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Edição 1 705 - 20 de junho de 2001
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"Se o amor acabou, o respeito e o cuidado com aqueles que um dia foram parte da antiga família deveriam continuar."
Gladys Emy Feferkorn
Rio de Janeiro, RJ


Divórcio

É preciso mostrar de forma positiva que nem sempre se divorciar é motivo de guerra. Fui casada com um dos empresários mais ricos do país e na separação tivemos um único advogado, com o qual saímos facilmente dos problemas. Estamos há nove anos separados e somos amigos até hoje. É importante lembrar que o dinheiro não é o mais importante. O carinho, o respeito e a amizade devem ser preservados principalmente quando existem filhos ("Duelo na separação conjugal", 13 de junho).
Cristiane Martins Lazzarini
Uberlândia, MG

No "guia" da separação, na matéria de VEJA, no qual fui lembrado, faltou a importante sugestão da escolha de um responsável e competente advogado (como, aliás, foi o meu). Muitas vezes as partes envolvidas seguem orientações desequilibradas, que só tornam os litígios ainda mais exacerbados, trazendo às famílias, na maioria das vezes, traumas insuperáveis e totalmente desnecessários. Separar é voltar a sonhar, e não viver em pesadelo, ainda que por algum tempo tenhamos de conviver com a lembrança de levianas e infundadas acusações.
Francisco Scarpa Filho

chiquinho@scarpa.com.br

Os namoros têm supervalorizado o prazer carnal em detrimento do conhecimento verdadeiro do outro. Como esperar casamentos estáveis de hedonistas que mal se conhecem?
Ana Cristina Gonçalves Pacheco
São Paulo, SP

O divórcio é o resultado do que nunca existiu: amor.
Daniel Severiano

Natal, RN

Apesar de ser um tema sobejamente debatido, de vez em quando surgem casos que chamam a atenção, seja por disputa dos filhos, seja por disputa dos bens, transformando-se em guerras judiciais. Discordo dos autores da matéria quando dizem que o divórcio "nada tem de diabólico", pois seus efeitos atingem em cheio a família e a sociedade. Os filhos sofrem terrivelmente e ficam marcados para toda a vida.
Lenita Soares Pereira
Rio de Janeiro, RJ

A matéria de VEJA está muito bem posta, porém faltou esclarecer enfaticamente que os custos de uma disputa judicial, dessas que são citadas na reportagem, são altíssimos e inacessíveis para 98% da população. Não se trata apenas de honorários elevados de advogado, de peritos judiciais e das custas do processo, mas sim que muitas vezes as partes acabam consumindo todo o patrimônio como vingança, por razões que são absolutamente incompreensíveis em termos racionais.
Luiz Fernando Rezende
São Paulo, SP

 

VEJA Sua Segurança

Gostaria de congratular VEJA pelo suplemento especial Sua Segurança. Um assunto ainda incipiente no Brasil e de muita importância para o cotidiano de todas as pessoas, em que poucos têm acesso às informações realmente profissionais sobre esse tema tão vasto e fundamental, principalmente nos grandes centros urbanos. Mais uma vez parabéns pela iniciativa, e que essa seja a primeira edição de muitas.
Gerson Borges

Rio de Janeiro, RJ

É inacreditável que em meio a tantas informações ainda existam pessoas que acreditam no famoso conto-do-vigário.
Poliana Amâncio
Londrina, PR

Gostaríamos de parabenizar a equipe de VEJA pela qualidade e pelo caráter inovador das matérias publicadas no especial Sua Segurança (junho de 2001). Não é exata a informação de que "pessoas que andam armadas têm, estatisticamente, probabilidade 56% maior de ser feridas ou mortas". Esse dado, oriundo de um estudo do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, carece de qualquer base científica. Ora, como é sabido, as reações bem-sucedidas não constam nos registros policiais, a não ser quando envolvem vítimas fatais, como o episódio vivido na última semana por um militar aposentado em Gravataí, no Rio Grande do Sul, que matou um de seus seqüestradores e feriu gravemente o outro.
Carlos Murgel
Diretor Presidente da
Forjas Taurus
Porto Alegre, RS

 

Claudio de Moura Castro

Claudio de Moura Castro sempre me surpreende com suas riquíssimas reflexões. Fiquei impressionada com o conteúdo de sua coluna em VEJA. O autor reportou-se a pessoas que se tornam paradigmas pelo modo como vivem e lutam por seus objetivos. Concordo com Claudio em que não basta criatividade para gerar mudanças fundamentais. Precisamos, sim, basear-nos no paradigma da contenção dos arroubos criativos e de sua subordinação aos imperativos da técnica e da disciplina. O sucesso é resultado de uma atitude que privilegie despojamento, dedicação, rigor, análise, avaliação, zelo – enfim, valores decisivos na formação de um indivíduo e fundamentais na configuração de um país em que o improviso dê lugar a decisões seguras, elaboradas com o rigor necessário de quem quer vencer (Ponto de vista, 6 de junho).
Viviane Senna
São Paulo, SP

