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Cartas
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"É triste
saber que as mulheres estão fazendo a mesma coisa que
sempre condenaram no sexo masculino. Preferiria que os homens
fossem mais fiéis."
Flaviana Figueiredo
Salvador, BA |
Infidelidade
Não
há nenhum motivo, por mais delicada que seja a vida do casal,
que justifique uma traição, seja ela praticada pelo
homem, seja pela mulher. O que falta para os casais que traem é
a coragem de assumir suas falhas, dialogar e buscar uma saída
honesta para a resolução dos problemas matrimoniais
que estejam enfrentando ("Infidelidade Eu traio, tu trais,
ela também", 13 de outubro).
Neuton Luiz Ramos de Melo
Formoso do Araguaia, TO
A promiscuidade
feminina é tão intensa quanto a masculina, porém
os valores arraigados em nossa sociedade fizeram com que mascarassem
por anos a fio a traição feminina pelo medo da não
aceitação, da discriminação e da perda
de direitos conquistados ao longo da história.
Ubiratan Coutinho
Araguari, MG
Ainda acredito
em respeito mútuo, mas também acredito que só
há esse respeito se tivermos maturidade para administrar
nossas falhas e tentações. Se traímos, é
porque algo não está bom e, se algo não está
bom, falta diálogo, falta sinceridade ou mesmo amor. Qualquer
relacionamento só funciona se houver confiança com
ou sem traição. Na verdade, não sabemos mais
o que é o amor. Hoje "eu te amo" significa apenas eu te amo
até que outra(o) mais interessante apareça em nossas
vidas.
Angela Baratella
Vitória, ES
Para satisfazer
as mulheres que são fiéis, lembro do sábio
que disse: "Existem duas inverdades no planeta. A primeira é
a mentira, a segunda é a estatística". Seguramente,
atuando com mulheres no consultório há vinte anos,
tendo 18.000 delas como amostra, não vejo tão grande
número de mulheres que não dão valor a compromissos.
Julio Bernardi
Tocoginecologista
São Paulo, SP
Acho que
se não estivermos felizes com nossos companheiros, em vez
de traí-los e não sentir culpa, devemos terminar o
relacionamento. Isso sim seria um avanço e bem mais digno.
Daniela Ferrasini
Curitiba, PR
A mulher
trai quando sente que seu companheiro não lhe dá atenção,
quando ele prefere estar com seus amigos em bares a estar com ela.
Quando ele chega em casa alcoolizado e nem percebe a mulher que
se produziu para esperá-lo com muito amor.
Vera Lucia Bonadio
São Paulo, SP
O mais
engraçado é que quando termina essa relação
a sensação maior que fica é de alívio,
pois o medo da "saída e da chegada" é muito grande.
Hoje sou casada de novo e não trairia meu marido por nada
neste mundo. Encontrei a felicidade e o aconchego que faltavam em
meu lar anterior.
Alessandra
Por e-mail
A reportagem
nos conduz ao seguinte raciocínio: cornalgia. Deus permita
que eu não tenha, se tiver, que eu não saiba e, se
souber, que eu não me aborreça.
Mauro Muller
São Paulo, SP
Colin Powell
Tenho certeza
de que Colin Powell (Amarelas, 13 de outubro) é um grande
homem, mas é uma pena que ele só fale do lado bom
de tudo e se vanglorie dos tratados que assinaram para o bem da
humanidade. Mas o que ele teria a dizer sobre o Protocolo de Kioto?
Por enquanto, nada, afinal, nem ele nem Bush estarão vivos
para sentir os estragos desta poluição toda.
Silvana Maschio
Passo Fundo, RS
O Iraque
possuía, sim, uma grande arma que poderia causar transtornos
de âmbito mundial: o petróleo.
