"Espero que a coragem de Mônica
Veloso surta efeito. Caso contrário, desestimulará testemunhas nesse
e em outros casos." Edson Jordão Timbaúba, PE
Renangate
Certamente haverá quem cumprimente
a jornalista Mônica Veloso por sua coragem em fazer as revelações
contidas na entrevista, mas ela não fez mais do que sua obrigação.
Creio que estamos no mínimo com duas décadas de atraso para dar
um choque de ética e, principalmente, de decência na sociedade de
modo geral e, particularmente, nos políticos deste país. É
inaceitável o comportamento da classe política brasileira. Ela já
passou da fase do acinte para o deboche escrachado, uma vez que nada do que o
senador alegou para justificar seu relacionamento promíscuo com o lobista
consegue sustentar-se após uma análise superficial dos dados bancários
obtidos por VEJA (" 'Dinheiro era sempre com Cláudio' ", 13 de junho).
Carlos Antonio Cardoso Vitória,
ES
Belíssima reportagem.
Pela reação dos "colegas" de Senado em logo absolver Renan Calheiros,
o que sugere rabo preso igual, no frigir dos ovos a errada será Mônica.
Que se cuide a moça, pois os homens que detêm a chave do cofre do
dinheiro público encontrarão maneiras de atribuir-lhe o fado da
causa. Resta uma dúvida: se Renan "investiu" quase a totalidade dos seus
ganhos (vide extratos publicados) no caso extraconjugal, como fez para sustentar-se
a si próprio e à esposa? Com pouco dinheiro essa gente não
vive, logo... Vá mais adiante, VEJA, há muito mais para vir à
tona! Renate Uliana Joaçaba,
SC
Excepcional a reportagem
feita com a senhora Mônica Veloso. Suas palavras só ratificam as
mentiras descabidas e sem princípios do senador Renan Calheiros, o qual
a cada dia se complica mais e ainda recebe o apoio dos companheiros de Senado.
Isso para não falar no senador Tuma, que faz vistas grossas a vários
indícios de culpa do colega. Evandro
Kinosita São Paulo, SP
Às
vezes penso que os nossos governantes são totalmente ateus, pois vivem
desafiando as leis de Deus. Aliás, no Brasil pouco nos resta além
das leis divinas. Mônica Veloso talvez faça parte de uma delas. Divina
Mônica Veloso! Esse adjetivo cai muito bem para essa moça digna e
corajosa; afinal, para enfrentar essa "classe" de homens que anda governando o
nosso país, tem de ter coragem, pois a moça não enfrentou
apenas o senador. A sociedade brasileira agradece a sua valiosa colaboração.
Cumprimentos, mais uma vez, também à revista VEJA! Sempre atenta
e engajada. Marisa da Conceição
Palopoli São Paulo, SP
É impressionante ver a dificuldade que nossos
políticos têm para explicar a origem de dinheiro. Nós, simples
mortais, fazemos isso com a maior tranqüilidade, enquanto eles, seres angelicais
oriundos de outras galáxias, se debatem em inventar histórias rocambolescas
que não convencem nem o "Zé da Farinha", figura simplória
muito conhecida nas Alagoas. É tão difícil essa explicação
que até hoje não se sabe a origem dos dólares na cueca, dos
recursos com que Paulo Okamoto pagou as dívidas do presidente Lulla &
família, do 1,7 milhão de reais dos aloprados para comprar o famoso
dossiê fajuto e por aí afora. E agora vem o Renan querer explicar
que foi venda de vaquinha. É demais para nossa paciência. Eraldo
Miranda Curitiba, PR
Essas
pessoas precisam entender que o Brasil mudou e não há espaço
para embustes dessa natureza. Senador, renuncie! Se não consegue assumir
seus erros, pelo menos honre seus eleitores e o Congresso antes que o descrédito
sobre a nobre casa seja total. A conta não fecha de jeito nenhum! Orlem Pinheiro Manaus,
AM
VEJA já está
se tornando inconveniente com essa história de querer saber de quem era
o dinheiro repassado a Mônica Veloso. É claro que era do probo Renan.
Eu e a Velhinha de Taubaté já estamos ficando indignados com essa
insistência dos senhores em querer conspurcar a honra e a honorabilidade
de nosso senador. Basta de maledicências! Francisco
Borges de Souza Imperatriz, MA
Renan
Calheiros não é nenhum gato, bonito ou sensual. Os quilos estão
a mais. Pai de família era. Respeitável, não. Mas entre as
gatas descasadas e os machos poderosos ficamos nós, os patos. Eleitores
e contribuintes espectadores de tão deletério e infiel episódio.
