Edição 1837 . 21 de janeiro de 2004

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Cartas

 
"Temos de ter sempre em mente o seguinte ditado: 'Quem decide pode errar, quem não decide já errou'."
Ribamar Nóbrega
Belém, PA

 

Decisão

Toda semana inicio a leitura de VEJA do começo para o fim. Mas na semana passada mudei a regra. Assim que a revista chegou, no sábado à noite, não me contive e fui logo para o meio ler a reportagem de capa. Li a matéria "Decida antes que decidam por você" (14 de janeiro) e fiz o teste. Resultado: deu na mosca. Todos em casa se apressaram a ler, fizeram o teste e também concordaram com o resultado. Sempre me chamou a atenção a forma como é ensinado ou exercitado o processo de tomada de decisão das pessoas. Antigamente os pais decidiam tudo ou quase tudo pelos filhos. Hoje em dia, praticamente não os orientam, como deveriam. Decisão implica uma escolha, e toda escolha implica uma renúncia. A reportagem é um alerta: é hora de escolher ou ser escolhido.
José Luiz Cruvinel
São Bernardo do Campo, SP

Por medo de tomar uma decisão, perdi dez anos de minha vida tentando mudar uma situação sem retorno. Hoje não vacilo e decido tudo imediatamente. Descobri que a vida passa mais rápido do que pensamos, e a covardia da incerteza é o maior impedimento de nossa felicidade.
Dazília Araújo Ribeiro
Vitória, ES

VEJA possibilitou a seus leitores uma análise profunda e em boa hora, numa abordagem clara, objetiva e didática, de um tema de bastante complexidade – a tomada de decisão.
Neuton Luiz Ramos de Melo
Formoso do Araguaia, TO

 

Hugh Hefner

A redação de VEJA será inundada de cartas de moralistas reclamando da entrevista com o magnata da Playboy. Mas no fundo o que todos sentem é inveja desse homem que leva a vida que todo mortal pediu a Deus. Quem pode, pode. E viva Hugh, nosso ídolo (Amarelas, 14 de janeiro)!
Edilson Sanches
Santo André, SP

Tenho 49 anos e não me permitiria dormir com um homem de 77. Coitadas das seis namoradas que estão perdidamente apaixonadas por esse velhaco. Seu narigão é resultado das mentiras que conta. Haja Viagra!!!
Celia R.B. Putini
São Paulo, SP

Sou solteirão, sexualmente macho. Não sou puritano, mas abomino toda filosofia social que contrarie o direito natural. Assim, dói-me ler a entrevista concedida por Hugh Hefner, dono da revista Playboy, que muito admiro e coleciono há uns vinte anos. Ler a infeliz mensagem do senhor Hugh Hefner e ficar calado seria um desserviço à sociedade brasileira, que ainda não está preparada para ouvir as descaradas gabolices desse degenerado corruptor de meninas ingênuas.
João Cardoso
Pato Branco, PR

 

A revista VEJA está absolutamente certa quando diz em sua reportagem "Quando começamos a crer" (24 de dezembro) que a reencarnação não é citada na Bíblia, que não apenas não menciona a existência da reencarnação como traz inúmeras passagens afirmando que ela não acontece. A Bíblia afirma, sim, a existência da vida eterna, mas jamais a da reencarnação. Por exemplo, Hebreus 9:27 diz que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disso, o juízo".
Derce Meneses
São Paulo, SP

Sobre a obra de Rafael publicada na página 119 da edição 1 834 ("Os santos, a fé e a razão", 24 de dezembro), observo que se trata de uma tapeçaria feita em Bruxelas, entre 1515 e 1519, a partir de um cartão de Rafael. Em 1515, o papa Leão X encomendou a Rafael, para a Capela Sistina, uma série de dez cartões sobre Os Atos dos Apóstolos para ser transformados em tapeçarias nos ateliês de Bruxelas.
Maria Amália Schmidt de Oliveira
São Paulo, SP

 

Roberto Civita

Excelente enfoque de um problema sério do Brasil. Todos os níveis governamentais (federal, estaduais e municipais) deveriam pensar seriamente em suas sábias palavras e começar a agir com a máxima urgência ("Muito bem! Mas é preciso reinventar a roda?", Carta do Editor, 24 de dezembro).
Humberto Lisboa
Por e-mail

Fala-se muito do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas estamos aí com uma verdadeira cópia. Agora vejo que seria melhor o original. Afinal, nós, barnabés do serviço público, lamentaremos mais oito anos sem aumento.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

 

Stephen Kanitz

Oportuno, didático e esclarecedor o artigo "Perdoem o meu desabafo" (Ponto de vista, 14 de janeiro). Temos sido bombardeados por informações, algumas até oficiais, que traduzem mal os números, falseiam a verdade, instalam o pânico, com nefasta repercussão no plano econômico. Se o risco Brasil cai, o país pode experimentar, já nos próximos meses, o tão almejado espetáculo do crescimento, fenômeno necessário ao processo de inclusão social pela geração de emprego e renda.
Anísio de Sousa Meneses Filho
Fortaleza, CE

 

Fichamento de americanos

A medida tomada pelo governo do Brasil é completamente legítima. Assim, os americanos verão que o mundo não funciona às suas ordens. Se o Brasil quer ser considerado um país do Primeiro Mundo, deve atuar como tal ("Olho por olho, dedo por dedo", 14 de janeiro).
Andreu Ylla
Barcelona, Espanha

