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Cartas
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"A
história real do Brasil bem-sucedido e próspero
tende a injetar ânimo nas pessoas cansadas de más
notícias nestes tempos de crise."
Sergio Ricardo Tannuri
São Caetano do Sul, SP
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Retratos
do Brasil
Cumprimento VEJA pela reportagem "O Brasil das oportunidades" (13
de agosto). Apesar das distorções ainda existentes,
ela mostra que nosso país é bem maior e mais generoso
do que presumem as agências de classificação
de riscos.
Marcos Adriano Rodrigues da Silva
Olinda,
PE
As
pessoas citadas no artigo são os verdadeiros heróis
brasileiros, possuem o gene dos titãs mitológicos,
provam e comprovam que nascer pobre não é motivo para
se acomodar e passar a vida inteira culpando quem nasceu bem de
vida. O que se consegue com o suor do trabalho é o troféu
da vida. Nossos heróis devem servir de exemplo e incentivo
para quem quer vencer na vida.
Caetano Roberto Sousa de Freitas
Fortaleza,
CE
Fiquei
emocionado ao ler a matéria "Retratos do Brasil que dá
certo". Eu me senti um deles, pois fui bóia-fria do sisal,
trabalhando na Paraíba, na década de 80. Mas venci
os campos de sisal, graças a Deus. Hoje, depois de uma longa
jornada de batalhas, consegui terminar o doutorado em história
na Universidade Federal de Pernambuco e ingressar como docente do
magistério superior na Universidade Federal do Rio Grande
do Norte. Sou uma fotografia do Brasil que deu certo!
Iranilson Buriti
Campina
Grande, PB
Não pude deixar de ver minha própria história
de vida retratada na reportagem "O Brasil das oportunidades", uma
vez que comecei a trabalhar aos 12 anos, como empacotador de supermercado,
na pequena Andirá, no norte do Paraná, tendo sido
ainda vendedor de cachorro-quente, serralheiro, auxiliar de escritório
de advocacia, advogado e analista judiciário do TRE/PR, até
conseguir realizar meu sonho profissional. Desde 26 de maio de 2003,
passei a integrar o Ministério Público do Paraná,
como promotor de Justiça.
Josilmar de Souza Oliveira
Curitiba,
PR
Bem
mais gratificante ler sobre pessoas que deram certo graças
a sua capacidade do que sobre os que subiram devido ao tamanho do
traseiro.
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal,
RN
Karl
Josef Romer
Fiquei impressionado com a densidade e a clareza dos argumentos
do bispo Karl Josef Romer na defesa da forma como a Igreja vê
o homossexualismo e a família (Amarelas, 13 de agosto). Quando
comparados com essa postura oriunda de profundos debates
que envolvem não apenas padres, mas também médicos,
psicólogos e educadores , os argumentos dos grupos
gays soam superficiais, lembrando muito as suas paradas: excesso
de barulho e carência de conteúdo.
Pedro Guilherme Ribeiro Piccoli
Curitiba,
PR
Muito
cativante a entrevista com dom Romer nas páginas amarelas.
Sou católico e homossexual praticante e, com tais práticas,
posso dizer que o que mais me fere é a falta de caridade
usual entre nós (leigos, religiosos, presbíteros...),
católicos, para conosco mesmos. Quanto à homossexualidade,
minha mãe, a Igreja, já nos fez sofrer mais. Hoje,
a prudência é mais notória. Contudo, desaprovo
a influência que a Igreja pretende ter nesse assunto junto
ao Estado. Afinal, ambas as práticas, catolicismo e homossexualismo,
evoluíram. Louvado seja o Cristo!
Juliano Oliveira
São
Paulo, SP
Os
fundamentos da Igreja estão presos a períodos em que
homossexuais eram tratados como doentes e, como conseqüência,
eram expostos a "processos de cura". Quem precisa de cura está
doente. E posso dizer, com toda a certeza: eu não estou.
Doença é não enxergar assuntos que realmente
interessam à humanidade, como a fome, a miséria e
as guerras. A Igreja precisa se contextualizar. Ela vive na Idade
Média. Eu não!
Josean Rego
Boa
Vista, RR
Todo
o universo é composto de elementos eqüidistantes com
funções complementares e harmônicas entre si.
Assim como há o homem e a mulher, não existe anatomicamente,
geneticamente, funcionalmente, espiritualmente um terceiro ser errático.
Sejam homens fortes, sejam mulheres fortes. Guiem-se pelo lado certo.
Isso não é preconceito. É conceito. Meus parabéns
a Karl Josef Romer por sua lúcida definição
sobre esse polêmico assunto.
