Geral Espaço

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Giugiaro lança novos modelos no Brasil
Argentino filma uma comédia clandestina nas Ilhas Malvinas
A volta dos prédios espetaculares em Nova York
Há onças demais no Pantanal
O Parque Nacional do Iguaçu já oferece conforto aos visitantes
Sobram pilotos brasileiros na Fórmula Indy
Globo vende objetos que aparecem nas novelas
Cursos rápidos para formar psicanalistas
A volta do colarinho pontudo com paletó sem gravata
Encontradas ruínas de palácio maia
Ex-skinhead conta como os jovens são aliciados
PMs invadem delegacia de Brasília e libertam colega
A extinção de um macaco
O comércio pirata de endereços eletrônicos
Acesso gratuito faz sua primeira vítima no Brasil
Estação espacial prepara-se para receber tripulantes
As chances do Brasil
A pressão dos planos sobre os médicos
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 
Veja também
Os estágios da montagem

Tem até banheiro

Estação Espacial Internacional
está pronta para receber
moradores

Bia Barbosa


AP
Jornada no espaço: escalada de 34 metros para ligar fios e antenas


A Estação Espacial Internacional começa a ser preparada para a vida. Na semana passada, o ônibus espacial Atlantis levou equipamentos e suprimentos necessários para a primeira tripulação permanente, que chegará no início de novembro. A equipe mista de sete astronautas russos e americanos da Atlantis checou (e aprovou) o funcionamento do módulo Zvezda, que servirá de área de residência e trabalho. Esse setor essencial da estação foi lançado em julho e acoplado por controle remoto da Terra. A tripulação tem até esta quarta-feira para descarregar cerca de 3 toneladas de suprimentos da Atlantis e de um cargueiro russo acoplado à estação. São equipamentos de ginástica, ferramentas, CDs-ROM, dicionários inglês-russo e até um aspirador de pó. Os astronautas também realizaram a manobra que elevou a altitude da estrutura em mais 4,8 quilômetros, deixando-a mais perto de sua órbita prevista, 400 quilômetros acima da superfície da Terra. Também terminaram de instalar o banheiro. Quando a tripulação permanente chegar, terá água para escovar os dentes, espelho para se barbear e um sistema sanitário completo. Parecido com o banheiro de um avião, o pequeno recinto é equipado com duas barras e um sistema que prende os pés do astronauta no chão, permitindo que ele fique sentado mesmo com a falta da gravidade.

Quando estiver habitada, a estação será o maior e mais ambicioso projeto científico espacial da atualidade. Será também um símbolo de cooperação internacional inédito. A rivalidade entre Moscou e Washington, que foi a mola propulsora da conquista do espaço a partir dos anos 50, deu lugar a um esforço de cooperação como nunca se viu, envolvendo recursos de dezesseis países, entre eles o Brasil. A participação nacional reside na fabricação de meia dúzia de peças, como as janelas de observação nas quais serão instaladas câmaras para fotografar a Terra. O país vai gastar 120 milhões de dólares, uma parte pequena dos 60 bilhões do custo total. Em troca, poderá efetuar pesquisas científicas próprias na estação e ter um astronauta a bordo. Ao contrário de megaprojetos, como o envio do homem à Lua, para o qual até agora não se encontrou utilidade prática, a estação espacial foi planejada para ser usada em experiências científicas.

Com seis centros de pesquisa funcionando em microgravidade, terá as condições ideais para o estudo de proteínas, enzimas e vírus. Ali se vai procurar a cura para doenças como câncer, diabetes e distúrbios do sistema imunológico. A ausência de peso facilitará o desenvolvimento de ligas ultraleves que levem a semicondutores capazes de revolucionar a informática. A estação será também uma porta para a exploração do espaço e a melhor base de observação da Terra, permitindo a medição dos efeitos globais da poluição do ar e do desmatamento das florestas. "Há muito trabalho pela frente, mas a partir de agora vamos funcionar em ritmo de montanha-russa", diz Dwayne Brown, porta-voz da Nasa. O trabalho dos tripulantes da Atlantis, na semana passada, incluiu um passeio de mais de seis horas no espaço. Eles literalmente escalaram 34 metros da estrutura da estação para conectar cabos de transmissão de dados e imagens entre os módulos Zvezda e Zarya. Foi a maior caminhada no espaço da história da Nasa. Por enquanto, a única surpresa da missão foi a falha apresentada em uma das baterias recém-instaladas. De fabricação russa, precisará ser substituída mais tarde. O problema é mínimo diante da construção nos ares de um gigantesco quebra-cabeça, que só ficará inteiramente pronto em 2006.

 

Na MIR, vale tudo por dinheiro


MirCorp
Espaço para anunciantes: luta pela sobrevivência


A estação espacial russa Mir, que há catorze anos paira a 200 quilômetros de altura sobre a Terra, é o local mais visitado do espaço. Mais de 20 000 experiências científicas já foram realizadas no interior de seus módulos acanhados por mais de 100 astronautas de doze países. É o único posto avançado permanente da humanidade fora da superfície do planeta, um símbolo da engenhosidade humana – mas, infelizmente, também uma sucata que há muito ultrapassou seu prazo de validade. O dinheiro para mantê-la anda escasso desde o fim da União Soviética, que investia anualmente 3 bilhões de dólares no programa espacial. No início do ano, a MirCorp, uma empresa com sede na Holanda, arrendou a estação por 20 milhões de dólares. Seu projeto é atrair investidores que ajudem a custear os 100 milhões de dólares anuais gastos na manutenção. A dificuldade da empresa é saber como vai ganhar dinheiro com o sucatão espacial.

A MirCorp enviou dois cosmonautas em abril para religar os sistemas e fazer uma faxina geral na estação, que estava abandonada havia oito meses. Já estão à disposição dos interessados espaços publicitários no casco dos módulos. Há planos de transformá-la em hotel. O primeiro turista chegará no final de 2001. Trata-se de um ex-engenheiro da Nasa que pagou 20 milhões de dólares por um passeio de dez dias. Também já foi firmado um acordo com o produtor do programa de TV Survivor – versão americana de No Limite. Em 2002, o vencedor da gincana ganhará uma viagem ao último símbolo do glorioso programa espacial russo.

 

Um projeto gigantesco

Área habitável: 1 220 metros cúbicos, o equivalente ao espaço interno de dois Boeing 747
Peso: 450 toneladas
Altitude: 400 quilômetros da Terra
Potência gerada: 110 quilowatts, enegia suficiente para abastecer uma cidade de 50 000 habitantes
Tripulação permanente: sete astronautas
100 módulos e seis laboratórios de pesquisa
Custo: 60 bilhões de dólares
Desenvolvido por dezesseis países, entre eles o Brasil

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco