substancial nas nossas estruturas, a começar pelos poderes Executivo, Legislativo (de triste memória) e Judiciário.
João Barbosa de Oliveira Jr.
Maputo, Moçambique

Desafio qualquer pessoa que tenha posição contrária à pena de morte a dizer que outra pena merecem essas bestas-feras que assassinaram brutal e covardemente um menino de 6 anos.
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

O sistema penal brasileiro precisa perder essa imagem de "colônia de férias" para bandido. Não acho que diminuir a maioridade penal seria a solução. Com o andar da carruagem, em dez anos terminaríamos com uma maioridade penal de 12 anos. Sou partidário de que qualquer menor de idade que participe de um crime hediondo deve ser julgado como maior de idade.
Pedro MacDowell Innecco
Londres, Inglaterra

No país da impunidade, os bandidos que mataram João Hélio não merecem ficar presos. Eles deveriam ser soltos, em praça pública, com data e hora anunciadas.
Julio Amaro
Belo Horizonte, MG

 

PSDB

É com enorme pesar que assistimos ao completo ruir do que achávamos ser o início de uma oposição atuante, pelo bem do ideal público: o PSDB ("Em crise de identidade", 14 de fevereiro). A fragilidade das intenções tucanas de consolidação de vinte anos de história com uma atuação oposicionista sistêmica, integral e inteligente acaba de ir por terra, derrubada pela síndrome da vaidade pessoal crônica.
Mauricio de Queiroz
Caçapava, SP

A "abertura econômica" não foi iniciada pelo PSDB, mas por Collor, e, à época, os tucanos eram da oposição. As privatizações também não começaram nos governos tucanos. Desse modo, a idéia de empuxo resta prejudicada, pois o PSDB não teria dado início a nenhum desses dois processos.
Fernando Renato Garcia Gouveia
São Paulo, SP  

Estou envergonhado com o apoio de deputados do PSDB ao PT na eleição para a presidência da Câmara. Nós somos oposição ao governo e precisamos evidenciar essa nossa posição, ou é melhor passarmos para a base de apoio do governo (o que na minha opinião já aconteceu com alguns deputados). O senhor Jutahy Junior, réu confesso, deveria sair do partido, ou ser expulso, e filiar-se ao PT. O senador Arthur Virgílio (leão com as palavras, mas gatinho nas ações) deveria explicar que racionalidade é essa que justifica eleger um funcionário do Planalto.
Paulo Miranda
Ribeirão Preto, SP

 

Relações exteriores

O perfil do senhor Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty, bem explica nossa fraqueza diplomática em eventos recentes com a Bolívia. Ele parece ser a prova inconteste espelhada no livro de Vargas Llosa Manual del Perfecto Idiota Latinoamericano, e talvez nem se importe com outro livro de Friedman, O Mundo É Plano. É triste saber que o expoente máximo da diplomacia brasileira esteja, perigosamente, sob a influência de uma pessoa politicamente tão atrasada. Sugestão: adicione os livros acima na leitura obrigatória de seus diplomatas e leia-os também, por favor ("Sururu no Itamaraty", 14 de fevereiro).
Sidney Galvão Monteiro
Manaus, AM

 

Alain Belda

É muito gratificante ver um brasileiro, presidente de uma das mais importantes empresas do mundo, tecer considerações sobre o aquecimento global (Amarelas, 14 de fevereiro). Como os governantes não se mexem (o Tratado de Kyoto já nasceu morto), as ações das empresas são bem-vindas.
Antonio de Almeida Santos
São Paulo, SP  

Senhor Belda: não poluir o meio ambiente não é questão de negócio (muito menos de ser "bonzinho"). É uma obrigação de todo e qualquer ser humano, do desempregado ao grande empresário. Até quando o capital continuará a ser colocado acima da verdadeira qualidade de vida?
Sidney Nicéas
Recife, PE

 

