Edição 1901 . 20 de abril de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Auto-retrato
VEJA on-line
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas
"Se o sucessor não for da América Latina, a Igreja Católica poderá ficar vazia. Que os cardeais recebam a última mensagem do papa."
José Valdaí de Souza
Porto Alegre, RS

Papa

Belíssima a maneira como foi exposto o adeus ao papa João Paulo II. A narrativa, embora de fatos exaustivamente veiculados pela televisão, emocionou-me como se fosse a primeira vez que tomasse conhecimento deles. Emoção, comoção, beleza e fidelidade puderam ser sentidas nessa brilhante leitura. João Paulo II merece e nós agradecemos ("João Paulo II, o grande, se despede da vida nos braços do mundo", 13 de abril).
-Ana Cláudia Araújo Batista
Campina Grande, PB  

Ficou excelente a cobertura da morte de João Paulo II, o papa do milênio e o nosso brasileiríssimo João de Deus. Além do primoroso encarte que abrilhantou a edição 1 899, trazendo a emocionante história do polonês que, aos 58 anos, deixou a Cracóvia e ascendeu ao posto máximo do catolicismo, somos agora presenteados com uma análise perfeita do futuro da Igreja no momento em que sai de cena o seu mais atuante e carismático líder. Será possível substituí-lo à altura?
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE  

João Paulo II usou muito bem seu carisma pessoal para conquistar as platéias, porém viu diminuir o seu rebanho, com uma pregação antiga e que não acompanhou a evolução da humanidade.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP  

Tem-se falado em mudanças e possíveis avanços ideológicos que seriam bem-vindos à Igreja Católica com a nomeação de um novo papa. A resposta a essa esperançosa indagação é bem simples: a Igreja Católica – como muitas outras – não pode "modernizar-se", pois é justamente da filosofia simplista, alienante, retrógrada e anacrônica que tira o sustentáculo de sua sobrevivência.
Rogério Scipião Medeiros
São Paulo, SP  

Nos últimos 26 anos, o mundo mudou muito! A fé dos homens, também. O mesmo não se pode dizer da Igreja Católica, que nada fez para amenizar a ignorância social contra o homossexualismo e o aborto.
Mirna Machado
Atibaia, SP  

Extremamente comovente como o papa João Paulo II conseguiu espalhar a esperança e a solidariedade nos países que visitou. Ele conseguiu indiscutivelmente conciliar o mundo de forma peculiar.
Paulo Guilherme de Lira Freire
Carmo do Rio Claro, MG

Dirijo-me a esta maravilhosa revista para agradecer as homenagens oferecidas ao papa João Paulo. Elas nos proporcionaram saber sobre a sua vida, tanto íntima como de pontífice. Estamos todos realmente de luto.
Paulo Cassiano Simor
Passo Fundo, RS

Governo

Cabem aqui alguns esclarecimentos à revista VEJA, a respeito de nota "Ex-líder sem rumo" (Radar, 6 de abril). Fui a Bolonha, na Itália, como convidado da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), para participar da Cosmoprof 2005, feira internacional do setor de cosméticos. O convite foi feito quando eu ainda era o líder do governo na Câmara dos Deputados. Tratava-se de uma missão oficial, da qual participei ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e do presidente da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), Juan Quirós. As passagens, oferecidas pela Abihpec, eram da classe executiva. No aeroporto, em São Paulo, a companhia aérea me ofereceu assento na primeira classe. Aceitei a cortesia.
Professor Luizinho
Deputado federal (PT-SP)
Brasília, DF

1 900ª edição de VEJA

Ao chegar à edição 1 900, VEJA conquista um recorde histórico entre as revistas semanais brasileiras, resultado de um trabalho iniciado em 11 de setembro de 1968. Durante esses 37 anos, a veracidade das reportagens publicadas tem sido um marco de respeito aos leitores. Parabéns ao senhor Roberto Civita e equipe pelo excelente jornalismo da quarta maior revista de informação do mundo.
Walter dos Reis Calçado
Goiânia, GO

