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VEJA
Recomenda DVDS
Fotos
divulgação
 | | O
Dia Depois de Amanhã: documentários e jogo no disco à
venda |
O
Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow,
Estados Unidos, 2004. Fox) Da noite para o dia, uma nova era glacial toma
conta da Terra, instaurando o pânico na multidão e a diversão
na platéia. O filme-catástrofe do diretor Roland Emmerich é
um programa em si, mas os extras que constam do disco duplo na versão para
venda ao consumidor também não fazem feio. Além do making
of e das cenas deletadas de praxe, há dois bons documentários. Um
deles trata do cabo-de-guerra travado entre ciência e política a
respeito das mudanças climáticas no planeta. O outro mostra exemplos
dessas alterações em várias partes do mundo. E, sem muita
pretensão além de entreter, o jogo City Freeze especula sobre
o que aconteceria em diversas cidades em caso de nova era glacial. Veja
cenas.
 | Gordon
Liu pronto para a briga: lutas coreografadas |
Câmara
36 de Shaolin (Hong Kong; 1978, 1980 e 1984; China Video) Esta
trilogia é um marco do cinema de artes marciais gênero que
se tornou cult com suas lutas coreografadas e seus roteiros e interpretações
mambembes. Um de seus maiores fãs é o cineasta Quentin Tarantino.
Em seu trabalho mais recente, Kill Bill, ele aproveita Gordon Liu, ator
principal da trilogia, em dois papéis: o do vilão Johnny Mo e o
do mestre Pai Mei. As tramas da série são simplórias, mas
os filmes são muito divertidos. No primeiro, Liu massacra os vilões
que invadiram um templo sagrado. Em Retorno à Camara 36 ele se faz
passar por um mestre do kung fu e em Discípulos da Câmara 36
atua como um monje cuja missão é disciplinar um jovem e irresponsável
lutador. LIVROS
Vinte
Anos e Um Dia, de Jorge Semprún (tradução de Rosa
Freire d'Aguiar; Companhia das Letras; 266 páginas; 42 reais) Em
1936, quando começava a guerra civil na Espanha, um grupo de agricultores
invadiu uma fazenda perto de Toledo e assassinou seus proprietários. Vinte
anos depois, um historiador americano presencia uma encenação daquele
episódio, uma espécie de auto sacramental dedicado a mostrar que
os derrotados pelo general Franco eram criminosos. Habilmente construído
entre essas duas datas e um terceiro momento, já na Espanha democrática
de 1985, Vinte Anos e Um Dia mistura personagens reais e fictícios
para revisar os dilemas (e as taras) da Espanha depois da guerra civil. É
o primeiro livro que o autor espanhol, radicado desde jovem na França,
escreve em sua língua natal.
Hamlet
Poema Ilimitado, de Harold Bloom (tradução de José
Roberto O'Shea; Objetiva; 320 páginas; 48,90 reais) Em Shakespeare
A Invenção do Humano, o americano Harold Bloom, talvez
o mais influente crítico literário da atualidade, analisou todas
as peças do bardo. Hamlet, porém, exigia uma abordagem mais
detalhada afinal, a peça se tornou, no dizer do próprio Bloom,
"o centro de uma escritura secular". Neste ensaio, o crítico mais idiossincrático
do planeta desfaz a trama de vingança para demonstrar que o príncipe
Hamlet é um personagem complexo demais para o enredo em que Shakespeare
tentou situá-lo. A edição brasileira vem acompanhada do texto
de Hamlet, em tradução de Anna Amélia de Queiroz Carneiro
de Mendonça. Para o leitor revisar o texto na boa companhia de Harold Bloom.
Leia
trecho.
 |  | | Tchekov:
do conto à novela | |
Minha Vida, de Anton Tchekov
(tradução de José Pereira Júnior; Nova Alexandria;
152 páginas; 32 reais) Tchekov (1860-1904) preferia a forma contida
do conto e da peça de teatro. Não por acaso, o escritor russo consagrou-se
como um dos nomes fundamentais do conto moderno. A novela Minha Vida é
de suas poucas peças mais longas. Narra uma história exemplar de
má consciência: Missail Poloznek é um nobre que decide abandonar
a hipocrisia de seu meio social para viver entre trabalhadores e mujiques. O personagem,
porém, acaba se desiludindo ao descobrir que também entre a gente
simples existem atos de injustiça e violência. Tchekov insistia em
que essa obra não tem nada de autobiográfico embora muitos
elementos tenham sido claramente inspirados em sua experiência como médico.
DISCOS
 |  | | Brian
Wilson: 38 anos depois... | |
Smile,
Brian Wilson (Warner) Dorival Caymmi demorou dez anos para terminar João
Valentão, uma de suas músicas mais conhecidas. Pois o compositor
e cantor americano Brian Wilson superou o recorde do compositor baiano. Smile,
disco que considera sua obra-prima, levou 38 anos para ser finalizado. Wilson
deu início às gravações em 1966, porém abandonou
o trabalho porque seu envolvimento com as drogas o levou à beira da loucura.
O projeto foi retomado apenas no início deste ano, com participação
do mesmo letrista do projeto anterior, Van Dyke Parks. Smile é uma
homenagem à canção americana. As composições
evocam desde os temas dos peregrinos que desembarcaram nos Estados Unidos até
temas sinfônicos de George Gershwin (1898-1937). Não faltam também
as canções de apelo pop, como Surf's Up e Good Vibrations.
Ouça
o disco.
 |  | | Rosa:
consagrada lá fora, a descobrir aqui | |
Amorosa,
Rosa Passos (Sony Music) No Brasil, o talento da cantora baiana ainda está
restrito ao mercado alternativo. Mas Rosa Passos tornou-se uma das artistas brasileiras
que mais agradam ao paladar internacional. Ela participou de Obrigado, Brazil,
disco em que o violoncelista Yo-Yo Ma homenageia a MPB, e ganhou um contrato com
o selo americano Sony Classical. Amorosa, o CD de estréia de Rosa
nessa gravadora, relembra as bossas do cantor e violonista João Gilberto.
Rosa tem uma afinação impecável e suas releituras estão
além do óbvio. O segredo está no bem azeitado quarteto que
acompanha Rosa e nas canjas do saxofonista Paquito D'Rivera, do cantor Henri Salvador
e de Yo-Yo Ma. Este último dá um toque de renovação
à eternamente regravada Chega de Saudade. Ouça
o disco.
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