Edição 1914 . 20 de julho de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Não se admite que o presidente seja o último a saber – o que traduz incompetência, omissão, falta de controle e de fiscalização."
José Maria Barbosa
Maceió, AL

Crise

Primeiro, o ex-ministro José Dirceu disse que não sabia das ações de seu assessor Waldomiro Diniz. Exonerou o companheiro e deu o caso por encerrado. Depois, o presidente Lula não sabia das ações de seu ministro da Casa Civil. Na semana passada, o presidente do PT, José Genoíno, disse que não sabia das ações de seu tesoureiro, mas assinou embaixo. Agora, José Nobre Guimarães, irmão de Genoíno, diz não ter a menor idéia do que seu assessor estava fazendo com 100.000 dólares escondidos na cueca. Por mais deslumbrado que se esteja, é necessário governar o país. E uma boa administração começa por saber o que os subordinados estão fazendo ("A maioria acha que ele sabia", 13 de julho).
Adelson José Fontes Santos
São Paulo, SP

Acredito que o presidente Lula não tinha conhecimento. Assim como numa grande empresa se descobre posteriormente que esse ou aquele empregado estava dando o golpe, aconteceu, acontece e acontecerá nos governos. Não considero o PT ou qualquer outro partido desonesto. O que existe são pessoas desonestas, que ingressam nas empresas, nos partidos e nos governos. Vamos nos lembrar de que o deputado Roberto Jefferson afirmou na CPI que todos ali presentes não eram coerentes com as declarações de gastos em campanhas. E todos baixaram a cabeça: direita, centro e esquerda.
Joaquim Rêgo
Manaus, AM

Se ele não sabia, nós, leitores de VEJA, certamente já sabíamos. Basta nos lembrarmos de que, desde que o PT assumiu o governo, a revista vem nos alertando para o loteamento que o PT estava fazendo nos cargos públicos com a intenção de gerar caixa para o partido com a contribuição do dízimo. Um partido que age dessa forma com a máquina pública não deve surpreender ninguém.
Marcos Vinicius S. Machado
Sapucaia do Sul, RS

Essa história de que o Lula nada sabia é igual à do marido traído. Sabia que era enganado, só não queria admitir, imaginando que os outros não tinham percebido.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Acho legal os meios de comunicação no Brasil denunciarem a corrupção, mas tenho percebido que vocês estão indo muito além da denúncia. Não sou petista nem de esquerda, somente um brasileiro que mora fora e que torce muito pelo Brasil, mas esta última capa é demais da conta.
Marcelo Lemes
Corona, Califórnia, EUA

VEJA atribui minha saída da vice-presidência de varejo e distribuição à "suspeita de beneficiar o PT na concessão de empréstimos de 20,6 milhões de reais sem exigir avalista". Minha carreira, construída ao longo dos 31 anos de serviços prestados ao banco, exercendo cargo de confiança desde o segundo ano após a posse, sempre foi pautada pela ética e pelo compromisso para com a organização. Nunca me prevaleci de indicação política para quaisquer dos cargos que exerci. Sempre fui técnico qualificado, reconhecido pela empresa e pelo mercado. A operação de leasing de 20,6 milhões de reais, contratada com o cliente PT em 2004, observou todos os critérios previstos nas políticas de crédito do BB, foi aprovada pelo comitê de operações, integrado por diretores estatutários. O relacionamento com o cliente se dá através do Pilar Atacado – Diretoria Comercial, Agência Empresarial centro-SP, fora, portanto, do âmbito em que eu atuava ("O efeito benéfico da crise", 13 de julho).
Edson Machado Monteiro
Brasília, DF

