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Edição 2013

20 de junho de 2007
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Cartas

"Espero que a coragem de Mônica Veloso surta efeito. Caso contrário, desestimulará testemunhas nesse e em outros casos."
Edson Jordão
Timbaúba, PE

Renangate

Certamente haverá quem cumprimente a jornalista Mônica Veloso por sua coragem em fazer as revelações contidas na entrevista, mas ela não fez mais do que sua obrigação. Creio que estamos no mínimo com duas décadas de atraso para dar um choque de ética e, principalmente, de decência na sociedade de modo geral e, particularmente, nos políticos deste país. É inaceitável o comportamento da classe política brasileira. Ela já passou da fase do acinte para o deboche escrachado, uma vez que nada do que o senador alegou para justificar seu relacionamento promíscuo com o lobista consegue sustentar-se após uma análise superficial dos dados bancários obtidos por VEJA (" 'Dinheiro era sempre com Cláudio' ", 13 de junho).
Carlos Antonio Cardoso
Vitória, ES

Belíssima reportagem. Pela reação dos "colegas" de Senado em logo absolver Renan Calheiros, o que sugere rabo preso igual, no frigir dos ovos a errada será Mônica. Que se cuide a moça, pois os homens que detêm a chave do cofre do dinheiro público encontrarão maneiras de atribuir-lhe o fado da causa. Resta uma dúvida: se Renan "investiu" quase a totalidade dos seus ganhos (vide extratos publicados) no caso extraconjugal, como fez para sustentar-se a si próprio e à esposa? Com pouco dinheiro essa gente não vive, logo... Vá mais adiante, VEJA, há muito mais para vir à tona!
Renate Uliana
Joaçaba, SC

Excepcional a reportagem feita com a senhora Mônica Veloso. Suas palavras só ratificam as mentiras descabidas e sem princípios do senador Renan Calheiros, o qual a cada dia se complica mais e ainda recebe o apoio dos companheiros de Senado. Isso para não falar no senador Tuma, que faz vistas grossas a vários indícios de culpa do colega.
Evandro Kinosita
São Paulo, SP

Às vezes penso que os nossos governantes são totalmente ateus, pois vivem desafiando as leis de Deus. Aliás, no Brasil pouco nos resta além das leis divinas. Mônica Veloso talvez faça parte de uma delas. Divina Mônica Veloso! Esse adjetivo cai muito bem para essa moça digna e corajosa; afinal, para enfrentar essa "classe" de homens que anda governando o nosso país, tem de ter coragem, pois a moça não enfrentou apenas o senador. A sociedade brasileira agradece a sua valiosa colaboração. Cumprimentos, mais uma vez, também à revista VEJA! Sempre atenta e engajada.
Marisa da Conceição Palopoli
São Paulo, SP

É impressionante ver a dificuldade que nossos políticos têm para explicar a origem de dinheiro. Nós, simples mortais, fazemos isso com a maior tranqüilidade, enquanto eles, seres angelicais oriundos de outras galáxias, se debatem em inventar histórias rocambolescas que não convencem nem o "Zé da Farinha", figura simplória muito conhecida nas Alagoas. É tão difícil essa explicação que até hoje não se sabe a origem dos dólares na cueca, dos recursos com que Paulo Okamoto pagou as dívidas do presidente Lulla & família, do 1,7 milhão de reais dos aloprados para comprar o famoso dossiê fajuto e por aí afora. E agora vem o Renan querer explicar que foi venda de vaquinha. É demais para nossa paciência.
Eraldo Miranda
Curitiba, PR

Essas pessoas precisam entender que o Brasil mudou e não há espaço para embustes dessa natureza. Senador, renuncie! Se não consegue assumir seus erros, pelo menos honre seus eleitores e o Congresso antes que o descrédito sobre a nobre casa seja total. A conta não fecha de jeito nenhum!
Orlem Pinheiro
Manaus, AM

VEJA já está se tornando inconveniente com essa história de querer saber de quem era o dinheiro repassado a Mônica Veloso. É claro que era do probo Renan. Eu e a Velhinha de Taubaté já estamos ficando indignados com essa insistência dos senhores em querer conspurcar a honra e a honorabilidade de nosso senador. Basta de maledicências!
Francisco Borges de Souza
Imperatriz, MA

