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"O
corpo humano evolui tão bem através dos tempos
que o homem às vezes atrapalha, querendo injetar-lhe
milagres para alcançar o impossível."
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL |
Olimpíadas
2000
Achei oportuna e feliz a reportagem de capa ("As lições
de Sydney para sua saúde", 13 de setembro), coincidindo
com o início provável de uma nova "febre olímpica"
em que as pessoas partirão do mais absoluto sedentarismo
para a obsessão do desempenho de alto nível. A analogia
do assunto comentado com o que ocorre entre a Fórmula 1
e a indústria automobilística é também
bastante ilustrativa, inclusive no que se refere ao aprendizado
pelos erros e acertos. Como cardiologista, já tendo trabalhado
em ergometria, considero válidas as informações
fornecidas sobre faixa de treinamento (entre as freqüências
cardíacas máxima e submáxima), assim como
a noção de que o trabalho aeróbico, mesmo
em pequenas doses, é eficaz, desde que seja mantida a regularidade.
Doutor Otavio Eboli
São Paulo, SP
Dick Morris
Hoje em dia, eleição é uma disputa para saber
quem tem mais dinheiro para contratar o melhor marqueteiro. E
o melhor marqueteiro é aquele que engana melhor o povo,
aquele que sabe melhor vender gato por lebre. Isso é péssimo
para a democracia (Amarelas, 13 de setembro).
Hugo Goes
hugogoes@hotmail.com
Ensaio
Roberto Pompeu de Toledo não mais surpreende os leitores
de VEJA. Surpreenderia, caso deixasse de surpreender. "Independência
ou morte? Morte!" (Ensaio, 13 de setembro) revela mais
uma vez a lucidez do autor. E mais: uma lição da
arte de escrever bem, muitíssimo bem.
José Carlos Guitti
Londrina, PR
Gustavo Franco
Sempre que recebo VEJA, leio os artigos de Gustavo Franco, mas
o tema desta semana está especial, principalmente porque
liga a tão complicada economia com educação.
Não concordo quando ele escreve que pré-adolescentes
não devem tomar contato com nossa dívida externa
por ser um tema muito complexo. Eles realmente não compreenderiam
os artigos veiculados pela mídia. Entenderiam, certamente,
a explicação de um bom professor que tivesse o bom
senso de elucidar o tema numa linguagem coloquial coisa
muito difícil atualmente devido ao despreparo de nossos
mestres e deixá-los chegar à conclusão:
deve-se ou não honrar a dívida externa. Errou, portanto,
o professor do menino de Goiânia, que não leu outro
artigo de VEJA desta semana "Plebiscito da CNBB: Fé ou
Má-Fé?", cujo teor é uma aula para qualquer
educador. Parabéns a VEJA, pois a cada semana nos dá
um show de informações (Em foco, 13 de setembro).
Maria Angela Bastos de Aguiar
Catanduva, SP
Correios
A reportagem "Barraco tucano" (13 de setembro) apenas vem confirmar
e reforçar o acerto de minha decisão de demitir
o ex-presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Quero informar, ainda, que estou tomando, em relação
às declarações do ex-presidente da ECT nessa
mesma reportagem, as medidas judiciais cabíveis. Finalmente,
o tratamento que foi conferido à senhora Wilma Motta na
reportagem não corresponde ao apreço e aos sentimentos
que sempre lhe dediquei, contando, assim, com a minha absoluta
reprovação.
Pimenta da Veiga
Ministro
das Comunicações
Brasília, DF
Sobre
a reportagem, faço uma síntese das principais informações
prestadas a VEJA. Foram comprados 499 furgões mediante
uma comissão especial de licitação composta
de cinco membros, presidida pelo diretor de operações
Carlos Augusto de Lima Sena. A comissão adjudicou como
vencedora da licitação, pelo critério de
menor preço, a Mercedes-Benz do Brasil. O contrato de compra
foi assinado pelo Egydio Bianchi e pelo diretor Carlos Sena, em
novembro de 1999. Todas as etapas da primeira concorrência
haviam sido realizadas na gestão anterior, quando era presidente
o senhor Renzo Rossa, lembrando que a gestão do ex-presidente
Egydio Bianchi/Afrânio Rodrigues só teve início
em 2 de março de 1999. As únicas participações
do diretor Afrânio Rodrigues nessa licitação
foram: a) em 12 de março de 1999, ratificar a posição
assumida pela comissão, negando provimento ao recurso da
Brasília Motors e desclassificando, assim, a proposta;
b) em 24 de março de 1999, propor à diretoria da
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a revogação
do item referente à compra dos veículos em questão,
por inexistência de proposta válida. Sobre a compra
de lotes para a empresa, informei que se trata de um imóvel
escolhido após várias tentativas para a identificação
do terreno ideal, inclusive depois de um chamamento público.
Ainda em relação a esse terreno, comuniquei que
toda a operação era do conhecimento e teve a aprovação
do ex-presidente dos Correios. Sobre a dívida do PSDB mineiro,
foram informados os valores e a negociação havida,
bem como que o ministro Pimenta da Veiga tinha me recomendado,
expressamente, a sua cobrança. Esclareci que, resultado
de uma negociação, já haviam sido feitos
pagamentos num total de 400.000 reais,
dos quais 100.000 na minha gestão.
Hassan Gebrim
Presidente
Brasília, DF
A
reportagem veicula declaração do senhor Egydio Bianchi,
presidente exonerado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT), de que dois diretores da empresa, entre os quais o signatário,
o teriam pressionado a aceitar resultado irregular de licitação
para o fornecimento de veículos à ECT com o suposto
objetivo de beneficiar distribuidora de veículos de Brasília
de propriedade de minha família. Tenho a esclarecer que
jamais tratei com o presidente exonerado de assunto relativo à
licitação em questão; em todas as reuniões
de diretoria em que o assunto foi tratado abstive-me de votar
(cópias de atas anexas); com relação às
declarações do presidente exonerado da ECT, senhor
Byanchi, o assunto está entregue a meus advogados, para
as providências legais cabíveis.
Eder Augusto Pinheiro
Diretor
de tecnologia da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Drogas
Ao reproduzir a fala "Não proibiremos o uso do chá
nos rituais. Religião é religião", VEJA omitiu
que nos referíamos ao que determina a ordem institucional
vigente, baseada na Constituição e na interpretação
do Poder Judiciário. Deixamos bem claro que a liberdade
de culto é um preceito constitucional e que, segundo entendimento
adotado até agora pelo Judiciário, o uso do "ayahuasca"
em rituais está contemplado por essa determinação
da Carta Magna ("O barato legal", 13 de setembro).
Alberto Mendes Cardoso
Ministro-chefe
do Gabinete de Segurança Institucional
Brasília,
DF
CORREÇÃO:
Na reportagem "As lições de Sydney para sua
saúde" (13 de setembro), o esporte praticado por Rechelle
Hawkes é hóquei sobre a grama.