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Reuters
O acidente com Maradona, em Cuba: muito susto


Acidentado:
o ex-craque argentino Diego Maradona, quando a caminhonete que dirigia bateu em um ônibus de turistas, devido à chuva e à neblina na estrada, segundo ele. Desde janeiro em Cuba para tratamento da dependência de cocaína, o jogador sofreu ferimentos e o veículo ficou destruído. Dia 13, em Havana.

Morreram: o diplomata Antonio Corrêa do Lago, que ocupou diversos postos de embaixador do Brasil, entre eles em Caracas, Montevidéu e Paris e junto ao Vaticano, à ONU, em Genebra, e à Comunidade Européia, em Bruxelas. Participou como chefe de delegação da conferência internacional sobre o desarmamento, em Genebra, em meados dos anos 60. Dia 13, aos 82 anos, de câncer, no Rio.

o ator Humberto Catalano, que participou de mais de cinqüenta filmes brasileiros, do cinema mudo às chanchadas da Atlântida, em que contracenava com estrelas como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves. Dia 10, aos 96 anos, de causa desconhecida, no Rio.

o saxofonista americano Stanley Turrentine, considerado um dos mais vigorosos surgidos depois dos anos 50 no estilo bop. Tem dezenas de discos pelo lendário selo Blue Note, entre outros. Interessado pela música brasileira, gravou músicas de Milton Nascimento. Dia 10, aos 66 anos, de derrame, em Nova York.

Anunciado: pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil o resultado do plebiscito sobre a dívida interna e externa do país, realizado pela entidade, entre 2 e 7 de setembro, em 3.444 municípios brasileiros. Cerca de 5,1 milhões de votantes reprovaram o pagamento da dívida e defenderam a revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Dia 13, em Brasília.

Afastadas: as empresas Fiago, Inepar e Macal do comando da Telemar, que controla dezesseis operadoras de telefonia fixa do Rio ao Amazonas. Tomada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida representa uma intervenção branca na Telemar, em razão de suspeita de irregularidades que envolvem a participação do grupo Opportunity. Dia 14, em Brasília.

 
Divulgação
Milton: defesa dos direitos autorais com Saramago

Divulgada: a concessão da medalha de ouro da Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores ao compositor Milton Nascimento, pelo trabalho em defesa dos direitos autorais. O outro laureado da língua portuguesa é o escritor José Saramago, prêmio Nobel da Literatura. Dia 14, no Rio.

Demitidos: pela empresa AltaVista mais de 200 funcionários, o equivalente a 25% do pessoal dessa firma americana de informática, que oferece serviços de busca na internet. Dia 15, em Palo Alto, EUA.




Reuters
O francês Bové: atacar McDonald's dá condenação


Condenado:
a três meses de prisão o sindicalista francês José Bové, por liderar o ataque a uma loja do McDonald's em construção na localidade de Millau, região sul de seu país. Ele protestava contra a taxação imposta pelos EUA contra o queijo roquefort e se tornou um símbolo dos protestos contra a Organização Mundial do Comércio. Bové aguarda em liberdade a decisão sobre a apelação de seus advogados. Dia 13, em Millau.

 
AFP
O cineasta Panahi: Leão para o Irã

Premiado: com o Leão de Ouro do 57º Festival de Cinema de Veneza o diretor iraniano Jafar Panahi, que concorreu com o filme Dayereh (O Círculo), sobre a repressão à mulher no Irã. Dia 9, em Veneza.

Revelada: a descoberta de um conjunto de 102 múmias no sítio arqueológico do oásis de Bahariya, a 370 quilômetros do Cairo, no Egito, pela equipe do cientista Zahi Hawass, da Universidade da Califórnia. As escavações duraram um ano e conduziram a sete tumbas, que abrigavam múmias de famílias prósperas, datadas de 2.000 a 2.500 atrás, embora não pertencessem a dinastias reais. Dia 11, em Nova York.

Preso: o terrorista Ignácio Gracia Arregui, ou Iñaki de Rentería, considerado o chefão do grupo basco ETA, que havia retomado em dezembro suas ações, com doze assassinatos no período. Dia 15, em Bidart, no sudoeste da França.

 
AP
O chinês Cheng Kijie: suborno punido com execução

Executado: o ex-vice-presidente do Parlamento chinês Cheng Kijie, de 67 anos, condenado pela Corte Suprema do Povo por receber subornos de 4,9 milhões de dólares para favorecer contratos de construção, promover funcionários e distribuir subsídios estatais. A amante dele, Li Ping, teve pena de prisão perpétua. O governo anunciou que já julgou 104 altos funcionários neste ano, para combater a corrupção. Dia 14, em Pequim.

 

 

 

O adeus de Cats à Broadway

Reuters
Festa em Nova York: Cats encerra com dezoito anos


Depois de miados que pareciam eternos, o musical Cats deu adeus ao público, fechando um balanço impressionante de números para a história da Broadway: dezoito anos em cartaz, 7 485 apresentações, público total de 10 milhões, 180 gravações diferentes de Memory, a música-tema, e faturamento à beira dos 400 milhões de dólares. Escrito por Lloyd Webber e dirigido por Trevor Nunn, esse avassalador sucesso de público nunca conseguiu sensibilizar cute;ticos, que sempre caíram de pau na montagem. A derradeira apresentação no dia 10, em Nova York, com 1 500 convidados na platéia, foi seguida de queima de fogos e baile repleto de fãs com fantasias felinas. Para quem perdeu, os gatos podem ainda ser vistos em Londres.


O falsário assumido

AP Photo/Bernd Kammerer
Kujan e sua pintura: pincéis oportunistas


Em 1983, a descoberta dos diários do ditador nazista Adolf Hitler causou furor ao redor do mundo. O material, no entanto, não passava de uma falsificação espetacular do pintor Konrad Kujau, que morreu no dia 12, aos 62 anos, vítima de câncer no estômago, em Stuttgart, Alemanha. Os sessenta volumes dos diários, que teriam sido encontrados nos destroços de um avião da II Guerra, foram vendidos à revista alemã Stern, que pagou 4,8 milhões de dólares para publicá-los. O material ganhou caudalosas páginas em todo o mundo, tornando-se uma das reportagens de maior repercussão dos anos 80. Descoberta a monumental velhacaria, Kujau assumiu que forjara a obra e foi condenado a quatro anos e meio de prisão. O repórter Gerd Heidemann, responsável pelo contato com o falsário, também acabou condenado por fraude. "Minha intenção não era ganhar dinheiro, mas melhorar a imagem de Hitler", justificava Kujau, embora jurasse não ser adepto do nazismo. Quando saiu do xilindró, ele aproveitou a notoriedade adquirida e passou a utilizar seu talento de falsificador para copiar quadros famosos. Em sua "galeria", reproduzia obras de Van Gogh, Picasso, Monet ou Salvador Dalí. Dessa vez, porém, trabalhando dentro da lei, com o cuidado de assinar as cópias que pintava.

 

 

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