'
 


    

 
Edição 1974 . 20 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Gente

Cadê a rapper que estava aqui?

 

Nana Moraes
Negra Li, em nova versão: "Só quero cantar e melhorar de vida"

De longo sofisticado com decote à altura dos seios recém-inflados – "Faltava um volume", diz ela –, Liliane de Carvalho, a Negra Li, é inevitavelmente acusada de esquecer o passado de rapper da periferia. "As pessoas reclamam que eu perdi minhas raízes. Mas só quero cantar e melhorar de vida", diz, com irretocável realismo. Além do primeiro CD-solo, ela vai estrear no cinema e está gravando uma minissérie da Globo. Embora a arte dramática não seja seu forte, o maior desafio não é a câmera (as personagens, meninas da periferia, têm história semelhante à sua), mas o namorado. "Ele não gostou de me ver com outro no filme. Por isso, na minissérie, pedi e sou a única que não beija ninguém", conta.

 

Chopin e Bach, sem dublê

Divulgação/TV Globo
Rafael como Luciano: "Fiquei até com tendinite"


Foram cinco meses de aulas intensivas para que Rafael Almeida, 17 anos, ex-guitarrista de uma banda de pop rock, pudesse dispensar o dublê (mas não o playback) na hora de se apresentar em rede nacional tocando Chopin e Bach ao piano. "Treinei tanto que fiquei até com tendinite", conta o jovem de ar angelical e cachinhos que vive Luciano em Páginas da Vida. O papel na novela das 8, seu primeiro na televisão depois de alguns cursos e uma peça de teatro, teve um empurrãozinho do cunhado, o diretor Jayme Monjardim. "Ele me indicou para o elenco de apoio e, quando ficou sabendo que procuravam um garoto que gosta de música, me disse para fazer o teste. Fiz e passei", comemora.

 

A última do Cazaquistão

A melhor piada do cenário internacional no momento é um fato verídico: o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, vai reclamar quando se encontrar com o americano George W. Bush do comediante inglês Sacha Baron Cohen. Difícil de acompanhar? Explicação para a típica reação de país de periferia: o comediante, que normalmente se apresenta como um rapper chamado Ali G, tem um outro personagem, o histriônico jornalista cazaque Borat. Com inglês trôpego e, eventualmente, apavorantes trajes de banho, ele se apresenta como o sexto homem mais famoso de seu país. Numa paródia de documentário lançada no Festival de Toronto, Borat viaja pelos Estados Unidos em uma van de sorvete, praticando todo tipo de bobagens politicamente incorretas. O governo cazaque, claro, acha que Cohen denigre a imagem do país.

 

Tem tigresa no tatame

Calé/Revista TPM
Kyra Gracie: o lado mais gracioso do clã do jiu-jítsu


É difícil dissociar da família Gracie a imagem do valentão briguento. Ao menos até conhecer a carioca Kyra, de 21 anos. Embora siga toda a doutrina familiar – cresceu nos tatames, fez do quimono seu traje oficial e domina a arte das gravatas e chaves de pernas desenvolvida na base de sua árvore genealógica a ponto de acumular títulos nacionais e internacionais –, a faixa preta encanta até adversários. Apelidada de "musa dos tatames", a bisneta de Hélio Gracie, um dos fundadores do clã, não sai do vestiário (mesmo rumo aos treinos) sem rímel, gloss, esmalte rosinha e perfume. "O pessoal leva até um susto quando falo que faço jiu-jítsu", diz ela.

 

 

Inventando coisas

 
Paul Darrow/Reuters
Condi e MacKay: linguagem corporal

Ele tem 40 anos, acabou de terminar o namoro com uma deputada e, como ministro das Relações Exteriores do Canadá, desfruta uma tênue projeção internacional. Ela tem 51, nunca foi vista em companhia sentimental masculina e, na qualidade de secretária de Estado americana, é a mulher mais poderosa do mundo. Mas bem que Condoleezza Rice fica cheia de sorrisinhos e muda a linguagem corporal quando está perto de Peter MacKay, uma espécie de anti-Celso Amorim – é alto, loiro e bonito. Diante da falta de notícias no trepidante Canadá, a imprensa ficou anotando a empatia entre os dois na última visita de Condi ao país. Para provocar, ela contou que foi apresentada "à família de Peter".

 

Editado por Bel Moherdaui.
Colaboraram Laura Ming e Marcelo Bortoloti

 
 
 
 
topovoltar