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Cartas
 | "Se
o sucessor não for da América Latina, a Igreja Católica poderá
ficar vazia. Que os cardeais recebam a última mensagem do papa."
José Valdaí de Souza Porto Alegre,
RS | Papa
Belíssima a maneira como foi exposto o adeus ao papa João Paulo
II. A narrativa, embora de fatos exaustivamente veiculados pela televisão,
emocionou-me como se fosse a primeira vez que tomasse conhecimento deles. Emoção,
comoção, beleza e fidelidade puderam ser sentidas nessa brilhante
leitura. João Paulo II merece e nós agradecemos ("João Paulo
II, o grande, se despede da vida nos braços do mundo", 13 de abril).
-Ana Cláudia Araújo Batista Campina Grande, PB
Ficou excelente a cobertura da morte de João
Paulo II, o papa do milênio e o nosso brasileiríssimo João
de Deus. Além do primoroso encarte que abrilhantou a edição
1 899, trazendo a emocionante história do polonês que, aos 58 anos,
deixou a Cracóvia e ascendeu ao posto máximo do catolicismo, somos
agora presenteados com uma análise perfeita do futuro da Igreja no momento
em que sai de cena o seu mais atuante e carismático líder. Será
possível substituí-lo à altura? Gustavo Henrique de
Brito Alves Freire Recife, PE João
Paulo II usou muito bem seu carisma pessoal para conquistar as platéias,
porém viu diminuir o seu rebanho, com uma pregação antiga
e que não acompanhou a evolução da humanidade. Jorge
Jossi Wagner Ribeirão Preto, SP
Tem-se falado em mudanças e possíveis avanços ideológicos
que seriam bem-vindos à Igreja Católica com a nomeação
de um novo papa. A resposta a essa esperançosa indagação
é bem simples: a Igreja Católica – como muitas outras –
não pode "modernizar-se", pois é justamente da filosofia simplista,
alienante, retrógrada e anacrônica que tira o sustentáculo
de sua sobrevivência. Rogério Scipião Medeiros
São Paulo, SP Nos últimos
26 anos, o mundo mudou muito! A fé dos homens, também. O mesmo não
se pode dizer da Igreja Católica, que nada fez para amenizar a ignorância
social contra o homossexualismo e o aborto. Mirna Machado Atibaia,
SP Extremamente comovente como o papa João
Paulo II conseguiu espalhar a esperança e a solidariedade nos países
que visitou. Ele conseguiu indiscutivelmente conciliar o mundo de forma peculiar.
Paulo Guilherme de Lira Freire Carmo do Rio Claro, MG
Dirijo-me a esta maravilhosa revista para agradecer as homenagens oferecidas ao
papa João Paulo. Elas nos proporcionaram saber sobre a sua vida, tanto
íntima como de pontífice. Estamos todos realmente de luto. Paulo
Cassiano Simor Passo Fundo, RS Governo
Cabem aqui alguns esclarecimentos à revista VEJA, a respeito de nota "Ex-líder
sem rumo" (Radar, 6 de abril). Fui a Bolonha, na Itália, como convidado
da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal,
Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), para participar da Cosmoprof 2005, feira
internacional do setor de cosméticos. O convite foi feito quando eu ainda
era o líder do governo na Câmara dos Deputados. Tratava-se de uma
missão oficial, da qual participei ao lado do ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e do presidente da Agência
de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), Juan
Quirós. As passagens, oferecidas pela Abihpec, eram da classe executiva.
