Um dilema
agradável
Nelio Rodrigues
 |
| Edward
e o geneticista Sérgio Danilo Pena |
Está em suas mãos uma edição de VEJA
especialmente alentada, na qual se espalha material de densidade
jornalística excepcional. São 115 páginas
de reportagens, que representam um volume 30% maior do que o publicado
normalmente pela revista ao longo do ano. O conteúdo editorial
vem acompanhado, nesta edição, de 105 páginas
de publicidade veiculada por anunciantes que buscam falar com
os mais de 5 milhões de pessoas que lêem VEJA todas
as semanas. Essa preferência tão marcada dos anunciantes
é um indicador do perfil privilegiado de nossos leitores,
pessoas com situação socioeconômica e cultural
muito diferenciada em relação à média
brasileira.
As 33 reportagens, as dezoito seções e os quatro
artigos, ilustrados por mais de 200 fotografias e quase quarenta
gráficos, da presente edição formam um cardápio
variadíssimo de temas. Em especial, três reportagens
que a revista publica nesta semana atendem às exigências
que nos impomos para escolher um assunto para a capa. É
um dilema agradável para a redação deparar
com um leque de opções tão amplo. Numa das
matérias, o editor executivo Laurentino Gomes conta a história
da operosa fábrica
de santos em que se transformou o pontificado de João
Paulo II. Ele fez mais santos do que todos os papas que o antecederam.
Em outra, o repórter Rodrigo Vergara e a subeditora Ana
d'Angelo fazem um raio
X das empresas e pessoas que carregam dívidas
enormes para com a Previdência o órgão
responsável pela parte mais volumosa do déficit
público no país. Finalmente, publicamos um levantamento
exclusivo de José Edward, chefe da sucursal
da revista em Belo Horizonte, sobre o trabalho dos geneticistas
empenhados em descobrir a identidade étnica dos brasileiros.
O próprio Edward submeteu-se ao teste de DNA. Descobriu
que tem uma antepassada africana. "Sou tão branco que nunca
poderia adivinhar esse resultado", diz Edward.