Edição 1914 . 20 de julho de 2005

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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• CPI

Delcidio cobra do BC
Delcidio Amaral, presidente da CPI dos Correios, esteve com Henrique Meirelles na sexta-feira passada para fazer uma reclamação. Alertou o presidente do BC de que apenas um banco não entregou à CPI as movimentações de recursos solicitadas. Adivinhe qual? O Rural, enrolado no esquema de Marcos Valério. Mas o Rural enviou à Justiça Federal documentos de conteúdo devestador para as teses de defesa apresentadas por Delúbio Soares e Valério.

Até quando?
O governo quer fechar a temporada de CPIs até novembro. Está estabelecendo pontes com tucanos e pefelistas para que os trabalhos se encerrem neste ano – sem a prorrogação que é permitida pela legislação. O entendimento está sendo conduzido por Aloizio Mercadante, entre outros. O problema é que tem tucano querendo estender toda e qualquer CPI até outubro de 2006...

 

• PT

Dirceu troca de advogado
José Dirceu tem novo advogado. É o paulista José Luis Oliveira Lima. Portanto, José Carlos Dias, contratado no mês passado por Dirceu para defendê-lo, está fora do caso. E o motivo prescinde de explicações maiores: Dias, ex-ministro de FHC, tem também como cliente o Banco Rural, envolvido com Marcos Valério.

Dupla tristeza
Silvinho Pereira está duplamente triste. Perdeu a secretaria-geral do PT. E viu a Daslu ser invadida pela PF na quarta-feira. Silvinho – quem te viu, quem te vê – é cliente da loja.

 

• GOVERNO

Currículo reluzente
Breve currículo auto-explicativo do novo presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, indicado pelo PMDB: ele foi secretário de Governo do ex-governador Newton Cardoso em Minas Gerais – uma espécie de braço-direito e operador do "Newtão".

Privatização petista
Da série "há males que vêm para bem": sem alarde, Marcos Lisboa, o novo presidente do IRB, prepara a privatização e venda da turbulenta estatal para o próximo ano.

Daqui eu não saio
Olívio Dutra não quer sair da cadeira que ocupa nem por um decreto. Tem feito todo tipo de gestão para continuar no Ministério das Cidades. Lula tende a fundi-lo com o Ministério da Integração Nacional e entregá-lo a Ciro Gomes.

Eu saio
Embora de público afirme o contrário, Tarso Genro queria, sim, deixar o Ministério da Educação. Aos mais próximos, dizia que estava exausto dos embates com o ministro Antonio Palocci por maiores verbas. Perdia todos.

O desembarque do "China"
Os mais próximos de Luiz Gushiken garantem que ele está preparando sua saída do governo para meados de setembro.

Os 300 abacaxis do Lula
A Presidência da República abriu licitação para comprar frutas e verduras para o Palácio do Planalto e diversos órgãos da própria Presidência. Vai gastar 7 974 reais nessa "feirinha". Só de abacaxi serão 300 unidades. Como se faltassem abacaxis para a Presidência descascar.

Devagar, devagarinho
As parcerias público-privadas (PPPs), um dos projetos mais importantes do governo, estão em ponto morto. A lei já foi sancionada por Lula há mais de seis meses e até agora... nada. Falta ainda que se regulamentem algumas regras para que os projetos decolem.

 

Impasse para trazer Vasconcellos de volta

Tasso Marcelo/AE
Vasconcellos: assassinado dias após o seqüestro


O seqüestro do engenheiro João José Vasconcellos Junior, ocorrido em janeiro no Iraque, era um dos assuntos secretos que ocupavam o tempo do ex-diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo de Lima e Silva – demitido na quarta-feira passada depois de qualificar a CPI dos Correios de "picadeiro" e os seus integrantes de "bestas-feras". O governo brasileiro não admite oficialmente, mas sabe que Vasconcellos foi morto alguns dias depois de ser seqüestrado. Há meses, dão-se intensas negociações com os terroristas para que os restos mortais do engenheiro sejam devolvidos à sua família. Inicialmente, pediam 1 milhão de dólares pelo corpo. A exigência caiu para 400 000 dólares, mas a Odebrecht, empresa para a qual Vasconcellos trabalhava, considera descabida a quantia. O impasse continua.

• TELECOMUNICAÇÕES

Correndo por fora
A Telefônica enviou no início do mês executivos de sua matriz, em Madri, para a sede do Citibank, em Nova York. O grupo foi propor ao banco americano a compra, no exterior, do fundo CVC, que tem participações na Brasil Telecom e na Telemig Celular. Quem representou o Citi na reunião foi o executivo Paulo Caldeira.

 

• ELEIÇÕES 2006

O rei de Minas
O Vox Populi fechou uma pesquisa na semana passada sobre a sucessão em Minas Gerais. Seja com que adversário for, Aécio Neves teria impressionantes 70% das intenções de voto se as eleições ocorressem hoje.

 

• TURISMO

Guerra em Sauípe
O resort de Costa do Sauípe, o maior do país, está em pé de guerra. Tudo por conta da rede Marriott, que derrubou em 30% os preços dos pacotes neste mês de julho. O resultado é uma lotação de 100% nos hotéis operados pela rede americana em Sauípe. As outras duas operadoras que atuam no resort, a Sofitel e a SuperClubs, estão com cerca de 40% dos quartos ocupados. E, nos bastidores, acusam a concorrente de jogo desleal. Dizem que os preços são baixos, mas sem viabilidade econômica. As duas operadoras também reduziram seus preços, mas tarde demais para que seus quartos lotassem.

Maré vazante nos resorts
A propósito, o ano não tem sido bom para os resorts brasileiros. Quem está levando a culpa é o câmbio. O dólar desvalorizado faz os brasileiros preferir destinos turísticos na América do Sul e nos EUA.

 

Trabalho pesado até os 79 anos

Selmy Yassuda
Manoel Carlos: Down na trama


O novelista Manoel Carlos, 72 anos, renovou seu contrato com a Rede Globo até 2012. Terá de escrever três novelas e duas minisséries nesses sete anos. Seu próximo trabalho será a novela das 8, que entrará no ar em meados de 2006. No centro da trama, a síndrome de Down, um tema destinado a emocionar: a heroína dará à luz um casal de gêmeos, um deles portador da síndrome.

 



Foto divulgação


 
 
 
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