Renan Calheiros não é nenhum gato, bonito ou sensual. Os quilos estão a mais. Pai de família era. Respeitável, não. Mas entre as gatas descasadas e os machos poderosos ficamos nós, os patos. Eleitores e contribuintes espectadores de tão deletério e infiel episódio.
Ida de La Rocque
Rio de Janeiro, RJ

Bem, de uma coisa temos certeza: Renan Calheiros é um cidadão de bom gosto. A jornalista é um colosso!
Luiz Carlos Figueiredo
Por e-mail

Coincidência ou não, parece que presidentes não levam sorte com Mônicas. Nos EUA, a Lewinski quase derrubou o presidente Clinton. Aqui, a Veloso está em via de derrubar o presidente do Senado por causa de um lobista "alcoviteiro", pagador de contas. Que sina!
Hórus Duprés
Itajaí, SC

O que nos consola é que a "nossa" Mônica é muito mais bonita, mas muito mais bonita mesmo, que a Mônica do Clinton.
Antonio Clemente
Por e-mail

Meu sonho é ainda ser político! Ter uma linda amante jornalista e um generoso lobista para pagar minhas contas.
Danilo Pazotto
Juazeiro, BA

Genival Inácio da Silva (o Vavá)

O Brasil é um país estranho. Está sempre repleto de escândalos que se sucedem, envolvendo políticos e seus parentes e assessores ("A volta do irmão-problema", 13 de junho). Mas o incrível dessa história é que em determinado momento ninguém sabe de nada, ninguém foi informado sobre nada. Em outro momento o acusado ou suspeito é classificado como ingênuo, bronco, sem cultura e sem estofo para atuar como lobista. Mas como uma pessoa da mesma família, com formação parecida ou talvez idêntica, tem estofo e competência para ser presidente e o outro é tachado de ingênuo e bronco?
Leon D. M. Broca
Curitiba, PR

Elogiável a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do indiciamento do seu irmão Vavá pela Polícia Federal na Operação Xeque-Mate. Jamais se viu no país um presidente tratar com tamanha isenção e naturalidade um problema tão sério envolvendo um parente em primeiro grau. Estão de parabéns o presidente, pela conduta séria, e o país, por ter um comandante capaz e honesto apesar de sua origem humilde.
Reginaldo B. Gonçalves
João Pessoa, PB

Nem o irmão do presidente escapou das garras da Polícia Federal, tendo sua casa vasculhada por seus agentes. Em se tratando de eficiência, a PF perde somente para o Departamento de Soltura. Estes são imbatíveis. Um prende, o outro solta. Até quando?
Antônio Stuchi
Ribeirão Preto, SP

Sou de uma época em que Vavá era o apelido carinhoso de um grande goleador, o "Peito de Aço". Hoje prostituíram e banalizaram seu nome. Virou alcunha.
Ivan Correia
Blumenau, SC

VEJA deu ao presidente Lula um "sobe", com a justificativa de que "a PF indiciou seu próprio irmão, e o presidente nada fez para impedir" (Sobe, 13 de junho). Não deveria ser obrigação do presidente tomar tal atitude (se é que tomou, mesmo)? Chegamos a ponto de louvar um dirigente apenas porque ele parece ter cumprido sua obrigação? Lamentável.
Marco Tulio Scussel
Cotia, SP

Não era possível ao presidente outra atitude que não a de louvar genericamente a PF por cumprir o seu papel. É um menosprezo à inteligência do leitor afirmar que o Brasil tenha melhorado e ver "elegância" na atitude dissimulada de Lula ("Só a PF não resolve", Carta ao leitor, 13 de junho).
Sérgio de Souza Tôrres
Rio de Janeiro, RJ

Venezuela

É impressionante ver como os regimes ditatoriais em todo o mundo têm discursos, ações, cores e ideologias tão iguais. Não bastassem os exemplos que não deram certo, como Cuba e URSS, entre outros que adaptam a seu bel-prazer o socialismo de Marx, a nossa América revive esse pesadelo que se chama ditadura (Bolívia, Venezuela). O que será que Marx ou Bolívar sentiriam ao ler as páginas de VEJA ("Chávez e sua elite bolivariana", 13 de junho)? Parabéns ao jornalismo democrático e independente. Abaixo os "bolivadios", ditadores enganadores e usurpadores que sustentam suas sandices à custa do trabalho digno de muitos.
Anderson Souto de Castro
São Lourenço da Mata, PE

