Edição 1837 . 21 de janeiro de 2004

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EXPOSIÇÃO


Divulgação
Tela de Cranach: mestres no Masp


Provocando o Olhar
(A partir desta terça-feira, em São Paulo) – Atração do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, essa mostra apresenta um acervo sucinto, mas no qual não faltam tesouros – todos eles nunca exibidos no Brasil. São 23 pinturas e duas esculturas pertencentes à Fundação Santander, mantida pelo banco espanhol homônimo e sediada em Madri. Os maiores destaques são as obras de artistas dos séculos XVI e XVII. Há telas de temática religiosa de pintores do porte de Lucas Cranach, o Velho, e de El Greco. É possível apreciar, ainda, retratos de autoria do flamengo Peter Paul Rubens, do italiano Tintoretto e do espanhol Francisco de Zurbarán. A mostra inclui também quadros de Miró e Picasso.
Fotos da exposição.

 

LIVROS

Leviatã, de Boris Akunin (tradução de Adalgisa Campos da Silva; Objetiva; 282 páginas; 39,90 reais) – Nos anos 90, o filólogo Grigori Tchkartchvili trocou seu emprego de tradutor de textos científicos por uma carreira de escritor de romances policiais. Sob o pseudônimo de Boris Akunin, tornou-se um dos autores mais populares da Rússia. Já escreveu treze livros do gênero, que somam 8 milhões de exemplares vendidos. Suas obras são ambientadas no século XIX e têm como protagonista o jovem detetive moscovita Erast Fandórin. Trata-se de aventuras criminais à moda antiga, com um quê das histórias de Sherlock Holmes. Leviatã não foge à regra. A bordo do navio do título, que zarpa da Inglaterra com destino à Índia, Erast Fandórin investiga o assassinato de um colecionador de arte inglês. Leia trecho do livro.

Maria Antonieta, de Evelyne Lever (tradução de S. Duarte; Objetiva; 384 páginas; 54,90 reais) – A rainha Maria Antonieta (1755-1793) foi personagem trágica da Revolução Francesa de 1789. Transformada em símbolo da frivolidade dos nobres, viu-se encarcerada e executada na guilhotina. Essa biografia oferece uma visão peculiar a seu respeito. Uma das maiores estudiosas do período, a francesa Evelyne Lever faz uma análise equilibrada de sua trajetória. Em vez de partir da premissa de que Maria Antonieta foi uma vilã da história, a autora procura compreendê-la como uma aristocrata de seu tempo. O livro traz à luz detalhes curiosos da vida da personagem, como sua atuação nas intrigas políticas, suas aventuras de alcova e seu desejo de ser atriz.

 

DVDs

Viridiana (Espanha/México, 1961. Versátil) – Prestes a se ordenar freira, Viridiana (Silvia Pinal) mitiga sua culpa pela morte de um tio rico e devasso (Fernando Rey) com um plano de redenção: cerca-se de mendigos, aos quais serve como uma mártir. A cena do banquete dos mendigos (vários deles verdadeiros), que reproduz a Santa Ceia, foi um escândalo à época. Mas o diretor espanhol Luis Buñuel, como sempre, riu por último com mais este seu ataque à moralidade cristã: não só levou a Palma de Ouro em Cannes (graças, reza a lenda, a uma cópia contrabandeada para fora da Espanha, onde o ditador Francisco Franco ordenara a queima dos negativos do filme), como foi o motivo da demissão em massa dos censores que haviam aprovado seu roteiro. Em cópia restaurada e remasterizada.


Divulgação
Treze Visões: austero e original


Treze Visões
(Thirteen Conversations about One Thing, Estados Unidos, 2001. Moviestar) – Um professor que vê no adultério o caminho para a realização pessoal, um gerente que não tolera o otimismo de um funcionário, um promotor público que oculta seu próprio crime, uma faxineira que tem sua convicção na Justiça abalada por reveses: a vida desses personagens se aproxima e se afasta da felicidade em razão de gestos tão instintivos que, para eles, tudo parece não passar de fruto da arbitrariedade. Na visão da diretora Jill Sprecher, porém, aqui não há acaso – só descaso pelas conseqüências dos caminhos que cada um escolhe. É um drama austero e original, apoiado num ótimo elenco (Alan Arkin, John Turturro e Clea DuVall, entre outros) e num roteiro sólido.

 

DISCOS

Kish Kash, Basement Jaxx (Sum) – O Basement Jaxx foi criado na Inglaterra em 1994, por dois DJs com interesses musicais distintos. Enquanto Simon Ratcliffe era fã da discoteca e do funk dos anos 70, seu colega Felix Buxton venerava o ritmo eletrônico dançante conhecido como house. Foi um casamento feliz: desde então, a dupla vem embalando as pistas de dança com uma mistura bem dosada desses ingredientes. Em Kish Kash, seu terceiro álbum, eles aprimoram ainda mais a receita. Com produção impecável, o disco é daqueles que levantam o astral de qualquer festa. Entre as várias participações especiais nas catorze faixas, há uma que chama atenção pelo inusitado: a cantora Siouxsie Sioux, musa dos roqueiros góticos e depressivos dos anos 80, empresta sua voz à ultradançante Cish Cash.

Rock n' Roll, Ryan Adams (Universal) – O cantor e guitarrista Ryan Adams é um garoto prodígio do novo rock americano. Artista prolífico, desde 2000 ele já lançou quatro álbuns que só arrancaram elogios da crítica. Na melhor tradição do rock de garagem, Adams compõe canções simples, calcadas em boas melodias de guitarra e letras que falam sobre garotas difíceis, tédio e outros temas caros à juventude. Em seu novo disco, ele reafirma sua fé no rock'n'roll básico e ao mesmo tempo presta uma homenagem aos grandes nomes do gênero. Isso fica evidente nos títulos das músicas, que em sua maioria são os mesmos de clássicos de várias épocas. Dois exemplos: a balada Wish You Were Here é uma referência à conhecida canção do Pink Floyd, enquanto She's Lost Total Control remete a um sucesso do Joy Division.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano, Argumento, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Livraria Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Nobel, Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Nobel, Saraiva; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel; Belém: Nobel, Laselva.
 
 
 
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