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Radar
ECONOMIA
Bye, bye Brazil
No Brasil desde 1904, a franco-alemã AGF, uma
das maiores seguradoras do país, quer respirar novos ares.
Além da seguradora, quer passar adiante também o Banco
AGF e sair do Brasil.
GOVERNO
Ibope alto
Houve uma discreta comemoração na noite
de sexta-feira passada no Palácio do Planalto. Foi quando
chegaram os resultados da pesquisa nacional feita logo após
o pronunciamento de Lula na TV na noite anterior: 75% avaliaram
como "ótimo" e "bom" o discurso do presidente. Outros 19%
o consideraram "regular". Somente 3% (tucanos radicais ou petistas
idem, quem sabe) acharam a fala de Lula "ruim" ou "péssima".
Sinceridade
presidencial
A mesma pesquisa revelou que 84% dos brasileiros consideraram
que Lula foi "sincero" na TV. Apenas 7% responderam "não"
a essa pergunta.
Ele
vai falar mais?
Em sete meses de governo, Lula foi duas vezes ao rádio
e à TV para pronunciamentos em cadeia nacional. Mas, se o
Planalto levar em conta os dados da pesquisa feita na semana passada,
tudo pode mudar: 67% disseram que gostariam que as falas de Lula
em rede nacional fossem ao ar regularmente, "todos os meses ou de
dois em dois meses".
Tempo
quente na Anatel
Foi pesado o bate-boca entre Luiz Schymura e Antônio
Carlos Valente, respectivamente presidente e vice da Anatel, durante
uma reunião do conselho da agência na quarta-feira
passada. Schymura ameaçou Valente com a abertura de um processo
administrativo disciplinar, porque o vice promovera um seminário
na Anatel sobre a reforma tributária sem sua autorização.
Valente não gostou da advertência e reagiu com acusações
a Schymura. E o bafafá se formou.
Cabra
marcado para morrer
Está no chão o prestígio do ministro
dos Transportes, Anderson Adauto, junto à cúpula do
governo. Como ele já andava bastante desgastado, deve ter
se esforçado muito para piorar sua situação.
Na
periferia
Lula determinou ao Ministério das Cidades e
à Caixa Econômica Federal que concentrem os recursos
para a habitação popular nas regiões metropolitanas.
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Na
estaca zero
Dida Sampaio/AE
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| Costa:
farmácia popular só no papel |
O
governo caminha para o oitavo mês e ainda não
saiu do zero o programa das farmácias populares,
um dos porta-estandartes da campanha de Lula. O próprio
presidente anda impaciente com a morosidade e já
reclamou disso com o ministro da Saúde, Humberto
Costa.
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PFL
Conversa restabelecida
O PFL está fervendo. Há duas semanas,
no meio de uma veemente discussão por causa da atuação
pró-reformas de Roseana Sarney, Jorge Bornhausen desligou
o telefone na cara da senadora. Na quinta-feira passada, o presidente
do PFL pediu desculpa a Roseana. Mas a tensão permanece.
AVIAÇÃO
Linha direta
O futuro diretor-geral do Departamento de Aviação
Civil (DAC), Marcos Sfoggia, deve conhecer bem de perto os problemas
de pelo menos uma das companhias de aviação do país
a Varig. Rafael e Juliana, dois de seus filhos, são
respectivamente piloto e advogada da empresa.
GENTE
O mapa astral do Duda
Para quem estranhou a escapulida rápida de Duda
Mendonça para passar apenas dois dias em Helsinque na semana
passada, segue uma explicação celestial: o mapa astral
que o marqueteiro mandou fazer indicava que a cidade ideal para
ele passar seu aniversário era a capital da Finlândia.
Para não contrariar os astros, Duda nem discutiu. Comprou
a passagem, fez as malas e partiu.
Aliado,
mas crítico
Algumas intervenções públicas
mais críticas feitas pelo dono da Gradiente, Eugênio
Staub, levaram a um disse-me-disse que ele estaria decepcionado
com o governo. Staub avisa à praça que continua um
"aliado, mas não um aliado bajulador, e sim crítico".
Ele lembra que o diálogo é próprio do PT e
apenas quer que isso ocorra também na política econômica.
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O
livro de ensinamentos de Abilio
Bia Parreiras
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| Diniz:
escrevendo dois livros |
Nas últimas semanas, Abilio Diniz acrescentou
uma terceira tarefa à sua rotina diária
de tocar o Pão de Açúcar e de malhar.
Está escrevendo um livro. Aliás, dois,
que serão lançados no ano que vem (um
de cada vez) pela editora Campus/Elsevier. O primeiro
será uma autobiografia clássica. E o outro
trilhará mais o estilo de auto-ajuda, embora
este não seja certamente um rótulo que
ele aprove: ali, vai relatar as lições
que tirou de três momentos capitais de sua vida,
em que foi obrigado a rever vários conceitos
o seqüestro que sofreu em 1989; a briga
com o irmão Alcides; e a quase bancarrota do
Pão de Açúcar, que foi à
lona e deu a volta por cima até se tornar novamente
a maior rede de supermercados do país.
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MEDICAMENTOS
Testes? Para que testes?
Crescem em Brasília as pressões para
que a Anvisa revogue uma resolução baixada há
três meses obrigando os medicamentos similares a passar por
testes de bioequivalência os mesmos feitos pelos genéricos
e que garantem a qualidade e a eficácia do produto. Os testes
custam caro, daí a chiadeira dos fabricantes de similares.
Do lobby participam os deputados do PC do B Jandira Feghali e Aldo
Rebelo, entre outros.
CERVEJAS
A primeira batalha 1
Em breve, muito mais breve do que se imagina, a Schincariol
deve desaparecer do mercado. Isso mesmo: sai de cena a marca que
possui quase 10% das vendas totais de cerveja. Em seu lugar, a empresa
lançaria uma nova marca para bater de frente com a líder
Skol.
A
primeira batalha 2
Essa ousada tacada viria nas asas de uma das maiores
campanhas publicitárias que já se viram no setor de
cervejas. O publicitário Eduardo Fischer, comandante-em-chefe
da virada da Schincariol, não confirma a informação.
Mas onde há fumaça, há fogo ou, neste
caso, onde há espuma, há cerveja.
TELEVISÃO
Pelo celular
A Rede TV! será a primeira emissora do país
que poderá ser vista via telefone celular. A previsão
é de que o serviço esteja disponível no início
de setembro para aqueles que usam o sistema GSM e, claro, para aqueles
que possuem os aparelhos top de linha, que estão em torno
dos 3 000 reais.
Lauro
Jardim (e-mail:
ljardim@abril.com.br)
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