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VEJA
Recomenda
EXPOSIÇÃO
Divulgação
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| Tela
de Cranach: mestres no Masp |
Provocando o Olhar (A partir desta terça-feira, em
São Paulo) Atração do Museu de Arte
de São Paulo, o Masp, essa mostra apresenta um acervo sucinto,
mas no qual não faltam tesouros todos eles nunca exibidos
no Brasil. São 23 pinturas e duas esculturas pertencentes
à Fundação Santander, mantida pelo banco espanhol
homônimo e sediada em Madri. Os maiores destaques são
as obras de artistas dos séculos XVI e XVII. Há telas
de temática religiosa de pintores do porte de Lucas Cranach,
o Velho, e de El Greco. É possível apreciar, ainda,
retratos de autoria do flamengo Peter Paul Rubens, do italiano Tintoretto
e do espanhol Francisco de Zurbarán. A mostra inclui também
quadros de Miró e Picasso. Fotos
da exposição.
LIVROS
Leviatã,
de Boris Akunin (tradução de Adalgisa Campos da Silva;
Objetiva; 282 páginas; 39,90 reais) Nos anos 90, o
filólogo Grigori Tchkartchvili trocou seu emprego de tradutor
de textos científicos por uma carreira de escritor de romances
policiais. Sob o pseudônimo de Boris Akunin, tornou-se um
dos autores mais populares da Rússia. Já escreveu
treze livros do gênero, que somam 8 milhões de exemplares
vendidos. Suas obras são ambientadas no século XIX
e têm como protagonista o jovem detetive moscovita Erast Fandórin.
Trata-se de aventuras criminais à moda antiga, com um quê
das histórias de Sherlock Holmes. Leviatã não
foge à regra. A bordo do navio do título, que zarpa
da Inglaterra com destino à Índia, Erast Fandórin
investiga o assassinato de um colecionador de arte inglês.
Leia
trecho do livro.
Maria
Antonieta, de Evelyne Lever (tradução de S.
Duarte; Objetiva; 384 páginas; 54,90 reais) A rainha
Maria Antonieta (1755-1793) foi personagem trágica da Revolução
Francesa de 1789. Transformada em símbolo da frivolidade
dos nobres, viu-se encarcerada e executada na guilhotina. Essa biografia
oferece uma visão peculiar a seu respeito. Uma das maiores
estudiosas do período, a francesa Evelyne Lever faz uma análise
equilibrada de sua trajetória. Em vez de partir da premissa
de que Maria Antonieta foi uma vilã da história, a
autora procura compreendê-la como uma aristocrata de seu tempo.
O livro traz à luz detalhes curiosos da vida da personagem,
como sua atuação nas intrigas políticas, suas
aventuras de alcova e seu desejo de ser atriz.
DVDs
Viridiana
(Espanha/México, 1961. Versátil) Prestes a
se ordenar freira, Viridiana (Silvia Pinal) mitiga sua culpa pela
morte de um tio rico e devasso (Fernando Rey) com um plano de redenção:
cerca-se de mendigos, aos quais serve como uma mártir. A
cena do banquete dos mendigos (vários deles verdadeiros),
que reproduz a Santa Ceia, foi um escândalo à época.
Mas o diretor espanhol Luis Buñuel, como sempre, riu por
último com mais este seu ataque à moralidade cristã:
não só levou a Palma de Ouro em Cannes (graças,
reza a lenda, a uma cópia contrabandeada para fora da Espanha,
onde o ditador Francisco Franco ordenara a queima dos negativos
do filme), como foi o motivo da demissão em massa dos censores
que haviam aprovado seu roteiro. Em cópia restaurada e remasterizada.
Divulgação
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| Treze
Visões: austero e original
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Treze Visões (Thirteen Conversations about One
Thing, Estados Unidos, 2001. Moviestar) Um professor
que vê no adultério o caminho para a realização
pessoal, um gerente que não tolera o otimismo de um funcionário,
um promotor público que oculta seu próprio crime,
uma faxineira que tem sua convicção na Justiça
abalada por reveses: a vida desses personagens se aproxima e se
afasta da felicidade em razão de gestos tão instintivos
que, para eles, tudo parece não passar de fruto da arbitrariedade.
Na visão da diretora Jill Sprecher, porém, aqui não
há acaso só descaso pelas conseqüências
dos caminhos que cada um escolhe. É um drama austero e original,
apoiado num ótimo elenco (Alan Arkin, John Turturro e Clea
DuVall, entre outros) e num roteiro sólido.
DISCOS
Kish
Kash, Basement Jaxx (Sum) O Basement Jaxx foi criado
na Inglaterra em 1994, por dois DJs com interesses musicais distintos.
Enquanto Simon Ratcliffe era fã da discoteca e do funk dos
anos 70, seu colega Felix Buxton venerava o ritmo eletrônico
dançante conhecido como house. Foi um casamento feliz: desde
então, a dupla vem embalando as pistas de dança com
uma mistura bem dosada desses ingredientes. Em Kish Kash, seu
terceiro álbum, eles aprimoram ainda mais a receita. Com
produção impecável, o disco é daqueles
que levantam o astral de qualquer festa. Entre as várias
participações especiais nas catorze faixas, há
uma que chama atenção pelo inusitado: a cantora Siouxsie
Sioux, musa dos roqueiros góticos e depressivos dos anos
80, empresta sua voz à ultradançante Cish
Cash.
Rock
n' Roll, Ryan Adams (Universal) O cantor e guitarrista
Ryan Adams é um garoto prodígio do novo rock americano.
Artista prolífico, desde 2000 ele já lançou
quatro álbuns que só arrancaram elogios da crítica.
Na melhor tradição do rock de garagem, Adams compõe
canções simples, calcadas em boas melodias de guitarra
e letras que falam sobre garotas difíceis, tédio e
outros temas caros à juventude. Em seu novo disco, ele reafirma
sua fé no rock'n'roll básico e ao mesmo tempo presta
uma homenagem aos grandes nomes do gênero. Isso fica evidente
nos títulos das músicas, que em sua maioria são
os mesmos de clássicos de várias épocas. Dois
exemplos: a balada Wish You Were Here é uma referência
à conhecida canção do Pink Floyd, enquanto
She's Lost Total Control remete a um sucesso do Joy Division.
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