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Copa
bacana
Eduardo Coutinho leva sua
câmera
para o bairro carioca

Marcelo
Marthe
Divulgação
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Coutinho:
Edifício Master é simples e tocante
|
O
cineasta Eduardo Coutinho, de 69 anos, construiu uma sólida reputação
de documentarista graças a um talento raro: ele consegue que seus
personagens se abram como numa sessão de terapia, e assim dá
uma dimensão fascinante às histórias de tipos anônimos.
Foi assim em Santo Forte, em que fala de sincretismo religioso
por meio dos depoimentos de favelados. Em Edifício Master
(Brasil, 2002), que estréia nesta sexta em São Paulo
e no Rio, o diretor documenta a vida num prédio de Copacabana.
Sua equipe alugou um apartamento no local, onde passou três semanas
estudando os hábitos dos 500 moradores e uma semana fazendo as
filmagens. O documentário é simplérrimo: trata-se
basicamente de uma seqüência de 37 depoimentos feitos com a
câmera parada. Dois sessentões contam como se conheceram
e se apaixonaram por meio de um anúncio. Uma garota de programa
revela que não teria coragem de encarar seu trabalho se não
bebesse. E por aí afora. A soma desses depoimentos é um
retrato tocante e original da solidão nas metrópoles.
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