Irã

VEJA mais uma vez nos presenteia com uma excelente reportagem especial ("Uma nação incendiária", 14 de fevereiro). É lamentável que um país como o Irã, proveniente da grandiosa e riquíssima civilização persa, seja agora malvisto pela comunidade internacional graças a políticos lunáticos como o senhor Ahmadinejad e a retrógrados líderes religiosos. Só nos resta torcer para que os jovens iranianos tenham mão e coragem suficientes para mudar os rumos de seu país em um futuro próximo.
Thaís Macêdo
Rio de Janeiro, RJ

Muito esclarecedora a reportagem sobre o Irã, particularmente sobre "Teerangeles". São matérias como essa que contribuem para diminuir nossa ignorância sobre esse país tão complexo. O fanático Ahmadinejad e seus aiatolás não podem, de modo algum, ficar impunes diante de suas ameaças explícitas a Israel, aliadas ao enriquecimento nuclear e à negação do Holocausto. Mas é fundamental separá-los do povo iraniano, em particular daqueles que são contrários a seu líder.
Luís Cláudio Spielmann
Curitiba, PR  

O Irã, diferentemente da Coréia do Norte, não está atrás de dinheiro ao desenvolver tecnologia nuclear no país. Os Estados Unidos já se preparam para invadir aquele país, e nós, que somos de paz, só temos de torcer para que essa invasão seja rápida e eficaz, pois é melhor ter uma potência do tamanho dos Estados Unidos resolvendo essas questões por nós do que ter o Irã em nossas cercanias de papo com nossos vizinhos.
Ivan Castilho
São José, SC  

Tenho muita curiosidade em relação ao Oriente Médio, e o assunto retratado por VEJA foi bastante enriquecedor. Parabéns pelo rico material sobre o estilo de vida dos iranianos.
Rose Mary Barbosa de Miranda
Goiânia, GO

 

Centenário de Victor Civita

Nasci em meados do século passado e pude logo usufruir O Pato Donald, Mickey e toda aquela turma que Victor Civita, aquariano – mil anos à frente –, visionário, o concretizador de sonhos, nos proporcionava. Empreendedor dos mais dinâmicos, desassombrado, persistente, de uma auto-estima irrepreensível, VC deu um dos maiores contributos ao desenvolvimento do Brasil. VC é o JK da comunicação. A minha geração entoa loas e agradece ao estrangeiro detentor de uma brasilidade insuperável ("100 anos de um visionário", 14 de fevereiro).
Kleber Kauark Kruschewsky
Lauro de Freitas, BA  

Podemos discordar de suas opiniões ou mesmo de suas políticas jornalísticas ou até empresariais, mas algo é indiscutível: Victor Civita foi um marco no jornalismo e deve servir de exemplo a todos os brasileiros que, em vez de fazer, ficam reclamando da vida.
Rogério Tófoli Kezerle
São Paulo, SP  

Tenho uma história de amor com a Editora Abril, especialmente com VEJA. Na comemoração do centenário do senhor Victor Civita, desejo cumprimentar a família e todos os colaboradores. Já fui assinante de VEJA e de outras publicações da editora. Hoje compro na banca, mas jamais deixo de ler. Aliás, a correspondência é para manifestar a sensação de felicidade que toma conta de mim aos domingos, a essência da vida: café-da-manhã caprichado e VEJA.
Susan Alem
Ferraz de Vasconcelos, SP

 

Educação

Cumprimento VEJA pela reportagem "Escola pública, gestão particular" (14 de fevereiro). Há muito tempo conhecemos as mazelas da educação pública brasileira, mas existem soluções simples, conforme apresenta a referida matéria. VEJA demonstrou, de forma inequívoca, que, se a escola pública brasileira se pautar por parâmetros de eficiência, eficácia e qualidade, conforme adotados por modernas empresas do mundo todo, nossas crianças poderão, finalmente, ser educadas para o que delas será solicitado em sua vida adulta. Gostaria, por oportuno, de enfatizar que a Futurekids do Brasil se orgulha de ter sido precursora dessa modalidade de gestão, uma vez que já em 1995 implantou sua metodologia educacional em todas as escolas públicas municipais de São Paulo, atendendo à época 720.000 alunos e capacitando 42.000 professores.
Luis Antonio Namura Poblacion
Presidente da Futurekids do Brasil
Por e-mail

