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Edição 1974 . 20 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• PETROBRAS

GDK, a favorita
Está para ser anunciado o resultado de uma concorrência bilionária na Petrobras – algo, portanto, em torno de 1 bilhão de reais. Quem vencer construirá um megacomplexo de tratamento de gás em Caraguatatuba (SP). As grandes empreiteiras brasileiras estão na disputa. Internamente, o corpo técnico da estatal aponta a GDK (aquela do Land Rover de Silvinho Pereira) como a favorita.

 

• ELEIÇÕES 2006

Relação delicada
Em algumas conversas privadas, Geraldo Alckmin tem dito que poderá haver segundo turno nas eleições para o governo de São Paulo. As pesquisas, até agora, não corroboram essa tese – José Serra está disparado na frente. Donde se conclui que deve ser apenas uma estocada de Alckmin em José Serra, um de seus cabos eleitorais menos esforçados.

 

• GOVERNO

Um ministério reformulado
Márcio Thomaz Bastos concluiu na semana passada um projeto de reestruturação do Ministério da Justiça, que será entregue a Lula logo após as eleições. A idéia do ministro é restringir a ação do ministério apenas a temas ligados diretamente à Justiça. Para isso, propõe que sejam incorporados ao órgão o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). A Abin, pela proposta, passaria a atuar em associação com a Polícia Federal. Já a Funai e a Comissão de Anistia deixariam de ficar sob o controle da pasta.

Último ato
Bastos tem dito aos mais próximos que a reformulação é seu último projeto à frente do ministério, embora Lula insista para que ele continue no governo em um cada vez mais provável segundo mandato.

Os planos de Marta
Marta Suplicy está quieta (alguém a viu na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista?), mas luta por dois objetivos para 2007 e 2008. No ano que vem, quer ocupar um ministério da área social, caso Lula se reeleja. E, no ano seguinte, sair do ministério e candidatar-se a prefeita de São Paulo. Agora, falta combinar com o presidente.

 

O julgamento da década pode atrasar

José Varella/CB Press
Valério: aposta num julgamento interminável


O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, requereu ao Supremo Tribunal Federal o desmembramento do inquérito do mensalão. Para o advogado, o STF deveria cuidar apenas dos seis deputados incluídos na denúncia do procurador-geral, pois têm foro privilegiado. Assim, os outros 34 do bando dos 40 deveriam ser processados e julgados em primeira instância, pela Justiça Federal. E o que isso significa? Se o requerimento for acatado pelo STF (e a chance de isso acontecer é muito grande), o processo do mensalão vai atrasar mais ainda: as denúncias contra os 34 acusados voltarão para a Justiça Federal, que abriria novo prazo para notificação e apresentação de defesa prévia. Além disso, abre-se a porteira da impunidade: se o Supremo condena um deputado mensaleiro, mas a Justiça de primeira instância inocenta, por exemplo, Valério, ou vice-versa, cabe recurso, sob a alegação de sentenças divergentes. E assim a coisa não acaba nunca...

 

• JUDICIÁRIO

As viagens continuam
Volta e meia surgem notícias de que empresas privadas bancam agradáveis viagens de juízes (acompanhados pelas esposas) a belos resorts com o objetivo de participar de um daqueles seminários em que se debate pouco e se diverte muito. Pelo visto, ainda não será dessa vez que terá fim a farra, que não raro tem lugar em hotéis fora do Brasil. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) chegou a se movimentar para tentar regulamentar esses eventos. Pelo menos um conselheiro já mandou memorando sobre o tema para a presidente do CNJ, Ellen Gracie, também presidente do STF. Mas Ellen já deu sinais de que é contra a abertura dessa pertinente discussão.

 

• ECONOMIA

Efeito gastança
A gastança eleitoral já mostra os seus deletérios efeitos. Pelos números preliminares de que o governo dispõe, a meta de superávit primário em setembro não será alcançada. Alguns setores do governo (a parte responsável, bem entendido) estão inquietos.

Novo gás
Menos um problema para a Coca-Cola. A Companhia Maranhense de Refrigerantes (CMR), fabricante da Coca-Cola no Maranhão e em parte do Tocantins, foi vendida à Renosa, engarrafadora da Coca em Mato Grosso e em parte de Goiás. Um negócio em torno de 60 milhões de reais. Deficitária, a CMR era uma fonte de dor de cabeça para a multinacional americana.

Na China e na Índia
A Politec, uma das mais bem-sucedidas e inovadoras empresas de tecnologia da informação do Brasil e que meses atrás selou uma joint venture na China, resolveu invadir mais um país do Bric. Neste momento, executivos da Politec estão na Índia, um dos donos da bola no mundo da tecnologia, fechando um negócio de automação bancária.

Mais um na bolsa
A Santos Brasil, empresa que opera no Porto de Santos o maior terminal de contêineres da América do Sul, vai abrir seu capital na Bovespa no mês que vem. Cerca de 30% do capital da empresa será vendido. O negócio, coordenado pelo Credit Suisse, movimentará 400 milhões de reais.

 

• MÍDIA

Tanure avança
As negociações entre o empresário Nelson Tanure (dono do Jornal do Brasil, da Gazeta Mercantil e da Rede CNT) e Domingo Alzugaray, dono da Editora Três, intensificaram-se. A due dilligence feita dentro da Três fica pronta nos próximos dias. Quem auxilia Tanure na transação é o Banco Fator.

 

Reabilitado pelas mãos de Lula


Rose Brasil/ABR

Devagarinho, o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), quem diria, conseguiu seu espaço no governo Lula. Não só participa do conselho político da campanha de reeleição como já possui oito cargos relevantes no atual governo petista. Entre eles, diretorias de várias estatais, como os Correios, o Banco da Amazônia (Basa) e a Eletronorte. De quebra, nomeou também o presidente da poderosa Fundação Nacional de Saúde.

 

Colaborou Otávio Cabral

 


 
 
 
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