|
|
Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
PETROBRAS
GDK, a favorita
Está para ser anunciado o resultado de uma concorrência
bilionária na Petrobras algo, portanto, em torno de
1 bilhão de reais. Quem vencer construirá um megacomplexo
de tratamento de gás em Caraguatatuba (SP). As grandes empreiteiras
brasileiras estão na disputa. Internamente, o corpo técnico
da estatal aponta a GDK (aquela do Land Rover de Silvinho Pereira)
como a favorita.
ELEIÇÕES
2006
Relação
delicada
Em algumas conversas privadas, Geraldo Alckmin tem dito
que poderá haver segundo turno nas eleições
para o governo de São Paulo. As pesquisas, até agora,
não corroboram essa tese José Serra está
disparado na frente. Donde se conclui que deve ser apenas uma estocada
de Alckmin em José Serra, um de seus cabos eleitorais menos
esforçados.
GOVERNO
Um ministério
reformulado
Márcio Thomaz Bastos concluiu na semana passada um
projeto de reestruturação do Ministério da
Justiça, que será entregue a Lula logo após
as eleições. A idéia do ministro é restringir
a ação do ministério apenas a temas ligados
diretamente à Justiça. Para isso, propõe que
sejam incorporados ao órgão o Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf) e a Secretaria Nacional Antidrogas
(Senad). A Abin, pela proposta, passaria a atuar em associação
com a Polícia Federal. Já a Funai e a Comissão
de Anistia deixariam de ficar sob o controle da pasta.
Último
ato
Bastos tem dito aos mais próximos que a reformulação
é seu último projeto à frente do ministério,
embora Lula insista para que ele continue no governo em um cada
vez mais provável segundo mandato.
Os planos
de Marta
Marta Suplicy está quieta (alguém a viu na
campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista?), mas luta por
dois objetivos para 2007 e 2008. No ano que vem, quer ocupar um
ministério da área social, caso Lula se reeleja. E,
no ano seguinte, sair do ministério e candidatar-se a prefeita
de São Paulo. Agora, falta combinar com o presidente.
|
O julgamento da década pode
atrasar
José Varella/CB Press
 |
| Valério: aposta num julgamento
interminável |
O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo,
requereu ao Supremo Tribunal Federal o desmembramento
do inquérito do mensalão. Para o advogado,
o STF deveria cuidar apenas dos seis deputados incluídos
na denúncia do procurador-geral, pois têm
foro privilegiado. Assim, os outros 34 do bando dos
40 deveriam ser processados e julgados em primeira instância,
pela Justiça Federal. E o que isso significa?
Se o requerimento for acatado pelo STF (e a chance de
isso acontecer é muito grande), o processo do
mensalão vai atrasar mais ainda: as denúncias
contra os 34 acusados voltarão para a Justiça
Federal, que abriria novo prazo para notificação
e apresentação de defesa prévia.
Além disso, abre-se a porteira da impunidade:
se o Supremo condena um deputado mensaleiro, mas a Justiça
de primeira instância inocenta, por exemplo, Valério,
ou vice-versa, cabe recurso, sob a alegação
de sentenças divergentes. E assim a coisa não
acaba nunca...
|
|
JUDICIÁRIO
As viagens
continuam
Volta e meia surgem notícias de que empresas privadas
bancam agradáveis viagens de juízes (acompanhados
pelas esposas) a belos resorts com o objetivo de participar de um
daqueles seminários em que se debate pouco e se diverte muito.
Pelo visto, ainda não será dessa vez que terá
fim a farra, que não raro tem lugar em hotéis fora
do Brasil. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) chegou a
se movimentar para tentar regulamentar esses eventos. Pelo menos
um conselheiro já mandou memorando sobre o tema para a presidente
do CNJ, Ellen Gracie, também presidente do STF. Mas Ellen
já deu sinais de que é contra a abertura dessa pertinente
discussão.
ECONOMIA
Efeito
gastança
A gastança eleitoral já mostra os seus deletérios
efeitos. Pelos números preliminares de que o governo dispõe,
a meta de superávit primário em setembro não
será alcançada. Alguns setores do governo (a parte
responsável, bem entendido) estão inquietos.
Novo gás
Menos um problema para a Coca-Cola. A Companhia Maranhense
de Refrigerantes (CMR), fabricante da Coca-Cola no Maranhão
e em parte do Tocantins, foi vendida à Renosa, engarrafadora
da Coca em Mato Grosso e em parte de Goiás. Um negócio
em torno de 60 milhões de reais. Deficitária, a CMR
era uma fonte de dor de cabeça para a multinacional americana.
Na China
e na Índia
A Politec, uma das mais bem-sucedidas e inovadoras empresas
de tecnologia da informação do Brasil e que meses
atrás selou uma joint venture na China, resolveu invadir
mais um país do Bric. Neste momento, executivos da Politec
estão na Índia, um dos donos da bola no mundo da tecnologia,
fechando um negócio de automação bancária.
Mais um
na bolsa
A Santos Brasil, empresa que opera no Porto de Santos o
maior terminal de contêineres da América do Sul, vai
abrir seu capital na Bovespa no mês que vem. Cerca de 30%
do capital da empresa será vendido. O negócio, coordenado
pelo Credit Suisse, movimentará 400 milhões de reais.
MÍDIA
Tanure
avança
As negociações entre o empresário Nelson
Tanure (dono do Jornal do Brasil, da Gazeta Mercantil
e da Rede CNT) e Domingo Alzugaray, dono da Editora Três,
intensificaram-se. A due dilligence feita dentro da Três
fica pronta nos próximos dias. Quem auxilia Tanure na transação
é o Banco Fator.
|
Reabilitado pelas mãos de
Lula
Rose Brasil/ABR
 |
Devagarinho, o deputado
Jader Barbalho (PMDB-PA), quem diria, conseguiu seu
espaço no governo Lula. Não só
participa do conselho político da campanha de
reeleição como já possui oito cargos
relevantes no atual governo petista. Entre eles, diretorias
de várias estatais, como os Correios, o Banco
da Amazônia (Basa) e a Eletronorte. De quebra,
nomeou também o presidente da poderosa Fundação
Nacional de Saúde.
|
|
Colaborou Otávio Cabral
|