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Cartas  | "João
Hélio é o símbolo do sangue que corre no Rio de Janeiro. Sua morte é também a
morte de toda a população desta cidade." Betty
Bernardo Fuks Rio de Janeiro, RJ |
Crime
Não pude conter as lágrimas
ao ver a capa de VEJA. Quanto sofrimento para essa família. Tenho um filho
que acabou de completar 7 anos e me coloco no lugar dessa mãe. E, aí,
senhores das leis de Brasília? Quando é que mudarão esse
Código Penal tão ultrapassado? Talvez quando algo parecido acontecer
dentro da casa de vocês, estraçalhando sua família ("Sem limites
para a barbárie", 14 de fevereiro). Lêda Paschoarelli
Sorocaba, SP O
que me choca mais é saber que em breve esquecerão esse crime. Ninguém
comenta mais sobre as vítimas dos ônibus incendiados no Rio, a família
assassinada no interior de São Paulo, e tantas outras barbáries
que estão ocorrendo. A omissão da sociedade levará ainda
de sua casa outros cidadãos produtivos e deixará esses parasitas
sustentados por nossos impostos livres para continuar cometendo atrocidades. Patricia
Carvalho Rio de Janeiro, RJ
O Brasil está indignado e farto de tanta barbaridade. Família nenhuma,
rica ou pobre, deveria passar o que João Hélio e sua família
passaram. Um pesadelo que virou realidade. Sete de fevereiro de 2007, um dia que
não vamos esquecer. Maria Amelia Denes Dias Carneiro Rio
de Janeiro, RJ A exemplo de
outros crimes bárbaros cometidos recentemente, o assassinato com requintes
de crueldade do menino João Hélio logo será esquecido. E
seguiremos reféns de animais travestidos de seres humanos. Os menores que
destroçaram João Hélio logo estarão livres, e sem
ficha criminal. Seus rostos nem podem ser mostrados pela reportagem, pois a lei
os protege. E qual lei nos protege deles? Até quando teremos de conviver
com uma situação em que crimes dessa natureza ficam impunes? Até
quando nossos legisladores ficarão inertes perante o clamor dos inocentes?
Roland Brooks Cooke Petrópolis, RJ
A pena de morte existe no Brasil, mas só para nós, que vamos trabalhar
todos os dias e passamos pelos corredores da morte. Nós que esperamos os
nossos filhos na porta dos colégios, nós que saímos de casa,
mas na verdade saímos para o paredão de execução.
Nós que não temos ONGs que nos protejam, não temos os direitos
humanos que nos abracem, não temos inserção social. Nós
que só temos de ser executados. Nós, a quem só resta enterrar
os filhos. Carlos Artur Ferreira Freitas Rio de Janeiro, RJ
O que falta para a sociedade
brasileira exigir uma resposta séria para o problema da criminalidade do
Rio? Quando leio notícias sobre criminalidade, pacote de crescimento, assassinatos,
seqüestros, vejo que está longe o dia de poder voltar para o Brasil.
Vitor Novaes Fonseca Genebra, Suíça
O Executivo dedica mais tempo a discutir a eleição da Câmara
do que os problemas do país, a população elege representantes
notadamente corruptos, policiais militares são mortos ao volante de seus
BMW e Audi, adquiridos com os "excelentes salários" que lhes paga o Estado,
e nós ficamos indagando o porquê da morte de João Hélio.
Somos ingênuos assim? Nélio Henriques Lima Rio de
Janeiro, RJ Guerras
foram e são travadas por haver princípios e opiniões contraditórios
entre nações. Quando o diálogo não mais resolve, cria-se
então a figura do inimigo, o alvo. O menino João não tinha
inimigos, não era alvo de guerra, não declarava opiniões
contrárias às de seus assassinos, não era ativista político
em tempos de ditadura, foi vítima de uma animalidade. O ditador Saddam
Hussein teve morte mais digna do que nosso brasileiro, o pequeno João Hélio.