O Banco do Brasil considera absurda a vinculação da substituição de dois executivos com a operação de leasing com o PT. Atendendo a uma representação encaminhada ao Tribunal de Contas da União, o Banco do Brasil enviou todas as informações sobre a operação de leasing àquele órgão, em 17 de setembro de 2004. O TCU julgou improcedentes os questionamentos sobre a operação e decidiu pelo seu arquivamento. Edson Monteiro, técnico de carreira, é funcionário do BB há 31 anos e havia comunicado sua intenção de se aposentar dois meses atrás. Atendendo à solicitação do presidente do BB, Rossano Maranhão, permaneceu na vice-presidência até o encerramento do semestre. Ocupou cargos de confiança em toda a sua vida funcional. Foi consultor técnico da presidência, diretor da área comercial, diretor da Brasilcap, tendo ocupado por último o cargo de vice-presidente de varejo e distribuição. Luiz Eduardo Franco de Abreu, oriundo do mercado financeiro, foi presidente do Banco Regional de Brasília e membro do conselho fiscal da Itausa. Estava há dois anos e meio no BB, atuando como vice-presidente nas áreas de finanças, de mercado de capitais e de relações com investidores. Os dois executivos estão formalmente convidados a permanecer trabalhando no conglomerado Banco do Brasil.
Carlos Alberto Barretto de Carvalho
Assessor de imprensa do Banco do Brasil
Brasília, DF

A gestão da Previ tem se pautado pelo profissionalismo e pela transparência. Nos últimos três anos, reestruturamos empreendimentos e criamos mecanismos de controle que conferiram mais segurança e transparência à gestão. Por isso, julgamos injusta nossa inclusão no rol de instituições que passaram por "escândalos recentemente", conforme publicado na matéria "Chave para entender a crise" (6 de julho).
Sérgio Rosa
Presidente da Previ
Rio de Janeiro, RJ

Na semana passada, VEJA e outros órgãos de imprensa divulgaram que a empresa Globalprev registrou um aumento no seu faturamento da ordem de 600%, desde 2003. A notícia se baseava em dados fiscais da prefeitura municipal de Indaiatuba, São Paulo. Lamentavelmente, essas informações não são verdadeiras. No último dia 11 de julho, o próprio secretário municipal de Fazenda, Francisco Carlos Vicentin, divulgou declaração admitindo que a informação "não condiz com a realidade dos fatos". Em sua declaração, a prefeitura de Indaiatuba também lamenta "profundamente que as informações falsas tenham prejudicado diretamente" minha reputação. Reitero que, desde 30 de outubro de 2002, deixei de ser sócio proprietário da empresa Gushiken & Associados Ltda., empresa que foi sucedida pela Globalprev. Na época, transferi minha participação a seus atuais proprietários. A alteração contratual foi arquivada em 6 de dezembro de 2002, na Junta Comercial de São Paulo, onde está disponível a todos os interessados.
Luiz Gushiken
Secretário de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica
Brasília, DF

 

Lulinha

Mais uma vez esta revista presta um serviço incomensurável à nação brasileira nos trazendo a reportagem sobre as relações do filho de Lula com a Telemar. Depois dessa esclarecedora matéria, alguém duvida que Lula sabia e sabe de coisas do arco-da-velha? Bem feito para aqueles que sempre louvaram o PT como símbolo de mudança e ética. Lula e o PT deveriam enfiar a viola no saco, fazer um grande mea-culpa e cair fora.
Glauco Sanson Silva
Curitiba, PR

Só há uma forma de o presidente Lula sair dignamente dessa crise e, ainda, passar para a história como grande benfeitor deste país: é desistir de reeleger-se e jogar todas as fichas numa reforma constitucional que amplie o mandato para seis anos, tempo suficiente para um governo dizer a que veio e, ao mesmo tempo, acabar de vez com esse cancro da reeleição, que vira a cabeça de todo grupo político que assume o poder, atrapalha o mandato em vigor e favorece a corrupção.
Wilson S. Jacques
Porto Alegre, RS

É inaceitável a alusão feita a mim, na página 68 de VEJA nº 1.913, acompanhada de vistosa foto. A reportagem, a cujo tema sou absolutamente estranho, lembra a minha condição de filho de ex-presidente da República, diz que fui alvo de infundada suspeita de ajuda a certa companhia, mas que os meus hábitos de vida são "considerados incompatíveis com seus [meus] rendimentos". É a segunda vez que VEJA me atinge, requentando agora parte de matéria da edição de 29 de novembro de 2000, contra a qual reagi veementemente em carta publicada por V. Sas. em 6 de dezembro do mesmo ano. Lamento que VEJA faça menção ao meu nome, de forma ofensiva, por meio da divulgação de uma suposição que ela própria diz infundada, e de uma cogitação absolutamente vaga.
Paulo Henrique Cardoso
São Paulo, SP

NOTA DA REDAÇÃO: VEJA lamenta ter retornado à questão por ela própria dada como infundada.

