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Edição 2096

21 de janeiro de 2009
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Holofote

Felipe Patury
Com reportagem de Fábio Portela

É preciso fazer amigos

Moacyr Lopes Jr/Folha Imagem


O tucano Geraldo Alckmin tem um enorme desafio para se consolidar como candidato ao governo de São Paulo em 2010. Precisa eliminar resistências dos aliados do PSDB paulista, que, hoje, parecem intransponíveis. O PMDB descarta apoiá-lo por ele ter ofendido o chefe estadual do partido, Orestes Quércia, durante a eleição municipal do ano passado. Argumento idêntico pesa no DEM, no qual a vítima foi o prefeito Gilberto Kassab. Não é só. A cúpula democrata aborreceu-se com o fato de Alckmin ter feito ouvidos moucos aos seus pedidos de que desistisse da candidatura a prefeito em prol do governador. Já Aloysio Nunes Ferreira, seu adversário no PSDB, tem não só o apoio do PMDB e do DEM como sinalizações do PTB, do PV, do PPS e do PP. Juntos, eles podem lhe garantir nada menos que 80% do tempo do horário político na TV. De quebra, ainda ajudam a candidatura do governador José Serra a presidente.

 

Um potiguar no sereno

Roosewelt Pinheiro/ABR


Nos primeiros dias deste ano, o Palácio do Planalto resolveu checar se deveria se preocupar mesmo com a candidatura à reeleição do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Pediu a um emissário que checasse a disposição do Supremo Tribunal Federal de validá-la. Descobriu que, se depender da corte, ele não continuará na cadeira nem se tiver votos suficientes para vencer a eleição, marcada para o início de fevereiro. O Estatuto do Senado proíbe a reeleição dentro da mesma legislatura e, para os ministros, não vale Garibaldi dizer que está apenas completando um mandato que era de Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

2014 começa em São Paulo

Oscar Cabral


São remotíssimas as chances de São Paulo não sediar o jogo de abertura da Copa de 2014. A cidade disputa a partida inicial com Brasília. O recado foi passado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a Caio Carvalho, negociador da prefeitura e do governo paulista para assuntos do torneio. Teixeira relatou que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, considerou os projetos de São Paulo os mais consistentes apresentados até agora. O que mais preocupa a Fifa, agora, é a péssima situação dos aeroportos nacionais. Mas isso é problema do governo federal.

 

Só dá ocupado

Sergio Zacchi/Valor


A polícia paulista faz de tudo para que o presidente da Vivo, Roberto Lima, deponha no inquérito que investiga uma quadrilha que roubava dados de celulares e cartão de crédito. A Operação Spy 2 descobriu que dois funcionários da área de combate à fraude da operadora negociavam dados privados e o sigilo telefônico dos clientes. Procurado por uma semana pela polícia, Lima alegou outros compromissos e mandou prepostos em seu lugar, mas não conseguiu que os policiais desistissem de ouvi-lo.

 

Germano Luders

Perdas em Full HD

A crise solapa o setor de eletroeletrônicos. Os grandes varejistas nacionais ainda não fizeram suas encomendas deste ano. A demora atinge principalmente quem teve mau desempenho em 2008. Maior fabricante nacional, a Semp Toshiba, de Afonso Hennel, é uma das empresas que sentem o baque. O resultado apresentado na semana passada à sua diretoria revela que, em 2008, os prejuízos operacionais atingiram 100 milhões de reais. A empresa perdeu mais 100 milhões de reais em investimentos financeiros. A conta negativa equivale ao lucro de 2007. Especialistas acreditam que a Semp Toshiba pode ter sofrido no campo operacional por não ter apostado no mercado de televisões de LCD.

 



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