 

Claudio de Moura Castro

Ficamos honrados com a citação elogiosa à Fundação Bradesco no artigo "A tríplice aliança" (Ponto de vista, 7 de fevereiro), do senhor Claudio de Moura Castro, fazendo referência ao trabalho educacional realizado em escolas próprias, para a população de baixa renda. Porém, diante da realidade nacional, concordamos que outras iniciativas e alianças são estratégicas, como a do Pitágoras, para que sejam resolvidos problemas básicos, a exemplo da alfabetização nas séries iniciais. Nesse sentido, a Fundação Bradesco inicia um projeto piloto no Vale do Ribeira/SP, buscando nas escolas públicas os mesmos índices de suas escolas no que se refere à alfabetização das crianças nos dois primeiros anos de estudo. Ao fim do primeiro ano escolar, 75% de nossos alunos de 6 anos de idade já lêem e escrevem. No fim do segundo, ou seja, aos 7 anos, 100% dos alunos são leitores e escritores de textos, com compreensão e autonomia. A múltipla aliança envolve a Undime, prefeituras, secretarias municipais de Educação, a Fundação Bradesco e o Bradesco, que está investindo 1,5 milhão de reais no Projeto "Educa+Ação". São catorze escolas de oito municípios, 65 professores e diretores sendo capacitados e 1.000 alunos envolvidos. As escolas receberão supervisão pedagógica, capacitação inicial e formação continuada para os professores, acompanhamento e avaliação dos resultados, apostilas para todos os alunos, biblioteca de classe, CDteca, videoteca, material pedagógico, além de três assinaturas de revistas especializadas nesse segmento de ensino. Professores envolvidos, valorizados, capacitados, subsidiados. Se não atingirem 100% da meta, certamente chegarão muito próximo dela. Não é aposta, é investimento de retorno certo.
Denise Aguiar Alvarez Valente
Diretora da Fundação Bradesco
São Paulo, SP

 

Piauí

Apesar de reconhecer a inteligência deles, não entendia como os três filhos do meu amigo Audir saíram direto do ensino médio do Piauí e ingressaram no ITA, na FGV e agora na FEA-USP. Todos estudaram no Instituto Dom Barreto (Sobe, 14 de fevereiro).
Sergio Sato

Mogi das Cruzes, SP

 

Sidney Sheldon

Lamentável o falecimento de Sidney Sheldon (Datas, 7 de fevereiro). Foi com O Outro Lado da Meia-Noite que se iniciou minha paixão pela leitura. Na época, eu tinha apenas 15 anos. Os críticos podem negá-lo, mas os 300 milhões de livros vendidos no mundo traduzem por si só o talento desse grande escritor. A ele, todo o meu agradecimento e honra!
Dayane Bovolim
Campo Grande , MS

 

Windows Vista

O novo Windows Vista impressiona, mas nem tanto. Estive nos Estados Unidos no último mês e tive o prazer de fazer um "test-drive" no novo programa. Impressionei-me com a facilidade com que a Microsoft o criou em relação às janelas e aos programas multimídia. A fama do Windows também ajuda, e, por se tratar de um produto novo, muita gente vai adquiri-lo. Mas, na minha opinião, o Vista não deixa de ser um XP melhorado ("O império contra-ataca", 7 de fevereiro).
Luciano Scartezini Soares de Meirelles
Guarapuava, PR

 

Escova progressiva

Rezo a Deus, todos os dias, para Ele abençoar a pessoa que inventou a escova progressiva, porque ela mudou minha vida... para melhor ("A fórmula da felicidade", 7 de fevereiro)!
Léa Picelli
São Paulo, SP

 

