Edição 1901 . 20 de abril de 2005

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Radar

Lauro Jardim (e-mail: ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Aliados, mas nem tanto
O próximo alvo da ira do PMDB será o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, filiado ao PL. A turma peemedebista está cuspindo fogo por causa de demissões de correligionários, sobretudo no DNIT (o antigo DNER).

Como proceder
Está prevista para os próximos dias uma reunião entre Lula, Aldo Rebelo e José Dirceu para definir o modus operandi das nomeações da base governista.

Questão de ponto de vista
Pelas contas do governo, o PTB e o PL já preencheram suas respectivas cotas de nomeações. Os partidos não pensam assim.

O culpado
No coração do Palácio do Planalto culpa-se diretamente o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, pelos vazamentos de informações que estão atingindo em cheio Henrique Meirelles.

A sucessão de Fonteles
Aliás, o mandato do procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, termina em julho e as articulações para substituí-lo estão pegando fogo. Até agora, há um favorito para a vaga. Ou melhor, favorita – a procuradora gaúcha Ela Wicko.

"Intervenção" no Pan
José Dirceu resolveu meter a mão nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Recebeu informações de todos os lados de que a prefeitura do Rio não conseguirá tocar o projeto sem a ajuda financeira do governo.

 

• BRASIL

Sob medida
Praticamente desconhecido, o banco carioca BVA está perto de ganhar notoriedade. A Polícia Federal investiga o BVA por envolvimento com a quadrilha do argentino Cesar Arrieta, acusado de fraudes bilionárias contra a Previdência.

Garotinho fala à banca
Anthony Garotinho está se movimentando junto à banca, que, como se sabe, torce o nariz para ele. No fim de março, deu uma palestra de duas horas no Credit Suisse First Boston sobre o Rio de Janeiro e os rumos do Brasil. Na platéia, a diretoria do CSFB e grandes clientes do banco.

 

Ele volta a pensar no Rio

Jorge Araújo/Folha Imagem
Ciro: Lula apóia a investida fluminense


Voltou a ganhar força a idéia de Ciro Gomes disputar o governo do Rio de Janeiro em 2006. O plano conta com a simpatia de Lula e José Dirceu. Ciro, que está prestes a desembarcar no PSB, estuda de verdade a possibilidade. Terá de se decidir até outubro, prazo final para transferência do domicílio eleitoral. Por enquanto, ao lado de sua mulher, Patrícia Pillar, vem freqüentando algumas reuniões com a classe artística em que a crise fluminense é debatida.

 

 

• ECONOMIA

Real de olhos puxados
O negócio fechado entre a Real Seguros e a Tokyo Marine não é uma simples operação de compra e venda. Pelo acordo, os japoneses compram a parte de acidentes da Real e ficam com 50% da carteira de vida e previdência da seguradora brasileira. Caberá ao ABN Real, por meio de sua rede de agências, a distribuição dos produtos.

Engarrafamento nos ares
A reunião de 320 empresários, promovida por João Doria Júnior em Comandatuba, juntou um número recorde de aviões para um evento privado – um total de dezoito. Além de três Airbus da TAM fretados e dois jatos executivos, havia outros treze aviões pertencentes a grandes empresas levando seus executivos para o encontro.  

De olho nos aposentados
Depois de seis meses de interinidade, Rossano Maranhão assume a presidência do Banco do Brasil nos próximos dias disposto a fazer barulho. Vai anunciar cortes de 16% nas despesas de custeio do banco. Mais: fará do crédito consignado para aposentados e servidores – o novo xodó do mercado financeiro – uma das prioridades do BB.  

Esse baixinho é meu
A Kaiser foi ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) pedindo a suspensão da campanha da cerveja Colônia. O pivô da reclamação é o garoto-propaganda José Royo, que durante dezesseis anos encarnou o famoso "baixinho da Kaiser" e que agora virou o "Zé da Colônia". Mas o Conar manteve a campanha no ar.  

Cadê o conselheiro? 1
A decisão final do caso Nestlé/Garoto foi mais uma vez adiada. Na sessão de quarta-feira passada, quando o CADE finalmente julgaria o último dos recursos da Nestlé, o conselheiro Luis Scaloppe, sem se justificar, simplesmente não compareceu – por isso, a sessão teve de ser adiada por falta de quórum. Mais tarde, Scaloppe justificou-se dizendo que estava em uma reunião em São Paulo.  

Cadê o conselheiro? 2
Contrariando prática comum no CADE, o compromisso não constava da agenda pública do órgão. Scaloppe tem permitido à Nestlé dar sobrevida ao processo perante o CADE, desde julho do ano passado, com sucessivos pedidos de vista e incidentes processuais.

 

• FUTEBOL

Quase fechado
Quem participa da negociação entre a CBF e a Petrobras para que a estatal vire mais uma das patrocinadoras da seleção garante: o negócio está fechado, só falta assinar. Vai render à CBF 10 milhões de dólares por ano até 2014. A CBF quer usar o dinheiro para pagar impostos, taxas e outras obrigações de modo que o dinheiro vá direto da estatal para os cofres do governo.  

Nizan na Copa
A CBF vai entregar à dupla Nizan Guanaes e Bia Aydar a estratégia de comunicação para trazer a Copa de 2014 para o Brasil.

 

O que vai pela cabeça dele

Jair Amaral/Estado de Minas/AE
Dirceu: Serra é candidato


Quem tem a oportunidade de conversar longamente com José Dirceu nota que, além das óbvias dores de cabeça políticas – como a falta de controle do PMDB e a briga de foice dos petistas paulistas para indicar o candidato ao governo estadual –, há preocupações ainda não reveladas em outras áreas. O ministro está inquieto com o que qualifica de avanço dos "monetaristas" no governo. Dirceu acha que a visão dos monetaristas da diretoria do Banco Central começa a se espalhar para outras áreas. Ele não está gostando. Reclama que alguns chegaram até a sugerir a extinção do BNDES. Em relação a 2006, Dirceu está convencido de que José Serra é candidato à Presidência. "Alguém tem dúvida?", perguntou o ministro na semana passada a um interlocutor.

Colaborou Ronaldo França

 

 

 

 
 
 
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