No aeroporto, em São Paulo, a companhia aérea me ofereceu assento
na primeira classe. Aceitei a cortesia. Professor Luizinho Deputado
federal (PT-SP) Brasília, DF 1
900ª edição de VEJA Ao chegar à
edição 1 900, VEJA conquista um recorde histórico entre as
revistas semanais brasileiras, resultado de um trabalho iniciado em 11 de setembro
de 1968. Durante esses 37 anos, a veracidade das reportagens publicadas tem sido
um marco de respeito aos leitores. Parabéns ao senhor Roberto Civita e
equipe pelo excelente jornalismo da quarta maior revista de informação
do mundo. Walter dos Reis Calçado Goiânia, GO Radar
A nota relacionada com o BNDES que VEJA publicou na coluna
Radar ("Fomento ao próprio bolso no BNDES", 13 de abril) merece alguns
reparos: ela omite que está autorizado pelo Decreto nº 3255 o percebimento
de auxílio-moradia por presidente, vice-presidente e diretores de estatais
federais que, quando de sua nomeação, residiam fora do município-sede
da empresa. O percebimento do auxílio-moradia só é um direito
depois de manifestação favorável do ministro de Estado supervisor
da empresa estatal federal e da fixação de seu limite pelo Conselho
de Administração. A autorização do ressarcimento ocorreu
em 20 de dezembro de 2004. Paulo Totti Assessor de imprensa do BNDES Rio
de Janeiro, RJ Ambiente
A matéria "As ações entre novos amigos" (13 de abril) traz
uma foto do Greenpeace, apesar de não citar nossa organização
em nenhuma parte do texto. A reportagem induz o leitor a crer erroneamente que
o Greenpeace seria uma das organizações não-governamentais
envolvidas nos acordos com a indústria da soja. O Greenpeace não
participa desse processo. Não acreditamos que a soja seja uma opção
sustentável para a Amazônia. Paulo Adario Coordenador
da Campanha Amazônia Greenpeace Manaus, AM
Conjuntura Tomei conhecimento da matéria "Olha
só, sem a rede" (6 de abril), que faz referência a trabalho meu,
na parte relativa ao longo itinerário das relações entre
o Brasil e o FMI. Esclareço que o título O Brasil e os Acordos
Econômicos Internacionais: Perspectivas Jurídicas e Econômicas
à Luz dos Acordos com o FMI, citado como sendo de minha autoria, pertence,
na verdade, a uma obra coletiva organizada pelos professores Roberto Luiz Silva
e Valerio de Oliveira Mazzuoli; meu trabalho é apenas um capítulo
desse livro, que tem como título "O Brasil e o sistema de Bretton Woods:
instituições e políticas em perspectiva histórica
(1944-2002)". Paulo Roberto de Almeida Núcleo de Assuntos
Estratégicos Secom/PR Brasília, DF
Medicina Gostaríamos de cumprimentar a revista
pela brilhante matéria "A ameaça do novo vírus" (13 de abril),
sobre os riscos associados ao vírus da gripe. Apesar de o tema ser destaque
na imprensa internacional, pela primeira vez foi abordado no Brasil com a abrangência
merecida. João Carlos Ferreira Diretor de medicamentos de
prescrição Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos
S.A. São Paulo, SP História
Parabéns a João Gabriel de Lima. Excelente
a reportagem "Vietnã na Amazônia" (13 de abril). A história
tem tudo para seguir, agora, em seu rumo correto. Só uma pequena contradição
precisa ser desfeita, pois é a causa de toda a interpretação
errada do período: é falsa a idéia de que "a esquerda pegou
em armas contra a ditadura". O recrudescimento da ofensiva militar, desde 31 de
março de 1964, é que foi uma reação à tentativa
da esquerda de implantar uma ditadura comunista no Brasil. Essa, sim, na verdadeira
acepção do termo "ditadura". Foi realmente uma guerra em que o Exército
brasileiro, unido à população ordeira, católica e
consciente, venceu, preservando a democracia. Entretanto, para os vencidos, a
guerra ainda não acabou. Posando de vítimas, iludindo a grande massa
sofrida da população, ainda contam suas meias verdades, alimentam
a insensatez de ressuscitar o "Projeto Brasil, nunca mais!" para transformar o
Brasil numa imensa Cuba. Alexandre Olyntho Moreira Campinas, SP
No dia 14 de setembro de 1972 embarcamos em um
avião C 130 (Hércules) no Aeroporto dos Afonsos com destino a Marabá,
aonde chegamos às 13h45. Eu era soldado e pertencia a uma companhia da
Brigada de Pára-quedistas que fora treinada para caçar subversivos
naquela área. Eu levei duas cadernetas, em que ia anotando tintim por tintim
tudo o que acontecia, e hoje as guardo como recordação dos momentos
que passei no Araguaia. Meu pelotão não chegou a entrar em confronto.
A gente fazia patrulhas diárias, mas graças a Deus não encontramos
ninguém, e por isso não disparei nenhum tiro. José
Américo de Moura Por e-mail Lendo
o texto da reportagem fica a impressão de que o Exército brasileiro
travou uma grande batalha para derrotar os "insurretos" do Araguaia. Por mais
organizados que os adeptos do PCdoB pudessem ser, não dá para acreditar
que tenham conseguido formar grupos armados que pudessem ser chamados de "destacamentos".