Parabéns ao senhor juiz Julier Sebastião da Silva, que com sua decisão de "fichar" os americanos que vão ao Brasil conseguiu afastar muitos (dos poucos) que ainda vão ao país. Como se não bastasse o turista ter de sobreviver nas ruas do Brasil, sem ser assaltado, morto ou seqüestrado.
Luiz I. Lima
Nova York, EUA

Não somos nenhuma ameaça à segurança americana a ponto de receber esse tipo de tratamento. O princípio da reciprocidade defendido pelo juiz Julier Sebastião da Silva não é discriminatório e antiamericano, mas uma forma de exigir o devido respeito ao nosso país e ao nosso povo. Temos de deixar de idolatrar a "potência" americana e demonstrar mais patriotismo.
Yuri S. Jung
Fraiburgo, SC

 

Processos

VEJA acertou ao atribuir o descrédito do Judiciário a sua famigerada morosidade ("À espera de justiça", 14 de janeiro). De fato, é demasiado desgastante para o cidadão fazer uso da via jurisdicional para a solução de seus conflitos. A culpa, no entanto, não é dos juízes, que apenas se valem dos instrumentos que os senhores parlamentares lhes colocam à mão. Para que haja efetivo aprimoramento da instituição, o Legislativo deve agir com seriedade no exame da reforma do Judiciário. O processo deve ser simplificado.
Saulo Marques Mesquita
Juiz de Direito da 2ª Vara Cível de Gurupi
Gurupi, TO

 

Sobe

Agradeço à revista VEJA, que me colocou com seta para cima na seção Sobe (14 de janeiro). A lei estabelece que, a partir de 2005, gradualmente será instituída a Renda Básica de Cidadania, o direito de todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país há cinco anos ou mais receberem uma modesta renda suficiente para atender a suas necessidades vitais. Sua abrangência será alcançada por etapas, a critério do Poder Executivo, começando pelos de menor renda, até que todas as pessoas passem a recebê-la.
Senador Eduardo Matarazzo Suplicy
Brasília, DF

 

Infertilidade

Em 2001 foram realizados no Brasil 9.160 ciclos de FIV/ICSI para uma população de cerca de 170 milhões de habitantes, levando a uma taxa de 54 ciclos por milhão por habitantes. Pode parecer um número expressivo, mas é insignificante se levarmos em consideração o que ocorre em outros países. Na Europa, em 1999 foram realizados 258.460 ciclos em 22 países. Nos EUA, em 2001, foram 107.597 ciclos para uma população de 285 milhões, levando a uma proporção de 377 ciclos por milhão de habitantes. Assim nos parece que no Brasil não se está abusando do uso da tecnologia da reprodução assistida, mas sim subutilizando-a, fruto das condições socioeconômicas precárias do país ("Nasce uma dúvida", 14 de janeiro).
Dr. João Batista A. Oliveira
Centro de Reprodução Humana
Fundação Maternidade Sinhá Junqueira
Dr. José Gonçalves Franco Junior
Presidente da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida
Ribeirão Preto, SP

Gostaria de cumprimentar VEJA, na pessoa da jornalista Lucila Soares, pela clareza e objetividade da matéria "Nasce uma dúvida". Os números não mentem e essa é sem dúvida a realidade que deve ser mostrada a todos os casais interessados em obter sua desejada gravidez. Como professor universitário entendo que devemos sempre priorizar a investigação e o diagnóstico da causa da infertilidade para depois estabelecer o tratamento a ser seguido, sempre com a ponderação do que é de menor risco, menos complexo e mais efetivo. Foi assim que aprendemos na faculdade.
Newton Eduardo Busso
Presidente da Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva
Por e-mail

 

CORREÇÕES: A foto da modelo Adriana Lima e seu namorado, publicada na coluna Gente (7 de janeiro), é de Adriana Cohim/Babado. O nome correto da instituição que editou o livro Cartas do Pai é Instituto Moreira Salles, e não Fundação Moreira Salles ("O que estou lendo", Guia, 14 de janeiro).

 

 
Como faz o avestruz?
Rogério Montenegro

Ao comentar na seção
Cartas (10 de dezembro) a reportagem "O gigante quer proteção" (3 de dezembro), o leitor Heliandro Abreu Rosa, de Vacaria, no Rio Grande do Sul, disse que, "tal qual um avestruz atacado por formigas, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, enfia a cabeça na terra, esperando em vão que as formigas parem o ataque". O estrutiocultor (criador de avestruz) Mateus Ferreira, de Varginha, em Minas Gerais, esclarece: "Isso é um mito. O avestruz não enfia a cabeça em um buraco. Ele encosta o ouvido no chão para perceber a vibração do solo e a aproximação de eventuais predadores. Com a cabeça colada ao chão, ele também se confunde com a vegetação e afasta qualquer perigo de ataque". Vivendo e aprendendo.


O gato de He-Man
Mattel Inc.
Guerreiro: valente Pacato: covarde

"O artigo de
Diogo Mainardi da semana passada está impecável como sempre, exceto por um pequeno detalhe: não é um leão o personagem do desenho do He-Man a que ele se refere, mas um tigre maricas", escreveu Elson Vieira Chagas, de Guarulhos, em São Paulo. O leitor está certo. O bichano de estimação do herói dos quadrinhos é o covarde Pacato, que no entanto tem o poder de se transformar no bravo Gato Guerreiro.

 
 
 
 
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