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NOS TÍTULOS PARA LER AS
A reportagem "O alto-astral da auto-ajuda" (13 de novembro) nos faz ver
que vivemos numa sociedade em que o importante é ter, e não
ser. O ser humano está em conflito com seus valores. Livros de
auto-ajuda nada mais são que "famílias de bolso". Lá
estão todos os tipos de orientação vital para a formação
do ser humano, que antes recebíamos de graça de nossa família. O
contexto motivacional inserido na literatura de auto-ajuda, muito mais
do que apresentar soluções, propõe um verdadeiro
exercício de introspecção. Ao analisar seu incrível
potencial interior, o ser humano sente-se muito mais forte e motivado
a lutar pela conquista de seus sonhos. No século XXI, o futuro
pertence a cada pessoa que tem a força de acreditar na beleza dos
próprios sonhos. Gosto
muito da leitura de auto-ajuda, tenho meus títulos e autores preferidos,
que têm servido de grande estímulo para minha vida. Mas nada
se compara à presença de Deus em nosso coração
e à certeza de que podemos contar com Ele em toda e qualquer situação.
Confiar a Deus nossos problemas e angústias é motivo de
paz, tranqüilidade e força espiritual. A
maioria desses "pregadores" da felicidade tem apenas a competência
para criar frases bonitas e de efeito pouco duradouro, pois em sua vida
não construíram projetos de sucesso, a não ser o
de dar palestras a pessoas mentalmente fragilizadas.
O ensaio "Sobre os partidos, depois da eleição" (Ensaio,
13 de novembro), de Roberto Pompeu de Toledo, defendendo a existência
de um pretenso bipartidarismo formado por PT e PSDB, ignora o crescimento
do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o trabalho de organização
que está sendo feito pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho.
Na verdade, os milhões de votos obtidos nos dois turnos da eleição
para Presidência e governos estaduais garantiram crescimento sustentado
ao PSB. Resta saber se o PSB conseguirá tornar-se um partido orgânico,
como é a pretensão de seus dirigentes. É
preciso que se tenha em mente que as alianças e os apoios aos candidatos
do PT, no primeiro e no segundo turnos, foram de extrema importância
para as vitórias do partido. O PT não venceu sozinho. Venceu
com a ajuda de ex-adversários, inclusive. Houve casos, como o do
Pará, em que o candidato eleito disputou contra todas as outras
lideranças políticas do Estado. Portanto, o mérito
deve ser dividido.
Novamente nós da família de Jango temos de recorrer à
publicação na seção de Cartas para rebater
as declarações golpistas de Lincoln Gordon ("O fator Jango",
13 de novembro). É bom que a opinião pública saiba
das novas revelações de um assumidamente antidemocrata,
que agiu diretamente como embaixador de uma nação que supostamente
defende a autodeterminação dos povos e a liberdade de escolha
de todas as nações. Revelações essas que mostram
que o senhor Lincoln Gordon estava envolvido no transporte de armas através
de um submarino sem bandeira, à disposição dos golpistas
que derrubaram o presidente constitucional brasileiro, João Belchior
Marques Goulart. Tais declarações, vindas de quem vêm,
para nós da família não são uma ofensa, e
sim mais um motivo de orgulho da imagem de nosso pai e esposo, que morreu
no exílio como exemplo de luta na defesa da liberdade e da soberania
nacional.
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