Holofote
Felipe
Patury
Com reportagem de Fábio Portela
É
preciso fazer amigos
Moacyr
Lopes Jr/Folha Imagem
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O
tucano Geraldo Alckmin tem um enorme desafio para se consolidar como candidato
ao governo de São Paulo em 2010. Precisa eliminar resistências dos
aliados do PSDB paulista, que, hoje, parecem intransponíveis. O PMDB descarta
apoiá-lo por ele ter ofendido o chefe estadual do partido, Orestes Quércia,
durante a eleição municipal do ano passado. Argumento idêntico
pesa no DEM, no qual a vítima foi o prefeito Gilberto Kassab. Não
é só. A cúpula democrata aborreceu-se com o fato de Alckmin
ter feito ouvidos moucos aos seus pedidos de que desistisse da candidatura a prefeito
em prol do governador. Já Aloysio Nunes Ferreira, seu adversário
no PSDB, tem não só o apoio do PMDB e do DEM como sinalizações
do PTB, do PV, do PPS e do PP. Juntos, eles podem lhe garantir nada menos que
80% do tempo do horário político na TV. De quebra, ainda ajudam
a candidatura do governador José Serra a presidente.
Um
potiguar no sereno
Roosewelt
Pinheiro/ABR
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Nos
primeiros dias deste ano, o Palácio do Planalto resolveu checar se deveria
se preocupar mesmo com a candidatura à reeleição do presidente
do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Pediu a um emissário que checasse
a disposição do Supremo Tribunal Federal de validá-la. Descobriu
que, se depender da corte, ele não continuará na cadeira nem se
tiver votos suficientes para vencer a eleição, marcada para o início
de fevereiro. O Estatuto do Senado proíbe a reeleição dentro
da mesma legislatura e, para os ministros, não vale Garibaldi dizer que
está apenas completando um mandato que era de Renan Calheiros (PMDB-AL).
2014
começa em São Paulo
Oscar
Cabral
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São
remotíssimas as chances de São Paulo não sediar o jogo de
abertura da Copa de 2014. A cidade disputa a partida inicial com Brasília.
O recado foi passado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a Caio Carvalho,
negociador da prefeitura e do governo paulista para assuntos do torneio. Teixeira
relatou que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, considerou
os projetos de São Paulo os mais consistentes apresentados até agora.
O que mais preocupa a Fifa, agora, é a péssima situação
dos aeroportos nacionais. Mas isso é problema do governo federal.
Só
dá ocupado
Sergio
Zacchi/Valor
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A
polícia paulista faz de tudo para que o presidente da Vivo, Roberto
Lima, deponha no inquérito que investiga uma quadrilha que roubava
dados de celulares e cartão de crédito. A Operação
Spy 2 descobriu que dois funcionários da área de combate à
fraude da operadora negociavam dados privados e o sigilo telefônico dos
clientes. Procurado por uma semana pela polícia, Lima alegou outros compromissos
e mandou prepostos em seu lugar, mas não conseguiu que os policiais desistissem
de ouvi-lo.
Germano
Luders
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Perdas
em Full HD A crise solapa o setor
de eletroeletrônicos. Os grandes varejistas nacionais ainda não fizeram
suas encomendas deste ano. A demora atinge principalmente quem teve mau desempenho
em 2008. Maior fabricante nacional, a Semp Toshiba, de Afonso Hennel, é
uma das empresas que sentem o baque. O resultado apresentado na semana passada
à sua diretoria revela que, em 2008, os prejuízos operacionais atingiram
100 milhões de reais. A empresa perdeu mais 100 milhões de reais
em investimentos financeiros. A conta negativa equivale ao lucro de 2007. Especialistas
acreditam que a Semp Toshiba pode ter sofrido no campo operacional por não
ter apostado no mercado de televisões de LCD. |