BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2096

21 de janeiro de 2009
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao Leitor
Entrevista
Claudio de Moura Castro
Leitor
Millôr
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da Semana
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Datas
Radar
Veja Essa
 

Internacional
ESTÁ NA HORA DE PARAR

Após três semanas e mais de 1 000 mortos, a ofensiva
israelense contra o Hamas já atingiu seus objetivos militares

Fotos Khalil Hamra/AP e Muhammed Muheiser/AP
SALDO FINAL Escombros de hotel bombardeado na cidade de Gaza.
Ao lado, o líder do Fatah, Mahmoud Abbas: sem condições de substituir
o Hamas na Faixa de Gaza

A ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, iniciada no dia 27 de dezembro, tinha o objetivo explícito de parar a chuva de foguetes disparados pelo Hamas contra seu território. O objetivo velado era enfraquecer o Hamas, movimento islâmico que domina a Faixa de Gaza, fortalecer o Fatah, que controla a Cisjordânia, e assim desequilibrar a queda-de-braço disputada entre os dois partidos palestinos desde 2006. Israel está próximo de conseguir sua primeira meta. O Hamas sofreu fortes baixas, embora a maior parte de seus líderes ainda esteja aquartelada no subsolo do principal hospital do território. Já a tentativa de promover o Fatah foi por água abaixo. Seu líder, Mahmoud Abbas, não pode simplesmente desembarcar em Gaza a bordo de um blindado israelense. Se fizer isso, será visto por muitos palestinos como um traidor que se alinhou a Israel contra o próprio povo. No momento, as chances de o partido voltar a controlar a Faixa de Gaza são nulas.

O tempo para reverter a situação está se esgotando. A ofensiva israelense já deixou 1 100 mortos, 400 dos quais são mulheres e crianças. Na semana passada, projéteis israelenses atingiram um depósito de alimentos da ONU enquanto o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, visitava Israel. Um hospital e um edifício que abriga escritórios de agências de notícias também foram bombardeados. A continuação da ofensiva e as inevitáveis misérias causadas pelos combates podem provocar mais danos à imagem internacional de Israel do que vantagens no campo de batalha. O Hamas ofereceu um cessar-fogo de um ano. Caso aceitem a proposta, os israelenses poderão contar com forças internacionais para vigiar a porosa fronteira de Gaza, por onde entram as armas do Hamas. No longo prazo, no entanto, Israel continuará sob a ameaça de vizinhos truculentos. O Hamas, embora enfraquecido, deve continuar fiel ao projeto de destruir o estado judeu, e o presidente Mahmoud Abbas não tem autoridade para representar todos os palestinos. Até agora, a incontestável vitória militar não parece ter tornado a paz mais provável.



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |