|
|
Cartas
 |
"Chávez não é
mesmo nenhum brinquedo. Mas, se for, teremos de tirar-lhe a
pilha quanto antes."
Márden de Pádua
Belo Horizonte, MG |
Hugo Chávez
Chávez é um malandro,
um governante egocêntrico que tem como principal objetivo
perpetuar-se no poder. Para isso, aproveita-se do que há
de pior na alma latina: acreditar que a função maior
do Estado é prover, dar, e não garantir a igualdade
de oportunidades. Nosso fracasso sempre deriva de agentes externos
(EUA, FMI etc.). Enquanto nós, latino-americanos, não
nos conscientizarmos de que o melhor governo é aquele que
tem como principal objetivo remover os obstáculos à
geração de riqueza, ficaremos reféns dos Chávez
que volta e meia aparecem por aí ("Um Fidel com petróleo",
13 de dezembro).
Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC
A megalomania chavista, aliada
ao pernicioso populismo, há muito vem colocando em risco
a democracia latino-americana. Mas o pior de tudo é o gérmen
chavista que vem sendo inoculado em futuros bonecos/atores da peça
que se prepara secretamente no palco continental. Rebocando adeptos,
Chávez está escrevendo a duas mãos, as suas,
uma realidade traiçoeira e altamente perigosa.
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR
Na boa reportagem de VEJA sobre
o caudilho venezuelano, minha atenção ficou presa
na frase dita pelo economista Hugo Faria: "Ao governo interessa
que haja muitos pobres, porque são eles que lhe garantem
o triunfo eleitoral". Ah! Agora entendi a votação
na reeleição de Lula! Apesar de tantos escândalos,
nossos pobres destinatários do assistencialismo garantiram
o fato! E nós vamos continuar pagando o pato! Parabéns
a VEJA.
Marco Aurélio Bagnatori
São Paulo, SP
O destino poderia nos brindar
neste fim de ano e levar Fidel, Chávez e outros para junto
de Pinochet. Imagine: o inferno ficaria insuportável.
Juliano Martins Canato
Joinville, SC
Sentimos um pouco de receio de
que a América Latina esteja voltando ao tempo dos ditadores
e que o período dos "desaparecidos" retorne com força
total. O Brasil não pode apoiar governos autoritários
ou ditatoriais nem simpatizar com eles, pois lutamos muito para
chegar à nossa democracia. O presidente, inclusive, sentiu
na pele a perseguição a seus ideais.
Kátia Azevêdo
Natal, RN
As contas da campanha de Lula
A respeito da reportagem "Refém
do jeitinho" (13 de dezembro), tornam-se necessários alguns
esclarecimentos. Embora concorde com a necessidade da previsão
de sanções severas, tais como o impedimento da posse
do candidato e a convocação de novas eleições
no caso de rejeição de prestação de
contas de campanha eleitoral pelo TSE, sobretudo quando a causa
da rejeição for o recebimento de recursos ilícitos
(como se deu na campanha de Lula), ressalto que a Lei nº 9504/97
(lei das eleições) e suas alterações
posteriores (inclusive a polêmica Lei nº 11300, de maio
de 2006) prevêem apenas a negativa do diploma caso seja comprovada
a captação ilícita de recursos pelo candidato,
o que deverá ser feito através do longo procedimento
previsto no artigo 22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio
de 1990, não sendo suficientes as informações
obtidas pela prestação de contas de campanha. Esse
é um dos motivos pelos quais a reforma política se
faz necessária e urgente. Sem respaldo legal, de fato, não
haverá jeito para o "jeitinho".
Sídia M. Porto Lima
Especialista e mestra em direito pela UFPE e autora do livro Prestação
de Contas e Financiamento de Campanhas
Recife, PE
Súmula vinculante
Não creio que a adoção
das referidas súmulas de caráter vinculante possua
o condão de acabar com a morosidade dos processos judiciais.
Mais produtivo seria estabelecer a autonomia dos advogados públicos,
pois os maiores usuários da máquina judiciária
são os entes públicos, ou seja, a União, estados
e municípios, além de órgãos da administração
indireta. Sem a referida autonomia, os procuradores são obrigados
a recorrer indefinidamente, mesmo contra a jurisprudência
dominante, sob pena de responsabilidade funcional. Os membros de
tais carreiras desejam a autonomia, como já a obtiveram os
juízes, membros do Ministério Público e mais
recentemente a Defensoria Pública. Vale lembrar que a autonomia
resguardaria o interesse público e garantiria que os procuradores
defendessem a União, os estados e os municípios, e
não os governantes de plantão ("Vai, quelônio,
vai", 13 de dezembro).
