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É
preciso mostrar de forma positiva que nem sempre se divorciar é
motivo de guerra. Fui casada com um dos empresários mais ricos
do país e na separação tivemos um único advogado,
com o qual saímos facilmente dos problemas. Estamos há nove
anos separados e somos amigos até hoje. É importante lembrar
que o dinheiro não é o mais importante. O carinho, o respeito
e a amizade devem ser preservados principalmente quando existem filhos
("Duelo na separação conjugal", 13 de junho). No "guia"
da separação, na matéria de VEJA, no qual fui lembrado,
faltou a importante sugestão da escolha de um responsável
e competente advogado (como, aliás, foi o meu). Muitas vezes as
partes envolvidas seguem orientações desequilibradas, que
só tornam os litígios ainda mais exacerbados, trazendo às
famílias, na maioria das vezes, traumas insuperáveis e totalmente
desnecessários. Separar é voltar a sonhar, e não
viver em pesadelo, ainda que por algum tempo tenhamos de conviver com
a lembrança de levianas e infundadas acusações. Os namoros
têm supervalorizado o prazer carnal em detrimento do conhecimento
verdadeiro do outro. Como esperar casamentos estáveis de hedonistas
que mal se conhecem? O divórcio
é o resultado do que nunca existiu: amor. Apesar de
ser um tema sobejamente debatido, de vez em quando surgem casos que chamam
a atenção, seja por disputa dos filhos, seja por disputa
dos bens, transformando-se em guerras judiciais. Discordo dos autores
da matéria quando dizem que o divórcio "nada tem de diabólico",
pois seus efeitos atingem em cheio a família e a sociedade. Os
filhos sofrem terrivelmente e ficam marcados para toda a vida. A matéria
de VEJA está muito bem posta, porém faltou esclarecer enfaticamente
que os custos de uma disputa judicial, dessas que são citadas na
reportagem, são altíssimos e inacessíveis para 98%
da população. Não se trata apenas de honorários
elevados de advogado, de peritos judiciais e das custas do processo, mas
sim que muitas vezes as partes acabam consumindo todo o patrimônio
como vingança, por razões que são absolutamente incompreensíveis
em termos racionais.
Gostaria
de congratular VEJA pelo suplemento especial Sua Segurança.
Um assunto ainda incipiente no Brasil e de muita importância para
o cotidiano de todas as pessoas, em que poucos têm acesso às
informações realmente profissionais sobre esse tema tão
vasto e fundamental, principalmente nos grandes centros urbanos. Mais
uma vez parabéns pela iniciativa, e que essa seja a primeira edição
de muitas. É
inacreditável que em meio a tantas informações ainda
existam pessoas que acreditam no famoso conto-do-vigário. Gostaríamos
de parabenizar a equipe de VEJA pela qualidade e pelo caráter inovador
das matérias publicadas no especial Sua Segurança
(junho de 2001). Não é exata a informação
de que "pessoas que andam armadas têm, estatisticamente, probabilidade
56% maior de ser feridas ou mortas". Esse dado, oriundo de um estudo do
Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, carece de qualquer base
científica. Ora, como é sabido, as reações
bem-sucedidas não constam nos registros policiais, a não
ser quando envolvem vítimas fatais, como o episódio vivido
na última semana por um militar aposentado em Gravataí,
no Rio Grande do Sul, que matou um de seus seqüestradores e feriu
gravemente o outro.
Claudio
de Moura Castro sempre me surpreende com suas riquíssimas reflexões.
Fiquei impressionada com o conteúdo de sua coluna em VEJA. O autor
reportou-se a pessoas que se tornam paradigmas pelo modo como vivem e
lutam por seus objetivos. Concordo com Claudio em que não basta
criatividade para gerar mudanças fundamentais. Precisamos, sim,
basear-nos no paradigma da contenção dos arroubos criativos
e de sua subordinação aos imperativos da técnica
e da disciplina. O sucesso é resultado de uma atitude que privilegie
despojamento, dedicação, rigor, análise, avaliação,
zelo enfim, valores decisivos na formação de um indivíduo
e fundamentais na configuração de um país em que
o improviso dê lugar a decisões seguras, elaboradas com o
rigor necessário de quem quer vencer (Ponto de vista, 6 de junho).