Leopoldo de Sá Bertossi Munique, Alemanha
Será que nossos homens públicos ao menos tomaram ciência do
ocorrido? E os defensores dos direitos humanos sairão em defesa dos inominados
que praticaram mais esse crime asqueroso? Enquanto isso, nosso Ministério
da Justiça se empenha em realizar mais um ridículo "recadastramento"
de armas eivado de inconstitucionalidade, exigindo do cidadão honesto que
providencie infinitos documentos, cursos, laudos, atestados, certidões
negativas e recolhimento de taxas de valor inexplicável. Infelizmente,
a sociedade brasileira está refém não dos bandidos, mas da
incapacidade e da ignorância dos nossos homens públicos. Haroldo
Kalleder Bertioga, SP
Que barbaridade! Senti vergonha e revolta quando li a reportagem. Hoje em dia
basta parar no semáforo com um carro para correr o risco de perder a vida
de uma forma bárbara como essa. Espero que a família do menino João
possa um dia ter a paz de volta em seu lar e no coração, e espero
também que algo imediato aconteça para diminuir essa criminalidade
hedionda. Larissa Lima Mannheim, Alemanha
Enquanto formos complacentes com os criminosos, com esses "meninos" maiores de
16 anos, que não atingiram a maioridade e cometem todos os tipos de atrocidades
inimagináveis, veremos outros Joões sendo arrastados pelas ruas,
engasgando-nos de perplexidade diante de nossa impotência. João,
que Deus o receba de braços abertos e que você viva feliz ao lado
dos anjos, pois aqui embaixo é cada vez mais difícil crer num final
feliz. Alexandre dos Reis Silva Brasília, DF
Chorei muito ao ler a reportagem. Como se pode chegar a esse ponto? Como podem
ser tão frios esses bandidos? Uma criança... Sinto indignação,
raiva e vergonha de ser brasileira por saber que o sistema judiciário deste
país não funciona, não é justo e não ressocializa
os criminosos, só os torna piores. Monica Holtz Darmstadt,
Alemanha Mais uma vez,
um crime monstruoso coloca o país em comoção. Tão
cruel e chocante como o de Liana e Felipe, Raphael Alves, Gabriela Prado, Rodrigo
Damus, Ives Ota, Hermes Tadeu, entre muitos outros. O povo brasileiro novamente
grita, pede socorro, se manifesta, e o Congresso Nacional promete e garante mudança
na legislação. Onde está a mudança prometida anos
atrás aos pais de Liana, Felipe, Gabriela, Rodrigo? Andréa
Zuppo Franco Professora universitária de processo penal São
Paulo, SP Está
na hora de o Legislativo, o Judiciário e o Executivo se dedicarem a fundo
a essa questão. Existe uma tendência equivocada de não mudar
a idade mínima para a aplicação de penas mais pesadas aos
jovens, e, com isso, eles ficam completamente desprotegidos e nas mãos
dos delinqüentes, pois são recrutados para cometer crimes e/ou assumir
responsabilidade por crimes cometidos por maiores. José Gindri
Carmelo, Uruguai Os jovens
perderam o referencial de comportamento diante dos escândalos sucessivos
nos poderes da República. Aposentadoria forçada é pena máxima
para a venda de sentenças a traficantes. Petrônio de Souza
Porto Brasília, DF
Podemos falar da educação, da redistribuição de renda,
da saúde, da pobreza, tudo válido, mas que faz parte do discurso
demagógico de muitos. Precisamos de mudança substancial nas nossas
estruturas, a começar pelos poderes Executivo, Legislativo (de triste memória)
e Judiciário. João Barbosa de Oliveira Jr. Maputo,
Moçambique Desafio
qualquer pessoa que tenha posição contrária à pena
de morte a dizer que outra pena merecem essas bestas-feras que assassinaram brutal
e covardemente um menino de 6 anos. Josué Luiz Hentz São
João da Boa Vista, SP
O sistema penal brasileiro precisa perder essa imagem de "colônia de férias"
para bandido. Não acho que diminuir a maioridade penal seria a solução.
Com o andar da carruagem, em dez anos terminaríamos com uma maioridade
penal de 12 anos. Sou partidário de que qualquer menor de idade que participe
de um crime hediondo deve ser julgado como maior de idade. Pedro MacDowell
Innecco Londres, Inglaterra
No país da impunidade, os bandidos que mataram João Hélio
não merecem ficar presos. Eles deveriam ser soltos, em praça pública,
com data e hora anunciadas. Julio Amaro Belo Horizonte, MG
PSDB É
com enorme pesar que assistimos ao completo ruir do que achávamos ser o
início de uma oposição atuante, pelo bem do ideal público:
o PSDB ("Em crise de identidade", 14 de fevereiro). A fragilidade das intenções
tucanas de consolidação de vinte anos de história com uma
atuação oposicionista sistêmica, integral e inteligente acaba
de ir por terra, derrubada pela síndrome da vaidade pessoal crônica.