Ida de La Rocque Rio
de Janeiro, RJ
Bem, de uma
coisa temos certeza: Renan Calheiros é um cidadão de bom gosto.
A jornalista é um colosso! Luiz
Carlos Figueiredo Por e-mail
Coincidência
ou não, parece que presidentes não levam sorte com Mônicas.
Nos EUA, a Lewinski quase derrubou o presidente Clinton. Aqui, a Veloso está
em via de derrubar o presidente do Senado por causa de um lobista "alcoviteiro",
pagador de contas. Que sina! Hórus
Duprés Itajaí, SC
O
que nos consola é que a "nossa" Mônica é muito mais bonita,
mas muito mais bonita mesmo, que a Mônica do Clinton. Antonio
Clemente Por e-mail
Meu
sonho é ainda ser político! Ter uma linda amante jornalista e um
generoso lobista para pagar minhas contas. Danilo
Pazotto Juazeiro, BA
Genival Inácio da Silva
(o Vavá)
O Brasil
é um país estranho. Está sempre repleto de escândalos
que se sucedem, envolvendo políticos e seus parentes e assessores ("A volta
do irmão-problema", 13 de junho). Mas o incrível dessa história
é que em determinado momento ninguém sabe de nada, ninguém
foi informado sobre nada. Em outro momento o acusado ou suspeito é classificado
como ingênuo, bronco, sem cultura e sem estofo para atuar como lobista.
Mas como uma pessoa da mesma família, com formação parecida
ou talvez idêntica, tem estofo e competência para ser presidente e
o outro é tachado de ingênuo e bronco? Leon
D. M. Broca Curitiba, PR
Elogiável
a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do indiciamento
do seu irmão Vavá pela Polícia Federal na Operação
Xeque-Mate. Jamais se viu no país um presidente tratar com tamanha isenção
e naturalidade um problema tão sério envolvendo um parente em primeiro
grau. Estão de parabéns o presidente, pela conduta séria,
e o país, por ter um comandante capaz e honesto apesar de sua origem humilde.
Reginaldo B. Gonçalves João Pessoa, PB
Nem
o irmão do presidente escapou das garras da Polícia Federal, tendo
sua casa vasculhada por seus agentes. Em se tratando de eficiência, a PF
perde somente para o Departamento de Soltura. Estes são imbatíveis.
Um prende, o outro solta. Até quando? Antônio
Stuchi Ribeirão Preto, SP
Sou
de uma época em que Vavá era o apelido carinhoso de um grande goleador,
o "Peito de Aço". Hoje prostituíram e banalizaram seu nome. Virou
alcunha. Ivan Correia Blumenau,
SC
VEJA deu ao presidente Lula
um "sobe", com a justificativa de que "a PF indiciou seu próprio irmão,
e o presidente nada fez para impedir" (Sobe, 13 de junho). Não deveria
ser obrigação do presidente tomar tal atitude (se é que tomou,
mesmo)? Chegamos a ponto de louvar um dirigente apenas porque ele parece ter cumprido
sua obrigação? Lamentável. Marco
Tulio Scussel Cotia, SP
Não era possível ao presidente outra atitude que não a de
louvar genericamente a PF por cumprir o seu papel. É um menosprezo à
inteligência do leitor afirmar que o Brasil tenha melhorado e ver "elegância"
na atitude dissimulada de Lula ("Só a PF não resolve", Carta ao
leitor, 13 de junho). Sérgio
de Souza Tôrres Rio de Janeiro,
RJ
Venezuela
É impressionante ver
como os regimes ditatoriais em todo o mundo têm discursos, ações,
cores e ideologias tão iguais. Não bastassem os exemplos que não
deram certo, como Cuba e URSS, entre outros que adaptam a seu bel-prazer o socialismo
de Marx, a nossa América revive esse pesadelo que se chama ditadura (Bolívia,
Venezuela). O que será que Marx ou Bolívar sentiriam ao ler as páginas
de VEJA ("Chávez e sua elite bolivariana", 13 de junho)? Parabéns
ao jornalismo democrático e independente. Abaixo os "bolivadios", ditadores
enganadores e usurpadores que sustentam suas sandices à custa do trabalho
digno de muitos. Anderson Souto de Castro São Lourenço da Mata, PE
É incompreensível
que, em pleno século XXI, depois da derrocada dos regimes socialistas em
todos os lugares do mundo, onde só deixaram um rastro de atrocidades e
de atraso econômico, ainda existam pessoas que apóiam um presidente
como o bufão Hugo Chávez. Será que alguém ainda duvida