Radar

A nota relacionada com o BNDES que VEJA publicou na coluna Radar ("Fomento ao próprio bolso no BNDES", 13 de abril) merece alguns reparos: ela omite que está autorizado pelo Decreto nº 3255 o percebimento de auxílio-moradia por presidente, vice-presidente e diretores de estatais federais que, quando de sua nomeação, residiam fora do município-sede da empresa. O percebimento do auxílio-moradia só é um direito depois de manifestação favorável do ministro de Estado supervisor da empresa estatal federal e da fixação de seu limite pelo Conselho de Administração. A autorização do ressarcimento ocorreu em 20 de dezembro de 2004.
Paulo Totti
Assessor de imprensa do BNDES
Rio de Janeiro, RJ

Ambiente

A matéria "As ações entre novos amigos" (13 de abril) traz uma foto do Greenpeace, apesar de não citar nossa organização em nenhuma parte do texto. A reportagem induz o leitor a crer erroneamente que o Greenpeace seria uma das organizações não-governamentais envolvidas nos acordos com a indústria da soja. O Greenpeace não participa desse processo. Não acreditamos que a soja seja uma opção sustentável para a Amazônia.
Paulo Adario
Coordenador da Campanha Amazônia – Greenpeace
Manaus, AM

Conjuntura

Tomei conhecimento da matéria "Olha só, sem a rede" (6 de abril), que faz referência a trabalho meu, na parte relativa ao longo itinerário das relações entre o Brasil e o FMI. Esclareço que o título O Brasil e os Acordos Econômicos Internacionais: Perspectivas Jurídicas e Econômicas à Luz dos Acordos com o FMI, citado como sendo de minha autoria, pertence, na verdade, a uma obra coletiva organizada pelos professores Roberto Luiz Silva e Valerio de Oliveira Mazzuoli; meu trabalho é apenas um capítulo desse livro, que tem como título "O Brasil e o sistema de Bretton Woods: instituições e políticas em perspectiva histórica (1944-2002)".
Paulo Roberto de Almeida
Núcleo de Assuntos Estratégicos – Secom/PR
Brasília, DF

Medicina

Gostaríamos de cumprimentar a revista pela brilhante matéria "A ameaça do novo vírus" (13 de abril), sobre os riscos associados ao vírus da gripe. Apesar de o tema ser destaque na imprensa internacional, pela primeira vez foi abordado no Brasil com a abrangência merecida.
João Carlos Ferreira
Diretor de medicamentos de prescrição
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
São Paulo, SP

História

Parabéns a João Gabriel de Lima. Excelente a reportagem "Vietnã na Amazônia" (13 de abril). A história tem tudo para seguir, agora, em seu rumo correto. Só uma pequena contradição precisa ser desfeita, pois é a causa de toda a interpretação errada do período: é falsa a idéia de que "a esquerda pegou em armas contra a ditadura". O recrudescimento da ofensiva militar, desde 31 de março de 1964, é que foi uma reação à tentativa da esquerda de implantar uma ditadura comunista no Brasil. Essa, sim, na verdadeira acepção do termo "ditadura". Foi realmente uma guerra em que o Exército brasileiro, unido à população ordeira, católica e consciente, venceu, preservando a democracia. Entretanto, para os vencidos, a guerra ainda não acabou. Posando de vítimas, iludindo a grande massa sofrida da população, ainda contam suas meias verdades, alimentam a insensatez de ressuscitar o "Projeto Brasil, nunca mais!" para transformar o Brasil numa imensa Cuba.
Alexandre Olyntho Moreira
Campinas, SP 

No dia 14 de setembro de 1972 embarcamos em um avião C 130 (Hércules) no Aeroporto dos Afonsos com destino a Marabá, aonde chegamos às 13h45. Eu era soldado e pertencia a uma companhia da Brigada de Pára-quedistas que fora treinada para caçar subversivos naquela área. Eu levei duas cadernetas, em que ia anotando tintim por tintim tudo o que acontecia, e hoje as guardo como recordação dos momentos que passei no Araguaia. Meu pelotão não chegou a entrar em confronto. A gente fazia patrulhas diárias, mas graças a Deus não encontramos ninguém, e por isso não disparei nenhum tiro.
José Américo de Moura
Por e-mail