Esse jargão militar, por si só, denuncia a intenção
de engrandecer o "inimigo" a fim de conferir méritos à ação
repressora do governo de então. A história brasileira está
repleta de exemplos do uso descomunal da força contra grupos de civis mobilizada
em torno de idéias e ideais malquistos: de Canudos ontem à desocupação
de áreas urbanas invadidas por maltrapilhos despossuídos hoje. O
pior de tudo é ter de ler na matéria a justificativa do uso descomunal
e desproporcional da força militar contra civis como ato típico
de países de "Terceiro Mundo". Nada justifica que, nos idos de 1974, aqueles
"revoltosos" do Araguaia pudessem ser caçados pela selva como animais. Ricardo
Pereira de Oliveira Uberlândia, MG
Diogo Mainardi Sei que muitos discordarão de Diogo
Mainardi em relação a sua opinião em "As respostas da Igreja"
(13 de abril), mas tenho de concordar que o máximo que a Igreja pode fazer
é tentar cuidar de seu rebanho, que, aliás, está ficando
escasso, em vez de se envolver em questões como pesquisas com células-tronco
e aborto; diga-se de passagem, apenas para tentar atrapalhar o desenvolvimento
da ciência, com posições retrógradas e sem fundamento
lógico. Elcio José Moreira São José
dos Campos, SP Claudio de Moura Castro
Parabéns a VEJA e a Claudio de Moura Castro pela matéria "Tapetão
medieval" (13 de abril). Ressaltem-se a colocação do monopólio
do diploma, a prestação de serviços e os riscos, citando
como exemplo a aviação. Por que existem no país diversas
faculdades cobrando elevadas mensalidades dos alunos, além de exigir requisitos
complementares altamente onerosos como horas de vôo? E quando esses alunos
concluem o curso ficam sem saber o que fazer por falta de oportunidade de trabalho
naquilo que eles tanto sonharam. Por que não aproximar escola e mercado
de trabalho? De quem é a responsabilidade de proporcionar oportunidades
de trabalho aos nossos jovens? Por que se estimulam cursos como o de ciências
aeronáuticas e não se oportuniza trabalho aos recém-formados?
Está na hora de planejar. É uma obrigação social:
depende da escola, do Estado e da sociedade em geral. Oldoni Pedro Floriani Autor
do livro Empresa Familiar ou... Inferno Familiar Blumenau, SC
André Petry Excelente consideração
de André Petry ("Um papa brasileiro? Não!", 13 de abril). O Brasil
não precisa de um papa! Nosso país se orgulha de sua diversidade
e flexibilidade, que tornam possível uma convivência sem conflitos
nem guerras por causa da multiplicidade de opiniões; realidade não
constatada em várias localidades do mundo, por motivos políticos,
ideológicos ou religiosos. Marina Siqueira Lemos Belo Horizonte,
MG Novela América
As coisas não acontecem por acaso. Provavelmente, o fracasso dessa novela
seja o incentivo à violência, com a divulgação dos
rodeios. É de admirar uma pessoa como a senhora Glória Perez, que
foi vítima de violência na própria família e que na
época nos sensibilizou, prestar-se agora ao incentivo à violência.
É a partir de fatos como a divulgação dos rodeios nessa novela
que vemos a degradação do ser humano e o crescente incentivo à
violência desmedida e à banalização da vida ("Vôo
cancelado", 13 de abril). Paulo da Cruz Silva Rio de Janeiro, RJ
VEJA acertou em comentar o baixo ibope da
novelinha América, mas falhou em não vincular o insucesso
também aos rodeios, abominável apologia da violência contra
os animais, o que acabou afastando muita gente da telinha. Sabe-se que dezenas
de cidades estão programando passeatas de protesto contra essa infame "diversão".
Chega de engolirmos tanta besteira calados. José Claudio Faraco Monte
Sião, MG Giancarlo Zizola
Após ler a entrevista com o vaticanólogo italiano Giancarlo Zizola
(Amarelas, 13 de abril) e verificar as responsabilidades do novo papa, consegui
visualizar o "próprio" Espírito Santo fazendo as malas para cuidar
desse assunto pessoalmente. Jose Antonio Fazzio Ribeirão Preto,
SP Polícia O título
não poderia ser mais oportuno para a matéria "Não há
como ficar pior" (13 de abril). Chegamos ao fundo do poço. Nós somos
felizes, festeiros, espertalhões, mentirosos, gostamos de levar vantagem
em tudo. Nossos políticos, com raras e louváveis exceções,
compõem a mais desprezível classe de roubadores do dinheiro público.