Parabéns
pela consistência de suas idéias e, no caso específico
de nossos ídolos, acho que suas reflexões deveriam ser amplamente
discutidas por todos. Com certeza, a existência de modelos que mostrem
o caminho do sucesso por via do esforço, da dedicação,
da ambição em vencer e da competência em lutar para
a conquista de ideais dignos contribuiria de modo significativo para o
desenvolvimento do país em diferentes áreas do conhecimento.
Competência, com certeza temos. Precisamos intensificar nosso esforço,
nossa dedicação e valorizar nossa saudável ambição
em transpor obstáculos. Parabéns, professor Claudio.
Roberto
Pompeu de Toledo, em sua coluna da semana passada, esbanja, mais uma vez,
sua qualidade de bom escritor, o que não é novidade para
ninguém. Porém, pude perceber que além disso também
é muito educado, quando se limita a enquadrar ACM entre a metafísica
e a soberba. Que veja quem tem olhos para ver (Ensaio, 13 de junho).
Estava receoso
de assistir ao filme A Partilha por dois motivos: por ter visto
a peça alguns anos atrás e pela matéria de VEJA.
Felizmente fui vê-lo e meus receios se dissiparam. A fita é
muito boa. Na crítica de Isabela Boscov faltou o comentário
sobre o duelo de interpretação travado entre as quatro talentosas
atrizes. Meu voto vai para Paloma Duarte ("Boas de briga", 13 de junho).
Infeliz
a afirmação de VEJA de que a queda de audiência do
programa de Adriane Galisteu se deve ao esgotamento de sua aura de "viúva".
A imagem da modelo está dissociada de Ayrton Senna já há
muito tempo! E, se vivemos na era das celebridades instantâneas,
é preciso muito mais que o rótulo de "viúva" para
se manter na mídia programas de TV, anúncios e capas
de revista há mais de sete anos ("O apagão da loira",
13 de junho).
Equipamentos
com resistência elétrica que possuem termostato, como o ferro
elétrico, utilizam sua potência até atingir a temperatura
desejada. Depois disso, o termostato faz com que o ferro complete um ciclo
de aquecimento, ligando e desligando o aparelho. Dessa forma, ele não
irá consumir a potência nominal durante todo o tempo em que
estiver em uso ("A fonte secou", 6 de junho). Em testes
realizados em diversos laboratórios de universidades brasileiras,
equipamentos análogos ao citado filtro de ruído apresentaram-se
inócuos no que diz respeito à redução do consumo
de energia. Um efeito positivo poderia advir apenas de uma eventual melhoria
da conexão do neutro ao terra, que é feita quando se instala
o aparelho. É verdade que é possível obter alguma
melhoria na qualidade da energia elétrica com o uso de filtros
passivos, mas isso se faz por meio de estudos específicos em cada
instalação e com a aplicação de dispositivos
que certamente não caberiam nas "caixinhas" vendidas. E, mesmo
assim, dificilmente essa redução atingiria 10%.
Gostaria
de observar que não faz parte dos planos de Emerson Fittipaldi
e de suas empresas, como negócio ou endosso, a participação
ou o envolvimento promocional em clínica em Miami. (Perfil, 6 de
junho).
A reportagem
para as férias de julho está perfeita! Bem organizada, muito
informativa, bem distribuída por Estados, ideal para quem mora
no Brasil. Infelizmente para quem reside fora, as informações
que chegam por aqui são bem limitadas. Ou melhor, a divulgação
do turismo brasileiro aqui na Europa é pequena. Eu costumo acompanhar
a programação de férias para países tropicais
a cada ano e noto a falta de informação e de pacotes incentivando
o turista europeu a ir conhecer o Brasil. Com um litoral tão maravilhoso,
bom clima e bem servido de hotéis, só está faltando
mais divulgação do lado de cá ("Férias de
julho", 13 de junho).
Já
pensou, Arc? Se todos resolvem reclamar do apagão com o bumbum
de fora? Ainda bem que estaremos na penumbra mesmo. Adoro seus questionamentos.
CORREÇÕES:
Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Trator e irrigação
na terra do sol" (13 de junho), a fábrica da Ceval está
localizada no recém-emancipado município de Luís
Eduardo Magalhães. |
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