Lendo o texto da reportagem fica a impressão de que o Exército brasileiro travou uma grande batalha para derrotar os "insurretos" do Araguaia. Por mais organizados que os adeptos do PCdoB pudessem ser, não dá para acreditar que tenham conseguido formar grupos armados que pudessem ser chamados de "destacamentos". Esse jargão militar, por si só, denuncia a intenção de engrandecer o "inimigo" a fim de conferir méritos à ação repressora do governo de então. A história brasileira está repleta de exemplos do uso descomunal da força contra grupos de civis mobilizada em torno de idéias e ideais malquistos: de Canudos ontem à desocupação de áreas urbanas invadidas por maltrapilhos despossuídos hoje. O pior de tudo é ter de ler na matéria a justificativa do uso descomunal e desproporcional da força militar contra civis como ato típico de países de "Terceiro Mundo". Nada justifica que, nos idos de 1974, aqueles "revoltosos" do Araguaia pudessem ser caçados pela selva como animais.
Ricardo Pereira de Oliveira
Uberlândia, MG

Diogo Mainardi

Sei que muitos discordarão de Diogo Mainardi em relação a sua opinião em "As respostas da Igreja" (13 de abril), mas tenho de concordar que o máximo que a Igreja pode fazer é tentar cuidar de seu rebanho, que, aliás, está ficando escasso, em vez de se envolver em questões como pesquisas com células-tronco e aborto; diga-se de passagem, apenas para tentar atrapalhar o desenvolvimento da ciência, com posições retrógradas e sem fundamento lógico.
Elcio José Moreira
São José dos Campos, SP

Claudio de Moura Castro

Parabéns a VEJA e a Claudio de Moura Castro pela matéria "Tapetão medieval" (13 de abril). Ressaltem-se a colocação do monopólio do diploma, a prestação de serviços e os riscos, citando como exemplo a aviação. Por que existem no país diversas faculdades cobrando elevadas mensalidades dos alunos, além de exigir requisitos complementares altamente onerosos como horas de vôo? E quando esses alunos concluem o curso ficam sem saber o que fazer por falta de oportunidade de trabalho naquilo que eles tanto sonharam. Por que não aproximar escola e mercado de trabalho? De quem é a responsabilidade de proporcionar oportunidades de trabalho aos nossos jovens? Por que se estimulam cursos como o de ciências aeronáuticas e não se oportuniza trabalho aos recém-formados? Está na hora de planejar. É uma obrigação social: depende da escola, do Estado e da sociedade em geral.
Oldoni Pedro Floriani
Autor do livro Empresa Familiar ou... Inferno Familiar
Blumenau, SC

André Petry

Excelente consideração de André Petry ("Um papa brasileiro? Não!", 13 de abril). O Brasil não precisa de um papa! Nosso país se orgulha de sua diversidade e flexibilidade, que tornam possível uma convivência sem conflitos nem guerras por causa da multiplicidade de opiniões; realidade não constatada em várias localidades do mundo, por motivos políticos, ideológicos ou religiosos.
Marina Siqueira Lemos
Belo Horizonte, MG

Novela América

As coisas não acontecem por acaso. Provavelmente, o fracasso dessa novela seja o incentivo à violência, com a divulgação dos rodeios. É de admirar uma pessoa como a senhora Glória Perez, que foi vítima de violência na própria família e que na época nos sensibilizou, prestar-se agora ao incentivo à violência. É a partir de fatos como a divulgação dos rodeios nessa novela que vemos a degradação do ser humano e o crescente incentivo à violência desmedida e à banalização da vida ("Vôo cancelado", 13 de abril).
Paulo da Cruz Silva
Rio de Janeiro, RJ  

VEJA acertou em comentar o baixo ibope da novelinha América, mas falhou em não vincular o insucesso também aos rodeios, abominável apologia da violência contra os animais, o que acabou afastando muita gente da telinha. Sabe-se que dezenas de cidades estão programando passeatas de protesto contra essa infame "diversão". Chega de engolirmos tanta besteira calados.
José Claudio Faraco
Monte Sião, MG

Giancarlo Zizola

Após ler a entrevista com o vaticanólogo italiano Giancarlo Zizola (Amarelas, 13 de abril) e verificar as responsabilidades do novo papa, consegui visualizar o "próprio" Espírito Santo fazendo as malas para cuidar desse assunto pessoalmente.
Jose Antonio Fazzio
Ribeirão Preto, SP