Hené Maru

A Cosméticos Maru, fabricante do produto Hené Maru, é uma empresa que goza de um conceituado nome no mercado interno e nos últimos três anos exporta para a Europa ("No princípio, era o Maru" – "A fórmula da felicidade", 7 de fevereiro). O produto Hené Maru jamais deixou o cabelo com fios duros e esticados, e sim lisos, com muito brilho e balanço. Ofereceu na década de 70 uma alternativa às pessoas que tinham o cabelo crespo. Hoje com certeza o produto não é mais tão utilizado, porque novas tecnologias e facilidades de aplicação surgiram nos últimos trinta anos. O produto Hené Maru ainda continua sendo fabricado, pois é tido como um talismã da empresa.
Nívia C. Luppi
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Em relação ao ensaio "Riobaldo e Hitler" (14 de fevereiro), de Roberto Pompeu de Toledo, gostaríamos de fazer um esclarecimento quanto ao diário de Guimarães Rosa ali mencionado. Uma cópia do referido diário, que cobre o período de agosto de 1939 a janeiro de 1942, em que o autor de Sagarana trabalhou na Alemanha como diplomata, encontra-se no Acervo de Escritores Mineiros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De 2001 a 2005, trabalhamos na sua preparação para publicação, cuidando do estabelecimento do texto do diário, de sua digitação, tradução das diversas partes em alemão, elaboração de notas explicativas e apresentação. Infelizmente ele ainda não foi publicado por falta de autorização da família do escritor.
Eneida Maria de Souza, Georg Otte e Reinaldo Marques
Professores da UFMG
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

Nada nos deu mais alegria do que ver Diogo Mainardi escrever sobre Homer Simpson, aquele que consideramos o guru de nossa geração ("Heil, Homer!", 14 de fevereiro). As melhores observações sobre o Brasil foram feitas por ele. No episódio Blame it on Lisa, em que os Simpsons desembarcam no Brasil, Homer disse uma das maiores verdades sobre nosso país: "É a terra do oposto! Ladrões caçam policiais".
Eduardo Oliveira e Priscila Velho
Nova York, EUA  

Diogo desta vez foi no alvo. Como professor universitário há mais de quarenta anos, principalmente de escolas particulares, vi nos últimos quinze a queda assustadora do nível de preparo intelectual dos alunos. Afinal, ninguém é reprovado por média nos vestibulares dessas escolas! Trabalhando em exatas, tenho percebido a imensa dificuldade dos estudantes de assimilar conhecimentos básicos de cálculo e de física, disciplinas fundamentais para o estudo do cálculo estrutural. Isso tudo depende de um QI acima de 100. Daí ao buraco do metrô há uma curtíssima distância.
Luiz Santilli Junior
São Paulo, SP  

A frase da semana passada – "Nenhum país é pior que o Brasil" – me chamou atenção. Pergunto: Mainardi, você já pensou em ir morar em algum lugar na África? Na China? Em algum lugar no Oriente Médio? Já pensou em construir uma família em algum desses lugares? Mainardi não dá valor ao que tem. Devia encarar um tsunami, um terremoto, um tornado, uma avalanche ou uma Guerra Fria para aprender.
Patrícia Brito de Almeida Martins
Taguatinga, DF

 

Longevidade

Desde que me formei nutricionista, a visão negativa com que as pessoas encaram a orientação nutricional me incomoda. Comentários pesarosos costumam acompanhar a reação das pessoas quando são convidadas a adotar mudanças de hábito alimentar, que têm o objetivo (único) de melhorar sua qualidade de vida e tornar possível a longevidade. Na verdade, a vantagem da adoção de hábitos saudáveis é proporcionar maior prazer em viver, e não o contrário, como fazem crer inúmeros planos alimentares restritivos, livros de auto-ajuda com fórmulas mágicas, que são inclusive escritos ou recomendados inadvertidamente por diferentes profissionais da saúde ("O novo segredo da vida longa", 14 de fevereiro).
Gillian Alonso Arruda
Nutricionista pelo CCS São Camilo, doutora em saúde pública/USP, diretora de pós-graduação CBES e editora da revista Qualidade em Alimentação e Nutrição
São Paulo, SP  