 

Roberto Pompeu de Toledo

Um primor o ensaio "Nhô Lula e a tentativa do último milagre" (13 de junho), de Roberto Pompeu de Toledo, sobre a letargia de nosso presidente após ter ganho as eleições. O conto de fadas em que vive é o de quem não precisa fazer mais nada, após o milagre de passar de operário a presidente da República. O castelo de cartas está desabando e ele continua passeando pelo exterior como se nada estivesse acontecendo.
Carlos Alberto Dantas Moura
Rio de Janeiro, RJ

Roberto Pompeu de Toledo mostrou com maestria e clareza a verdadeira situação em que se encontra nosso presidente. Um rei perdendo os encantos de sua majestade.
Sonia Bichir
Bertioga, SP

 

Diogo Mainardi

Lula não só deve renunciar como também pedir perdão pela administração calamitosa de seu governo. Tenho dois filhos, e outros pais também têm filhos tentando ingressar no mercado de trabalho. São jovens com curso superior, estudiosos e competentes que, com a situação criada (sem concurso público), não vêem perspectivas de futuro com a quantidade de cargos comissionados, conseguidos pela apadrinhagem do PT. Como disse Mainardi, "eles deviam ter remorsos do que fazem" ("Sai, Lula, sai", 13 de julho).
Enedino Corrêa da Silva
Brasília, DF

Lula tem de sair rápido, de preferência voando em seu novo avião. Mas antes digam a ele e aos outros petistas que, segundo o dicionário, as palavras errar e roubar têm significados diferentes. Hoje o discurso deles é o seguinte: "Quem errou tem de pagar". Quem errou fomos nós quando votamos neles. Roubar, subtrair coisa alheia é o que eles estão fazendo com o dinheiro público. O correto é "quem roubou tem de pagar".
Álvaro Vasconcelos
Ribeirão Pires, SP

Ao propor a dissolução do Congresso Nacional e dizer que falta revanchismo à democracia brasileira, o senhor Mainardi se esquece de todos os brasileiros que foram presos, torturados, exilados e assassinados "lutando" para que no Brasil todos os cidadãos pudessem expressar suas idéias. Até as dele.
Lilian Glauce Rossi
Bela Vista de Goiás, GO

Sobre o artigo "Um país detestável" (6 de julho), gostaríamos de informar que a Maricic Eventos é criadora, promotora, organizadora e detentora dos direitos de utilização do Parque Villa-Lobos para o desenvolvimento do Aberto de São Paulo. A Cobra Tecnologia foi patrocinadora nos dois últimos anos do Aberto, e no último ano o patrocínio cobriu 30% do custo total do evento – os outros 70% foram buscados pelo departamento comercial de nossa empresa, e com muito esforço conseguimos obter um saldo positivo. Apesar do grande sucesso do Cobra Classic Aberto de São Paulo 2005, recebemos comunicado do novo presidente, o senhor Leandro Vergara, informando que o controlador, Banco do Brasil, não se interessa por esse tipo de evento.
Simone Maricir
Maricic Eventos
São Paulo, SP

 

Assédio moral no trabalho

Ao ler a reportagem "Assédio moral. O lado sombrio do trabalho" (13 de julho), eu me senti o próprio. Nos últimos sete meses, passei pela maioria dos itens relacionados na página 105 da referida matéria. No dia 10 de junho entramos num acordo e fui demitido. Eu não suportava mais. Estava justamente lendo a matéria no domingo à noite quando recebi uma ligação de um ex-colega de trabalho, que ficava indignado quando ouvia ou presenciava as humilhações e os constrangimentos, perguntando se eu havia lido VEJA. A reportagem aguçou a intenção de buscar justiça.
Marcus Teixeira
Jaboatão dos Guararapes, PE