Mauricio de Queiroz Caçapava, SP
A "abertura econômica" não foi iniciada pelo PSDB, mas por Collor,
e, à época, os tucanos eram da oposição. As privatizações
também não começaram nos governos tucanos. Desse modo, a
idéia de empuxo resta prejudicada, pois o PSDB não teria dado início
a nenhum desses dois processos. Fernando Renato Garcia Gouveia São
Paulo, SP Estou envergonhado
com o apoio de deputados do PSDB ao PT na eleição para a presidência
da Câmara. Nós somos oposição ao governo e precisamos
evidenciar essa nossa posição, ou é melhor passarmos para
a base de apoio do governo (o que na minha opinião já aconteceu
com alguns deputados). O senhor Jutahy Junior, réu confesso, deveria sair
do partido, ou ser expulso, e filiar-se ao PT. O senador Arthur Virgílio
(leão com as palavras, mas gatinho nas ações) deveria explicar
que racionalidade é essa que justifica eleger um funcionário do
Planalto. Paulo Miranda Ribeirão Preto, SP
Relações exteriores
O perfil do senhor Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty,
bem explica nossa fraqueza diplomática em eventos recentes com a Bolívia.
Ele parece ser a prova inconteste espelhada no livro de Vargas Llosa Manual
del Perfecto Idiota Latinoamericano, e talvez nem se importe com outro livro
de Friedman, O Mundo É Plano. É triste saber que o expoente
máximo da diplomacia brasileira esteja, perigosamente, sob a influência
de uma pessoa politicamente tão atrasada. Sugestão: adicione os
livros acima na leitura obrigatória de seus diplomatas e leia-os também,
por favor ("Sururu no Itamaraty", 14 de fevereiro). Sidney Galvão
Monteiro Manaus, AM
Alain Belda É muito gratificante
ver um brasileiro, presidente de uma das mais importantes empresas do mundo, tecer
considerações sobre o aquecimento global (Amarelas, 14 de fevereiro).
Como os governantes não se mexem (o Tratado de Kyoto já nasceu morto),
as ações das empresas são bem-vindas. Antonio de Almeida
Santos São Paulo, SP
Senhor Belda: não poluir o meio ambiente não é questão
de negócio (muito menos de ser "bonzinho"). É uma obrigação
de todo e qualquer ser humano, do desempregado ao grande empresário. Até
quando o capital continuará a ser colocado acima da verdadeira qualidade
de vida? Sidney Nicéas Recife, PE
Irã
VEJA mais uma vez nos presenteia com uma excelente reportagem especial ("Uma nação
incendiária", 14 de fevereiro). É lamentável que um país
como o Irã, proveniente da grandiosa e riquíssima civilização
persa, seja agora malvisto pela comunidade internacional graças a políticos
lunáticos como o senhor Ahmadinejad e a retrógrados líderes
religiosos. Só nos resta torcer para que os jovens iranianos tenham mão
e coragem suficientes para mudar os rumos de seu país em um futuro próximo.
Thaís Macêdo Rio de Janeiro, RJ
Muito esclarecedora a reportagem sobre o Irã, particularmente sobre "Teerangeles".
São matérias como essa que contribuem para diminuir nossa ignorância
sobre esse país tão complexo. O fanático Ahmadinejad e seus
aiatolás não podem, de modo algum, ficar impunes diante de suas
ameaças explícitas a Israel, aliadas ao enriquecimento nuclear e
à negação do Holocausto. Mas é fundamental separá-los
do povo iraniano, em particular daqueles que são contrários a seu
líder. Luís Cláudio Spielmann Curitiba, PR
O Irã, diferentemente
da Coréia do Norte, não está atrás de dinheiro ao
desenvolver tecnologia nuclear no país. Os Estados Unidos já se
preparam para invadir aquele país, e nós, que somos de paz, só
temos de torcer para que essa invasão seja rápida e eficaz, pois
é melhor ter uma potência do tamanho dos Estados Unidos resolvendo
essas questões por nós do que ter o Irã em nossas cercanias
de papo com nossos vizinhos. Ivan Castilho São José,
SC Tenho muita curiosidade
em relação ao Oriente Médio, e o assunto retratado por VEJA
foi bastante enriquecedor. Parabéns pelo rico material sobre o estilo de
vida dos iranianos. Rose Mary Barbosa de Miranda Goiânia,
GO Centenário
de Victor Civita Nasci em meados
do século passado e pude logo usufruir O Pato Donald, Mickey e toda
aquela turma que Victor Civita, aquariano mil anos à frente ,
visionário, o concretizador de sonhos, nos proporcionava. Empreendedor
dos mais dinâmicos, desassombrado, persistente, de uma auto-estima irrepreensível,
VC deu um dos maiores contributos ao desenvolvimento do Brasil. VC é o
JK da comunicação. A minha geração entoa loas e agradece
ao estrangeiro detentor de uma brasilidade insuperável ("100 anos de um
visionário", 14 de fevereiro). Kleber Kauark Kruschewsky Lauro
de Freitas, BA Podemos
discordar de suas opiniões ou mesmo de suas políticas jornalísticas
ou até empresariais, mas algo é indiscutível: Victor Civita
foi um marco no jornalismo e deve servir de exemplo a todos os brasileiros que,
em vez de fazer, ficam reclamando da vida. Rogério Tófoli
Kezerle São Paulo, SP
Tenho uma história de amor com a Editora Abril, especialmente com VEJA.