que, se a emissora RCTV apoiasse o governo venezuelano, ela não teria sua
concessão rapidamente renovada? Roberto
Ribeiro de Castro São Paulo,
SP
Lamentáveis as tolices
cometidas por Chávez em seu país. O socialismo que ele diz defender
é o da morte. Morte da liberdade e da livre-iniciativa, com a volta do
populismo e do atraso. Em seu governo só se dá bem quem vive do
estado, enquanto os empresários não têm espaço para
gerar riquezas. O que me deixa envergonhado é como o Brasil reagiu à
escalada totalitária na Venezuela. O Brasil, assumindo a postura do homem
cordial, prefere o excesso de conversas e agrados diplomáticos. Aliás,
esse tipo de tratamento é geralmente entendido pelos mandatários
mais atrevidos como falta de firmeza. Numa só palavra: covardia. Murilo
Augusto de Medeiros, 16 anos Guará
II, DF
Educação
Quero
cumprimentar a jornalista Camila Antunes pela reportagem "Ensino que é
bom..." (13 de junho) e enviar o mais caloroso abraço à corajosa
mãe de Luísa, Mírian Macedo. É por causa desses desonestos
"pornomarxistas" que nossas universidades estão sitiadas e que toda uma
geração de jovens permanece alienada, emburrecida e envenenada.
São eles que votarão nos Lulas e PTs da vida e inocentarão
os Dirceus e os Paloccis dos quais o nosso Congresso está cheio. Márcio
Barbosa Rigolin Franca, SP
Como
professor de história da rede pública e particular em Minas Gerais,
achei lamentável o posicionamento marxista do grupo COC ao elaborar suas
apostilas didáticas tentando explicar diversos fatos históricos
por meio da luta de classes. Tal fato deve servir de alerta a nós, educadores
de todo o Brasil, no momento de escolher as apostilas e os livros didáticos,
pois não podemos correr o risco de envolver nossos alunos em materiais
repletos de conteúdos forçadamente ideológicos. Di-Gianne
de Oliveira Nunes Lagoa da Prata,
MG
Não tenho filhos,
mas creio que consegui me colocar no lugar da senhora Mírian Macedo: fiquei
horrorizado! Há quase trinta anos fizemos parte eu e minha irmã
como alunos, minha mãe como professora do grupo pioneiro do Colégio
Objetivo em Araçatuba (SP), o primeiro empreendimento de porte do senhor
Chaim Zaher. E acompanhamos depois, de longe, sua trajetória até
chegar ao seu portentoso império, com o COC e outras instituições
de ensino sob seu comando. O cômico, se não fosse trágico,
é que ele poderia perfeitamente ser "conjugado", como no perfil de "empresário"
descrito em suas apostilas caça-níqueis, que deveriam ser imediatamente
recolhidas e não apenas revistas e substituídas por
livros de autores sérios, competentes e renomados. Gilberto
Baracat Júnior Rio Branco,
AC
A direção do Colégio Pentágono do Rio de Janeiro esclarece a seus alunos e responsáveis, aos parceiros e aos leitores de VEJA que não tem relação com o Colégio Pentágono de São Paulo. O Colégio Pentágono do Rio de Janeiro adota o Sistema Pentágono de Ensino, desenvolvido pelos seus professores-autores e implantado em 118 instituições de ensino no estado do Rio. Os livros do Sistema Pentágono utilizados pelos estudantes dos colégios parceiros são atualizados a cada três anos, livres de posicionamento político, e visam a atender às necessidades de formação acadêmica e cultural dos alunos. Paulo Armando Areal Diretor do Colégio Pentágono do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ
Stephen Kanitz
Além das inúmeras dificuldades brilhantemente listadas por Stephen Kanitz para acumular recursos para uma aposentadoria digna e longa, eu acrescento que, como as gerações anteriores à nossa nunca se preocuparam com previdência, resta aos bons filhos de hoje, especialmente os que não são funcionários públicos nem ganharam sozinhos na Mega-Sena acumulada, cuidar também dos pais e avós, enquanto lutam para que possam cuidar de si mesmos no futuro ("Aviso aos quarentões", Ponto de vista, 13 de junho). Luiz Marcelo Zerbini Pereira Catalão, GO