Vitor
Toffoli
Maringá, PR
Fingir,
como faz o secretário de Estado americano, Colin Powell,
que a guerra contra o terrorismo não tem relação
com o Islã é, no mínimo, ingenuidade. Tampouco
a afirmação do presidente Bush de que o Islã
é uma "religião de amor e misericórdia" reflete
a realidade existencial do islamismo de hoje. Ademais, é
óbvio que as raízes do terrorismo não serão
dirimidas com a mera conquista de um dos países mais esgotados
e destroçados do mundo o Iraque. Juntamente com a
perseguição militar aos terroristas que cometeram
os crimes de 11 de setembro, é preciso haver uma guerra paralela
contra a pobreza, a miséria e a injustiça. Mais ainda,
desenraizar o terror também requer um sério reexame
da política externa americana, para garantir que os erros
do passado não se repitam.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Sudão
A reportagem
"Um genocídio impune" (13 de outubro) me deixou profundamente
triste. Será que aquelas imagens de crianças em um
campo de refugiados numa província do Sudão não
comovem os integrantes da ONU, que parecem não se importar
com o genocídio? Para que serve então essa organização,
que foi criada justamente para intervir e agir com rigor nesses
casos?
Ivana Torres Di Lucca
Londrina, PR
Cuba
A reportagem
"A revolução no escuro" (13 de outubro), sobre a crise
energética de Cuba, mostra o triste fim do sonho das revoluções
da esquerda. Seus defensores, os mesmos que pregam que globalização
é um demônio a ser evitado, ainda insistem no argumento
de que Cuba sofre as conseqüências do isolamento imposto
pelos Estados Unidos. Ou seja, o comunismo e o socialismo repudiam
o capitalismo, mas não sobrevivem sem ele.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP
Eleições
A foto
das páginas 38 e 39 da edição 1 875 de VEJA
é mais uma demonstração da prática abusiva
do PT de misturar o partido com o governo. O presidente Lula e alguns
ministros, numa sala da sede do governo federal, recebem candidatos
petistas eleitos prefeitos em primeiro turno, num claro flagrante
de uso da máquina pública para fazer política
partidária. Outra demonstração cabal desse
abuso é a presença, nessa reunião, do senhor
José Genoíno, que não ocupa nenhum cargo executivo
ou legislativo. Esse senhor tem livre trânsito nas esferas
do poder central porque é presidente do PT. Gostaria de conhecer
o limite onde termina o PT e começa o governo ("Os novos
donos da política", 13 de outubro).
Rozalvo Faria
Sete Lagoas, MG
É
gratificante verificar a síntese da política brasileira
demonstrada na dinâmica do processo eleitoral último.
Assim como o voto eletrônico, a evolução política
nacional parece estar dando um salto de qualidade em relação
ao resto do mundo.
Ivanoska Carmen Jatobá Machado
Salvador, BA
Café
Interessante
a reportagem "Eu preciso de café" (13 de outubro). Quando
a ciência, médicos e leigos sabem bastante sobre o
genoma humano, muitos ainda pensam que café é só
cafeína. Por isso é importante que médicos,
repórteres e consumidores saibam que o café contém
inúmeros compostos bioativos em maior quantidade que a cafeína,
os quais podem trazer benefícios à saúde (niacina,
minerais, ácidos clorogênicos e quinídeos),
como prevenir depressão/suicídio, alcoolismo/cirrose,
diabetes, Parkinson, câncer de cólon. Como Einstein
escreveu: "Tristes tempos os nossos, em que é mais fácil
desintegrar o átomo que o preconceito e o desconhecimento".
Darcy Roberto Lima
Mestre e doutor (Ph.D.) pela
Universidade de Londres, Inglaterra
Coordenador do Projeto Cérebro, Café & Saúde
do Instituto de Neurologia (INDC) da Universidade Federal do Rio
de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ
Vinho
De grande
utilidade a reportagem sobre os benefícios do vinho no retardamento
do envelhecimento pela ingestão do resveratrol (Guia, 13
de outubro); contudo, é de suma importância salientar
que um dos órgãos mais afetados pelos processos biológicos
do envelhecimento é o fígado, e a ingestão
de álcool só causa mais sobrecarga a esse órgão,
já tão carregado pela altíssima ingestão
de fármacos preconizada pela medicina atual. É salutar
a ingestão de tão importante substância
o resveratrol , mas o veículo, quanto menos nocivo
for aos outros órgãos responsáveis pela sua
absorção, melhor.