Na comemoração do centenário do senhor Victor Civita, desejo
cumprimentar a família e todos os colaboradores. Já fui assinante
de VEJA e de outras publicações da editora. Hoje compro na banca,
mas jamais deixo de ler. Aliás, a correspondência é para manifestar
a sensação de felicidade que toma conta de mim aos domingos, a essência
da vida: café-da-manhã caprichado e VEJA. Susan Alem
Ferraz de Vasconcelos, SP
Educação Cumprimento
VEJA pela reportagem "Escola pública, gestão particular" (14 de
fevereiro). Há muito tempo conhecemos as mazelas da educação
pública brasileira, mas existem soluções simples, conforme
apresenta a referida matéria. VEJA demonstrou, de forma inequívoca,
que, se a escola pública brasileira se pautar por parâmetros de eficiência,
eficácia e qualidade, conforme adotados por modernas empresas do mundo
todo, nossas crianças poderão, finalmente, ser educadas para o que
delas será solicitado em sua vida adulta. Gostaria, por oportuno, de enfatizar
que a Futurekids do Brasil se orgulha de ter sido precursora dessa modalidade
de gestão, uma vez que já em 1995 implantou sua metodologia educacional
em todas as escolas públicas municipais de São Paulo, atendendo
à época 720.000 alunos e capacitando 42.000 professores. Luis
Antonio Namura Poblacion Presidente da Futurekids do Brasil Por e-mail
Claudio de
Moura Castro Ficamos honrados com a citação
elogiosa à Fundação Bradesco no artigo "A tríplice
aliança" (Ponto de vista, 7 de fevereiro), do senhor Claudio de Moura Castro,
fazendo referência ao trabalho educacional realizado em escolas próprias,
para a população de baixa renda. Porém, diante da realidade
nacional, concordamos que outras iniciativas e alianças são estratégicas,
como a do Pitágoras, para que sejam resolvidos problemas básicos,
a exemplo da alfabetização nas séries iniciais. Nesse sentido,
a Fundação Bradesco inicia um projeto piloto no Vale do Ribeira/SP,
buscando nas escolas públicas os mesmos índices de suas escolas
no que se refere à alfabetização das crianças nos
dois primeiros anos de estudo. Ao fim do primeiro ano escolar, 75% de nossos alunos
de 6 anos de idade já lêem e escrevem. No fim do segundo, ou seja,
aos 7 anos, 100% dos alunos são leitores e escritores de textos, com compreensão
e autonomia. A múltipla aliança envolve a Undime, prefeituras, secretarias
municipais de Educação, a Fundação Bradesco e o Bradesco,
que está investindo 1,5 milhão de reais no Projeto "Educa+Ação".
São catorze escolas de oito municípios, 65 professores e diretores
sendo capacitados e 1.000 alunos envolvidos. As escolas receberão supervisão
pedagógica, capacitação inicial e formação
continuada para os professores, acompanhamento e avaliação dos resultados,
apostilas para todos os alunos, biblioteca de classe, CDteca, videoteca, material
pedagógico, além de três assinaturas de revistas especializadas
nesse segmento de ensino. Professores envolvidos, valorizados, capacitados, subsidiados.
Se não atingirem 100% da meta, certamente chegarão muito próximo
dela. Não é aposta, é investimento de retorno certo. Denise
Aguiar Alvarez Valente Diretora da Fundação Bradesco São
Paulo, SP Piauí
Apesar de reconhecer a inteligência
deles, não entendia como os três filhos do meu amigo Audir saíram
direto do ensino médio do Piauí e ingressaram no ITA, na FGV e agora
na FEA-USP. Todos estudaram no Instituto Dom Barreto (Sobe, 14 de fevereiro). Sergio
Sato Mogi das Cruzes, SP
Sidney Sheldon Lamentável
o falecimento de Sidney Sheldon (Datas, 7 de fevereiro). Foi com O Outro Lado
da Meia-Noite que se iniciou minha paixão pela leitura. Na época,
eu tinha apenas 15 anos. Os críticos podem negá-lo, mas os 300 milhões
de livros vendidos no mundo traduzem por si só o talento desse grande escritor.