O artigo de Stephen Kanitz me atingiu em cheio, pois tenho 43 anos, mas não vamos exagerar com relação ao planejamento da aposentadoria. De acordo com recentes reportagens de VEJA sobre aquecimento, não temos nem certeza se teremos planeta daqui a trinta ou quarenta anos. Manuel Fernandes Barriga São Paulo, SP
Roberto Pompeu de Toledo
Tenho lido muita coisa sobre a invasão da reitoria da USP, mas só Roberto Pompeu de Toledo colocou o dedo na ferida: a simulação de uma ação revolucionária. Cada um faz a revolução como pode. Os pobres meninos da USP não sabem que a revolução é um gênero literário em decadência ("Invasão na USP: questões centrais", Ensaio, 13 de junho). Gilberto de Melo Kujawski São Paulo, SP
A ação dos estudantes da USP combina muito bem com a manifestação ocorrida na Avenida Paulista na semana passada, em ato contra o G-8. Revoltados, os participantes gritavam palavras de protesto contra a polícia. "Abaixo a repressão" foi o que mais ouvimos. Desde quando esses jovens que estão aí sabem o que é repressão? Prova viva do saudosismo ou ignorância. Juliana Guerra São Paulo, SP
André Petry
O artigo de André Petry ("O macho e a amante", 13 de junho) é mais do que oportuno quando descreve a covardia de um senador em esconder suas falhas morais e políticas de homem usando a imagem de uma mulher. Espero que os brasileiros reflitam cada vez mais, a cada triste episódio encenado no Planalto Central, na hora da escolha dos "homens de bem" que os representarão. Fabiano R. Barcellos Petrópolis, RJ
Música
Em relação à reportagem "Discos riscados" (13 de junho), entendo por que na nossa música há tantas regravações. Nos últimos anos pipocaram na mídia muitos novos cantores, e os reality shows e programas de calouros só contribuíram para isso. O problema é que o mesmo não acontece com novos compositores, pois um compositor leva anos para ter o nome reconhecido, enquanto um cantor já vira astro com apenas um sucesso. Jales Pinheiro do Amaral Gurupi, TO
CORREÇÕES: O creme Retin A Micro-Gel 0,1% (da Janssen-Cilag) não tem função hidratante, como publicado na reportagem "Campeões da hidratação" (Guia, 13 de junho), mas é indicado para o tratamento de acne e contra o envelhecimento da pele. Dick Cheney é vice-presidente dos Estados Unidos, e não ex-vice-presidente, como informado nas Páginas Amarelas (13 de junho).
OS VERSOS SÃO DO BARÃO
O leitor Luiz Gonzaga de Castro Menezes,
do Rio de Janeiro, escreveu: "O brilhante artigo 'O macho e a amante' (13 de junho),
de André Petry, cita uma quadrinha ("São desgraças do Brasil
/ Um patriotismo fofo / Leis em parola, preguiça / Ferrugem, formiga e
mofo") como sendo de autoria da condessa de Barral. Na realidade, o autor dos
versos é seu pai, o baiano Domingos Borges de Barros, visconde de Pedra
Branca, na época ironizado como barão da Pedra Parda. Menezes cita
sua fonte: A Vida Amorosa de D. Pedro II, de Mozart Monteiro. A informação
do leitor é confirmada no livro Salões e Damas do Segundo Reinado
(Livraria Martins Editora, 1942), de Wanderley Pinho, que reproduz a quadrinha
na página 183. Veja o fac-símile.
PRAIA LIVRE DOS LACRES PLÁSTICOS
No
ano passado o leitor José Monteiro Campos Neto, de Vitória, enviou
uma foto de lacres plásticos recolhidos por ele na praia capixaba de Camburi.
Depois que a foto foi publicada no quadro "Lixo na praia" (18 de outubro), a Petrobras
entrou em contato com o leitor através de VEJA e recolheu o material para
"a partir do número dos lacres investigar sua procedência", já
que a empresa tem um programa de reciclagem e não se justificava o descarte
desse material no meio ambiente. Agora, Campos Neto escreve dando conta de que
"após a veiculação da matéria nunca mais encontrei
lacres na praia". Mas o problema pode voltar, sob patrocínio de outro poluidor.
"Na Semana do Meio Ambiente, encontrei vários lacres plásticos em
um posto de combustível situado próximo ao canal que vai dar na
praia. Se eu não os tivesse recolhido, com certeza iriam poluir nossa praia
(veja foto)." Ele sugere aos donos do posto seguir o exemplo da Petrobras.