Frederico Augusto Fleury de Melo
Goiânia,
GO
Quando o bispo Karl Josef Romer afirma, em sua entrevista a VEJA,
que "...na homossexualidade a expressão sexual, genital,
não consegue realizar aquilo que é a ordem fundamental
do sexo: a complementaridade e a abertura a uma vida nova", ele
esquece ou simplesmente desconhece até pelo fato de
ser, em tese, casto a grande importância da expressão
sexual na manutenção de bons níveis de saúde
física e mental.
Edson F. Nascimento
Ribeirão
Preto, SP
Só
mesmo um bispo católico para apresentar e interpretar com
sobriedade e justiça a opinião daquela que, há
2003 anos, forma a consciência moral de homens e mulheres.
É de impressionar a verdade e a certeza com que dom Romer
trata assuntos tão relevantes para as pessoas. Percebe-se
agora por que os católicos não são alvoroçados.
Porque aqueles que os guiam sabem onde estão pisando.
Cássio Marinho
Osasco,
SP
É
revoltante como a decadente Igreja Católica permanece, tal
qual um avestruz, enterrada nas trevas do preconceito e da ignorância.
Esse senhor com seu discursinho intolerante jamais será um
homem de verdade, pois desconhece a intensidade do amor de (e por)
um(a) companheiro(a), e nunca constituirá uma família.
Mas não deixa de ser uma evolução, uma vez
que há muito pouco tempo essa mesma Igreja torturava e assassinava
homossexuais.
Luiz Fernandes
São
Paulo, SP
Luiz
Felipe de Alencastro
Concordo em gênero, número e grau com o exposto no
artigo "O lugar da violência" (Ponto de vista, 13 de agosto).
Todavia, acho que a primeira medida, embora com resultados a longo
prazo, é facilitar o planejamento familiar para casais de
média e baixa renda. A razão é diminuir a enxurrada
de mão-de-obra que diariamente aflui ao mercado de trabalho,
e reduzir o círculo vicioso do aumento da oferta, que faz
baixar seu valor. Para isso é necessário fornecer
conhecimentos e meios para efetivar a redução do número
de filhos e vencer a ideologia que se opõe ao controle de
natalidade, mais cultural que religiosa.
Cyro Bernardes
Guarujá,
SP
Sérgio
Abranches
Essa é a segunda redução do IPI que o governo
federal concede às montadoras. A primeira foi, se não
me engano, em outubro do ano passado. Concordo plenamente quando
Abranches diz que o consumidor será o último beneficiado
pela medida, pois, na ocasião da primeira redução
do IPI dos carros novos, as montadoras aumentaram seus preços
("Dois pesos, duas medidas", Em foco, 13 de agosto).
Ricardo Ramiro
Catanduva,
SP
Previdência
Quando a orquestra começará a tocar? Desde que me
conheço por gente, o violino brasileiro está sendo
afinado. Depois da reforma ministerial, depois que a crise do petróleo
passar, depois das eleições municipais, depois da
reforma tributária. Depois, sempre depois. Está na
hora de parar de afinar o violino e começar a tocar ("Lula
afina a orquestra", 13 de agosto).
Peter Amaro de Sousa
Curitiba,
PR
A
verdadeira causa do déficit previdenciário jamais
será atacada, pois a elaboração e a execução
das reformas sempre estarão entregues às mãos
de seus verdadeiros causadores. Infelizmente, essa é para
inglês ver, ou melhor, para brasileiros incautos verem. Os
maiores salários e os verdadeiros privilégios continuam
ali, na moita. Mas é um colírio para os olhos da pobre
Base da Pirâmide da Iniciativa Privada. Um bálsamo
para os olhos. Uma sensação de justiça. Ponto
para Lula!
José L. Pinéo Fo
Brasília,
DF
Tenho
17 anos e estou fazendo intercâmbio na Alemanha. Já
notei muita diferença aqui em relação ao Brasil.
E foi muito interessante poder ler a matéria de VEJA dizendo
que nosso país está melhorando ao menos no aspecto
social. Mas é bom ver daqui de longe, onde tudo parece ser
tão resolvido, que o Brasil, em meio a tantas turbulências
econômicas, políticas, de segurança, pode sobressair,
sendo antes visto como um país do Terceiro Mundo, atrasado
e de políticos corruptos. É bom ver que ele está
melhorando. Espero poder continuar com esse orgulho de ser brasileira
e contar a meus amigos alemães boas notícias da terrinha.