Polícia

O título não poderia ser mais oportuno para a matéria "Não há como ficar pior" (13 de abril). Chegamos ao fundo do poço. Nós somos felizes, festeiros, espertalhões, mentirosos, gostamos de levar vantagem em tudo. Nossos políticos, com raras e louváveis exceções, compõem a mais desprezível classe de roubadores do dinheiro público. A polícia, que é paga com dinheiro do contribuinte para proteger o cidadão, seqüestra, rouba, trafica drogas, corrompe, municia os traficantes, solta os presos e mata. Mata trabalhadores, pais de família, inocentes crianças e mulheres. Nossos juízes, que deveriam ser o ícone máximo do zelo pela moral, pela justiça, pela ordem, são ladrões, corruptos, chefes de quadrilha e agora também assassinos. Onde vamos parar? E vem a propaganda oficial nos enfiar goela abaixo o mote "O melhor do Brasil é o brasileiro". Onde? Quem? Só se for os que estavam aqui antes da chegada de Cabral.
Kennedy Roque
Montes Claros, MG  

Meu Deus! Eu não acredito que dentro do estado de direito não haja uma maneira de intervir totalmente no Rio de Janeiro! O tempo e a história já mostraram com um número enorme de casos que esse estado, desde que deixou de ser a capital do país, não progrediu substancialmente em nenhum campo de evolução, seja cultural, social, comercial ou industrial.
Marcia Rodrigues e Antonio Augisto de Souza Lima
Por e-mail

Terrorismo

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, representante oficial da comunidade judaica no estado de São Paulo, parabeniza a revista VEJA pela excelente matéria intitulada "Com trinta anos de atraso" (30 de março), que retrata a iniciativa da ONU de encarar o terrorismo como um crime contra a humanidade. Temos de derrotar o terror, defender a liberdade e acabar com os sentimentos coletivos de medo e insegurança que hoje imperam em diversas nações.
Jayme Blay
Presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo
São Paulo, SP

Justiça

A juíza titular da 6ª Vara Federal criminal, Ana Paula Vieira de Carvalho, reconheceu a procedência da acusação de desvio de dinheiro público e de gestão fraudulenta e temerária dos envolvidos no escândalo do banco Marka e colocou os culpados na cadeia. Entretanto, vivemos no país das ambigüidades. Tudo o que está escrito na legislação brasileira pode ser interpretado de várias maneiras, pois nada é o que aparenta ser. As leis confeccionadas pelos políticos oportunistas do Congresso Nacional são ambíguas e obscuras. Quando a sociedade reclama da Justiça, os defensores dos marginais beneficiários dessa ambigüidade falam que o texto foi mal ajuizado. Não vale o que parece estar escrito, mas, sim, o que é interpretado pelos advogados nas entrelinhas movediças das leis. A partir daí, cada um interpreta como quer e de acordo com seus interesses. Juízes como Ana Paula Vieira de Carvalho merecem uma estátua em praça pública ("Crime e castigo", 13 de abril).
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ

Jean Carlos Chera

Não concordo com a atitude de times grandes de contratarem uma criança de 9 anos, pois ninguém sabe ao certo como será seu próximo dia. Se ele pode trabalhar com essa idade, jogando bola, por que um pobre menino vendedor de sorvete pode ser impedido de ganhar seu dia-a-dia? ("Nove anos, contrato assinado", Perfil, 13 de abril.)
Gilmar F. Júnior
Terra Rica, PR

Cartas

Em poucas palavras, a leitora Maria Bogéa Thomé resumiu o sentimento, tenho certeza, de milhões de pessoas. Obrigado pelas lágrimas que derramei. Obrigado por me ajudar a encarar aquela realidade de uma forma positiva. Obrigado por nos mostrar o verdadeiro significado (o da reflexão sobre a necessidade de reformularmos nosso modo de pensar e agir) daquele "grito sem voz" do nosso "Santo" João de Deus. Obrigado, Maria. Muito obrigado, João "Santo" de Deus. Eternamente Santo.
Paulo Cesar Garcia Saraiva
Rio de Janeiro, RJ  

Simplesmente perfeita a colocação de VEJA sobre a interpretação negativa causada em alguns leitores pela publicação da imagem da última aparição pública do papa na capa da revista. É incrível a capacidade que as pessoas têm de ver maldade onde não há a mínima, muito pelo contrário. Parabéns, VEJA ("Não tenha medo", Cartas, 13 de abril).
Maria Sofia Schupp
Itanhaém, SP  

As explicações de VEJA sobre a capa da edição 1899 só vêm confirmar a infelicidade de seus editores. Mais de acordo está a capa da edição especial, rara foto que exprime toda a alma do Santo Padre.
João Batista de Castro Lovatto
Porto Alegre, RS

