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Casal melhor com tarefas divididas

Celia Saito


Homens que procuram compartilhar os afazeres domésticos contribuem para que sua mulher se sinta menos deprimida e mais satisfeita no casamento. Essa é a conclusão do sociólogo Scott Coltrane, da Universidade da Califórnia, que fez um balanço das pesquisas sobre o trabalho no lar realizadas até agora nos EUA. Os que ajudam mais em casa são aqueles que trabalham menos horas fora, têm maior nível educacional e são a favor da igualdade entre os sexos. Por outro lado, as mulheres que fazem menos serviços caseiros são também as que trabalham mais horas, ganham mais e têm melhor instrução. São conclusões alentadoras, sobretudo no cenário geral descrito pelo pesquisador – as mulheres ainda dão duro em casa pelo menos duas vezes mais que os homens.

 

Caixinha de Natal, obrigado

Como resolver a questão da caixinha de Natal do porteiro, do carteiro, do guarda-noturno e de outros que prestaram serviço para você e sua família? "Panetone, vinho e similares devem ser dados somente para quem você conhece de perto, sabe se tem família e se fará ceia de Natal. Do contrário, é preferível que a gratificação seja em dinheiro", orienta Claudia Matarazzo, autora de vários livros de etiqueta. Não há regra para o valor – o economista Alberto Borges Matias aconselha a estipular um total a ser gasto e então dividir entre os que serão gratificados.

 

Em defesa do leite das crianças

 
Thomas Kremer

Se não há como resistir, também não vale aderir. Os pais não devem estimular o consumo diário de refrigerantes pelos filhos, afirma a nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo. Se a criança apresentar um consumo baixo de vitaminas e minerais, pode ter seu desenvolvimento muito prejudicado. Assim, ela pode beber refrigerantes desde que não deixe de lado o leite e os sucos de fruta. Números que contribuem para essa linha de conduta estão em um levantamento feito com 4.070 crianças e adolescentes pelo epidemiologista Carol Ballew, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta, nos EUA. Segundo a pesquisa, o consumo de refrigerante foi negativamente associado a quantidades não adequadas de vitamina A em todas as faixas etárias, de magnésio nas crianças de 6 anos ou mais velhas e de cálcio naquelas com menos de 12 anos de idade.

 

 

Autoconfiança, arma feminina na cama

 
Sérgio de Divittis

Para a mulher, ter uma auto-imagem positiva – mesmo sem um rosto deslumbrante ou um corpo de manequim – contribui muito para a satisfação plena na vida sexual. De acordo com um estudo americano feito com 3.627 mulheres e publicado neste mês, aquelas que se sentiam bem consigo mesmas, independentemente de se acharem um padrão de beleza, declararam fazer sexo com mais freqüência e ter mais orgasmos. Além disso, ficavam à vontade para tomar a iniciativa na cama, despir-se na frente do parceiro e agradá-lo sexualmente do que as muito insatisfeitas com a aparência. "Quando há preocupação exagerada com a estética, a mulher não relaxa, fica centrada nela mesma, e isso prejudica a relação", explica a psiquiatra Carmita Abdo, da Universidade de São Paulo e coordenadora do Projeto Sexualidade. Muitas mulheres podem superar a imagem negativa que têm do corpo desenvolvendo a autoconfiança em outras áreas, com benefícios para a vida sexual, indicou a pesquisa.

 

BOA NOTÍCIA

Força para os dentes
Mauro Donato

Substâncias químicas responsáveis pelo sabor picante da raiz-forte (wasabi), aquele condimento que acompanha o sushi e o sashimi, ajudam a proteger os dentes. Foi o que descobriram cientistas do Laboratório de Pesquisa Material e Desenvolvimento em Ogawa, no Japão. Em testes bioquímicos, eles concluíram que compostos presentes na raiz-forte (isotiocianatos) inibiram a proliferação de bactérias causadoras de cárie.

 

MÁ NOTÍCIA

Quanto mais cedo, pior

Quem começa a fumar maconha por volta dos 14 anos ou menos ainda sente mais dificuldade em abandoná-la. É o que revela um estudo no Canadá com 2.729 usuários. A turma que iniciou as tragadas aos 17 anos ou depois teve duas vezes mais chance de se livrar do entorpecente. Os autores da pesquisa concluíram que o uso freqüente e prematuro da erva é fator de risco potencial para retardar a desistência e precipitar os danos relacionados ao hábito. Uma das estratégias sugeridas é a adoção de programas de prevenção para postergar o emprego da droga assim como encorajar o fim ou níveis reduzidos de consumo entre quem se vale dela.

 

 

De olho na reputação

 
Frederico Buch

Exagerar na descontração durante a festa de fim de ano da firma é um erro cometido por muita gente, em geral sob o embalo de alguns drinques a mais. "Embora seja um momento de relax entre colegas, chefes e subordinados, o protocolo profissional deve ser mantido", alerta a consultora Maria Cristina Vondrak, presidente do Bureau de Consultores Independentes. Ela dá algumas dicas para evitar que a reputação cuidadosamente construída durante o ano desmorone em poucas horas.

Valorize sua presença. Não seja o primeiro a chegar nem o último a sair.

Só leve companhia se souber que os outros levarão também. Consulte antes.

Não embarque na discussão apaixonada de temas polêmicos, como religião, política e sexo.

Não avance nos comes e bebes como se o mundo fosse acabar no dia 31 de dezembro.

Procure conversar com todo mundo, sem ficar restrito a sua panelinha. Mostre que você sabe falar de outra coisa além da rotina do escritório.

É um péssimo momento para pedir promoção ou aumento ao chefe.

 

Colaboraram Angela Nunes e Fabio Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br

 

 

 

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