Excelente a reportagem sobre assédio moral no trabalho, pois, embora as falácias atuais girem em torno de líderes mais habilitados para tratar com pessoas, pouco se vê na prática isso ocorrendo. É preciso mostrar cada vez mais à sociedade fatos como esses relatados, para que os profissionais responsáveis pela condução de processos humanísticos dentro das empresas saiam da omissão e façam valer suas qualificações e salários. O assédio moral é um problema muito sério, que, além de muitas outras coisas, pode levar o funcionário à morte. Não podemos nos calar diante de um mal tão mascarado e assustador!
Cláudia M. de Carvalho
São José dos Campos, SP

Talvez o trauma psicológico provocado por tal situação seja irreparável, mas deixo aqui uma sugestão aos editores de VEJA: colocar estampados os nomes dos empregadores responsáveis pelo constrangimento profissional das testemunhas mencionadas naquele artigo, preferencialmente na capa da revista, com suas respectivas fotos. Na posição de constrangidos talvez entendam melhor os danos causados quando na posição de constrangedores.
Marcelo Schüber Jr.
Recife, PE

 

Terrorismo

Infelizmente o 7 de Julho ficará marcado como uma gota de sangue no calendário das atrocidades terroristas. É mais uma data que nos atormenta em um mundo repleto de ódio e lunáticos. Na véspera do atentado, Londres celebrava a alegre notícia de que sediará os Jogos Olímpicos de 2012. Um dia depois, a mesma cidade chorava seus mortos, cuidava de seus feridos e tentava lidar com a barbárie. De fato, um dia trágico não somente para os ingleses, mas para todos nós ("A vez de Londres", 13 de julho).
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA

 

Depressão

Como distribuidores da empresa Cyberonics e do produtos VNS (Vagus Nerve Stimulation) no Brasil, esclarecemos que temos a aprovação da Anvisa para a comercialização do produto quando indicado para o tratamento de epilepsia. Inúmeros pacientes já se beneficiam dos resultados desse produto. O VNS ainda aguarda aprovação do FDA (Food and Drug Administration) para o tratamento da depressão. Após essa aprovação e a conseqüente apreciação e o consentimento da Anvisa, o produto estará disponível no mercado brasileiro ("Tratamento de choque contra a depressão", Guia, 6 de julho).
Claudio Rigamonti
Diretor da Politec Importação e Comércio Ltda.
Barueri, SP

 

Cartas

O esclarecimento prestado pelo senhor Thomas Koch à redação dessa revista não guarda nenhuma relação com a verdade ("O Koch é outro", Cartas, 13 de julho). Com efeito, eu e ele constituímos em outubro de 1972 a empresa denominada Koch Tavares Promoções Esportivas Ltda. O senhor Thomas Koch integrou a referida sociedade até fevereiro de 1979, quando dela se retirou recebendo todos os seus haveres. A marca da Koch Tavares foi criada pelo publicitário Ricardo Corte Real, em 1972, e continuou pertencendo à empresa, encontrando-se devidamente registrada no INPI (documento anexo). Assim, o expediente ali descrito não possui nenhum fundamento, como facilmente poderá ser demonstrado pelos documentos societários arquivados na Junta Comercial do Estado de São Paulo.
Luis Felipe Starace Tavares
São Paulo, SP

 

Beatriz Sarlo

Lúcidas, corajosas e eloqüentes as palavras da professora Beatriz Sarlo (Amarelas, 13 de julho). Em poucas palavras, um retrato conciso da história contemporânea argentina, do nacionalismo peronista ao delírio militar das Malvinas. Como contraponto, a literatura de Borges, Puig e Saer, contra a barbárie e a insensatez que assolam não apenas o país vizinho, mas grande parte da América Latina.
Tito Cassiano José Schmitt
União da Vitória, PR