Edição histórica João Paulo II

Como assinante de VEJA, recebi a edição especial "João Paulo II 1920-2005" (abril de 2005). Desejo parabenizá-los tanto pelos textos sóbrios e objetivos quanto pela excelente edição e pelo ótimo trabalho gráfico. É, realmente, uma edição histórica. Será arquivada como tal.
Aníbal Albuquerque
Secretário-geral da Academia Varginhense
de Letras, Artes e Ciências
Varginha, MG

Monte Kilimanjaro

A respeito da matéria "A prova do efeito estufa" (23 de março): 1) As Neves do Kilimanjaro, de Ernest Hemingway, não é um romance, mas um conto; 2) não é autobiográfico. É ficção. Autobiográfico de Hemingway sobre o continente é o livro As Verdes Colinas da África.
César Murilo Jacques
Florianópolis, SC  

CORREÇÕES: Diferentemente do que informou a nota "Com quem está a Arisco" (Radar, 13 de abril), a Unilever licenciou a marca Arisco para o grupo BMG exclusivamente para uso com a marca Jussara e em vegetais enlatados. E essa licença expirou em fevereiro. * O número total de cardeais da Europa é 95, e não 96, como foi publicado na reportagem "A hora da escolha" (edição histórica João Paulo II, abril de 2005).

O açaí e a doença de Chagas


Há dois anos, em uma nota na seção Guia ("O açaí sob suspeita", 2 de abril de 2003), VEJA alertou para o risco de contaminação por doença de Chagas pela ingestão de suco de açaí. Recentes notícias de que pessoas radicadas no Norte do Brasil contraíram a doença depois de consumir suco de açaí confirmam o alerta feito pela revista, que se baseou em um estudo da Universidade Estadual do Pará. A pesquisa concluiu que o consumo da fruta não pasteurizada é responsável por casos de doença de Chagas em território paraense. Nos últimos anos, o Instituto Evandro Chagas (http://www.iec.pa.gov.br/), órgão de pesquisas ligado ao governo federal, fez trabalhos de prevenção na Região Norte, ressaltando a importância da higienização e do armazenamento adequado dos alimentos – entre eles, o tradicional açaí. Ainda assim, focos da doença foram registrados em estados como o Amapá e o Pará.

 

Mudança na lista das cinco mais

Renato Pereira, leitor radicado em Maringá, no Paraná, perguntou à redação: "Quais foram as reportagens mais comentadas pelos leitores na história da revista?". Recentemente, a lista dos textos mais comentados da história de VEJA ganhou um novo segundo colocado. A reportagem de capa "Um adeus com dor" (6 de abril), sobre o sofrimento terminal do papa João Paulo II, motivou 695 cartas; com isso, superou a contagem de comentários da reportagem especial sobre o atentado terrorista aos Estados Unidos ocorrido em 11 de setembro de 2001.

1 ­ "O que querem os radicais do PT"
(Capa, 23 de outubro de 2002): 964 cartas

2 ­ "Um adeus com dor" – Papa João Paulo II
(Capa, 6 de abril de 2005): 695 cartas

3 ­ "Este mundo nunca mais será o mesmo" – Terrorismo
(Capa, 19 de setembro de 2001): 653 cartas

4 ­ "Ele zomba da lei" – Fernandinho Beira-Mar
(Capa, 18 de setembro de 2002): 647 cartas

5 ­ "A luta em público contra a aids" – Cazuza
(Capa, 26 de abril de 1989): 625 cartas

 

A arrinha-azul

Depois de ler o artigo "De Dourados a Paris" (30 de março), do jornalista André Petry, o leitor Rodrigo Teixeira, médico veterinário, reparou num pequeno deslize e escreveu: "De maneira alguma o texto fica comprometido, mas não custa acertar na espécie ou no habitat: ou o animal em questão no artigo é a arara-azul do Pantanal Mato-Grossense e regiões adjacentes ou se trata da ararinha-azul, e o habitat é outro". Na verdade, a ararinha-azul, considerada extinta – fato destacado na reportagem "Uma espécie a menos" (14 de fevereiro de 2001) –, tinha como habitat o sertão baiano, e não o Pantanal Mato-Grossense, um dos lugares habitados pela arara-azul, ameaçada de extinção.  

http://veja.abril.com.br/140201/ p_080.html

 
 
 
 
topovoltar