A ele, todo o meu agradecimento e honra! Dayane Bovolim Campo Grande
, MS Windows
Vista O novo Windows Vista impressiona,
mas nem tanto. Estive nos Estados Unidos no último mês e tive o prazer
de fazer um "test-drive" no novo programa. Impressionei-me com a facilidade com
que a Microsoft o criou em relação às janelas e aos programas
multimídia. A fama do Windows também ajuda, e, por se tratar de
um produto novo, muita gente vai adquiri-lo. Mas, na minha opinião, o Vista
não deixa de ser um XP melhorado ("O império contra-ataca", 7 de
fevereiro). Luciano Scartezini Soares de Meirelles Guarapuava,
PR Escova progressiva
Rezo a Deus, todos os dias, para
Ele abençoar a pessoa que inventou a escova progressiva, porque ela mudou
minha vida... para melhor ("A fórmula da felicidade", 7 de fevereiro)!
Léa Picelli São Paulo, SP
Hené Maru
A Cosméticos Maru, fabricante do produto Hené Maru, é uma
empresa que goza de um conceituado nome no mercado interno e nos últimos
três anos exporta para a Europa ("No princípio, era o Maru"
"A fórmula da felicidade", 7 de fevereiro). O produto Hené Maru
jamais deixou o cabelo com fios duros e esticados, e sim lisos, com muito brilho
e balanço. Ofereceu na década de 70 uma alternativa às pessoas
que tinham o cabelo crespo. Hoje com certeza o produto não é mais
tão utilizado, porque novas tecnologias e facilidades de aplicação
surgiram nos últimos trinta anos. O produto Hené Maru ainda continua
sendo fabricado, pois é tido como um talismã da empresa. Nívia
C. Luppi São Paulo, SP Roberto
Pompeu de Toledo Em relação
ao ensaio "Riobaldo e Hitler" (14 de fevereiro), de Roberto Pompeu de Toledo,
gostaríamos de fazer um esclarecimento quanto ao diário de Guimarães
Rosa ali mencionado. Uma cópia do referido diário, que cobre o período
de agosto de 1939 a janeiro de 1942, em que o autor de Sagarana trabalhou
na Alemanha como diplomata, encontra-se no Acervo de Escritores Mineiros da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG). De 2001 a 2005, trabalhamos na sua preparação
para publicação, cuidando do estabelecimento do texto do diário,
de sua digitação, tradução das diversas partes em
alemão, elaboração de notas explicativas e apresentação.
Infelizmente ele ainda não foi publicado por falta de autorização
da família do escritor. Eneida Maria de Souza, Georg Otte e
Reinaldo Marques Professores da UFMG Belo Horizonte, MG
Diogo Mainardi
Nada nos deu mais alegria do que ver Diogo Mainardi escrever sobre Homer Simpson,
aquele que consideramos o guru de nossa geração ("Heil, Homer!",
14 de fevereiro). As melhores observações sobre o Brasil foram feitas
por ele. No episódio Blame it on Lisa, em que os Simpsons desembarcam
no Brasil, Homer disse uma das maiores verdades sobre nosso país: "É
a terra do oposto! Ladrões caçam policiais". Eduardo Oliveira
e Priscila Velho Nova York, EUA
Diogo desta vez foi no alvo. Como professor universitário há mais
de quarenta anos, principalmente de escolas particulares, vi nos últimos
quinze a queda assustadora do nível de preparo intelectual dos alunos.
Afinal, ninguém é reprovado por média nos vestibulares dessas
escolas! Trabalhando em exatas, tenho percebido a imensa dificuldade dos estudantes
de assimilar conhecimentos básicos de cálculo e de física,
disciplinas fundamentais para o estudo do cálculo estrutural. Isso tudo
depende de um QI acima de 100. Daí ao buraco do metrô há uma
curtíssima distância. Luiz Santilli Junior São
Paulo, SP A frase da
semana passada "Nenhum país é pior que o Brasil" me
chamou atenção. Pergunto: Mainardi, você já pensou
em ir morar em algum lugar na África? Na China? Em algum lugar no Oriente
Médio? Já pensou em construir uma família em algum desses
lugares? Mainardi não dá valor ao que tem. Devia encarar um tsunami,
um terremoto, um tornado, uma avalanche ou uma Guerra Fria para aprender.
