Edição 1901 . 20 de abril de 2005

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Vestida para decolar

Paulo Vitale
Negra Li: visual mais "ousado e chocante, sem ser vulgar"


O básico ela já tinha: atitude, boa voz – e lindas pernas também. Faltava para a rapper paulistana Liliane de Carvalho, 25 anos, a Negra Li, uma esmerilhada no visual. Não falta mais. Com a ajuda (grátis) de uma personal stylist, ela renovou o figurino com roupinhas (grátis) de palco. "Queria usar algo mais ousado, mais chocante, sem ser vulgar", diz. O resultado: microssaias, batinhas, salto alto e um jeito de quem vai decolar. Negra Li, que estuda canto e piano, terminou de filmar Antônia, da diretora Tata Amaral, e fez shows para divulgar o CD que gravou com o rapper Helião. Já contabiliza modestos, mas significativos, avanços: "Com o dinheiro do filme, pude comprar um computador; com o do CD e de shows, comprei um carro 95".


Volta sem data marcada


Samir Baptista
Grazielli, com o chimpanzé: desfiles e TV, sim; nua, não

Desde que saiu do Big Brother, no fim de março, com 50.000 reais e dois carros zero, a vice-campeã Grazielli Massafera, 22 anos, ainda não conseguiu voltar para casa em Jacarezinho, no interior do Paraná. Motivos: agenda lotada, conta bancária em ascensão (12.000 reais por desfile) e possibilidade real de carreira na TV. Nesse quesito, gravou participações em programas da Globo (no de Luciano Huck, cercada de chimpanzés), atrás do sonho de ser – o que mais? – apresentadora e atriz. Para quando enfim voltar, já tem plano: "Vou ajudar minha mãe, que está precisando de um dentista". O que não vai fazer: posar nua.

As paixões em primeiro plano

Pablo Valadares/AE
Jobim, Adrienne e o bolo: festinha concorrida


Reza a liturgia dos aniversários de ministros que, na data querida, os funcionários encomendem um bolinho e cantem Parabéns. Nos 59 anos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, não foi diferente – ou melhor, foi. O bolo de 10 quilos (400 reais) era decorado com as "paixões" do ministro: charuto, garrafa de uísque e copo (este, exigindo certo esforço de imaginação) com gelo. Foi elogiadíssimo pelos numerosos ministros, senadores e deputados presentes. "Ele sabia da festa mas não do bolo. Foi um open-gabinete", descreve Adrienne Senna, mulher de Jobim e organizadora da festa.

Novidade na família real: felicidade

Stefan Rousseam/AP
Kieran Doherty/Reuters
Andrew Millighan/AFP
Jeff J. Mirchell/Reuters
A noiva que ri: marca registrada de Camilla, desde o casamento com Charles

Quando Diana se casou, todo mundo comemorou o que ela levava para a família real inglesa: juventude, beleza, estilo – e, viu-se depois, uma enorme dose de confusão. Com a segunda mulher do príncipe Charles, Camilla, 57 anos e jeitão matronal, a contribuição em matéria de glamour é zero. Em compensação, ela mostrou no casamento, e nos dias subseqüentes, um artigo mais raro ainda: felicidade. Daquelas em estado puro, de fazer os olhos brilhar e os dentes (clareados e acertados) se exibir sem parar. Desde que surgiu de marfim-quase-branco, na porta do cartório onde a antiga paixão foi finalmente oficializada, Camilla não parou de sorrir. Na Escócia, onde passam a lua-de-mel, o sorriso acompanhou roupas com detalhes de tartan – o xadrez dos duques de Rothesay, título local do casal. Para quem ficou mais de trinta anos namorando escondido, rir à toa – e por último – agora faz todo o sentido.

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
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