Walter Daniel Pacheco Oliveira
Odontólogo, mestrando
em gerontologia e enófilo
Brasília, DF
Radar
Sobre a
nota "Concorrência atropelada" (Radar, 22 de setembro), gostaríamos
de informar que a Petrobras Distribuidora identificou no exterior
e disponibilizou no Brasil produtos asfálticos modificados
por polímeros, além de novas técnicas de pavimentação
asfáltica que aliam elevado desempenho com baixo custo. A
companhia busca agora desenvolver programas de pavimentação
asfáltica que permitam acelerar a restauração
e construção de estradas no Brasil, em consórcio
com empresas construtoras brasileiras, responsáveis pela
parte da construção civil, interessadas em estabelecer
parcerias que permitam executar obras de qualidade, com baixo custo.
Atuamos nesse mercado de forma competitiva e nunca utilizamos nenhum
privilégio. Alguns Estados brasileiros estão interessados
em desenvolver programas de pavimentação asfáltica
no modelo acima descrito, tendo inclusive inserido tais soluções
de pavimentação nas suas licitações.
A Petrobras Distribuidora entende que o modelo adequado passa pela
união entre empresas produtoras de asfalto com elevado conteúdo
tecnológico e empresas construtoras de reconhecida competência.
De todo o exposto entendemos que os maiores ganhadores, com esses
tipos de processo licitatório, são os Estados, municípios
e a federação, e não a Petrobras Distribuidora.
Rodolfo
Landim
Presidente da Petrobras Distribuidora
Rio de Janeiro, RJ
Claudio de Moura Castro
Há necessidade da inclusão da
música na grade escolar desde o ensino fundamental. A música
também estimula o raciocínio, a sensibilidade e o
trabalho em grupo. Quero lembrar que não apenas Tatuí
e Brasília se preocupam com a exclusão musical dos
mais jovens. Minha cidade, Itapecerica da Serra, tem um programa
excelente, conhecido já fora do Brasil, denominado Barracões
Culturais da Cidadania, em que crianças e jovens podem aprender
a tocar instrumentos musicais, canto, dança, teatro, pintura
e até a confeccionar instrumentos de percussão ("Por
que a Sinfônica não tem negros?", 13 de outubro).
Jumara Moraes Bocatto
Itapecerica da Serra, SP
André Petry
Concordo com o articulista no artigo "Divina
derrota" (13 de outubro). Junto aos setores mais lúcidos
da sociedade, o evangélico tem baixíssima credibilidade.
O crescimento das "novas igrejas evangélicas" é quantitativo,
porém sem qualidade nem respeitabilidade. As igrejas funcionam
como verdadeiras empresas e seus líderes são verdadeiros
executivos, que vivem nababescamente. Deus deixou de ser Senhor
e passou a ser servo.
Nelson Kazuo Ando
São José dos Campos, SP
Diogo Mainardi
A propósito da coluna de Diogo Mainardi
publicada na revista VEJA de 13 de outubro de 2004, com o título
"Só vale piada de fanho", o Serpro esclarece que não
divulgou relatório em que manifesta preocupação
com os formadores de opinião e a auto-estima dos brasileiros.
Divulgou, sim, relatório fornecido pela agência de
publicidade Lew, Lara que inspirou a campanha criada por ela, "O
melhor do Brasil é o brasileiro". No fechamento da matéria
veiculada no portal do Serpro, foi incluída uma nota de redação
esclarecendo que tal relatório havia sido cedido pela agência
responsável pela campanha. Gostaria de deixar claro para
o colunista Diogo Mainardi que as opiniões contidas no relatório
são de responsabilidade da agência Lew, Lara, e não
do Serpro.