Laura Redondo de Campos
Oldenburg,
Alemanha
Antiamericanismo
O Brasil está sempre entre os primeiros. Em índice
de analfabetismo, violência, exploração do trabalho
infantil, e por aí vai. Essa opinião sobre a cultura
americana é bastante previsível, uma vez que os entrevistados
provavelmente são neo-intelectualóides, eleitores
de um presidente espetacularmente contraditório, que irá
promover o espetáculo de... só Deus sabe. Que ele
tenha piedade de nós ("Aversão ao Tio Sam", 13 de
agosto)!
Rodolfo Sarudiansky
Rio
Claro, SP
Moro
nos Estados Unidos há catorze anos e convivo bastante na
comunidade brasileira. Muitos vêm para cá fazer dinheiro
para depois voltar para o "paraíso" chamado Brasil. Acho
que essa pesquisa deveria ser feita também aqui nos Estados
Unidos, perguntando quem gostaria de voltar para o Brasil
mas, antes, informem todos sobre a verdadeira situação
do país, pois aqui eles trabalham tanto que não têm
tempo de acompanhar como é sobreviver no "paraíso".
Que essa pesquisa não seja feita em minha casa, para não
se assustarem com a opinião que tenho de tudo isso.
Erico Arcoverde
Miami, Flórida, EUA
Arc
Pela segunda semana, Arc parece estar se despedindo de seus leitores.
É impressão minha ou estaremos todos perdendo um porta-voz
dos terráqueos inconformados e perplexos diante das óbvias
mazelas terrenas, simulacro de humanidade, tão bem detectadas
por nosso marciano? De qualquer maneira, Arc, boa sorte e sucesso;
não perca jamais sua sensibilidade e sua capacidade de indignar-se
("Até a volta, Arc!", 13 de agosto).
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP
Filhas
adolescentes
Percebe-se
pela reportagem "Crônica de um pai transtornado" (13 de agosto)
que o intuito do escritor americano W. Bruce Cameron é meramente
comercial. Tenho quatro filhas que passaram pela adolescência
por um caminho bem diferente do das filhas do escritor. Içami
Tiba nele!
Luiz Augusto Chein
Petrolina de Goiás, GO
Roberto
Marinho
A
TV Globo se sente gratificada pela reportagem que VEJA publicou
sobre a morte de Roberto Marinho, em que se destaca a importância
que ele teve para a cultura brasileira. Foi um trabalho respeitoso,
em que a revista mostrou seus pontos de vista, nem sempre coincidentes
com os nossos. Mas são necessários esclarecimentos.
A reportagem diz: "A TV Globo noticiou o comício da Praça
da Sé (...) como se fosse parte do aniversário da
cidade de São Paulo". Não é fato. A Globo citou
a coincidência com o aniversário da cidade, mas, numa
longa reportagem no Jornal Nacional, disse que o comício
era para exigir as diretas já, mostrou a multidão
que lotava a área, destacou a presença de Ulysses,
Tancredo, Lula, Brizola e outros. No fim, um trecho do discurso
de Franco Montoro, dizendo que o país já conquistara
a anistia, já conquistara as diretas para governadores, mas
precisava lutar, ainda, pelas diretas para presidente. Todos os
atos pelas diretas foram objeto de reportagens nossas. Na página
83, diz-se: "Em 1989, a Globo organizou um debate entre os presidenciáveis
Lula e Collor". A Globo nada organizou; o debate foi uma iniciativa
de um pool de quatro emissoras. Temos consciência de que a
edição do debate, no Jornal Nacional, deixou
em muitos a percepção de que Collor foi beneficiado.
Mas a intenção da TV Globo foi apenas mostrar que
o ex-presidente se saiu melhor. Os responsáveis pela edição
repetem sempre que as razões foram jornalísticas e
não houve orientação dos acionistas para que
a edição tivesse um ou outro enfoque. Sobre o impeachment
de Collor, a reportagem diz que a Globo "rendeu-se com atraso ao
crescimento da campanha pelo impeachment". Desde o momento em que
as denúncias de Pedro Collor eclodiram em VEJA, a Globo noticiou
o episódio com o destaque merecido.
Luis Erlanger
Diretor da Central Globo de Comunicação
Rio de Janeiro, RJ
Helibras
A
nota "Um comprador para a Helibras" (Holofote, 13 de agosto) contém
informações equivocadas que podem prejudicar a imagem
de nossa empresa Helibras. Em 2002, ela não registrou prejuízo
de 52 milhões de reais, como VEJA informou, mas, sim, de
28,3 milhões de reais. Esse resultado, que consta das demonstrações
financeiras em reais, é conseqüência da crise
econômica que abala o setor e, sobretudo, da desvalorização
da moeda nacional diante do dólar americano que se verificou
no fim de 2002. Dessa forma, ele não reflete fielmente a
real situação econômica da companhia. O texto
da nota publicada deixa entender que ela "não tem mais patrimônio
para pagar suas dívidas". A esse propósito, cabe esclarecer
que o maior credor da empresa é o grupo franco-alemão
Eurocopter, que também é o maior acionista da Helibras.