A reportagem merece nosso aplauso. Já que nossa expectativa de vida aumentou, precisamos nos preocupar em envelhecer de forma saudável. É bom saber como devemos nos cuidar para termos boa saúde.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

 

Joaquim Roriz

Com um misto de incredulidade e desesperança, li a notícia "34 guardas para Joaquim Roriz" (Radar, 14 de fevereiro). O ex-governador do Distrito Federal já foi processado sob a alegação de ser surrupiador do bem público e o maior grileiro de terras brasilienses. O atual governador é nada mais que um violador do painel de votação do Senado que, espertamente, renunciou ao mandato para não ter os direitos cassados. Não dá para acreditar na austera iniciativa do senhor Arruda. O ditado popular preconiza: "Um gambá cheira o outro".
Mauro N. Fontenelle

Belo Horizonte, MG

 

Lya Luft

Dos mais felizes e oportunos o artigo "Família tem de ser careta" (Ponto de vista, 14 de fevereiro), de Lya Luft, cujas opiniões sempre sensatas merecem nosso aplauso. Ela teve a coragem de dizer o que muitos sentem mas não assumem, "quem não estiver disposto a dizer não na hora certa e se fizer de vítima dos filhos que por favor não finja que é mãe ou pai".
Eustázio Alves Pereira Filho
Presidente do Conselho Municipal Antidrogas de Santos (Comad)
Santos, SP

O artigo aborda com mestria a questão da paternidade e da maternidade responsáveis. Excelente para reflexão no lar, nas escolas, nas varas de família, entre os profissionais que lidam com a educação e com questões familiares, nas igrejas que preparam cursos de noivos e trabalham com famílias. Educar requer renúncias, sacrifícios, desprendimento e paciência.
Marcos Rodrigues
Recife, PE  

Lya Luft tem razão, a família precisa ser careta. Sou educadora, e é comum eu ouvir pais dizer que não sabem o que fazer, não podem com os filhos. Se tivessem dito não e corrigido (imposto limite) na hora certa, com certeza teriam "poder" sobre eles.
Tânia Regina Akiko Fugiwara Muchiutti
Presidente Prudente, SP  

É emocionante deparar com um texto definitivo sobre família e filhos. Melhor ainda é ir, no decorrer da leitura, constatando que a verdade está ali, de forma cristalina, e ver nossos acertos com os filhos. Só não entende quem não quer. Que ninguém mais se habilite a escrever sobre o mesmo tema. O texto é mesmo definitivo.
Marcondes Serotini Filho
Barra Bonita, SP

 

Gente

Sou campos-altense e, apesar de ter migrado para outro estado há muitos anos, tenho orgulho da minha origem. A história de Mirinete Morrison (Gente, 14 de fevereiro) mostrou que nossa pequena cidade existe e tem representantes espalhados pelo mundo. É isso: Campos Altos (MG), jóia incrustada em relevo de incomparável beleza, desponta pela produção de café e soja, tem cerca de 15.000 habitantes.
Aida de Morais Afonso
Goiânia, GO  

A ficha de Dunga ainda não caiu. Alguém precisa dizer a ele que agora ele é técnico da Seleção Brasileira de Futebol. Ou será que ele está pensando que do lado de cá ninguém observa o que está ocorrendo? Ao usar aquelas roupas saídas da cabecinha de sua filha Gabriela, Dunga utiliza o prestígio de seu cargo para mostrar o trabalho de sua guria ao mundo todo. Ele deve tomar mais cuidado. Não apenas o resultado em campo merecerá a atenção do distinto público. Dunga é a representação de uma instituição nacional, a seleção canarinho ("Jogo? Mas que jogo?", Gente, 14 de fevereiro).
Sérgio Vieira Costa
Trindade, GO

 

