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VEJA Recomenda DVDs
Não Se Mova (Non Ti Muovere, Itália/Espanha/Inglaterra,
2004. Imagem) Com o carro quebrado no meio do nada, um cirurgião
entra na casa de uma prostituta para dar um telefonema. Sem nem saber direito
o que está fazendo, nem muito menos por quê, ele a estupra
e então se apaixona perdidamente por ela. Em sua segunda incursão
na direção, o ator Sergio Castellitto (que também interpreta
o cirurgião Timoteo) carrega sem dó nas tintas melodramáticas,
e é isso, em última análise, que torna seu filme tão
eficiente: a intensidade com que ele endossa a desrazão de seus personagens.
A surpresa, porém, fica por conta da espanhola Penélope Cruz. No
papel da feia, pobre e vulgar prostituta Italia, a atriz confirma que o lugar
certo para ela é mesmo o cinema europeu. Veja
cenas.
Divulgação
 | | Metallica:
terapia no estúdio |
Some
Kind of Monster (Estados Unidos, 2004. Paramount) Assim como Let
It Be, o filme que flagrou os Beatles à beira da implosão, esse
documentário escancara os bastidores de uma banda em crise. Trata-se do
Metallica. Filmada durante as gravações de um disco do grupo de
heavy metal mais bem-sucedido do planeta, a fita expõe sem meios-tons o
embate de egos de seus integrantes. O fio condutor é a presença
de um terapeuta motivacional no estúdio, contratado para auxiliar os roqueiros
a superar antigas desavenças e lidar com problemas como o alcoolismo. No
fim, o guru dá palpite até nas composições. Os roqueiros
expiam suas culpas o baterista Lars Ulrich vai às lágrimas,
por exemplo, ao reencontrar um ex-guitarrista expulso do Metallica por mau comportamento.
O DVD traz um disco extra com mais de quarenta minutos de cenas inéditas.
LIVROS Contos
Completos, de Virginia Woolf (tradução de Leonardo Fróes;
Cosac & Naify; 472 páginas; 59 reais) Autora de romances como
Mrs. Dalloway e Orlando, a inglesa Virginia Woolf (1882-1941) também
era uma grande contista, empregando nesse gênero a mesma evocação
impressionista de atmosferas e sentimentos que caracteriza suas narrativas longas.
É a primeira vez que se editam seus contos completos no Brasil, e o texto
Um Diálogo no Monte Pentélico, inspirado por uma viagem que
ela fez à Grécia em companhia do irmão, é inédito
no país. O livro é organizado em ordem cronológica, o que
permite acompanhar a evolução de Virginia no caminho de se tornar
a maior voz feminina do modernismo inglês. A edição traz um
apêndice com notas sobre as circunstâncias em que a autora produziu
cada conto. Leia
trecho. Breves
Entrevistas com Homens Hediondos, de David Foster Wallace (tradução
de José Rubens Siqueira; Companhia das Letras; 376 páginas; 47,50
reais) O americano Wallace tornou-se um autor cultuado por causa de The
Infinite Jest (A Piada Infinita), romance satírico de 1.000 páginas.
Primeiro livro seu lançado no Brasil, Breves Entrevistas não
é tão caudaloso, mas ainda assim é uma leitura exigente:
o autor se compraz com frases tortuosas e às vezes recorre a extensas notas
de rodapé, numa espécie de paródia do texto acadêmico.
Mas Wallace é um narrador poderoso. Suas histórias versam sobre
as obsessões sexuais dos tais homens hediondos do título. Ao lado
dessa galeria de cafajestes, aparecem mulheres problemáticas como a protagonista
de A Pessoa Deprimida, conto que satiriza a psicoterapia. Leia
trecho.
EXPOSIÇÃO
Itaci
 |  | | Henfil,
e um de seus cartuns: ainda atual |
Henfil
do Brasil (A partir desta terça, no Centro Cultural Banco do Brasil,
no Rio de Janeiro) Morto em 1988, em decorrência da aids, o cartunista
mineiro Henfil deixou uma galeria de personagens que estão entre os mais
originais já criados no Brasil. Essa retrospectiva reúne pela primeira
vez sua obra. Os mais de 300 originais em exibição mostram que seu
trabalho não perdeu em nada a atualidade. Dono de um humor cáustico
e de um traço conciso, Henfil criou figuras divertidas como o capitão
Zeferino, o bode Orelana e a Graúna. Esses e outros personagens podem ser
conferidos na exposição, que em seguida passará por Brasília
e São Paulo. DISCOS O,
Damien Rice (Warner) O cantor e compositor irlandês ganhou fama fora
de seu país graças à inclusão da música The
Blower's Daughter na trilha do filme Perto Demais, com Julia Roberts.
Rice é uma versão remoçada de Bob Dylan e Leonard Cohen,
artistas veteranos que fazem o gênero "trovador". No fim dos anos 90, depois
de atuar numa banda de sucesso efêmero, Rice deu um tempo foi curtir
a vida de mochileiro. Só retomou a carreira em 2001, como artista-solo.
A volta por cima teve a mão do produtor David Arnold (o mesmo da islandesa
Björk), que colocou seu estúdio à disposição
do cantor. O, que resultou dessa aposta, é um disco com lindas baladas
acústicas. Divulgação
 |  | | Coralie:
voz do novo pop francês | |
Bye
Bye Beauté, Coralie Clément (EMI) Antes de ser cantora,
Coralie Clément foi groupie fã que não desgruda do
ídolo de seu próprio irmão. Ele vem a ser o compositor
Benjamin Biolay, saudado como um sucessor moderninho de Serge Gainsbourg, o enfant
terrible da música francesa dos anos 60. Com a ajuda dele, Coralie conquistou
seu lugar no pop de seu país. É Biolay quem compõe e produz
seus discos que investem em cruzamentos da chanson, a canção
tradicional da França, com gêneros como a bossa nova e a música
eletrônica. Bye Bye Beauté, seu segundo álbum, mostra
que a moça tem luz própria. Com um registro vocal tão doce
quanto irônico, suas interpretações remetem a cantoras como
Jane Birkin e Françoise Hardy. |