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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Memórias
de um Assassino: mortes e perplexidade na Coréia
do Sul |
Memórias
de um Assassino (Memories of Murder, Coréia do Sul, 2003. Europa)
Nos anos 80, numa cidadezinha rural da Coréia do Sul, uma jovem
aparece assassinada de forma brutal e então outra, e mais outra.
Um detetive vem da capital, Seul, para contribuir para as investigações.
Mas, mesmo com sua ajuda, solucionar essa série de homicídios é
um desafio que está muito além da capacidade da inexperiente e provinciana
polícia local. Que dirá, então, impedir que novas mortes
aconteçam. Tal é, na verdade, a história central do ótimo
drama do diretor Joon-ho Bong: a do esforço e da frustração
de dois homens, o policial cosmopolita e o interiorano, para sobrepujar suas limitações
e cumprir o que eles próprios esperam de si. Vejas
cenas.
Tudo pela Fama (American
Dreamz, Estados Unidos, 2006. Universal) Um programa de TV no qual
aspirantes a pop stars se submetem ao sarcasmo de um jurado inglês, um presidente
que não tem idéia do que está fazendo na Casa Branca e um
campo de treinamento, no Paquistão, em que a principal atividade é
fazer vídeos dos terroristas: se alguém pensou em American Idol,
George W. Bush e na Al Qaeda, não é por acaso. Essa sátira
assinada pelo diretor Paul Weitz, de Um Grande Garoto, funciona exatamente
pela sua falta de sutileza. O elenco também é uma atração.
Além de Hugh Grant e Dennis Quaid, ele conta com a promissora (e muito
bonita) Mandy Moore e com o novato Sam Golzari, como um terrorista que sonha cantar
na Broadway. Veja
cenas. LIVROS O
Evangelho de Judas, editado por Rodolphe Kasser, Mavin Meyer e Gregor
Wurst (tradução do inglês de Ana Ban; Prestígio; 186
páginas; 29,90 reais) Considerado perdido por mais de 1.600 anos,
O Evangelho de Judas foi redescoberto no Egito na década de 70
e só neste ano foi traduzido do copta para o inglês, num projeto
com o apoio da National Geographic Society. Entre os vários textos apócrifos
(não reconhecidos pela Igreja) sobre a vida e as palavras de Jesus, esse
é talvez o mais intrigante: o apóstolo que trai Cristo é
apresentado como um homem que cumpria o desígnio de Deus. O texto
com algumas lacunas devido à deterioração do papiro original
vem acompanhado de explicações dos especialistas que o traduziram.
Sayonara,
Gangsters, de Genichiro Takahashi (tradução de Jefferson
José Teixeira; Ediouro; 296 páginas; 39,90 reais) Como seu
compatriota Haruki Murakami, o japonês Takahashi não mostra muito
interesse pela decantada tradição de seu país. Ele produz
uma literatura francamente pop, que faz autores ocidentais como Nick Hornby e
Irvine Welsh parecer senhores convencionais. Situado num futuro próximo,
esse seu livro de estréia (lançado nos anos 80 e só agora
traduzido no Brasil) começa com um atentado ao presidente americano e segue
acompanhando as desventuras de um intelectual japonês que se envolve com
um grupo terrorista. Entre outras divertidas esquisitices, a história inclui
um gato que adora leite com vodca e é versado em literatura. Leia
trecho.
Jane
Mingay/AP
 |  | | Ruth
Rendell: um suspense da "rainha do crime" | |
A
Verdade Através da Névoa, de Ruth Rendell (tradução
de Rolf Wyler; Rocco; 426 páginas; 68,50 reais) A inglesa Ruth Rendell
se consagrou por seus romances policiais, disputando com P.D. James o trono de
"rainha do crime" que já foi de Agatha Christie. A Verdade Através
da Névoa, porém, não é uma história de
crime e investigação, mas um drama familiar. Mesmo afastada de seu
gênero habitual, Ruth mostra que sabe armar um bom mistério. A história
começa quando Sarah, uma professora universitária frustrada, é
convidada a escrever uma biografia do pai, escritor famoso que morreu há
pouco. Nas pesquisas para o livro, Sarah aos poucos vai descobrindo que o pai
não era o homem que ela imaginava. Leia
trecho. DISCOS Foguinho
 |  | | O
gaúcho Delicatessen: jazz sem obviedade | |
Jazz
+ Bossa, Delicatessen (Barulhinho) Poucas coisas causam tanta desconfiança
no público quanto um disco em que artistas brasileiros recriam clássicos
do jazz. Mas o gaúcho Delicatessen merece uma audição mais
apurada. Primeiro porque o grupo, formado por veteranos da cena musical de Porto
Alegre, escolheu um repertório que foge do óbvio. Bossa + Jazz
tem canções como In a Mellow Tone, de Duke Ellington, e Black
Coffee, da dupla Burke e Webster, que não são muito regravadas.
Outros destaques são o violão de Carlos Badia e a cantora Ana Krüger.
O vocal despido de afetação e a sensibilidade mostrada em faixas
como In a Sentimental Mood prenunciam uma carreira de futuro. Timothy
A. Clary/AFP
 |  | | Christina:
um disco para ouvir, outro para dançar | |
Back
to Basics, Christina Aguilera (Sony/BMG) Ex-integrante do Clube
do Mickey, a cantora americana se lançou como a rival mais sapeca da cantora
Britney Spears. Mas, ao contrário desta, terminou por se revelar uma artista
talentosa. Back to Basics é um álbum duplo no qual ela mostra
duas facetas diversas. No primeiro disco, que conta com a produção
do DJ Premier um dos principais nomes do hip hop atual , o rap dá
o tom e o alvo são as pistas de dança, especialmente em faixas como
Back in the Day. O segundo CD é mais saboroso, com uma sonoridade
próxima do jazz e do rhythm'n'blues. A surpresa aí são os
vocais afinados de Christina, que não perde a classe nem quando o assunto
é sexo como fica explícito nas faixas Candyman e Nasty
Naughty Boy. |