Paulo Hiram Studart Gurgel Mendes
Procurador do estado do Ceará e secretário estadual
do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (Ibap)
Fortaleza, CE
VEJA tratou com expectativa e
comemoração o advento da súmula vinculante.
Muito embora aplaudida por tornar o Judiciário mais célere,
a mudança enfrentou a resistência de advogados e juízes
não só pelos motivos apontados por VEJA, como por
razões bem mais profundas. Tal proposta é quase uma
traição às nossas mais caras origens culturais,
não fosse ela, como já se disse, uma mera caricatura,
idéia que vem funcionando como uma cortina de fumaça
a encobrir os graves problemas da crise da função
jurisdicional no Brasil. Adotar a súmula vinculante significa
não somente afastar-se do sistema brasileiro como fugir da
direção que as nossas raízes culturais apontam.
É desorientar-se. Não devemos nem podemos
fugir dos princípios inerentes à nossa tradição
jurídica, enraizada em nossa cultura.
Sylvia Romano
Advogada trabalhista
São Paulo, SP
Não acredito que a súmula
vinculante seja a derradeira esperança para uma Justiça
mais célere, tampouco que a resistência dos juristas
seja conseqüência de uma possível "perda de mercado".
A utilização em larga escala da súmula criará
a demanda para que os advogados afastem da previsão sumulada
o caso concreto, não evitando assim a análise em instância
superior de questão que já estava, teoricamente, assentada.
Uma iniciativa que tem inclusive o aval do CNJ e contribui para
a resolução rápida dos conflitos judiciais
é o incentivo à conciliação. Afinal,
mais vale um acordo que uma demanda.
Frederico Pinheiro
Estudante de direito
Belo Horizonte, MG
A súmula vinculante em
nada servirá para agilizar o Judiciário. Ledo engano!
Apenas uma reforma inteligente do sistema processual, que priorize
a sensível diminuição do exorbitante número
de recursos, poderá dar algum resultado.
Gilberto Grácia Pereira
Advogado
Curitiba, PR
A súmula vinculante é
mais um avanço irrefreável da sociedade brasileira.
A primeira instância do Judiciário, ao apreciar casos
jocosos morte da tartaruga a pedrada pelo vizinho ,
proferindo uma sentença transitada em julgado, à luz
daquele instrumento, vai poupar o Supremo Tribunal Federal desses
tolos constrangimentos. Pela primeira vez em nossa história,
o Poder Judiciário vai degustar o sabor da eficiência!
Viva o Brasil!
Cássio Filipe Albuquerque Silva
Estudante de direito
Santa Maria, RS
Cláusula de barreira
Uma decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF) declarou, por unanimidade, inconstitucional
a chamada "cláusula de barreira", que restringe a atividade
parlamentar dos deputados dos partidos nanicos, procurando garantir
o direito das minorias. Muitos dizem que esses partidos são
legendas de aluguel, mas o que se tem visto em nossa política
são os partidos grandes fazendo qualquer negócio para
ter o poder nas mãos. Para resolver o problema da promiscuidade
política é preciso resolver o problema da falta de
hombridade de uma grande parcela dos políticos, quer de partidos
grandes quer de pequenos ("Vitória dos nanicos", 13 de dezembro).
Luiz Antônio da Silva
São Paulo, SP
Pelo que entendi, se a cláusula
de barreira fosse seguida, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) não
poderia ser eleito presidente da Câmara, conforme desejo do
presidente da República. Ao derrubar o citado código,
o Supremo Tribunal Federal não estaria trabalhando a serviço
do governo?
José Fernando Martins Piffer
São Paulo, SP
O boicote do casal Garotinho
É correto falar em consolidação
da democracia se os governadores que deixam o poder, ainda que aliados
e da mesma legenda partidária, criam estratagemas para prejudicar
a futura administração de seus sucessores? As dificuldades
no processo de transição do governo do estado do Rio
de Janeiro, apontadas por VEJA em "Herança maldita" (13 de
dezembro), não deveriam constituir novidades para o senador
Sérgio Cabral Filho, se ele procurasse conhecer melhor a
biografia e a trajetória política do casal Garotinho,
robustecidas por inúmeras referências de alianças
desfeitas.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ
Amor e altruísmo é
o que pregam Rosinha e Garotinho; entretanto na vida, assim como
no governo, esses princípios são desgraçadamente
ignorados.