A polícia, que é paga com dinheiro do contribuinte para proteger
o cidadão, seqüestra, rouba, trafica drogas, corrompe, municia os
traficantes, solta os presos e mata. Mata trabalhadores, pais de família,
inocentes crianças e mulheres. Nossos juízes, que deveriam ser o
ícone máximo do zelo pela moral, pela justiça, pela ordem,
são ladrões, corruptos, chefes de quadrilha e agora também
assassinos. Onde vamos parar? E vem a propaganda oficial nos enfiar goela abaixo
o mote "O melhor do Brasil é o brasileiro". Onde? Quem? Só se for
os que estavam aqui antes da chegada de Cabral. Kennedy Roque Montes
Claros, MG Meu Deus! Eu não acredito
que dentro do estado de direito não haja uma maneira de intervir totalmente
no Rio de Janeiro! O tempo e a história já mostraram com um número
enorme de casos que esse estado, desde que deixou de ser a capital do país,
não progrediu substancialmente em nenhum campo de evolução,
seja cultural, social, comercial ou industrial. Marcia Rodrigues e Antonio
Augisto de Souza Lima Por e-mail Terrorismo
A Federação Israelita do Estado de São
Paulo, representante oficial da comunidade judaica no estado de São Paulo,
parabeniza a revista VEJA pela excelente matéria intitulada "Com trinta
anos de atraso" (30 de março), que retrata a iniciativa da ONU de encarar
o terrorismo como um crime contra a humanidade. Temos de derrotar o terror, defender
a liberdade e acabar com os sentimentos coletivos de medo e insegurança
que hoje imperam em diversas nações. Jayme Blay Presidente
da Federação Israelita do Estado de São Paulo São
Paulo, SP Justiça
A juíza titular da 6ª Vara Federal criminal, Ana Paula Vieira de Carvalho,
reconheceu a procedência da acusação de desvio de dinheiro
público e de gestão fraudulenta e temerária dos envolvidos
no escândalo do banco Marka e colocou os culpados na cadeia. Entretanto,
vivemos no país das ambigüidades. Tudo o que está escrito na
legislação brasileira pode ser interpretado de várias maneiras,
pois nada é o que aparenta ser. As leis confeccionadas pelos políticos
oportunistas do Congresso Nacional são ambíguas e obscuras. Quando
a sociedade reclama da Justiça, os defensores dos marginais beneficiários
dessa ambigüidade falam que o texto foi mal ajuizado. Não vale o que
parece estar escrito, mas, sim, o que é interpretado pelos advogados nas
entrelinhas movediças das leis. A partir daí, cada um interpreta
como quer e de acordo com seus interesses. Juízes como Ana Paula Vieira
de Carvalho merecem uma estátua em praça pública ("Crime
e castigo", 13 de abril). Wilson Gordon Parker Nova Friburgo, RJ
Jean Carlos Chera Não
concordo com a atitude de times grandes de contratarem uma criança de 9
anos, pois ninguém sabe ao certo como será seu próximo dia.
Se ele pode trabalhar com essa idade, jogando bola, por que um pobre menino vendedor
de sorvete pode ser impedido de ganhar seu dia-a-dia? ("Nove anos, contrato assinado",
Perfil, 13 de abril.) Gilmar F. Júnior Terra Rica, PR
Cartas Em poucas palavras, a leitora
Maria Bogéa Thomé resumiu o sentimento, tenho certeza, de milhões
de pessoas. Obrigado pelas lágrimas que derramei. Obrigado por me ajudar
a encarar aquela realidade de uma forma positiva. Obrigado por nos mostrar o verdadeiro
significado (o da reflexão sobre a necessidade de reformularmos nosso modo
de pensar e agir) daquele "grito sem voz" do nosso "Santo" João de Deus.
Obrigado, Maria. Muito obrigado, João "Santo" de Deus. Eternamente Santo. Paulo
Cesar Garcia Saraiva Rio de Janeiro, RJ
Simplesmente perfeita a colocação de VEJA sobre a interpretação
negativa causada em alguns leitores pela publicação da imagem da
última aparição pública do papa na capa da revista.
