|
|
Internet Um
rival para o YouTube Grandes empresas
de comunicação querem desbancar o site que é um fenômeno
e lucrar com vídeos na rede  Rafael
Corrêa

O
YouTube revolucionou a maneira de assistir a vídeos na internet e se tornou
um fenômeno de audiência. Mesmo com essas credenciais, o site deve
grande parte de seu sucesso à velha-guarda do entretenimento os
estúdios de cinema, redes de TV e gravadoras. São os filmes, programas
e clipes dessas indústrias e não os vídeos amadores
que alimentam mais da metade do conteúdo do YouTube. Só que
a maior parte das empresas, por enquanto, não recebe direitos autorais
por isso. Gigantes americanas da comunicação como a News Corp Fox,
a Viacom, a CBS e a NBC Universal se reuniram há duas semanas para decidir
que providências tomar a respeito dessa situação. Resultado:
elas querem unir forças para criar um site concorrente do YouTube. O novo
site usaria o vasto material produzido pelas companhias e suas subsidiárias
para roubar audiência do rival e faturar com publicidade.
Por enquanto, o YouTube opera no vermelho. O que o site arrecada com anúncios
não é suficiente para bancar a operação. Mas isso
certamente vai mudar, principalmente com a compra do site pelo Google, em outubro,
por 1,65 bilhão de dólares. Segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers,
neste ano o mercado publicitário na internet movimentará 30 bilhões
de dólares. Em 2010, esse valor deve pular para 52 bilhões de dólares.
O YouTube, prevê-se, ficará com uma boa fatia desse bolo. As empresas
de comunicação querem uma fatia ainda maior. Enquanto o projeto
não sai do papel, as companhias estudam duas formas de diminuir o prejuízo
em direitos autorais com seus produtos exibidos de graça no YouTube. A
primeira alternativa seria celebrar acordos de uso de material com o site, como
recentemente fizeram as gravadoras Sony BMG, Universal Music e Warner Music. Há
informações não confirmadas de que o Google já está
negociando um contrato de 140 milhões de dólares com a News Corp
Fox. A segunda alternativa, mais radical, seria simplesmente processar o YouTube
por violação de copyrights. Nesse caso, a conta a pendurar no YouTube
seria bilionária. Os advogados das empresas estimam que as multas alcançariam
150.000 dólares por vídeo não autorizado.
A estratégia da Disney Walt
Disney Company
 | | O
castelo da Cinderela: símbolo do império |
Enquanto
grandes empresas de comunicação planejam se unir para criar um site
rival do YouTube, o grupo Disney optou por seguir um caminho próprio na
exibição de vídeos na internet. Além de vários
estúdios de cinema, o conglomerado que nasceu com o camundongo Mickey e
com a Cinderela possui empresas como o canal de esportes ESPN e a rede de TV ABC.
"A estratégia da Disney é reforçar suas marcas em vez de
investir em novas. Eles não precisam copiar o que os outros estão
fazendo", diz David Joyce, analista da consultoria Miller Tabak & Co. Em setembro,
a Disney surpreendeu ao fechar uma parceria com a Apple para vender vídeos
através da loja virtual iTunes. Séries premiadas da ABC como Lost
e Desperate Housewives estão disponíveis para os americanos
um dia depois de sua exibição na TV. Os downloads são gratuitos,
mas os vídeos são acompanhados de comerciais. Por enquanto, a estratégia
para internet da Disney está dando certo. Só em setembro, 45 milhões
de pessoas visitaram os sites da empresa. Os lucros com anúncios e downloads
pagos chegarão a 500 milhões de dólares em 2006. |
| |