Sandra Elise Sipp
Assessora de comunicação empresarial do Serpro
Brasília, DF
A campanha "O melhor do Brasil é o
brasileiro" é uma iniciativa da Associação
Brasileira de Anunciantes (ABA). A Lew, Lara é a agência
voluntária da ABA há três anos e tem 95% do
faturamento proveniente da iniciativa privada. Diferentemente do
que Diogo Mainardi afirma, a campanha não é do governo,
e a Lew, Lara não faturou 50 milhões de reais em propaganda
para o governo federal. Toda a campanha foi criada, produzida e
veiculada voluntariamente, com a adesão gratuita de personalidades,
dos veículos de comunicação que cederam a mídia,
incluindo a Editora Abril, de empresas públicas e de muitas
dezenas de companhias privadas. Prova incontestável da repercussão
dessa campanha é que o excelente polemista Diogo Mainardi
é contra!
Luiz Lara Jaques
Lewkowicz
Lew, Lara Propaganda e Comunicação
Por e-mail
Livros
Ao deparar com a foto de Jürgen Habermas
em VEJA ("O rei dos ouriços", 13 de outubro), tive dois sobressaltos:
um, por ver um dos maiores filósofos da atualidade indicado
numa revista popular; outro, por não vislumbrar, após
leitura, desvios do pensamento habermasiano (tão comuns em
publicações não científicas). Se a seção
(Livros) não serve para a formação, presta-se,
no mínimo, para a informação. Congratulações!"
Dhenis Cruz Madeira
Professor da PUC Minas e advogado mestrando e especialista em direito
processual pela PUC-MG
Belo Horizonte, MG
Vinho 2
Na reportagem "A Supersubstância" (Guia,
13 de outubro) foram publicados os resultados de minha pesquisa
da análise de resveratrol em vinhos brasileiros realizada
no Laboratório de Química de Produtos Naturais na
PUCRS. Por um erro na transmissão dos dados, a tabela sobre
concentração de resveratrol em uvas e vinhos, que
ilustra a matéria, usa as medidas de miligrama por mililitro.
As unidades estão incorretas. O certo é dizer miligramas
por litro.
Professor-doutor André A. Souto
Faculdade de Química PUCRS
Por e-mail
CORREÇÃO: Nelsinho Piquet foi campeão da
Fórmula 3 inglesa, e não campeão mundial da
categoria (Sobe, 13 de outubro).
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A
DEMOCRACIA EM QUESTÃO
Sobre
a reportagem "Pequeno dicionário das (re)criações
políticas" (22 de setembro), que tratou dos novos
significados das palavras no vocabulário político
brasileiro, o leitor Paulo Demétrius Lima Francioli,
de Ji-Paraná, em Rondônia, achou deplorável
que sob governo petista o novo significado da palavra
democracia tenha passado a ser qualquer regime simpático
a Brasília. Por outras razões, Dhiogo
Cidral de Lima, de Florianópolis, também
se preocupa com o desvirtuamento do conceito. "Democracia
é o governo do povo, pelo povo e para o povo.
Os representantes do povo deveriam, portanto, se destacar
pelo nível de interesse pelos direitos coletivos.
Mas o baixo nível dos candidatos ao pleito é
inaceitável, do ponto de vista ético e
da capacitação pessoal", diz Lima.
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BEATRIZ,
BEA, BEE
Ao
ler a reportagem "A grande colmeia humana" (13 de outubro),
sobre a historiadora inglesa Bee Wilson, cujo livro
A Colmeia: a História das Abelhas e de Nós
demonstra que as sociedades ocidentais desde a Grécia
antiga viram a colmeia como espelho de suas formas de
governo ou de suas utopias, alguns leitores ficaram
curiosos com uma coincidência: Bee, o nome da
historiadora, em inglês significa abelha. Na verdade
Bee não é seu nome de batismo. Nascida
Beatriz Wilson, ela era chamada em família pela
forma carinhosa Bea, que em sua língua natal
tem o mesmo som de Bee. Ao se dedicar ao estudo daqueles
incríveis insetos, Beatriz apenas adaptou a grafia
de seu apelido para Bee.
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