Interessante: pensei que a história do argentino com complexo de inferioridade fosse apenas piada. Pois não é que a senhora Beatriz Sarlo reconheceu a baixa estima dos argentinos (principalmente depois das copas América e das Confederações)? Brincadeiras à parte, o rumo tomado pela Argentina é justamente aquele que o governo brasileiro evita a todo custo. Por isso, em que pesem as denúncias de corrupção, parabéns ao governo Lula pela sua política econômica.
Eduardo Goeldner Capella
Florianópolis, SC

 

Steven Spielberg

A curta entrevista com Steven Spielberg (Auto-retrato, 13 de julho) ajuda a entender por que ele é, há décadas, um dos maiores nomes do cinema mundial. No Sopro do Ator, centro de pesquisa em artes sediado em Copacabana, no Rio de Janeiro, obras-primas como A Cor Púrpura são estudadas a fundo para entender como a sensibilidade do cineasta faz a magia surgir dos lugares menos óbvios. Aprendemos a importância de ouvir, uma habilidade fundamental não só para artistas mas, conforme diz Spielberg, para todos nós.
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ

 

Lya Luft

Sou brasileira, mas moro por enquanto na Alemanha, onde estudo arquitetura. Admiro muito Lya Luft e sempre leio as reportagens pela VEJA on-line. O artigo "A revolução da decência" (Ponto de vista, 13 de julho) reflete as falhas que nosso Brasil precisa enfrentar para andar adiante. O maior buraco é não investir nos jovens, pois eles são o futuro! Lya Luft é uma pessoa fenomenal. Que continue nos presenteando com seus pontos de vista!
Marianna Andrade Dörfler
Kaiserslautern, Alemanha

 

 

CORREÇÕES: A empresa UST não é afiliada do Grupo Altria (www.altria.com), do qual fazem parte a Philip Morris USA e a Philip Morris International ("Plano B para fumantes", 6 de julho). O nome comercial do antidepressivo milnaciprano é Ixel, e não Excell ("Cada caso tem seu remédio", Guia, 6 de julho). O cachê de 500 000 dólares de Gisele Bündchen foi pago não apenas para um desfile na Fashion Rio, mas também para uma campanha publicitária ("O caminho da passarela", Guia, 13 de julho). O nome do ator que interpreta o chefe de Dennis Quaid no filme Em Boa Companhia é Topher Grace. Carter Duryea é, na verdade, o nome do personagem de Grace no filme (Guerra no Escritório, 13 de julho).

 

A CHAVE DO COFRE

Duzentos e sessenta e oito leitores comentaram por carta a reportagem especial de capa da edição 1912 de VEJA (6 de julho). Desses, 23 destacaram a qualidade do encarte "Quem tem a chave do cofre", que ajuda o leitor a entender onde o dinheiro dos impostos é gasto no governo federal e nas empresas estatais. Em http://veja.abril.com.br/060705/
p_058.html
, o leitor pode encontrar a versão on-line do encarte que exibe os cinqüenta cargos mais cobiçados da administração federal.

 

VAI ACABAR EM PIZZA?

De Curitiba, o leitor Dalton Richard Packer, "indignado" com a situação atual do país – especificamente com a crise provocada pela corrupção em setores estratégicos da administração pública –, sugeriu à redação a publicação desta curiosa capa (ao lado).

 

COMBATE AO ASSÉDIO MORAL

Ao ler a reportagem "Assédio moral. O lado sombrio do trabalho" (13 de julho), alguns leitores pediram mais informações sobre como agir nesses casos. "Qual o caminho jurídico para reivindicar direitos? Existem órgãos que podem nos ajudar?", perguntou Patrícia Pazzetti, de São Paulo. O site www.assediomoral.org, coordenado por especialistas como a médica do trabalho Margarida Barreto – que deve publicar em breve a tese de doutorado com o estudo "Assédio moral: a violência sutil", citado por VEJA –, traz orientações para esses casos, além de outras informações importantes sobre o assunto. Outro estudo de Margarida voltado para o tema ("Violência, saúde e trabalho – uma jornada de humilhações") pode ser adquirido no site www.pucsp.br/educ/.

 

 

 

 
 
 
 
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