Patrícia Brito de Almeida Martins Taguatinga, DF
Longevidade
Desde que me formei nutricionista, a visão negativa com que as pessoas
encaram a orientação nutricional me incomoda. Comentários
pesarosos costumam acompanhar a reação das pessoas quando são
convidadas a adotar mudanças de hábito alimentar, que têm
o objetivo (único) de melhorar sua qualidade de vida e tornar possível
a longevidade. Na verdade, a vantagem da adoção de hábitos
saudáveis é proporcionar maior prazer em viver, e não o contrário,
como fazem crer inúmeros planos alimentares restritivos, livros de auto-ajuda
com fórmulas mágicas, que são inclusive escritos ou recomendados
inadvertidamente por diferentes profissionais da saúde ("O novo segredo
da vida longa", 14 de fevereiro). Gillian Alonso Arruda Nutricionista
pelo CCS São Camilo, doutora em saúde pública/USP, diretora
de pós-graduação CBES e editora da revista Qualidade
em Alimentação e Nutrição São Paulo,
SP A reportagem merece
nosso aplauso. Já que nossa expectativa de vida aumentou, precisamos nos
preocupar em envelhecer de forma saudável. É bom saber como devemos
nos cuidar para termos boa saúde. Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI
Joaquim Roriz Com um misto de incredulidade
e desesperança, li a notícia "34 guardas para Joaquim Roriz" (Radar,
14 de fevereiro). O ex-governador do Distrito Federal já foi processado
sob a alegação de ser surrupiador do bem público e o maior
grileiro de terras brasilienses. O atual governador é nada mais que um
violador do painel de votação do Senado que, espertamente, renunciou
ao mandato para não ter os direitos cassados. Não dá para
acreditar na austera iniciativa do senhor Arruda. O ditado popular preconiza:
"Um gambá cheira o outro". Mauro N. Fontenelle Belo
Horizonte, MG
Lya Luft Dos mais felizes e oportunos
o artigo "Família tem de ser careta" (Ponto de vista, 14 de fevereiro),
de Lya Luft, cujas opiniões sempre sensatas merecem nosso aplauso. Ela
teve a coragem de dizer o que muitos sentem mas não assumem, "quem não
estiver disposto a dizer não na hora certa e se fizer de vítima
dos filhos que por favor não finja que é mãe ou pai". Eustázio
Alves Pereira Filho Presidente do Conselho Municipal Antidrogas
de Santos (Comad) Santos, SP
O artigo aborda com mestria a questão da paternidade e da maternidade responsáveis.
Excelente para reflexão no lar, nas escolas, nas varas de família,
entre os profissionais que lidam com a educação e com questões
familiares, nas igrejas que preparam cursos de noivos e trabalham com famílias.
Educar requer renúncias, sacrifícios, desprendimento e paciência. Marcos
Rodrigues Recife, PE
Lya Luft tem razão, a família precisa ser careta. Sou educadora,
e é comum eu ouvir pais dizer que não sabem o que fazer, não
podem com os filhos. Se tivessem dito não e corrigido (imposto limite)
na hora certa, com certeza teriam "poder" sobre eles. Tânia Regina
Akiko Fugiwara Muchiutti Presidente Prudente, SP
É emocionante deparar com um texto definitivo
sobre família e filhos. Melhor ainda é ir, no decorrer da leitura,
constatando que a verdade está ali, de forma cristalina, e ver nossos acertos
com os filhos. Só não entende quem não quer. Que ninguém
mais se habilite a escrever sobre o mesmo tema. O texto é mesmo definitivo.
Marcondes Serotini Filho Barra Bonita, SP
Gente
Sou campos-altense e, apesar de ter migrado para outro estado há muitos
anos, tenho orgulho da minha origem. A história de Mirinete Morrison (Gente,
14 de fevereiro) mostrou que nossa pequena cidade existe e tem representantes
espalhados pelo mundo. É isso: Campos Altos (MG), jóia incrustada
em relevo de incomparável beleza, desponta pela produção
de café e soja, tem cerca de 15.000 habitantes. Aida de Morais Afonso
Goiânia, GO
A ficha de Dunga ainda não caiu. Alguém precisa dizer a ele que
agora ele é técnico da Seleção Brasileira de Futebol.
