Edição 1816 . 20 de agosto de 2003

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Carta ao leitor
No gabinete com Lula

 
Ana Araújo
Da esq. à dir., Alcântara, Thaís, Petry e Oinegue: primeira entrevista

A presente edição de VEJA traz a primeira entrevista em profundidade concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que tomou posse, há sete meses. Para o presidente o momento é especial. Seu governo alcançou uma vitória acachapante na votação da reforma da Previdência, que, além dos méritos evidentes de saneamento financeiro do Estado, sinalizou que o país tem comando e está no rumo correto. A Eurípedes Alcântara, diretor adjunto de VEJA, Eduardo Oinegue, redator-chefe, e André Petry, chefe da sucursal de Brasília, se juntou a editora Thaís Oyama. O presidente recebeu os quatro jornalistas da revista em seu gabinete no 3º andar do Palácio do Planalto – uma sala ampla com três ambientes integrados. Ali ficam a mesa de trabalho do presidente, uma grande mesa redonda de reuniões e um conjunto de sofás e poltronas. O gabinete foi recentemente reformado sob a supervisão da primeira-dama, Marisa, que escolheu a cor do novo carpete. O bege básico deu lugar a um modelo mais moderno, de tom avermelhado.

O encontro com os jornalistas de VEJA estava programado para durar apenas quarenta minutos, mas acabou se estendendo por mais de duas horas. Eles encontraram um presidente à vontade no cargo e com posições seguras, algumas até desconcertantes, como as que expressou sobre os radicais do PT e seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Enquanto transcorria a entrevista, a vida no andar do presidente vivia o burburinho típico do núcleo do governo. Na agenda presidencial, havia um lembrete para que Lula se recordasse do aniversário de Fidel Castro, que completava 77 anos. Na ante-sala, um cubículo comparado ao latifúndio do gabinete presidencial, ajudantes-de-ordens e assessores se espremiam em busca de decisões logísticas sobre a próxima viagem do presidente. Também se apertava na salinha o marqueteiro Duda Mendonça, que esperava o término da entrevista a VEJA para gravar o pronunciamento oficial do presidente exibido na quinta-feira passada em cadeia de rádio e televisão.

 
 
 
 
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