Parabéns pela consistência de suas idéias e, no caso específico de nossos ídolos, acho que suas reflexões deveriam ser amplamente discutidas por todos. Com certeza, a existência de modelos que mostrem o caminho do sucesso por via do esforço, da dedicação, da ambição em vencer e da competência em lutar para a conquista de ideais dignos contribuiria de modo significativo para o desenvolvimento do país em diferentes áreas do conhecimento. Competência, com certeza temos. Precisamos intensificar nosso esforço, nossa dedicação e valorizar nossa saudável ambição em transpor obstáculos. Parabéns, professor Claudio.
Mario Bernardo Filho
Rio de Janeiro, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo, em sua coluna da semana passada, esbanja, mais uma vez, sua qualidade de bom escritor, o que não é novidade para ninguém. Porém, pude perceber que além disso também é muito educado, quando se limita a enquadrar ACM entre a metafísica e a soberba. Que veja quem tem olhos para ver (Ensaio, 13 de junho).
Francisco Eduardo Torres
Aquidauana, MS

 

Cinema

Estava receoso de assistir ao filme A Partilha por dois motivos: por ter visto a peça alguns anos atrás e pela matéria de VEJA. Felizmente fui vê-lo e meus receios se dissiparam. A fita é muito boa. Na crítica de Isabela Boscov faltou o comentário sobre o duelo de interpretação travado entre as quatro talentosas atrizes. Meu voto vai para Paloma Duarte ("Boas de briga", 13 de junho).
Cláudius Soares
Claudius@mailbr.com.br

 

Televisão

Infeliz a afirmação de VEJA de que a queda de audiência do programa de Adriane Galisteu se deve ao esgotamento de sua aura de "viúva". A imagem da modelo está dissociada de Ayrton Senna já há muito tempo! E, se vivemos na era das celebridades instantâneas, é preciso muito mais que o rótulo de "viúva" para se manter na mídia – programas de TV, anúncios e capas de revista – há mais de sete anos ("O apagão da loira", 13 de junho).
Flavia Janot
Rio de Janeiro, RJ

 

Energia

Equipamentos com resistência elétrica que possuem termostato, como o ferro elétrico, utilizam sua potência até atingir a temperatura desejada. Depois disso, o termostato faz com que o ferro complete um ciclo de aquecimento, ligando e desligando o aparelho. Dessa forma, ele não irá consumir a potência nominal durante todo o tempo em que estiver em uso ("A fonte secou", 6 de junho).
David E. Ivy Jr.
Gerente de marketing
Black & Decker do Brasil
São Paulo, SP

Em testes realizados em diversos laboratórios de universidades brasileiras, equipamentos análogos ao citado filtro de ruído apresentaram-se inócuos no que diz respeito à redução do consumo de energia. Um efeito positivo poderia advir apenas de uma eventual melhoria da conexão do neutro ao terra, que é feita quando se instala o aparelho. É verdade que é possível obter alguma melhoria na qualidade da energia elétrica com o uso de filtros passivos, mas isso se faz por meio de estudos específicos em cada instalação e com a aplicação de dispositivos que certamente não caberiam nas "caixinhas" vendidas. E, mesmo assim, dificilmente essa redução atingiria 10%.
José Antenor Pomilio
Presidente da Sociedade
Brasileira de Eletrônica de
Potência (Sobraep) Campinas, SP
José Roberto Cardoso
Presidente da Sociedade Brasileira
de Eletromagnetismo (SBMAG) São Paulo, SP

 

Eduardo Gomes de Azevedo

Gostaria de observar que não faz parte dos planos de Emerson Fittipaldi e de suas empresas, como negócio ou endosso, a participação ou o envolvimento promocional em clínica em Miami. (Perfil, 6 de junho).
Lian Duarte
Fittipaldi International Marketing
São Paulo, SP

 

Turismo

A reportagem para as férias de julho está perfeita! Bem organizada, muito informativa, bem distribuída por Estados, ideal para quem mora no Brasil. Infelizmente para quem reside fora, as informações que chegam por aqui são bem limitadas. Ou melhor, a divulgação do turismo brasileiro aqui na Europa é pequena. Eu costumo acompanhar a programação de férias para países tropicais a cada ano e noto a falta de informação e de pacotes incentivando o turista europeu a ir conhecer o Brasil. Com um litoral tão maravilhoso, bom clima e bem servido de hotéis, só está faltando mais divulgação do lado de cá ("Férias de julho", 13 de junho).
Graça Berger
Amsterdã, Holanda

 

Arc

Já pensou, Arc? Se todos resolvem reclamar do apagão com o bumbum de fora? Ainda bem que estaremos na penumbra mesmo. Adoro seus questionamentos.
Clarice Sprovieri Cipoleta
Guarujá, SP

 

 

ELE VENDE ILUSÃO?