É óbvio que o Eurocopter, que em parceria com o governo
do Estado de Minas Gerais decidiu há 25 anos realizar no
Brasil um significativo investimento de longo prazo, não
tem interesse algum em comprometer o patrimônio e o futuro
da companhia. Note-se ainda que a Helibras vem se mantendo na liderança
do mercado. No ano passado, entregou 31 aeronaves e respondeu por
nove dos dez helicópteros novos comercializados no Brasil
mercado que disputam conosco os maiores competidores do setor.
Xavier Poupardin
Eurocopter
Hernani Garcia Gouvea
Bueninvest
Isabel Pereira de Souza
MGI
São Paulo, SP
CORREÇÕES:
A frase correta de Ney Matogrosso ao Fantástico
é "Cazuza foi uma grande paixão na minha
vida", e não "Cazuza foi a grande paixão de
minha vida" (Veja
essa, 13 de agosto). Vicky Bloch, qualificada
como headhunter na coluna "O
que estou lendo" (Guia, 13 de agosto), é consultora
de carreiras. Na nota sobre o cupuaçu da seção
Sobe
(13 de agosto), o grupo japonês obteve não a patente,
mas o registro do nome da fruta como marca.
| Visto
americano |
O
leitor Rafael Scapin, de Descalvado, São Paulo,
escreveu: "A informação do senhor Pedro
Fortes, vice-presidente da Associação Brasileira
de Hotéis, sobre o visto de entrada nos Estados
Unidos publicada na seção Cartas (6 de agosto)
está incorreta. De acordo com o site oficial do
Departamento de Estado dos Estados Unidos (http://travel.state.gov/vwp.html),
o governo americano isenta 27 países de visto de
entrada em seu território, e não 21. Esses
países fazem parte do Visa Waiver Program. O Canadá
também é isento de visto de entrada, embora
não faça parte do programa, o que eleva
o número dos países isentos para 28". Esses
países também não necessitam do visto
de trânsito para viajantes que precisarem fazer
escala em aeroportos americanos, exigência recente
do Departamento de Segurança da Pátria e
do Departamento de Estado. São os seguintes os
países isentos de visto de entrada nos Estados
Unidos: América Canadá; Europa
Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Dinamarca,
Eslovênia, Espanha, Finlândia, França,
Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Liechtenstein,
Luxemburgo, Mônaco, Noruega, Portugal, Reino Unido,
San Marino, Suécia e Suíça; Ásia
Brunei, Japão e Cingapura; Oceania
Austrália e Nova Zelândia. |
|
| O
avestruz é o bicho! |
|
O
quadro "O avestruz não pegou, pelo menos até
agora..." (6 de agosto) continua repercutindo entre
os criadores e especialistas. Alguns enviaram à
redação de VEJA informações
que ajudam a entender a situação desse
mercado. "Os investidores estão satisfeitos com
o mercado e a lucratividade. Os lucros hoje vêm
mais do comércio de reprodutores do que do abate",
escreveu Rodrigo Ciboto, de Osasco, São Paulo.
"Essa atividade teve um crescimento absurdo nos últimos
anos, saltando o plantel nacional de 200 avestruzes
em 1996 para 100 000 em 2003. Até 2009 teremos
uma produção superior à da África
do Sul, o maior produtor", diz Adair Ribeiro, da Veredas
dos Avestruzes, de São Paulo. "O avestruz nunca
concorrerá com carne de frango ou de boi nem
terá os mesmos preços, por se tratar de
uma carne nobre", explica o criador Marcos Barrozo,
de Londrina, Paraná. Marco Aurélio Elmer
Lopes, de São Paulo, observa que "1 grama de
carne per capita por ano representa uma quantidade superior
a 160 toneladas, algo significativo para uma criação
de início recente". Para Bety Costa, assessora
de comunicação rural no Nordeste (betycosta@uol.com.br),
"os produtores da região investem atualmente
na formação de pequenos criatórios,
na busca de uma escala de produção e no
aporte de recursos financeiros para a construção
de um abatedouro no agreste pernambucano". Veja Rio,
suplemento carioca de VEJA, publicou na semana passada
uma reportagem sobre o consumo da exótica ave
naquela cidade ("Carne nova no pedaço", 13 de
agosto). Os interessados podem ler a matéria
na internet: http://veja.abril.com.br/vejarj/130803/gastronomia.html.
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