Ou será que ele está pensando que do lado de cá ninguém
observa o que está ocorrendo? Ao usar aquelas roupas saídas da cabecinha
de sua filha Gabriela, Dunga utiliza o prestígio de seu cargo para mostrar
o trabalho de sua guria ao mundo todo. Ele deve tomar mais cuidado. Não
apenas o resultado em campo merecerá a atenção do distinto
público. Dunga é a representação de uma instituição
nacional, a seleção canarinho ("Jogo? Mas que jogo?", Gente, 14
de fevereiro). Sérgio Vieira Costa Trindade, GO
Lagostas
Ao ler a reportagem "Salvem as lagostas" (14 de fevereiro), não pude conter
minha indignação com as medidas tomadas pelo governo para a preservação
da lagosta. Foram medidas completamente emergenciais. Uma medida interessante
foi adotada no estado do Maine, nos Estados Unidos. Lá os pescadores trabalham
com normas rígidas. Eles devem, por exemplo, devolver ao mar todas as lagostas
que não tenham um tamanho mínimo, as lagostas fêmeas que carreguem
ovos e as lagostas grandes que ultrapassem um tamanho máximo. As lagostas
fêmeas porque dão à luz mais lagostas, as lagostas pequenas
porque vão crescer e acasalar. Mas por que as grandes também são
devolvidas? Pois pesquisas feitas por biólogos marinhos locais sugerem
que o tamanho da lagosta é ligado aos genes da lagosta macho. Isso é,
o tamanho do "pai" é que define o tamanho dos filhotes. Além disso,
a mesma pesquisa mostra que as lagostas fêmeas preferem cruzar com os machos
maiores. Na mesma mão, as fêmeas grandes devem ser devolvidas por
serem reprodutoras valiosas, pois produzem muito mais ovos que as pequenas. O
resultado? A medida aumentou em 2,5 vezes (125%) a produção de lagostas
do estado. Fabrício Echeverria Brasília, DF
Leio em VEJA a destruição
de um dos mais rentáveis produtos do mar, as lagostas. Pelo que li, a pesca
é predatória, e a cada dia aumenta o número de pesqueiros.
Assisti nesta semana a um documentário da pesca de caranguejo gigante no
Alasca. A pesca tem dia e hora certos para começar e para terminar. Só
uma vez por ano. Todos os navios pesqueiros são registrados. Os navios
são avisados pelo rádio de que a pesca acaba amanhã às
tantas horas, e, pelo que vi, após o horário, as grades não
são nem recolhidas. As fêmeas são obrigatoriamente jogadas
de volta ao mar. Os pescadores usam um gabarito para saber a dimensão da
carapaça do caranguejo. Se for menor que o gabarito, volta para o mar.
Será que algum dia chegaremos perto disso, já que temos uma Secretaria
de Pesca? Mario Calich São Paulo, SP
Wanderley Nunes Cobrando 300 reais
por corte de cabelo, espero que o cabeleireiro Wanderley seja melhor profissional
da tesoura do que poeta. Sua homenagem a Lula chega às raias do ridículo.
Seguramente, o presidente e a primeira-dama adoraram. Temo que, num futuro próximo,
o prestigiadíssimo Wanderley seja indicado por Lula à Academia Brasileira
de Letras e se torne um imortal ("Wanderley, o amigo do rei", 14 de fevereiro).
Maria Lúcia de Almeida Furquim Curitiba, PR
Factóide
Informamos aos leitores do Millôr (14 de fevereiro) que o substantivo factóide
já não consta como brasileirismo, gíria, desde a reimpressão
do Aurélio Século XXI, datada de 2003. Realmente, apesar
de surgir em um contexto tipicamente carioca, o vocábulo é um empréstimo
do inglês factoid, que consta de vários dicionários,
The Oxford English Reference Dictionary (1995, 1996 também
como adjetivo) e The New Penguin English Dictionary (2000), por exemplo,
e parece ter sido criado por Norman Mailer, em sua biografia de Marilyn Monroe
(1973). Margarida dos Anjos e Marina Baird Ferreira Coordenadoras
e editoras do Dicionário Aurélio Rio de Janeiro, RJ
Celebridade
Não vi com bons olhos a informação sobre o "terrível"
tratamento de quimioterapia e radioterapia para câncer anal ("Um clã
típico de Hollywood", 14 de fevereiro), uma das neoplasias mais curáveis
(acima de 80%). Atualmente, com técnicas e aparelhos de radioterapia mais
modernos, além de melhor utilização e suporte dos quimioterápicos,
conseguem-se ótimos resultados com excelente tolerância dos pacientes.