O perfil do polêmico geriatra paraibano Eduardo Gomes de Azevedo ("O mercador de juventude", 6 de junho) provocou a manifestação inflamada de leitores e médicos que não gostaram de algumas declarações de Gomes – em especial da seguinte: "Como temos o solo pobre em minerais, nós, brasileiros, somos uma sub-raça. Os americanos corrigiram o solo deles e tornaram-se uma superpotência. Nunca mais perderam uma Olimpíada. No Brasil jamais surgirá um Bill Gates". De Santos (SP), César Augusto C.Q. Pereira reclamou: "Se isso for verdade, ninguém irá querer importar alimentos pobres em nutrientes". A médica M. Bettina Sanson acrescenta: "Se o brasileiro fosse sub-raça, como afirma Eduardo Gomes, esse doutor não precisaria do esforço da lábia nem das injeções de anestésico para fazer o nome de sua clínica". Emilio Antonio Jeckel Neto, coordenador dos cursos de mestrado e doutorado em gerontologia biomédica e membro do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, foi além: "Milhares de profissionais que atuam séria e honestamente na área do envelhecimento são contra as informações divulgadas, pois elas não têm fundamentação científica nem aprovação dos conselhos profissionais". Elizabete Viana de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), também se manifestou: "O referido médico não é filiado à SBGG e não possui título de especialista em geriatria, concedido por essa sociedade. Os métodos descritos na reportagem ainda carecem de comprovação e de aceitação da comunidade científica, não sendo, portanto, aceitos pela SBGG".

 

GUIMARÃES ROSA E OS LEITORES

A recriação da linguagem sertaneja feita pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa deu origem a inúmeros estudos. Um deles é O Léxico de Guimarães Rosa, dicionário que mostra como o autor criava palavras. O assunto foi tema da reportagem "Nonada e outras invenções" (6 de junho). O termo "nonada", que abre o romance Grande Sertão: Veredas, mais uma vez gerou discussão. "A palavra consta no famoso Dicionário da Língua Portuguesa, de Antonio de Moraes Silva, e portanto não foi inventada pelo escritor, embora possa ter sido ressuscitada por ele", escreveu João Carlos de Rezende Martins, do Rio de Janeiro. José Roberto Teixeira e mais dois leitores vieram engrossar o coro. De fato, nonada está dicionarizada há tempos. Significa, como consta na matéria, "coisa sem importância", "ninharia", "insignificante". Ana Maria Neiva de Menezes, de Belo Horizonte, menospreza a primazia do termo e sua própria dicionarização: "O 'desrespeito' de Guimarães Rosa à língua culta é um dos pilares de sua genialidade. Dicionarizar os termos criados por Rosa significa ignorar seu caráter transgressor e aprisionar a magia dessas palavras às mazelas da língua portuguesa".

 

GUGA MUDOU, E DAÍ?

A reportagem "Mais rico e mais forte" (13 de junho), sobre as mudanças de tática, de vida e de rotina do novo ídolo do Brasil – Gustavo Kuerten –, foi uma das matérias que mais tiveram repercussão entre os leitores na semana passada. Stella Serrano, de Campinas, São Paulo, escreveu: "Além de ser um modelo de determinação e ter espírito vitorioso, Guga é exemplo a ser seguido e inspiração para os jovens de um país assolado por escândalos no esporte". Por e-mail, Roberto Andrade opinou: "O gesto de desenhar um coração na quadra e deitar-se sobre ele mostrou aos franceses e ao mundo o que é ser um atleta com amor à camisa e a seu país". A leitora Gláucia Dutra perguntou: "O que vocês esperavam do Guga? Que fosse tricampeão de Roland Garros e não mudasse uma vírgula na vida dele?". Maria Emília Rivaldo, de Brasília, escreveu também em nome de sua filha Roberta, uma garota de 15 anos que está aprendendo a jogar tênis: "Guga é um exemplo de dedicação, trabalho e perseverança. Em vez de criticá-lo, vocês deveriam comentar a nova visão que ele deu ao tênis, despertando interesse das pessoas por outro esporte, além do futebol". Sergio Fajardo, de Mandaguari, Paraná, tem outra opinião: "A vitória de Guga não vai matar a fome de ninguém; a possível desclassificação da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa não significa o fim do mundo; o bom momento do vôlei não vai melhorar a situação caótica do setor energético. Enfim, o esporte deveria ficar limitado a páginas esportivas".

CORREÇÕES: Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Trator e irrigação na terra do sol" (13 de junho), a fábrica da Ceval está localizada no recém-emancipado município de Luís Eduardo Magalhães. A gráfica Quebecor World Recife está instalada no município de Ipojuca, Pernambuco, e não na capital, Recife, conforme publicado no quadro "Veja no Recife" (11 de abril).



 
 
   
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