Lagostas

Ao ler a reportagem "Salvem as lagostas" (14 de fevereiro), não pude conter minha indignação com as medidas tomadas pelo governo para a preservação da lagosta. Foram medidas completamente emergenciais. Uma medida interessante foi adotada no estado do Maine, nos Estados Unidos. Lá os pescadores trabalham com normas rígidas. Eles devem, por exemplo, devolver ao mar todas as lagostas que não tenham um tamanho mínimo, as lagostas fêmeas que carreguem ovos e as lagostas grandes que ultrapassem um tamanho máximo. As lagostas fêmeas porque dão à luz mais lagostas, as lagostas pequenas porque vão crescer e acasalar. Mas por que as grandes também são devolvidas? Pois pesquisas feitas por biólogos marinhos locais sugerem que o tamanho da lagosta é ligado aos genes da lagosta macho. Isso é, o tamanho do "pai" é que define o tamanho dos filhotes. Além disso, a mesma pesquisa mostra que as lagostas fêmeas preferem cruzar com os machos maiores. Na mesma mão, as fêmeas grandes devem ser devolvidas por serem reprodutoras valiosas, pois produzem muito mais ovos que as pequenas. O resultado? A medida aumentou em 2,5 vezes (125%) a produção de lagostas do estado.
Fabrício Echeverria
Brasília, DF  

Leio em VEJA a destruição de um dos mais rentáveis produtos do mar, as lagostas. Pelo que li, a pesca é predatória, e a cada dia aumenta o número de pesqueiros. Assisti nesta semana a um documentário da pesca de caranguejo gigante no Alasca. A pesca tem dia e hora certos para começar e para terminar. Só uma vez por ano. Todos os navios pesqueiros são registrados. Os navios são avisados pelo rádio de que a pesca acaba amanhã às tantas horas, e, pelo que vi, após o horário, as grades não são nem recolhidas. As fêmeas são obrigatoriamente jogadas de volta ao mar. Os pescadores usam um gabarito para saber a dimensão da carapaça do caranguejo. Se for menor que o gabarito, volta para o mar. Será que algum dia chegaremos perto disso, já que temos uma Secretaria de Pesca?
Mario Calich
São Paulo, SP

 

Wanderley Nunes

Cobrando 300 reais por corte de cabelo, espero que o cabeleireiro Wanderley seja melhor profissional da tesoura do que poeta. Sua homenagem a Lula chega às raias do ridículo. Seguramente, o presidente e a primeira-dama adoraram. Temo que, num futuro próximo, o prestigiadíssimo Wanderley seja indicado por Lula à Academia Brasileira de Letras e se torne um imortal ("Wanderley, o amigo do rei", 14 de fevereiro).
Maria Lúcia de Almeida Furquim
Curitiba, PR

 

Factóide

Informamos aos leitores do Millôr (14 de fevereiro) que o substantivo factóide já não consta como brasileirismo, gíria, desde a reimpressão do Aurélio Século XXI, datada de 2003. Realmente, apesar de surgir em um contexto tipicamente carioca, o vocábulo é um empréstimo do inglês factoid, que consta de vários dicionários, The Oxford English Reference Dictionary (1995, 1996 – também como adjetivo) e The New Penguin English Dictionary (2000), por exemplo, e parece ter sido criado por Norman Mailer, em sua biografia de Marilyn Monroe (1973).
Margarida dos Anjos e Marina Baird Ferreira
Coordenadoras e editoras do Dicionário Aurélio
Rio de Janeiro, RJ

 

Celebridade

Não vi com bons olhos a informação sobre o "terrível" tratamento de quimioterapia e radioterapia para câncer anal ("Um clã típico de Hollywood", 14 de fevereiro), uma das neoplasias mais curáveis (acima de 80%). Atualmente, com técnicas e aparelhos de radioterapia mais modernos, além de melhor utilização e suporte dos quimioterápicos, conseguem-se ótimos resultados com excelente tolerância dos pacientes.
Jean Fabricio de Lima Pereira
Oncologista clínico
Hospital dos Servidores do Estado-RJ
Rio de Janeiro, RJ

 

Trabant: inocência ou atraso?