Jean Fabricio de Lima Pereira Oncologista clínico Hospital
dos Servidores do Estado-RJ Rio de Janeiro, RJ
Trabant: inocência ou atraso?
Os Trabant nos anos 50 eram fabricados sem chave de ignição nem
marcha a ré. Os primeiros automóveis, no mundo todo, no começo
do século, também não apresentavam essas facilidades. Para
quê? Havia poucos veículos, era fácil estacionar nas ruas.
Assim, a ré não se fazia necessária nem para garagens. Vivia-se
a era da inocência, respeitava-se mais a propriedade, garagens não
eram necessárias. Com essa inocência, tampouco havia a mínima
necessidade de chave de ignição. Na utopia socialista até
os anos 50, a situação era semelhante, havia poucos automóveis,
vivia-se um inocente respeito aos bens alheios. O Trabant era coerente com isso
("O Trabant vive", Cartas, 14 de fevereiro). Carlos Carrion Torres
Vitória, ES
CORREÇÕES: Na
reportagem "Como a fé empatou o jogo" (7 de fevereiro), a foto da página
80 mostra João Paulo II num encontro inter-religioso, e não ecumênico,
com um rabino e um xeque islâmico. O ecumenismo se refere exclusivamente
ao cristianismo e vem da crença de que as diversas denominações
cristãs têm uma mesma identidade substancial, uma mesma doutrina
baseada na propagação da mensagem de Cristo. * O doutor Fernando
Appel (Cartas, 31 de janeiro) é ex-presidente da Sociedade de Reumatologia
do Rio Grande do Sul. A doutora Solange Toffoli é a atual ocupante do cargo.
MILLÔR E O PAN
Veja o desenho que Millôr fez em 1979 e compare com o logotipo dos Jogos
Pan-americanos do Rio de Janeiro. Uma prova de que Millôr está sempre
décadas à frente.
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DOWN E LONGEVIDADE
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flamenguista Dilmar, 73 anos: um recorde mundial de longevidade? |
A
leitora Patrícia Almeida, moderadora do grupo Síndrome de Down no
Yahoo! Grupos, ficou surpresa com uma informação contida na reportagem
"Down na terceira idade" (7 de fevereiro): "O repórter descobriu um personagem
que, provavelmente, é a pessoa mais velha do mundo com a síndrome
de Down. Trata-se do senhor Dilmar Teixeira, de Anápolis, Goiás,
com 73 anos. Consultei listas e especialistas em síndrome de Down estrangeiros
e não encontrei dados confiáveis sobre ninguém mais velho
que Dilmar. E certamente também não existe ninguém mais flamenguista
que ele", escreveu Patrícia. A leitora Márcia Simões teve
a curiosidade de verificar no Guinness World Records 2007 e descobriu que
a mulher mais velha com Down fez 67 anos em 2005 e o homem mais velho, 52 também
em 2005. "Pelo que vi na reportagem de VEJA, os velhinhos brasileiros do sexo
masculino com Down já ultrapassaram essa faixa etária", diz Márcia.
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O DIABO NAZISTA INVERTIDO
A
foto de Hitler que ilustra a reportagem "Mailer e o diabo nazista" (edição
de 14 de fevereiro, página 110) está invertida. O leitor Walter
Emílio Clemente, estudante de história da cidade paulista de Monte
Mor, notou e indicou os detalhes: 1 - as suásticas nas mangas dos uniformes
estão invertidas; 2 - o talabarte (boldrié) está posicionado
da esquerda para a direita, ao contrário do padrão do Exército
alemão no período hitlerista; 3 - o segundo homem à direita
de Hitler ostenta na gola de sua farda o número de seu regimento também
invertido. Vejam ao lado a foto correta. |
VICTOR CIVITA E A EDITORA ABRIL
A
respeito da reportagem "100 anos de um visionário" (14 de fevereiro), que
fala do centenário de Victor Civita, o leitor José Cavalcante Sá,
de São Paulo, pergunta: "De onde vem o nome Editora Abril?". O fundador
Victor Civita chamou a empresa de Abril porque na Europa esse mês dá
início à primavera. "A árvore é a representação
da fertilidade, a própria imagem da vida. O verde é a cor da esperança
e do otimismo", dizia Victor. Informações completas sobre a Editora
Abril e seu fundador podem ser obtidas nos sites da empresa: http://www.
abril.com.br/br/conhecendo/conteudo_43901.shtml e http://www.abril.com.br/br/conhecendo/conteudo_43902.shtml.
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