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Cartas
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"Temos
de ter sempre em mente o seguinte ditado: 'Quem decide pode
errar, quem não decide já errou'."
Ribamar Nóbrega
Belém, PA |
Decisão
Toda semana inicio a leitura de VEJA do começo para o fim.
Mas na semana passada mudei a regra. Assim que a revista chegou,
no sábado à noite, não me contive e fui logo
para o meio ler a reportagem de capa. Li a matéria "Decida
antes que decidam por você" (14 de janeiro) e fiz o teste.
Resultado: deu na mosca. Todos em casa se apressaram a ler, fizeram
o teste e também concordaram com o resultado. Sempre me chamou
a atenção a forma como é ensinado ou exercitado
o processo de tomada de decisão das pessoas. Antigamente
os pais decidiam tudo ou quase tudo pelos filhos. Hoje em dia, praticamente
não os orientam, como deveriam. Decisão implica uma
escolha, e toda escolha implica uma renúncia. A reportagem
é um alerta: é hora de escolher ou ser escolhido.
José
Luiz Cruvinel
São Bernardo do Campo, SP
Por
medo de tomar uma decisão, perdi dez anos de minha vida tentando
mudar uma situação sem retorno. Hoje não vacilo
e decido tudo imediatamente. Descobri que a vida passa mais rápido
do que pensamos, e a covardia da incerteza é o maior impedimento
de nossa felicidade.
Dazília
Araújo Ribeiro
Vitória, ES
VEJA
possibilitou a seus leitores uma análise profunda e em boa
hora, numa abordagem clara, objetiva e didática, de um tema
de bastante complexidade a tomada de decisão.
Neuton
Luiz Ramos de Melo
Formoso do Araguaia, TO
Hugh
Hefner
A redação de VEJA será inundada de cartas de
moralistas reclamando da entrevista com o magnata da Playboy.
Mas no fundo o que todos sentem é inveja desse homem que
leva a vida que todo mortal pediu a Deus. Quem pode, pode. E viva
Hugh, nosso ídolo (Amarelas, 14 de janeiro)!
Edilson
Sanches
Santo André, SP
Tenho 49 anos e não me permitiria dormir com um homem de
77. Coitadas das seis namoradas que estão perdidamente apaixonadas
por esse velhaco. Seu narigão é resultado das mentiras
que conta. Haja Viagra!!!
Celia
R.B. Putini
São Paulo, SP
Sou
solteirão, sexualmente macho. Não sou puritano, mas
abomino toda filosofia social que contrarie o direito natural. Assim,
dói-me ler a entrevista concedida por Hugh Hefner, dono da
revista Playboy, que muito admiro e coleciono há uns
vinte anos. Ler a infeliz mensagem do senhor Hugh Hefner e ficar
calado seria um desserviço à sociedade brasileira,
que ainda não está preparada para ouvir as descaradas
gabolices desse degenerado corruptor de meninas ingênuas.
João Cardoso
Pato Branco, PR
Fé
A revista VEJA está absolutamente certa quando diz em sua
reportagem "Quando começamos a crer" (24 de dezembro) que
a reencarnação não é citada na Bíblia,
que não apenas não menciona a existência
da reencarnação como traz inúmeras passagens
afirmando que ela não acontece. A Bíblia afirma,
sim, a existência da vida eterna, mas jamais a da reencarnação.
Por exemplo, Hebreus 9:27 diz que "aos homens está ordenado
morrerem uma só vez e, depois disso, o juízo".
Derce
Meneses
São Paulo, SP
Sobre
a obra de Rafael publicada na página 119 da edição
1 834 ("Os santos, a fé e a razão", 24 de dezembro),
observo que se trata de uma tapeçaria feita em Bruxelas,
entre 1515 e 1519, a partir de um cartão de Rafael. Em 1515,
o papa Leão X encomendou a Rafael, para a Capela Sistina,
uma série de dez cartões sobre Os Atos dos Apóstolos
para ser transformados em tapeçarias nos ateliês de
Bruxelas.
Maria
Amália Schmidt de Oliveira
São Paulo, SP
Roberto
Civita
Excelente enfoque de um problema sério do Brasil. Todos os
níveis governamentais (federal, estaduais e municipais) deveriam
pensar seriamente em suas sábias palavras e começar
a agir com a máxima urgência ("Muito bem! Mas é
preciso reinventar a roda?", Carta do Editor, 24 de dezembro).
Humberto
Lisboa
Por e-mail
Fala-se
muito do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas estamos aí
com uma verdadeira cópia. Agora vejo que seria melhor o original.
Afinal, nós, barnabés do serviço público,
lamentaremos mais oito anos sem aumento.
Isaac
Soares de Lima
Maceió, AL
Stephen
Kanitz
Oportuno, didático e esclarecedor o artigo "Perdoem o meu
desabafo" (Ponto de vista, 14 de janeiro). Temos sido bombardeados
por informações, algumas até oficiais, que
traduzem mal os números, falseiam a verdade, instalam o pânico,
com nefasta repercussão no plano econômico. Se o risco
Brasil cai, o país pode experimentar, já nos próximos
meses, o tão almejado espetáculo do crescimento, fenômeno
necessário ao processo de inclusão social pela geração
de emprego e renda.
Anísio de Sousa Meneses Filho
Fortaleza,
CE
Fichamento
de americanos
A medida tomada pelo governo do Brasil é completamente legítima.
Assim, os americanos verão que o mundo não funciona
às suas ordens. Se o Brasil quer ser considerado um país
do Primeiro Mundo, deve atuar como tal ("Olho por olho, dedo por
dedo", 14 de janeiro).