É incompreensível que, em pleno século XXI, depois da derrocada dos regimes socialistas em todos os lugares do mundo, onde só deixaram um rastro de atrocidades e de atraso econômico, ainda existam pessoas que apóiam um presidente como o bufão Hugo Chávez. Será que alguém ainda duvida que, se a emissora RCTV apoiasse o governo venezuelano, ela não teria sua concessão rapidamente renovada?
Roberto Ribeiro de Castro
São Paulo, SP

Lamentáveis as tolices cometidas por Chávez em seu país. O socialismo que ele diz defender é o da morte. Morte da liberdade e da livre-iniciativa, com a volta do populismo e do atraso. Em seu governo só se dá bem quem vive do estado, enquanto os empresários não têm espaço para gerar riquezas. O que me deixa envergonhado é como o Brasil reagiu à escalada totalitária na Venezuela. O Brasil, assumindo a postura do homem cordial, prefere o excesso de conversas e agrados diplomáticos. Aliás, esse tipo de tratamento é geralmente entendido pelos mandatários mais atrevidos como falta de firmeza. Numa só palavra: covardia.
Murilo Augusto de Medeiros, 16 anos
Guará II, DF

Educação

Quero cumprimentar a jornalista Camila Antunes pela reportagem "Ensino que é bom..." (13 de junho) e enviar o mais caloroso abraço à corajosa mãe de Luísa, Mírian Macedo. É por causa desses desonestos "pornomarxistas" que nossas universidades estão sitiadas e que toda uma geração de jovens permanece alienada, emburrecida e envenenada. São eles que votarão nos Lulas e PTs da vida e inocentarão os Dirceus e os Paloccis dos quais o nosso Congresso está cheio.
Márcio Barbosa Rigolin
Franca, SP

Como professor de história da rede pública e particular em Minas Gerais, achei lamentável o posicionamento marxista do grupo COC ao elaborar suas apostilas didáticas tentando explicar diversos fatos históricos por meio da luta de classes. Tal fato deve servir de alerta a nós, educadores de todo o Brasil, no momento de escolher as apostilas e os livros didáticos, pois não podemos correr o risco de envolver nossos alunos em materiais repletos de conteúdos forçadamente ideológicos.
Di-Gianne de Oliveira Nunes
Lagoa da Prata, MG

Não tenho filhos, mas creio que consegui me colocar no lugar da senhora Mírian Macedo: fiquei horrorizado! Há quase trinta anos fizemos parte – eu e minha irmã como alunos, minha mãe como professora – do grupo pioneiro do Colégio Objetivo em Araçatuba (SP), o primeiro empreendimento de porte do senhor Chaim Zaher. E acompanhamos depois, de longe, sua trajetória até chegar ao seu portentoso império, com o COC e outras instituições de ensino sob seu comando. O cômico, se não fosse trágico, é que ele poderia perfeitamente ser "conjugado", como no perfil de "empresário" descrito em suas apostilas caça-níqueis, que deveriam ser imediatamente recolhidas – e não apenas revistas – e substituídas por livros de autores sérios, competentes e renomados.
Gilberto Baracat Júnior
Rio Branco, AC

A direção do Colégio Pentágono do Rio de Janeiro esclarece a seus alunos e responsáveis, aos parceiros e aos leitores de VEJA que não tem relação com o Colégio Pentágono de São Paulo. O Colégio Pentágono do Rio de Janeiro adota o Sistema Pentágono de Ensino, desenvolvido pelos seus professores-autores e implantado em 118 instituições de ensino no estado do Rio. Os livros do Sistema Pentágono utilizados pelos estudantes dos colégios parceiros são atualizados a cada três anos, livres de posicionamento político, e visam a atender às necessidades de formação acadêmica e cultural dos alunos.
Paulo Armando Areal
Diretor do Colégio Pentágono do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ



Stephen Kanitz

Além das inúmeras dificuldades brilhantemente listadas por Stephen Kanitz para acumular recursos para uma aposentadoria digna e longa, eu acrescento que, como as gerações anteriores à nossa nunca se preocuparam com previdência, resta aos bons filhos de hoje, especialmente os que não são funcionários públicos nem ganharam sozinhos na Mega-Sena acumulada, cuidar também dos pais e avós, enquanto lutam para que possam cuidar de si mesmos no futuro ("Aviso aos quarentões", Ponto de vista, 13 de junho).
Luiz Marcelo Zerbini Pereira
Catalão, GO

