Edição 1837 . 21 de janeiro de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Carta ao leitor
A fórmula da paixão


Antonio Milena
Daniela Pinheiro: luta contra os estereótipos e as caricaturas


Reportagens que se colocam o desafio de desvendar as relações interpessoais são empreitadas jornalísticas fascinantes e, ao mesmo tempo, perigosas. É fácil cair na armadilha das caricaturas e na superficialidade enganosa dos estereótipos. Para fugir dessas falsas soluções é preciso arranhar o verniz da cultura, da educação, das formalidades e das dissimulações para tentar enxergar o que tem real interesse para os leitores. Esse é, justamente, um dos talentos mais evidentes da jornalista Daniela Pinheiro, da sucursal de VEJA no Rio de Janeiro. Para produzir a reportagem sobre a atração sexual que assina nesta edição, Daniela valeu-se de sua habilidade jornalística para obter depoimentos de seus entrevistados que, de tão reais e espontâneos, poderiam quase ser descritos como confissões. Mas a jornalista recorreu principalmente à hoje vasta e comprovada gama de pesquisas científicas que tentam encontrar padrões universais de comportamento nos jogos de sedução da espécie humana.

Nas últimas três semanas, Daniela, de 31 anos, falou com quase uma dezena de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Leu livros de sociobiologia. Comparou teorias distintas colocadas de pé para explicar as interações entre os sexos. Avaliou tudo com a experiência de quem já se envolveu com a produção de diversas edições especiais de VEJA sobre homens e mulheres e já assinou quase duas dezenas de reportagens de capa da revista. "Quase desisti quando vi que havia explicações muito distintas para os mesmos fenômenos. Os dados ora desprezavam os aspectos culturais, ora ignoravam que homens e mulheres são criaturas de carne e osso movidas a hormônios e outros elementos químicos da paixão. Meu desafio foi integrar as informações usando o bom senso de mulher e de jornalista", diz Daniela. O resultado do seu trabalho começa na página 74 desta edição.

 
 
 
 
topo voltar