Edição 1816 . 20 de agosto de 2003

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Radar

ECONOMIA

Bye, bye Brazil
No Brasil desde 1904, a franco-alemã AGF, uma das maiores seguradoras do país, quer respirar novos ares. Além da seguradora, quer passar adiante também o Banco AGF e sair do Brasil.

 

GOVERNO

Ibope alto
Houve uma discreta comemoração na noite de sexta-feira passada no Palácio do Planalto. Foi quando chegaram os resultados da pesquisa nacional feita logo após o pronunciamento de Lula na TV na noite anterior: 75% avaliaram como "ótimo" e "bom" o discurso do presidente. Outros 19% o consideraram "regular". Somente 3% (tucanos radicais ou petistas idem, quem sabe) acharam a fala de Lula "ruim" ou "péssima".

Sinceridade presidencial
A mesma pesquisa revelou que 84% dos brasileiros consideraram que Lula foi "sincero" na TV. Apenas 7% responderam "não" a essa pergunta.

Ele vai falar mais?
Em sete meses de governo, Lula foi duas vezes ao rádio e à TV para pronunciamentos em cadeia nacional. Mas, se o Planalto levar em conta os dados da pesquisa feita na semana passada, tudo pode mudar: 67% disseram que gostariam que as falas de Lula em rede nacional fossem ao ar regularmente, "todos os meses ou de dois em dois meses".

Tempo quente na Anatel
Foi pesado o bate-boca entre Luiz Schymura e Antônio Carlos Valente, respectivamente presidente e vice da Anatel, durante uma reunião do conselho da agência na quarta-feira passada. Schymura ameaçou Valente com a abertura de um processo administrativo disciplinar, porque o vice promovera um seminário na Anatel sobre a reforma tributária sem sua autorização. Valente não gostou da advertência e reagiu com acusações a Schymura. E o bafafá se formou.

Cabra marcado para morrer
Está no chão o prestígio do ministro dos Transportes, Anderson Adauto, junto à cúpula do governo. Como ele já andava bastante desgastado, deve ter se esforçado muito para piorar sua situação.

Na periferia
Lula determinou ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal que concentrem os recursos para a habitação popular nas regiões metropolitanas.

 

Na estaca zero

Dida Sampaio/AE
Costa: farmácia popular só no papel

O governo caminha para o oitavo mês e ainda não saiu do zero o programa das farmácias populares, um dos porta-estandartes da campanha de Lula. O próprio presidente anda impaciente com a morosidade e já reclamou disso com o ministro da Saúde, Humberto Costa.

PFL

Conversa restabelecida
O PFL está fervendo. Há duas semanas, no meio de uma veemente discussão por causa da atuação pró-reformas de Roseana Sarney, Jorge Bornhausen desligou o telefone na cara da senadora. Na quinta-feira passada, o presidente do PFL pediu desculpa a Roseana. Mas a tensão permanece.

 

AVIAÇÃO

Linha direta
O futuro diretor-geral do Departamento de Aviação Civil (DAC), Marcos Sfoggia, deve conhecer bem de perto os problemas de pelo menos uma das companhias de aviação do país – a Varig. Rafael e Juliana, dois de seus filhos, são respectivamente piloto e advogada da empresa.

 

GENTE

O mapa astral do Duda
Para quem estranhou a escapulida rápida de Duda Mendonça para passar apenas dois dias em Helsinque na semana passada, segue uma explicação celestial: o mapa astral que o marqueteiro mandou fazer indicava que a cidade ideal para ele passar seu aniversário era a capital da Finlândia. Para não contrariar os astros, Duda nem discutiu. Comprou a passagem, fez as malas e partiu.

Aliado, mas crítico
Algumas intervenções públicas mais críticas feitas pelo dono da Gradiente, Eugênio Staub, levaram a um disse-me-disse que ele estaria decepcionado com o governo. Staub avisa à praça que continua um "aliado, mas não um aliado bajulador, e sim crítico". Ele lembra que o diálogo é próprio do PT e apenas quer que isso ocorra também na política econômica.


O livro de ensinamentos de Abilio

Bia Parreiras
Diniz: escrevendo dois livros


Nas últimas semanas, Abilio Diniz acrescentou uma terceira tarefa à sua rotina diária de tocar o Pão de Açúcar e de malhar. Está escrevendo um livro. Aliás, dois, que serão lançados no ano que vem (um de cada vez) pela editora Campus/Elsevier. O primeiro será uma autobiografia clássica. E o outro trilhará mais o estilo de auto-ajuda, embora este não seja certamente um rótulo que ele aprove: ali, vai relatar as lições que tirou de três momentos capitais de sua vida, em que foi obrigado a rever vários conceitos – o seqüestro que sofreu em 1989; a briga com o irmão Alcides; e a quase bancarrota do Pão de Açúcar, que foi à lona e deu a volta por cima até se tornar novamente a maior rede de supermercados do país.

MEDICAMENTOS

Testes? Para que testes?
Crescem em Brasília as pressões para que a Anvisa revogue uma resolução baixada há três meses obrigando os medicamentos similares a passar por testes de bioequivalência – os mesmos feitos pelos genéricos e que garantem a qualidade e a eficácia do produto. Os testes custam caro, daí a chiadeira dos fabricantes de similares. Do lobby participam os deputados do PC do B Jandira Feghali e Aldo Rebelo, entre outros.

 

CERVEJAS

A primeira batalha 1
Em breve, muito mais breve do que se imagina, a Schincariol deve desaparecer do mercado. Isso mesmo: sai de cena a marca que possui quase 10% das vendas totais de cerveja. Em seu lugar, a empresa lançaria uma nova marca para bater de frente com a líder Skol.

A primeira batalha 2
Essa ousada tacada viria nas asas de uma das maiores campanhas publicitárias que já se viram no setor de cervejas. O publicitário Eduardo Fischer, comandante-em-chefe da virada da Schincariol, não confirma a informação. Mas onde há fumaça, há fogo – ou, neste caso, onde há espuma, há cerveja.

 

TELEVISÃO

Pelo celular
A Rede TV! será a primeira emissora do país que poderá ser vista via telefone celular. A previsão é de que o serviço esteja disponível no início de setembro para aqueles que usam o sistema GSM e, claro, para aqueles que possuem os aparelhos top de linha, que estão em torno dos 3 000 reais.

 

Lauro Jardim (e-mail: ljardim@abril.com.br)

 




 
 
 
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