O artigo de Stephen Kanitz me atingiu em cheio, pois tenho 43 anos, mas não vamos exagerar com relação ao planejamento da aposentadoria. De acordo com recentes reportagens de VEJA sobre aquecimento, não temos nem certeza se teremos planeta daqui a trinta ou quarenta anos.
Manuel Fernandes Barriga
São Paulo, SP

Roberto Pompeu de Toledo

Tenho lido muita coisa sobre a invasão da reitoria da USP, mas só Roberto Pompeu de Toledo colocou o dedo na ferida: a simulação de uma ação revolucionária. Cada um faz a revolução como pode. Os pobres meninos da USP não sabem que a revolução é um gênero literário em decadência ("Invasão na USP: questões centrais", Ensaio, 13 de junho).
Gilberto de Melo Kujawski
São Paulo, SP

A ação dos estudantes da USP combina muito bem com a manifestação ocorrida na Avenida Paulista na semana passada, em ato contra o G-8. Revoltados, os participantes gritavam palavras de protesto contra a polícia. "Abaixo a repressão" foi o que mais ouvimos. Desde quando esses jovens que estão aí sabem o que é repressão? Prova viva do saudosismo ou ignorância.
Juliana Guerra
São Paulo, SP



André Petry

O artigo de André Petry ("O macho e a amante", 13 de junho) é mais do que oportuno quando descreve a covardia de um senador em esconder suas falhas morais e políticas de homem usando a imagem de uma mulher. Espero que os brasileiros reflitam cada vez mais, a cada triste episódio encenado no Planalto Central, na hora da escolha dos "homens de bem" que os representarão.
Fabiano R. Barcellos
Petrópolis, RJ



Música

Em relação à reportagem "Discos riscados" (13 de junho), entendo por que na nossa música há tantas regravações. Nos últimos anos pipocaram na mídia muitos novos cantores, e os reality shows e programas de calouros só contribuíram para isso. O problema é que o mesmo não acontece com novos compositores, pois um compositor leva anos para ter o nome reconhecido, enquanto um cantor já vira astro com apenas um sucesso.
Jales Pinheiro do Amaral
Gurupi, TO


CORREÇÕES: O creme Retin A Micro-Gel 0,1% (da Janssen-Cilag) não tem função hidratante, como publicado na reportagem "Campeões da hidratação" (Guia, 13 de junho), mas é indicado para o tratamento de acne e contra o envelhecimento da pele. • Dick Cheney é vice-presidente dos Estados Unidos, e não ex-vice-presidente, como informado nas Páginas Amarelas (13 de junho).

OS VERSOS SÃO DO BARÃO

O leitor Luiz Gonzaga de Castro Menezes, do Rio de Janeiro, escreveu: "O brilhante artigo 'O macho e a amante' (13 de junho), de André Petry, cita uma quadrinha ("São desgraças do Brasil / Um patriotismo fofo / Leis em parola, preguiça / Ferrugem, formiga e mofo") como sendo de autoria da condessa de Barral. Na realidade, o autor dos versos é seu pai, o baiano Domingos Borges de Barros, visconde de Pedra Branca, na época ironizado como barão da Pedra Parda. Menezes cita sua fonte: A Vida Amorosa de D. Pedro II, de Mozart Monteiro. A informação do leitor é confirmada no livro Salões e Damas do Segundo Reinado (Livraria Martins – Editora, 1942), de Wanderley Pinho, que reproduz a quadrinha na página 183. Veja o fac-símile.




PRAIA LIVRE DOS LACRES PLÁSTICOS

No ano passado o leitor José Monteiro Campos Neto, de Vitória, enviou uma foto de lacres plásticos recolhidos por ele na praia capixaba de Camburi. Depois que a foto foi publicada no quadro "Lixo na praia" (18 de outubro), a Petrobras entrou em contato com o leitor através de VEJA e recolheu o material para "a partir do número dos lacres investigar sua procedência", já que a empresa tem um programa de reciclagem e não se justificava o descarte desse material no meio ambiente. Agora, Campos Neto escreve dando conta de que "após a veiculação da matéria nunca mais encontrei lacres na praia". Mas o problema pode voltar, sob patrocínio de outro poluidor. "Na Semana do Meio Ambiente, encontrei vários lacres plásticos em um posto de combustível situado próximo ao canal que vai dar na praia. Se eu não os tivesse recolhido, com certeza iriam poluir nossa praia (veja foto)." Ele sugere aos donos do posto seguir o exemplo da Petrobras.

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