João Evangelista Muniz Dias
Por e-mail
Tati Quebra-Barraco
Sempre fico feliz quando vejo
que alguém conseguiu vencer na vida de maneira decente, sem
roubar nem matar. A Tati Quebra-Barraco conseguiu vencer com o funk,
acredito eu, de maneira honesta. Mas na minha opinião ela
não deveria ser tão agressiva em suas declarações
nem ficar espalhando aos quatro ventos sua coleção
de calças e tênis. Não sei como ela tem coragem
de falar que não doa nada a ninguém, morando na Cidade
de Deus, lugar que tem muita gente carente, passando fome ("Funkeira,
encrenqueira, barraqueira", 13 de dezembro).
Fabiana Filippo de Souza Carvalho
Rio de Janeiro, RJ
Tati Quebra-Barraco saiu da desvalorizada
classe pobre para a glamourosa classe rica. É a típica
emergente que, por não ter a vida toda pautada por riquezas,
as usufrui agora na base do consumismo. Odeia cinema e teatro, mas
adora televisão. De fato, é a típica emergente.
Tirando as cirurgias e as jóias, ela mantém suas tradições:
letras pífias, jeitão simplório e uma ótima
cabecinha. Cá entre nós, é essa que deveria
passar por uma remodelagem total.
Adriano Souza Senkevics
São Paulo, SP
Reposição hormonal
para homens
Excelente a reportagem de VEJA
sobre testosterona ("O hormônio da juventude", 13 de dezembro).
Ela aborda um novo paradigma da medicina em que a qualidade de vida
e a prevenção através da reposição
hormonal responsável atuam como forte coadjuvante terapêutico
em uma série de doenças crônicas presentes no
envelhecimento, como a depressão, o diabetes, a obesidade,
a osteoporose, e na redução do risco cardiovascular.
Em meu consultório trabalho com reposição hormonal
há mais de doze anos e observo o resultado da terapia na
qualidade de vida de meus pacientes e na prevenção
de doenças crônicas. A matéria, oportunamente,
coloca em pauta a polêmica da reposição hormonal
masculina, sem deixar de realçar os perigos do abuso da utilização
dos hormônios por fisiculturistas e por profissionais incapacitados
para trabalhar com hormônios, sendo esse um dos grandes elementos
geradores do risco da reposição. A testosterona na
dose correta pode ser uma grande ferramenta na longevidade associada
à qualidade de vida. Os exageros, porém, podem ser
fatais.
Vania Assasly
Diretora científica da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento
(Sobrae)
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
São Paulo
Membro do Institute for Funcional Medicine (EUA)
São Paulo, SP
Homens, quem diria? Com insônia,
irritados, sem disposição, tudo por causa dessa tal
testosterona! Ainda bem que não somos privilegiadas por passar
pelo desconforto das malditas TPMs, que nos atormentam pela vida
afora. Parabéns, VEJA, pela excelente reportagem.
Vilma N. Pinto
Campinas, SP
A preocupação com
a saúde é inerente à condição
humana, que, observando o próprio sofrimento, procura prevenir-se
dos seus males e curar suas enfermidades. Estudos recentes têm
mostrado que a testosterona quando aplicada de forma correta pode
ajudar, e muito, os homens que nasceram no século XX e estão
vivendo no século XXI.
Benedito Borges
Médico
Cuiabá, MT
André Petry
É muito bom saber que
ainda existem jornalistas que denunciam as "palhaçadas" da
Justiça brasileira de maneira explícita, como André
Petry. O povo brasileiro necessita de jornalistas que, com muita
competência, exponham a ineficiência da nossa Justiça,
para que possamos deixar de ser omissos ("Meu Brasil brasileiro",
13 de dezembro)!
Tiago de Souza Fernandes
Valinhos, SP
Enquanto Dani perdia sua filha,
eu e outros milhares de juízes estávamos trabalhando
duro, como fazemos todos os dias. A generalização
das mazelas sociais e das instituições é que
parece uma tragédia jornalística. Quem ganha 24.500
reais são os ministros do STF. Os demais magistrados não
chegam à metade desse valor.
