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Edição 2096

21 de janeiro de 2009
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Medicina
Marcas congeladas

Nova técnica promete atenuar as manchas
de sol com mais precisão e segurança


Adriana Dias Lopes

Manoel Marques
A MENOS 55 GRAUS O frio congela e mata as células escuras


A pele, infelizmente, é a vitrine do processo de envelhecimento. Os primeiros sinais da ação do tempo surgem sob a forma das manchas de sol. Ainda que discretas, elas tendem a aparecer antes das rugas. Não é à toa que os tratamentos antimanchas são os procedimentos mais procurados nos consultórios dermatológicos. Até recentemente, as únicas armas disponíveis contra esse tormento estético se baseavam em recursos ou brandos, como os ácidos tópicos, ou agressivos demais, como a crioterapia e o laser. Agora os médicos contam com uma tecnologia que não fica nem lá nem cá. Ela é indicada para pacientes cujas manchas não são tão leves nem tão profundas. Ou seja, a maioria das pessoas próximas dos 40 anos. Sob a forma de spray, o novo produto congela e mata as células responsáveis pelas manchas. Batizada de crioterapia light, a técnica recém-chegada ao Brasil difere da crioterapia convencional por seu raio de ação. A temperatura da crioterapia light chega a 55 graus negativos – a da outra, a menos 196 graus. Quanto "mais quente", mais seguro é o produto, já que ele só atinge as células mais superficiais da pele. "Com isso, as regiões mais profundas são poupadas e os riscos de lesão, reduzidos", diz a dermatologista Érica Monteiro.

Com a crioterapia tradicional e os tratamentos a laser, dada a profundidade de seu alcance, corre-se o risco de agredir os melanócitos – as células produtoras de melanina, o pigmento natural da pele (veja o quadro abaixo). Quando um melanócito sofre uma lesão, como forma de se proteger, o organismo estimula a produção de melanina – escurecendo as marcas já existentes ou manchando ainda mais a pele. O risco de um efeito colateral com o laser e a crioterapia convencional chega a 15%. "O sucesso da crioterapia e do laser depende muito do treinamento do médico", diz o dermatologista Adilson Costa. Tais recursos continuam insubstituíveis contra as manchas mais escuras e profundas e as brancas, cujo tratamento consiste justamente em agredir os melanócitos, fazendo com que eles trabalhem mais.

 
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