Os Trabant nos anos 50 eram fabricados sem chave de ignição nem marcha a ré. Os primeiros automóveis, no mundo todo, no começo do século, também não apresentavam essas facilidades. Para quê? Havia poucos veículos, era fácil estacionar nas ruas. Assim, a ré não se fazia necessária nem para garagens. Vivia-se a era da inocência, respeitava-se mais a propriedade, garagens não eram necessárias. Com essa inocência, tampouco havia a mínima necessidade de chave de ignição. Na utopia socialista até os anos 50, a situação era semelhante, havia poucos automóveis, vivia-se um inocente respeito aos bens alheios. O Trabant era coerente com isso ("O Trabant vive", Cartas, 14 de fevereiro).
Carlos Carrion Torres
Vitória, ES

 

CORREÇÕES: Na reportagem "Como a fé empatou o jogo" (7 de fevereiro), a foto da página 80 mostra João Paulo II num encontro inter-religioso, e não ecumênico, com um rabino e um xeque islâmico. O ecumenismo se refere exclusivamente ao cristianismo e vem da crença de que as diversas denominações cristãs têm uma mesma identidade substancial, uma mesma doutrina baseada na propagação da mensagem de Cristo. * O doutor Fernando Appel (Cartas, 31 de janeiro) é ex-presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio Grande do Sul. A doutora Solange Toffoli é a atual ocupante do cargo.

 

MILLÔR E O PAN

Veja o desenho que Millôr fez em 1979 e compare com o logotipo dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Uma prova de que Millôr está sempre décadas à frente.

 

 

DOWN E LONGEVIDADE

O flamenguista Dilmar, 73 anos: um recorde mundial de longevidade?

A leitora Patrícia Almeida, moderadora do grupo Síndrome de Down no Yahoo! Grupos, ficou surpresa com uma informação contida na reportagem "Down na terceira idade" (7 de fevereiro): "O repórter descobriu um personagem que, provavelmente, é a pessoa mais velha do mundo com a síndrome de Down. Trata-se do senhor Dilmar Teixeira, de Anápolis, Goiás, com 73 anos. Consultei listas e especialistas em síndrome de Down estrangeiros e não encontrei dados confiáveis sobre ninguém mais velho que Dilmar. E certamente também não existe ninguém mais flamenguista que ele", escreveu Patrícia. A leitora Márcia Simões teve a curiosidade de verificar no Guinness World Records 2007 e descobriu que a mulher mais velha com Down fez 67 anos em 2005 e o homem mais velho, 52 também em 2005. "Pelo que vi na reportagem de VEJA, os velhinhos brasileiros do sexo masculino com Down já ultrapassaram essa faixa etária", diz Márcia.

 

O DIABO NAZISTA INVERTIDO

A foto de Hitler que ilustra a reportagem "Mailer e o diabo nazista" (edição de 14 de fevereiro, página 110) está invertida. O leitor Walter Emílio Clemente, estudante de história da cidade paulista de Monte Mor, notou e indicou os detalhes: 1 - as suásticas nas mangas dos uniformes estão invertidas; 2 - o talabarte (boldrié) está posicionado da esquerda para a direita, ao contrário do padrão do Exército alemão no período hitlerista; 3 - o segundo homem à direita de Hitler ostenta na gola de sua farda o número de seu regimento também invertido. Vejam ao lado a foto correta.

 

VICTOR CIVITA E A EDITORA ABRIL

A respeito da reportagem "100 anos de um visionário" (14 de fevereiro), que fala do centenário de Victor Civita, o leitor José Cavalcante Sá, de São Paulo, pergunta: "De onde vem o nome Editora Abril?". O fundador Victor Civita chamou a empresa de Abril porque na Europa esse mês dá início à primavera. "A árvore é a representação da fertilidade, a própria imagem da vida. O verde é a cor da esperança e do otimismo", dizia Victor. Informações completas sobre a Editora Abril e seu fundador podem ser obtidas nos sites da empresa: http://www. abril.com.br/br/conhecendo/conteudo_43901.shtml e http://www.abril.com.br/br/conhecendo/conteudo_43902.shtml.

 

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