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Edição 1 778 - 20 de novembro de 2002
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Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

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DVDs

Fotos divulgação

Spirit: animação de primeira


Spirit – O Corcel Indomável
(Spirit – Stallion of the Cimarron, Estados Unidos, 2002. Universal) – Spirit é o cavalo selvagem que, com a chegada do homem branco ao Oeste americano, perde a liberdade, para depois reconquistá-la em companhia do índio Pequeno Rio. A mais recente animação do estúdio DreamWorks (feita não em computação gráfica, mas pelas técnicas convencionais) é um prazer para os olhos– e o DVD proporciona diversão para muito mais do que os oitenta minutos de filme. O forte, aqui, são os extras para DVD-ROM. Há desde um decodificador do idioma indígena lakota até um programa que permite à criançada montar o filme ao seu gosto e inserir nele outras imagens e canções, se assim desejar. Para completar, um outro programa ajuda a fazer o pôster da nova "produção".
Veja o trailer.


Mulher do Século: irresistível

A Mulher do Século (Auntie Mame, Estados Unidos, 1958. Warner) – Uma das grandes estrelas da velha Hollywood, Rosalind Russell borbulha e faísca no papel de Mame, uma boa-vida que dá festas todos os dias, é amiga de todos os artistas e excêntricos de Nova York e não vê nenhuma razão para alterar essa rotina quando, repentinamente, vira guardiã de seu sobrinho órfão. De início, o garoto adora ter uma tia tão expansiva. Mas, quanto mais cresce, mais se dá conta do quanto ela parece inaceitável para os seus amigos burgueses, e faz de tudo para esconder a parenta estranha. Rodado em technirama (ou seja, technicolor mais cinerama), o filme é tão extravagante e irresistível quanto a sua protagonista.

 

DISCOS

Out of Season, Beth Gibbons & Rustin Man (Universal) – Uma espécie de Billie Holiday do cenário pop inglês, a cantora Beth Gibbons era responsável pelos vocais tristonhos e pelas letras estilo "o fino da fossa" do duo inglês Portishead – que teve seu quinhão de fama em meados da década passada. Em carreira-solo, ela prova que manteve intacta a sua capacidade de emocionar. Beth divide a produção e os arranjos do álbum com o instrumentista Paul Webb (que assina sob a alcunha de Rustin Man). As canções são fiéis ao estilo macambúzio do Portishead, mas sem eletrônica – a maioria se resume a voz e violão. Os destaques são Mysteries, um blues arrepiante, e Romance, uma balada que merece figurar ao lado das gemas mais tristonhas de Billie.

Brainwashed, George Harrison (EMI) – Eis um disco póstumo que não é um caça-níqueis. Quando morreu, em novembro do ano passado, o ex-beatle tinha trabalhado em boa parte das canções de Brainwashed. Coube a Dhani Harrison, filho de George, e ao produtor Jeff Lynne a tarefa de adicionar um ou outro instrumento às versões originais e apresentá-las aos fãs do "beatle discreto". Brainwashed é melhor do que muitos álbuns que Harrison lançou ao longo da carreira. Ele toca guitarra, guitarra havaiana, baixo e teclados, além de entoar letras que reafirmam sua espiritualidade – caso de Any Road, em que o músico se diz pronto para ir ao encontro de Deus.

 

VÍDEO


Saffron, como Miss Julie: nota 10

Desejos Proibidos de Miss Julie (Miss Julie, Estados Unidos, 1999. Imagem) – O nome que o filme do inglês Mike Figgis ganhou aqui sugere que ele seja uma chanchada barata. Bem ao contrário, trata-se de uma adaptação da peça Miss Julie, do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912), um dos grandes nomes do naturalismo. Numa noite de solstício de verão, na Suécia, os criados festejam e a aristocrata Julie (a belíssima Saffron Burrows) está à beira do descontrole. Sem se importar com as normas sociais a que está sujeita, ela tenta abertamente seduzir Jean (Peter Mullan), o valete de seu pai. O que se segue é uma guerra de classes e de sexos que está entre as mais rascantes já escritas, e que Figgis filma com inteligência e fluência. Nota 10 também para Saffron e Mullan, que enfrentam com brilhantismo personagens tão complexos.

 

LIVRO

Laila & Majnun, de Nizami (tradução de Marissom Ricardo Roso; Jorge Zahar; 184 páginas; 22,50 reais) – Uma das narrativas mais populares do folclore muçulmano em todos os tempos, a história de Laila & Majnun nasceu na tradição oral dos beduínos árabes e ganhou uma célebre adaptação literária pelas mãos do poeta persa Nizami, no século XII. Esse livro é uma bela versão em prosa de seu original de 8.000 versos.Trata-se de uma espécie de Romeu e Julieta à moda das 1001 noites. O herói Majnun é um homem que vai à loucura e ao desespero por amor à formosa Laila, com quem não pode se casar. "Laila espalhou as sementes do amor; Majnun regou-as com suas lágrimas", escreve Nizami. Uma curiosidade: foi dessa história que o astro Eric Clapton retirou o nome de Layla, uma de suas canções mais conhecidas. Leia trechos do livro.

 

OS MAIS VENDIDOS CRÍTICA

As eleições já passaram, mas aquela figura barriguda e banguela, que se comunica num português para lá de rudimentar, continua a angariar eleitores – ou melhor, leitores. Baseado no popular personagem do programa Casseta & Planeta Urgente, da Rede Globo, o livro de piadas Seu Creysson – Vídia i Óbria (Objetiva; 106 páginas; 15,90 reais) mal chegou às livrarias e já atingiu o sétimo lugar na lista de não-ficção de VEJA. É um fenômeno que deve ser encarado com naturalidade, em se tratando da trupe de humoristas mais famosa do país. Nos últimos cinco anos, os Cassetas lançaram sete livros que já venderam mais de 300.000 exemplares, incluindo "clássicos" do porte do Manual do Sexo Manual. O novo lançamento não faz feio perto dos anteriores. Ele reúne tanto as melhores tiradas do seu Creysson na TV (em que é interpretado pelo humorista Claudio Manoel) como os produtos vendidos por seu fictício Grupo Capivara. Entre eles, um certo "eletric abdominator" e o "quiti di prástica propular". Mas os melhores momentos são mesmo aqueles dedicados à política. Seu Creysson apresenta, por exemplo, uma alternativa ao plano de combate à fome do PT. "Todo múndio fala de combatê a fômia do pôvio. Mas e a sêdia do pôvio, como é que fíquia? Eu vô pedi pros ríquio doá bebidia pos póbrio. Se de cádia dosia de uísco eles dere uma pédria de gêlio, o pobrêmia tá arresolvido", propõe ele.

   
 



Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler, Nobel; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano, Nobel; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel.
   
 
   
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