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Edição 1 778 - 20 de novembro de 2002
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"Dizem que, se conselho fosse bom, a gente vendia. Eles vendem. E muito."
Eduardo Syunji Sakamoto
Brasília, DF

 

Auto-ajuda

A reportagem "O alto-astral da auto-ajuda" (13 de novembro) nos faz ver que vivemos numa sociedade em que o importante é ter, e não ser. O ser humano está em conflito com seus valores. Livros de auto-ajuda nada mais são que "famílias de bolso". Lá estão todos os tipos de orientação vital para a formação do ser humano, que antes recebíamos de graça de nossa família.
Eliana Silva Gomes
São Paulo, SP

O contexto motivacional inserido na literatura de auto-ajuda, muito mais do que apresentar soluções, propõe um verdadeiro exercício de introspecção. Ao analisar seu incrível potencial interior, o ser humano sente-se muito mais forte e motivado a lutar pela conquista de seus sonhos. No século XXI, o futuro pertence a cada pessoa que tem a força de acreditar na beleza dos próprios sonhos.
José Roberto de Paiva Monteiro
Brasília, DF

Gosto muito da leitura de auto-ajuda, tenho meus títulos e autores preferidos, que têm servido de grande estímulo para minha vida. Mas nada se compara à presença de Deus em nosso coração e à certeza de que podemos contar com Ele em toda e qualquer situação. Confiar a Deus nossos problemas e angústias é motivo de paz, tranqüilidade e força espiritual.
José Honorato da Silva Filho
Brasília, DF

A maioria desses "pregadores" da felicidade tem apenas a competência para criar frases bonitas e de efeito pouco duradouro, pois em sua vida não construíram projetos de sucesso, a não ser o de dar palestras a pessoas mentalmente fragilizadas.
Mario Bonamici
Santos, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

O ensaio "Sobre os partidos, depois da eleição" (Ensaio, 13 de novembro), de Roberto Pompeu de Toledo, defendendo a existência de um pretenso bipartidarismo formado por PT e PSDB, ignora o crescimento do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o trabalho de organização que está sendo feito pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho. Na verdade, os milhões de votos obtidos nos dois turnos da eleição para Presidência e governos estaduais garantiram crescimento sustentado ao PSB. Resta saber se o PSB conseguirá tornar-se um partido orgânico, como é a pretensão de seus dirigentes.
Carlos Gasparotto
Birigüi, SP

É preciso que se tenha em mente que as alianças e os apoios aos candidatos do PT, no primeiro e no segundo turnos, foram de extrema importância para as vitórias do partido. O PT não venceu sozinho. Venceu com a ajuda de ex-adversários, inclusive. Houve casos, como o do Pará, em que o candidato eleito disputou contra todas as outras lideranças políticas do Estado. Portanto, o mérito deve ser dividido.
Maurício Costa
Belém, PA

 

Jango

Novamente nós da família de Jango temos de recorrer à publicação na seção de Cartas para rebater as declarações golpistas de Lincoln Gordon ("O fator Jango", 13 de novembro). É bom que a opinião pública saiba das novas revelações de um assumidamente antidemocrata, que agiu diretamente como embaixador de uma nação que supostamente defende a autodeterminação dos povos e a liberdade de escolha de todas as nações. Revelações essas que mostram que o senhor Lincoln Gordon estava envolvido no transporte de armas através de um submarino sem bandeira, à disposição dos golpistas que derrubaram o presidente constitucional brasileiro, João Belchior Marques Goulart. Tais declarações, vindas de quem vêm, para nós da família não são uma ofensa, e sim mais um motivo de orgulho da imagem de nosso pai e esposo, que morreu no exílio como exemplo de luta na defesa da liberdade e da soberania nacional.
Maria Thereza Goulart
Rio de Janeiro, RJ

 

O TUBARÃO ERRADO


Tubarão-tigre: dentes curtos

No quadro "A fera ataca novamente" (30 de outubro), que falava da volta dos acidentes com tubarão no litoral brasileiro, a foto publicada como sendo de um tubarão-tigre era de outro animal. "Vocês publicaram a foto de um cação-mangona", escreveu o leitor Henriel Figueiredo, de Pernambuco. "O cação-mangona é o único que possui aquele tipo de arcada dentária", explicou o leitor Eduardo Rocha da Costa, referindo-se aos dentes pontiagudos com bordas lisas, que contrastam com os dentes curtos, serrilhados e em forma de garra do tigre. Consultado, o biólogo Otto Bismarck Fazzano Gadig deu razão aos leitores: "Esse animal da foto é conhecido também por mangona ou caçoa (Carcharias taurus, da família Odontaspididae). Ele não ocorre no Nordeste brasileiro, pois prefere águas mais frias, sendo encontrado do Rio de Janeiro para baixo", esclareceu Gadig. "Ele pode crescer até 3 metros de comprimento e foi responsável por pelo menos quatro ataques a humanos, dois em São Paulo e dois no Rio Grande do Sul. É uma espécie em extinção."

 

 
 
   
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