É incrível a capacidade que as pessoas têm de ver maldade
onde não há a mínima, muito pelo contrário. Parabéns,
VEJA ("Não tenha medo", Cartas, 13 de abril). Maria Sofia Schupp Itanhaém,
SP As explicações de VEJA
sobre a capa da edição 1899 só vêm confirmar a infelicidade
de seus editores. Mais de acordo está a capa da edição especial,
rara foto que exprime toda a alma do Santo Padre. João Batista de
Castro Lovatto Porto Alegre, RS Edição
histórica João Paulo II Como assinante de
VEJA, recebi a edição especial "João Paulo II 1920-2005"
(abril de 2005). Desejo parabenizá-los tanto pelos textos sóbrios
e objetivos quanto pela excelente edição e pelo ótimo trabalho
gráfico. É, realmente, uma edição histórica.
Será arquivada como tal. Aníbal Albuquerque Secretário-geral
da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências Varginha, MG
Monte Kilimanjaro A respeito
da matéria "A prova do efeito estufa" (23 de março): 1) As Neves
do Kilimanjaro, de Ernest Hemingway, não é um romance, mas um
conto; 2) não é autobiográfico. É ficção.
Autobiográfico de Hemingway sobre o continente é o livro As Verdes
Colinas da África. César Murilo Jacques Florianópolis,
SC 
CORREÇÕES: Diferentemente do que informou a nota "Com
quem está a Arisco" (Radar, 13 de abril), a Unilever licenciou a marca
Arisco para o grupo BMG exclusivamente para uso com a marca Jussara e em vegetais
enlatados. E essa licença expirou em fevereiro. * O número
total de cardeais da Europa é 95, e não 96, como foi publicado na
reportagem "A hora da escolha" (edição histórica João
Paulo II, abril de 2005).
O açaí e a doença de Chagas
Há dois anos, em uma nota na seção
Guia ("O açaí sob suspeita", 2 de abril de 2003), VEJA alertou para
o risco de contaminação por doença de Chagas pela ingestão
de suco de açaí. Recentes notícias de que pessoas radicadas
no Norte do Brasil contraíram a doença depois de consumir suco de
açaí confirmam o alerta feito pela revista, que se baseou em um
estudo da Universidade Estadual do Pará. A pesquisa concluiu que o consumo
da fruta não pasteurizada é responsável por casos de doença
de Chagas em território paraense. Nos últimos anos, o Instituto
Evandro Chagas (http://www.iec.pa.gov.br/),
órgão de pesquisas ligado ao governo federal, fez trabalhos de prevenção
na Região Norte, ressaltando a importância da higienização
e do armazenamento adequado dos alimentos – entre eles, o tradicional açaí.
Ainda assim, focos da doença foram registrados em estados como o Amapá
e o Pará. | |
Mudança na lista das cinco mais
Renato
Pereira, leitor radicado em Maringá, no Paraná, perguntou à
redação: "Quais foram as reportagens mais comentadas pelos leitores
na história da revista?". Recentemente, a lista dos textos mais comentados
da história de VEJA ganhou um novo segundo colocado. A reportagem de capa
"Um adeus com dor" (6 de abril), sobre o sofrimento terminal do papa João
Paulo II, motivou 695 cartas; com isso, superou a contagem de comentários
da reportagem especial sobre o atentado terrorista aos Estados Unidos ocorrido
em 11 de setembro de 2001. 1 "O que querem
os radicais do PT" (Capa, 23 de outubro de 2002): 964 cartas
2 "Um adeus com dor" Papa João Paulo II (Capa,
6 de abril de 2005): 695 cartas 3 "Este
mundo nunca mais será o mesmo" Terrorismo (Capa, 19 de
setembro de 2001): 653 cartas 4 "Ele
zomba da lei" Fernandinho Beira-Mar (Capa, 18 de setembro de 2002):
647 cartas 5 "A luta em público
contra a aids" Cazuza (Capa, 26 de abril de 1989): 625 cartas
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A arrinha-azul Depois
de ler o artigo "De Dourados a Paris" (30 de março), do jornalista André
Petry, o leitor Rodrigo Teixeira, médico veterinário, reparou num
pequeno deslize e escreveu: "De maneira alguma o texto fica comprometido, mas
não custa acertar na espécie ou no habitat: ou o animal em questão
no artigo é a arara-azul do Pantanal Mato-Grossense e regiões adjacentes
ou se trata da ararinha-azul, e o habitat é outro". Na verdade, a ararinha-azul,
considerada extinta fato destacado na reportagem "Uma espécie a
menos" (14 de fevereiro de 2001) , tinha como habitat o sertão baiano,
e não o Pantanal Mato-Grossense, um dos lugares habitados pela arara-azul,
ameaçada de extinção.
http://veja.abril.com.br/140201/
p_080.html | | |