
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
DVDs
Fotos divulgação

Spirit:
animação de primeira
|
Spirit O Corcel Indomável (Spirit Stallion
of the Cimarron, Estados Unidos, 2002. Universal) Spirit é
o cavalo selvagem que, com a chegada do homem branco ao Oeste americano,
perde a liberdade, para depois reconquistá-la em companhia do índio
Pequeno Rio. A mais recente animação do estúdio DreamWorks
(feita não em computação gráfica, mas pelas
técnicas convencionais) é um prazer para os olhos
e o DVD proporciona diversão para muito mais do que os oitenta
minutos de filme. O forte, aqui, são os extras para DVD-ROM. Há
desde um decodificador do idioma indígena lakota até um
programa que permite à criançada montar o filme ao seu gosto
e inserir nele outras imagens e canções, se assim desejar.
Para completar, um outro programa ajuda a fazer o pôster da nova
"produção". Veja
o trailer.

Mulher
do Século: irresistível
|
A Mulher do Século (Auntie Mame, Estados Unidos,
1958. Warner) Uma das grandes estrelas da velha Hollywood, Rosalind
Russell borbulha e faísca no papel de Mame, uma boa-vida que dá
festas todos os dias, é amiga de todos os artistas e excêntricos
de Nova York e não vê nenhuma razão para alterar essa
rotina quando, repentinamente, vira guardiã de seu sobrinho órfão.
De início, o garoto adora ter uma tia tão expansiva. Mas,
quanto mais cresce, mais se dá conta do quanto ela parece inaceitável
para os seus amigos burgueses, e faz de tudo para esconder a parenta estranha.
Rodado em technirama (ou seja, technicolor mais cinerama), o filme é
tão extravagante e irresistível quanto a sua protagonista.
DISCOS
Out
of Season, Beth Gibbons & Rustin Man (Universal) Uma
espécie de Billie Holiday do cenário pop inglês, a
cantora Beth Gibbons era responsável pelos vocais tristonhos e
pelas letras estilo "o fino da fossa" do duo inglês Portishead
que teve seu quinhão de fama em meados da década passada.
Em carreira-solo, ela prova que manteve intacta a sua capacidade de emocionar.
Beth divide a produção e os arranjos do álbum com
o instrumentista Paul Webb (que assina sob a alcunha de Rustin Man). As
canções são fiéis ao estilo macambúzio
do Portishead, mas sem eletrônica a maioria se resume a voz
e violão. Os destaques são Mysteries, um blues arrepiante,
e Romance, uma balada que merece figurar ao lado das gemas mais
tristonhas de Billie.
Brainwashed,
George Harrison (EMI) Eis um disco póstumo que não
é um caça-níqueis. Quando morreu, em novembro do
ano passado, o ex-beatle tinha trabalhado em boa parte das canções
de Brainwashed. Coube a Dhani Harrison, filho de George, e ao produtor
Jeff Lynne a tarefa de adicionar um ou outro instrumento às versões
originais e apresentá-las aos fãs do "beatle discreto".
Brainwashed é melhor do que muitos álbuns que Harrison
lançou ao longo da carreira. Ele toca guitarra, guitarra havaiana,
baixo e teclados, além de entoar letras que reafirmam sua espiritualidade
caso de Any
Road, em que o músico se diz pronto para ir ao encontro
de Deus.
VÍDEO

Saffron,
como Miss Julie: nota 10 |
Desejos
Proibidos de Miss Julie (Miss Julie, Estados Unidos, 1999.
Imagem) O nome que o filme do inglês Mike Figgis ganhou aqui
sugere que ele seja uma chanchada barata. Bem ao contrário, trata-se
de uma adaptação da peça Miss Julie, do dramaturgo
sueco August Strindberg (1849-1912), um dos grandes nomes do naturalismo.
Numa noite de solstício de verão, na Suécia, os criados
festejam e a aristocrata Julie (a belíssima Saffron Burrows) está
à beira do descontrole. Sem se importar com as normas sociais a
que está sujeita, ela tenta abertamente seduzir Jean (Peter Mullan),
o valete de seu pai. O que se segue é uma guerra de classes e de
sexos que está entre as mais rascantes já escritas, e que
Figgis filma com inteligência e fluência. Nota 10 também
para Saffron e Mullan, que enfrentam com brilhantismo personagens tão
complexos.
LIVRO
Laila
& Majnun, de Nizami (tradução de Marissom Ricardo
Roso; Jorge Zahar; 184 páginas; 22,50 reais) Uma das narrativas
mais populares do folclore muçulmano em todos os tempos, a história
de Laila & Majnun nasceu na tradição oral dos
beduínos árabes e ganhou uma célebre adaptação
literária pelas mãos do poeta persa Nizami, no século
XII. Esse livro é uma bela versão em prosa de seu original
de 8.000 versos.Trata-se de uma espécie de Romeu e Julieta à
moda das 1001 noites. O herói Majnun é um homem que vai
à loucura e ao desespero por amor à formosa Laila, com quem
não pode se casar. "Laila espalhou as sementes do amor; Majnun
regou-as com suas lágrimas", escreve Nizami. Uma curiosidade: foi
dessa história que o astro Eric Clapton retirou o nome de Layla,
uma de suas canções mais conhecidas. Leia
trechos do livro.
|
OS
MAIS VENDIDOS
CRÍTICA
As
eleições já passaram, mas aquela figura barriguda
e banguela, que se comunica num português para lá de
rudimentar, continua a angariar eleitores ou melhor, leitores.
Baseado no popular personagem do programa Casseta & Planeta
Urgente, da Rede Globo, o livro de piadas Seu Creysson
Vídia i Óbria (Objetiva; 106 páginas;
15,90 reais) mal chegou às livrarias e já atingiu
o sétimo lugar na lista de não-ficção
de VEJA. É um fenômeno que deve ser encarado com naturalidade,
em se tratando da trupe de humoristas mais famosa do país.
Nos últimos cinco anos, os Cassetas lançaram sete
livros que já venderam mais de 300.000 exemplares, incluindo
"clássicos" do porte do Manual do Sexo Manual. O novo
lançamento não faz feio perto dos anteriores. Ele
reúne tanto as melhores tiradas do seu Creysson na TV (em
que é interpretado pelo humorista Claudio Manoel) como os
produtos vendidos por seu fictício Grupo Capivara. Entre
eles, um certo "eletric abdominator" e o "quiti di prástica
propular". Mas os melhores momentos são mesmo aqueles dedicados
à política. Seu Creysson apresenta, por exemplo, uma
alternativa ao plano de combate à fome do PT. "Todo múndio
fala de combatê a fômia do pôvio. Mas e a sêdia
do pôvio, como é que fíquia? Eu vô pedi
pros ríquio doá bebidia pos póbrio. Se de cádia
dosia de uísco eles dere uma pédria de gêlio,
o pobrêmia tá arresolvido", propõe ele.
|
|
|
 |
|
 |

|
 |