Andreu Ylla
Barcelona,
Espanha
Parabéns
ao senhor juiz Julier Sebastião da Silva, que com sua decisão
de "fichar" os americanos que vão ao Brasil conseguiu afastar
muitos (dos poucos) que ainda vão ao país. Como se
não bastasse o turista ter de sobreviver nas ruas do Brasil,
sem ser assaltado, morto ou seqüestrado.
Luiz I. Lima
Nova
York, EUA
Não
somos nenhuma ameaça à segurança americana
a ponto de receber esse tipo de tratamento. O princípio da
reciprocidade defendido pelo juiz Julier Sebastião da Silva
não é discriminatório e antiamericano, mas
uma forma de exigir o devido respeito ao nosso país e ao
nosso povo. Temos de deixar de idolatrar a "potência" americana
e demonstrar mais patriotismo.
Yuri S. Jung
Fraiburgo,
SC
Processos
VEJA acertou ao atribuir o descrédito do Judiciário
a sua famigerada morosidade ("À espera de justiça",
14 de janeiro). De fato, é demasiado desgastante para o cidadão
fazer uso da via jurisdicional para a solução de seus
conflitos. A culpa, no entanto, não é dos juízes,
que apenas se valem dos instrumentos que os senhores parlamentares
lhes colocam à mão. Para que haja efetivo aprimoramento
da instituição, o Legislativo deve agir com seriedade
no exame da reforma do Judiciário. O processo deve ser simplificado.
Saulo Marques Mesquita
Juiz
de Direito da 2ª Vara Cível de Gurupi
Gurupi, TO
Sobe
Agradeço à revista VEJA, que me colocou com seta para
cima na seção Sobe (14 de janeiro). A lei estabelece
que, a partir de 2005, gradualmente será instituída
a Renda Básica de Cidadania, o direito de todos os brasileiros
e estrangeiros residentes no país há cinco anos ou
mais receberem uma modesta renda suficiente para atender a suas
necessidades vitais. Sua abrangência será alcançada
por etapas, a critério do Poder Executivo, começando
pelos de menor renda, até que todas as pessoas passem a recebê-la.
Senador Eduardo Matarazzo Suplicy
Brasília,
DF
Infertilidade
Em 2001 foram realizados no Brasil 9.160 ciclos de FIV/ICSI para
uma população de cerca de 170 milhões de habitantes,
levando a uma taxa de 54 ciclos por milhão por habitantes.
Pode parecer um número expressivo, mas é insignificante
se levarmos em consideração o que ocorre em outros
países. Na Europa, em 1999 foram realizados 258.460 ciclos
em 22 países. Nos EUA, em 2001, foram 107.597 ciclos para
uma população de 285 milhões, levando a uma
proporção de 377 ciclos por milhão de habitantes.
Assim nos parece que no Brasil não se está abusando
do uso da tecnologia da reprodução assistida, mas
sim subutilizando-a, fruto das condições socioeconômicas
precárias do país ("Nasce uma dúvida", 14 de
janeiro).
Dr. João Batista A. Oliveira
Centro
de Reprodução Humana
Fundação Maternidade Sinhá Junqueira
Dr. José Gonçalves Franco Junior
Presidente da Rede Latino-Americana de Reprodução
Assistida
Ribeirão Preto, SP
Gostaria
de cumprimentar VEJA, na pessoa da jornalista Lucila Soares, pela
clareza e objetividade da matéria "Nasce uma dúvida".
Os números não mentem e essa é sem dúvida
a realidade que deve ser mostrada a todos os casais interessados
em obter sua desejada gravidez. Como professor universitário
entendo que devemos sempre priorizar a investigação
e o diagnóstico da causa da infertilidade para depois estabelecer
o tratamento a ser seguido, sempre com a ponderação
do que é de menor risco, menos complexo e mais efetivo. Foi
assim que aprendemos na faculdade.
Newton Eduardo Busso
Presidente
da Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva
Por e-mail
CORREÇÕES:
A foto da modelo Adriana Lima e seu namorado, publicada na coluna
Gente
(7 de janeiro), é de Adriana Cohim/Babado.
O nome correto da instituição que editou o livro Cartas
do Pai é Instituto Moreira Salles, e não Fundação
Moreira Salles ("O
que estou lendo", Guia, 14 de janeiro).
| Como
faz o avestruz? |
Rogério Montenegro
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Ao comentar na seção Cartas
(10 de dezembro) a reportagem "O
gigante quer proteção" (3 de
dezembro), o leitor Heliandro Abreu Rosa, de Vacaria,
no Rio Grande do Sul, disse que, "tal qual um avestruz
atacado por formigas, o presidente dos Estados Unidos,
George W. Bush, enfia a cabeça na terra, esperando
em vão que as formigas parem o ataque". O estrutiocultor
(criador de avestruz) Mateus Ferreira, de Varginha, em
Minas Gerais, esclarece: "Isso é um mito. O avestruz
não enfia a cabeça em um buraco. Ele encosta
o ouvido no chão para perceber a vibração
do solo e a aproximação de eventuais predadores.
Com a cabeça colada ao chão, ele também
se confunde com a vegetação e afasta qualquer
perigo de ataque". Vivendo e aprendendo. |
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| O
gato de He-Man |
Mattel Inc.
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| Guerreiro:
valente |
Pacato:
covarde |
"O artigo de Diogo
Mainardi
da semana passada está impecável como sempre,
exceto por um pequeno detalhe: não é um
leão o personagem do desenho do He-Man a que ele
se refere, mas um tigre maricas", escreveu Elson Vieira
Chagas, de Guarulhos, em São Paulo. O leitor está
certo. O bichano de estimação do herói
dos quadrinhos é o covarde Pacato, que no entanto
tem o poder de se transformar no bravo Gato Guerreiro.
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