Rogério Ribas
Curitiba, PR
Lya Luft
O artigo "Inevitáveis
transações" (Ponto de vista, 13 de dezembro), de Lya
Luft, foi um presente de Natal. Deliciosa leitura de utilidade indiscutível
para quem vive, perde e ganha todo o tempo. De uma clareza emocionante
até quando afirma que "muitas coisas é preciso perder"
para saber ganhar mais na frente.
Luanna Louysy Marques de Melo
Recife, PE
Diogo Mainardi
Congratulo-me com Mainardi, não
por concordar com tudo o que ele escreve, mas por ter certeza de
que em um estado de direito, em uma democracia, a imprensa tem de
ser livre. Não se cale! Parabéns por estar sendo processado.
Demonstra que uma voz não quer calar ("Paulo Francis e eu",
13 de dezembro)!
José Francisco Schulte Ulguim
Por e-mail
Diogo Mainardi é o maior
ídolo meu e de minhas filhas de 15 e 18 anos. Começamos
a ler VEJA pela sua coluna. Se depois de tudo o que ele tem dito
dos petistas "só" responde a dezoito processozinhos, e ainda
vem sendo absolvido, deduz-se que o que ele denuncia é verdade.
A estultice do brasileiro que os elege é de causar dó.
Nunca demos um voto sequer a Patifes Trambiqueiros.
Marcos Paulo Rolim de Souza
Feira de Santana, BA
Caso Celso Daniel
Durante treze meses assumi a
investigação da morte do ex-prefeito de Santo André
Celso Daniel. Em comum acordo com o Ministério Público
Estadual, que pôde acompanhar todos os passos do inquérito,
minha equipe de policiais se esforçou por cumprir todos os
quinze quesitos levantados inicialmente pela promotoria, que, entretanto,
abriu mão de alguns itens, por inexeqüibilidade ou por
não terem a importância que se supunha. Todos os demais
quesitos foram cumpridos. Não levantei nenhuma tese de crime
comum ou de mando. Simplesmente relatei à Justiça
que não conseguimos a Polícia, o MP e a família
do ex-prefeito levantar indícios ou provas que sustentassem
a hipótese de crime político. Permaneço à
disposição para realizar as investigações
que a Justiça considerar necessárias ("Não
acabou, não", 6 de dezembro).
Elisabete Sato
Delegada da Polícia Civil de São Paulo (78º
DP)
São Paulo, SP
As contas da campanha 2
A reportagem "Refém do
jeitinho" (13 de dezembro) refere-se à indicação
de 2,25 milhões de reais como o valor de contribuição
do IBS à campanha do presidente Lula. Na verdade, o valor
doado foi de 1,5 milhão, dentro das formalidades legais.
Marco Polo de Mello Lopes
Vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia
(IBS)
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES: Na
reportagem "Filhos à francesa" (13 de dezembro) utilizou-se
incorretamente a expressão "taxa de fertilidade" para designar
a média de filhos por mulher na população.
O correto seria "taxa de fecundidade".
Na seção Gente (13 de dezembro), Mary, a filha caçula
do vice-presidente americano Dick Cheney, está à esquerda,
e não à direita na foto.
O restaurante Açaí & Cia, em Manaus, fica na Rua
Acre, 98 Conjunto Vieiralves ("Fast-food nacional", Guia,
13 de dezembro).
|
LIVRANDO OS JOVENS
DO VÍCIO
A
psicóloga Cristiana Rudge, da Universidade Federal
de São Paulo, escreveu à redação
para informar que, a partir de fevereiro de 2007, a
Unifesp oferecerá tratamento gratuito para usuários
de álcool e outras drogas que tenham entre 12
e 20 anos. Na reportagem "Inimigo íntimo" (6
de dezembro), VEJA alertou para os danos que o consumo
do álcool pode causar em regiões do cérebro
ligadas à memória e ao aprendizado. "O
álcool é uma droga lícita que tem
atingido a vida de jovens e adultos (em alguns casos
também de crianças), trazendo prejuízos
e impondo obstáculos à saúde física
e mental sem que o usuário, os familiares e os
amigos percebam o que está acontecendo", afirma
Cristiana. As entrevistas para a triagem podem ser agendadas
na Unidade de Dependência de Drogas da Unifesp
(www.unifesp.br/dpsicobio/uded/)
ou pelo
(11) 5549-2500.
|
|
|